A Love Unraveled

66 Capitulo 66 - Um problema á solta Pt. III


Notas iniciais
Espero que gostem desse capitulo, provavelmente não postarei no natal, mas deixarei alguma coisa programada ;) Boa leitura, cupcakes!

Capitulo 66 — Um problema á solta Pt. III

P.O.V. Viktor

“Vi Melody conversando com Nathaniel, não consegui ouvir muita coisa, mas aquela aproximação... Eu não gostava nada daquilo.”

– Viktor o que faz aqui? – perguntou alguém e eu me virei.

–... Melody? – olhei surpreso.

– Anda, me responda. – disse ela.

– Eu quis te ver...

– Engraçado você não queria falar comigo algumas horas atrás, não lembra? – perguntou. – Ou será que você ficou preocupado com minha persuasão de fazer o Nath vir até mim?

– Não acredito que fez mesmo isso... – disse e ela me encarou.

– Ele queria, só precisava de um empurrão...

– Certo e o jeito mais fácil de fazer isso é dizendo para se afastar dos demais... – disse irritado. – Melody se sente alguma coisa por ele...

– Olha, Nath é meu amigo e ainda gosto dele, precisamos conversar e foi isso que fiz... – disse ela. -... Não é como você pensa!

– Claro... Eu saio por alguns minutos e...

– Alguns minutos? – ela sorriu. – Eu não te via há dias...

– Eu estava resolvendo assuntos pessoais...

– Pois é, eu também! – disse ela e eu fiz com que ela se aproxima-se de mim. – Me larga...

– Precisamos conversar... Esqueça o que aconteceu aqui, só vem comigo... – disse e ela me olhou séria.

– O quê foi?

–... Aqui não! – disse e ela se soltou de mim com facilidade.

–... Por que não aceitou? – ela perguntou e eu á olhei.

– Mel... Aqui não... Pare de tentar ler meus... – disse e ela se afastou.

– Você podia ser como eu! – disse ela. – O que te impede?

–... Droga, ninguém pode saber que estou aqui... – disse e ela riu.

– Que se dane, me diga por que disso?

–... É arriscado...

– Arriscado? – ela parecia um pouco descontrolada. – Confesse você não quer ser como eu... Você sabe que eu não quero que aquilo volte a acontecer... – ela se aproximou de mim. – Beber do meu sangue pode ser mais que suficiente para solucionar tudo... Eu não quero um...

– Você me vê como um monstro ainda... Eu sei o que aconteceu e ainda me culpo... Mas eu não... Eu voltei á ser eu, posso me controlar, podemos continuar assim, sem correr riscos... – disse.

– Não foi o que eu disse... Desculpe... – disse ela e me encarou. – Só me diz por que é arriscado como diz...

– Seu sangue é diferente, eu sei, mas há uma grande chance de que se eu continuar a bebê-lo constantemente eu só piore... Desculpe... – disse e tentei sair, mas vi que ela estava na minha frente.

–... Você ainda quer continuar com isso? – perguntou. – Você havia pedido um tempo...

– Eu não sei, me diz você! – disse e á olhei.

–... Não cabe á mim... – disse ela. – Eu gostaria de tentar... Mas...

– Não vai invadir de novo minha mente... Não agora! – disse e ela sorriu.

– Então o que vai me dizer? – perguntou.

–... Eu acho melhor continuarmos assim, eu preciso ficar sozinho... Não sei se posso confiar em mim, não vou mais encostar em você...

– Espera, você disse que estava bem, não tínhamos mais com o que nos preocupar... – disse ela e eu sorri.

– Eu posso estar errado, e mesmo que você não vire um de mim, eu não quero que algo chegue á acontecer com seus pais, ou com quem sabe quem... – disse. – Me de licença...

– Viktor... Viktor... – gritou ela, mas eu subi no murro e saltei.

Não... Não pode ser! – ouvi ela dizer.

P.O.V. Guilherme

“Eu então fui até o hotel comer alguma coisa, parecia que o tempo não passava, e eu mal conseguia comer, eu estava preocupado com Alice... Foi então que vi descer as escadas do hotel e sentar-se ao meu lado, ela não havia percebido que era eu.”

–... Alice! – disse á olhando e ela então virou seu rosto.

– Com licença... – disse ela e eu á segurei.

– Senta ai, agora. – disse e ela me olhou séria.

– Você não manda em mim! – disse ela e eu á encarei.

– Não, mas se for preciso eu te obrigarei á sentar ai... – disse e ela bufou, sentando-se.

–... O que você quer? – ela perguntou não me encarando.

– Quero saber se está bem! – disse e ela me olhou. – E ai você está?

– Tanto faz! – disse ela e ficou quieta.

–... Eu tenho o dia todo... – disse sorrindo e ela me olhou séria.

– Sabe qual é o seu problema, você acha que tudo é perfeito, não é fácil agir como se tudo estivesse bem, nada está bem, então por que nunca tira esse sorriso do rosto? – perguntou.

– Porque eu lido com meus problemas, e isso não pode de maneira alguma interferir em uma amizade...

– Resumindo você usa uma máscara! – disse ela e eu sorri.

–... Não, prefiro pensar que sorrio para as coisas que me agradam, que me deixam de bom humor... Entende? – á encarei. – Por que ficar sério se pode sorrir se ver tudo por outros ângulos...

– Isso é patético! – ela me olhou. – Você quer ver outros ângulos... Olha o que sei de você... Trabalhou na máfia... Traiu o próprio amigo... Perdeu á namorada desse amigo... E teve que ir embora por causa desses problemas... – ela então riu. – Tem razão não tem motivo melhor para sorrir.

– Não é assim que aconteceu...

– Sejamos francos, sua vida é tão ruim quanto á minha.

– Por que acha isso? Aposto que sua vida deve ter sido bem confortável, uma garota rica que tem tudo...

– É... A garota rica que fugiu de casa, pois o pai matou a mãe estrangulada... Essa garota que tem tudo perdeu a mãe, e agora tem que se preocupar com a fuga do pai em busca da filha que tem uma vida confortável... – ela me encarou e eu fiquei sério.

–... Me desculpe, e- eu não sabia! – disse chocado.

– Vocês nunca sabem...

– Eu sinto muito.

– Guarde essas palavras pra você, porque sei que você não sente nada... Ninguém sente... Dizem isso como se fosse ajudar, mas a verdade é que isso é mais uma face de vocês... Não sabem lidar com a verdade... – disse ela.

– E qual é a verdade? – perguntei.

–... Não se importam...

– Tem razão... Não me importo... – disse e ela me olhou furiosa. – Mas ainda assim, sinto por você, ninguém merece perder a mãe...

– Que coisa... – disse ela bebendo café. – A culpa é minha mesmo...

– Como? – perguntei.

– Eu... Eu estava lá... E não fiz nada... – vi suas mãos tremerem, seus olhos brilhando com lágrimas e que pareciam prestes a desabar. – Eu... Eu tenho pesadelos com isso toda noite... N- Não fiz nada...

– Alice... – disse ajudando-a a colocar o pires no balcão. – Você não tem culpa... Eu perdi meus pais há muito tempo... E sabe eu pensava como você, mas foi um acidente, era inevitável... Eu era só uma criança...

–... Como seus pais morreram? – ela me olhou, seus olhos ainda estavam cheios d’água, mas seu rosto continuava seco, ela era tão forte como um muro.

– Acidente de avião... Eles pediram que eu ficasse com meus tios... – disse e ela me olhou. – Eu sabia que algo ia acontecer, tentei impedir sua ida, mas foi em vão... O avião partiu e o tempo mudou... Eles nunca acharam nem os corpos nem o avião...

–... O que posso dizer? – perguntou e eu sorri.

– Sorria, podia ter acontecido o mesmo á mim... Mas não, eles não quiseram me levar, eu agradeço por isso... Agradeça por não ter sido com você... – disse e ela então me fitou e depois deu um pequeno sorriso, mas ao me olhar estava séria.

–... Desculpe por hoje cedo... Eu não quis... Não sei... – disse ela e eu fiquei sério.

– Será? – perguntei. – Quer dizer... Espera não vai embora, sei que sou um idiota... – senti seus lábios nos meus, ela se separou.

– Cala a boca! – disse ela sorrindo e eu sorri. – Isso não vai se repetir, fique tranquilo...

– Eu quero te dizer uma coisa...

“Alguém me cutucou e eu virei.”

– Guilherme! – disse Maggie.

– M- Maggie...? – disse surpreso.

– Maggie? – Alice me olhou e eu fiz o mesmo. – Você é...

– O que faz aqui? – perguntei.

– É complicado... Preciso continuar fugindo, isso nunca acaba... – disse ela e sua mãe me olhou.

– É uma pena que você tenha que esquecer Lys... Ele era perfeito pra você. – disse ela e eu á olhei sério, ela fazia de propósito.

– Terminou com Lys...? – perguntei.

– Foi... Foi preciso! – disse ela e me abraçou. – Eu não sabia que te encontraria aqui... Eu senti sua falta...

– Eu... Eu também! – disse e olhei para o lado, Alice me olhava séria.

– Muito prazer, mas eu tenho que ir, eu tenho hora no spa, com licença... – disse ela e tentou se retirar, mas Maggie á abraçou antes que ela saísse.

– Você é muito fofa, Gui é um cara de sorte mesmo... – disse Maggie.

–... Gui?! – ela me olhou séria tentando se soltar e eu bufei. -... Você tá me sufocando... Maggie... – ela pronunciou seu nome indiferentemente.

– Desculpa... – ela soltou-a então. – É que vocês são perfeitos juntos... Eu adorei seu cabelo... – ela sorriu e Alice me encarou.

– Nós não somos um casal, garota. – ela disse e eu á olhei, a repreendendo. – É a verdade, não?

– É claro... Nós não temos nada... – disse.

– Aposto que queria ter... – disse a mãe de Maggie.

–... Eu preciso ir, com licença, não posso me atrasar. – disse ela e veio em minha direção, beijando-me o lado esquerdo da minha face. -... Você me paga!

– Adorei ela, que pena que vocês... Desculpe por... – disse Maggie sorrindo.

– Ãhn... Tudo bem... – disse e sorri para as duas, vi Alice subir as escadas e meu olhar, logo correu o resto das escadas.

“Eu também adoro ela.” – pensei.

P.o.v. Melissa

"Voltamos para o pátio e então o sinal o bateu, todos voltamos para a sala e as aulas seguiram normalmente. Enfim, à última aula tinha chegado, a sala estava agitada, o professor Faraize era legal, estava ocupado então propôs que ficássemos de aula livre enquanto corrigia algumas provas."

–... O que acham do novo professor? — perguntou Iris com os olhos brilhando.

–... Ele é um gatinho! — disse Vio e nós rimos. — Que foi?

– O jeito como falou... Você mudou mesmo... — disse Kim e Violette sorriu olhando para Alexy que estava no canto da sala.

– Esquece os garotos... Vamos continuar falando do professor... — disse Rosalya e nós a olhamos. -... Ele é um pedaço de mau caminho com certeza...

– O que acha Miih? — perguntei e ela me olhou.

– Deve ser... — ela disse meio pensativa, enquanto eu e às garotas estávamos em pé ela estava sentada em sua carteira.

– E ai Miih, da onde você o conhece? — perguntou Rosa dando uma cotovelada nela.

– Eu o conheci quando eu morava na minha antiga cidade... É em outro país, vocês não conhecem... — disse ela. — Isso está indo longe demais... — sussurrou mais pude ouvi-la.

– Ei, espera. — disse Iris. — Eu conheço o Sr.P, ele é aquele seu amigo... Quando eu e Kentin fomos te buscar... Era ele... O Vinicius... — disse ela olhando para Miih.

– Ela tem razão, eu o conheci, como não me dei conta... — disse e ela me olhou.

– Eu me lembro... Kentin havia me dito que vocês, esse foi uma das minhas razoes por brigar com ele... Enfim ele disse algo que vocês já namoraram. — disse Iris.

– Todos nós sabemos que você e o Kentin já namoraram... — disse tentando esconder a verdade, pela cara da Miih ela não queria que seu passado voltasse.

– Não... Miih você namorou o Sr. P... Digo o Vinicius... — disse Iris e as garotas sorriram para ela.

– Conta tudo! — disse Rosa e eu a cortei.

– Hoje não, Rosa! — disse e ela me olhou e eu a adverti com um olhar.

–... Certo! Eu vou esperar, garotas isso morre aqui. — disse ela e todas assentiram.

"O professor então entregou as provas ao Armin, dentro de um envelope amarelo, ele foi entregando a cada um até parar em mim."

"Se eu não citei, eu irei dizer, e se eu já citei eu digo novamente, desde aquela briga a alguns meses atrás eu não tive nenhum contato com Armin, ele me evitava e eu fazia o mesmo."

"Aquelas palavras eu ainda não havia esquecido, afinal o que ele queria dizer com..."

"Na hora certa você saberá onde me procurar."

–... Minha prova! — disse e ele segurou o envelope.

– Não abre isso! — disse ele e eu o encarei.

– São minhas notas... Eu não fui tão ruim como pensa... — dei um leve sorriso e ele segurou o envelope com força. — Quer soltá-lo?

– Mel não abre... Eu não consegui tirar a tempo... — disse ele e o professor o encarou.

– Armin por que a demora? Algum problema? — perguntou.

–... — ele me olhou largando o envelope. — Não abra... — ele então saiu e eu o observei sentar-se em sua mesa, como os de mais.

–... — encarei o envelope, enquanto o resto do pessoal abria, bufei. — Que besteira! — disse abrindo o envelope.

"Tirei um papel que continha minhas notas... Elas estavam razoáveis, olhei mais afundo do envelope e tinha mais alguma coisa, eu então peguei, era um pequeno álbum, eu então o abri."

"Eu não acreditei no que tinha acabado de ver, era fotos de Castiel e de uma garota... Eles estavam no terraço da escola, no nosso lugar... Eles se beijavam, e Castiel parecia estar adorando aquilo, eram diversas fotos daquela mesma cena, seguindo etapa por etapa..."

–... Eu até que fui bem... E você Mel, como foi? — perguntou Iris e eu senti lágrimas descerem por meu rosto. — Mel o que houve?

"Atrás da última foto que era ele a prensando na parede tinha algo escrito, eu à tirei e li."

– Estou de olho pra você! ! — sussurrei.

– Mel o que foi? — perguntou Miih na minha frente.

–... Castiel... — a olhei.

– O que tem ele? — perguntou e eu entreguei as fotos. -... Dever haver uma explicação!

– E tem... Eu cai de novo... — disse e o sinal tocou todos saíram inclusive o professor.

"Eu pedi para as garotas saírem, Castiel ainda estava na sala, fui até ele."

– Espera um segundo, amor. — disse ele me olhando e eu o encarei.

"Como fui ingénua."

–... Precisamos conversar! — disse e ele me olhou.

– Será que pode ser depois? — ele perguntou saindo pela porta, eu o acompanhei.

– Não, não pode ser depois. — disse séria.

–... Mais um pouco e você me convenceria que está falando sério! — ele sorriu e continuou andando, saímos da escola.

– Aí é que está, eu estou falando sério. — disse e ele me olhou parando próximo à uma árvore.

–... Que foi? — ele encarou-me.

– Me diz o que significa... Isso? — perguntei entregando as fotos.

"Ele começou a ver uma por uma e depois me encarou."

– Olha Mel eu posso explicar... — disse ele e eu encarei o chão.

– Ótimo, me explica! — disse séria.

– Eu...

– Me diga, explique-se Castiel, diga qualquer coisa, mas não fique mudo! — disse o olhando enquanto algumas lágrimas insistiam em cair.

– Olha... Eu... Aconteceu... Desculpe! — disse ele e eu ri.

– Você chama isso de explicação? — perguntei. — Um papagaio daria mais satisfações que você... Não diga que eu não te ouvi, ouviu bem?

– Mel espera...

– Esperar o que? — perguntei.

"Foi então que Jessy apareceu."

–... Entendi o que era pra esperar, só que dessa vez eu vou fazer questão de conhecê-la. — disse e ia partir pra cima dela só que ele me segurou.

– Sua namorada é maluca! — disse ela.

– Me solta! — disse e ele então me soltou. — Você é um cretino, não aparece mais na minha frente, entendeu?

– Sabe que eu não posso... Mel eu te amo...

– Corta essa, queria me destruir, pois bem conseguiu agora saia do meu caminho, eu não quero mais te ver, não quero nem ouvir sua voz... — disse.

– Mel...

– Deixa ela ir... Por que não continuamos o que não terminamos aquele dia? Lembra-se do que eu te disse... — disse aquela tal de Jessy sorrindo para ele.

–... Não enche Jessy!

– Assim você me magoa... Seus pais não vão gostar de saber que você é tão mal comigo... É uma pena que eles estejam na sua casa...

– Cala essa boca... — disse ele.

– Sua... Espera você mentiu sobre seus pais?! — o encarei.

– Eu ia contar! — disse ele. -... Assim que eles fossem embora!

– Você é um imbecil... Por que não me disse?

–... Eu os odeio... Ele... Eu precisava que você ficasse longe!

– Quer saber e eu odeio ainda mais você! — disse. — E eu vou ficar bem longe... De você! — disse e ele então me segurou.

– Se você me deixar explicar...

– Não encosta em mim. — disse e pude ouvir um estralo, eu havia mesmo dado um tapa nele.

"Jessy me olhou e eu ameacei-a e ela se afastou."

– Eu deixei... Qual é a desculpa dessa vez? — suspirei. — Eu cansei... De ser tratada como lixo... Só que eu descobri que o único lixo aqui é você... Espero que você apodreça... Amor.

"Assim eu me retirei dali, eu não olhei para trás nenhuma vez, parei em frente á uma loja de games."

– Acho que pelo visto ninguém é merecedor do meu amor... — olhei para aquela loja. -... Armin...

"Sorri e fui em direção a aquela loja, acho que eu havia captado sua mensagem."

P.O.V. Ketlyn

"Com a ajuda daquele imbecil do Josh sai dali, fomos à sorveteria, era ridiculo aquilo, mas se eu queria ajudar o relacionamento de Cast e Mel eu teria que fazer alguma coisa."

–... — encarei-o e ele sorriu.

– Sabe eu sei de outra coisa que pode nos manter em silencio constante... — ele se aproximou e eu o afastei.

– Nao enche Josh, eu preciso saber o que voce vai fazer! — disse o olhando e ele sorriu.

– O "professorzinho bombado" não te contou? — ele riu e eu o encarei.

–... Vinicius... Ele deveria ter me dito? — perguntei.

– Deveria, você deveria estar lá agora e não aqui comigo! — disse ele. — Será que meu plano funcionou?

– O que? — disse. — Está blefando!

– Ket... Eu tenho cara de quem brinca em serviço. — ele me olhou e eu sorri.

– Qual é o truque agora?

– O truque? — ele riu. — Que tal um conselho, deveria ter escutado o "professor bombado"... — ele riu e eu olhei para meu celular que tocava. — Atenda... Deve ser Castiel!

"Olhei para meu celular e era ele mesmo, como eu fui burra, nao era ele que ia executar o plano, era óbvio tinha alguém que acabaria fazendo o serviço por acaso...”

"Eu o olhei e ele sorria alegremente, peguei meu celular e atendi a ligação, será que o pior já havia acontecido?"

– Castiel... O que houve? — perguntei.

– Jessy... Acabou tudo! — disse ele.

– Como assim? — perguntei e ele bufou.

– Acabou... Eu e Mel...

"Nao termine, por favor."

–... Nós terminamos... Acabou, eu a perdi definitivamente. — disse ele e eu ouvi um grande barulho como se coisas fossem quebradas. — Onde você está?

–... Com um amigo! — disse olhei para Josh e ele piscou idiota. — Castiel vocês vão se entender não se preocupe, eu vou falar com ela...

– Não, não entende. — disse ele. — Eu não quero que fale com ela, deixe as coisas como estão...

– Mas Castiel...

–... Alguém enviou fotos para ela... Não sei como, mas tinha fotos de Jessy e eu... Nos beijando... — disse ele.

– Explica pra ela que foi montagem... — disse.

–... Não foi montagem! — disse ele e eu me preocupei.

– Castiel não me diz...

–... Ela me beijou e depois eu não resisti... — disse ele e ouvi mais alguma coisa quebrar do outro lado da linha,

– Castiel fica calmo, está em casa?

–... Sim! — disse ele.

– Cadê nossos pais? — perguntei.

– Eles deixaram uma mensagem na geladeira, parece que foram se divertir em algum lugar aqui perto...

– Ótimo... – ironizei. — E quanto a Jessy? — perguntei e ele riu.

– Ela está aqui... Ketlyn por favor, vem pra cá, eu não sei quanto tempo eu vou suportá-la... Por culpa dela Mel descobriu sobre nossos pais... Ela deve me odiar agora... — ele disse e ouvi várias palavras inconvenientes saírem de sua boca.

– Fica tranquilo, eu já vou pra ir... — disse e ele então desligou.

– Vai me deixar só? -perguntou.

–... Você conseguiu Josh, destruiu o namoro dos dois...- disse e ele me olhou.

– Jura? É claro que daria certo... — ele sorriu e depois riu como um maníaco.

– Seu desgraçado... — disse o empurrando e o mesmo caiu sobre uma poça d'água, eu ri. — Ria disso seu otário. — disse saindo dali.

– Você me paga Ketlyn! — ele gritou e eu não me importei com aquelas palavras, eu precisava ajudar Castiel, parte disso era minha culpa.

P.O.V. Armin

"Eu prometi que tentaria, mas eu falhei talvez à vida não fosse tão fácil quanto um jogo, pelo contrário era tão difícil quanto..."

– Ei, olha por onde anda! — disse alguém e eu então vi de quem se tratava, era Bia.

– Você de novo... — disse e ela me lançou um olhar sinistro.

– Era com você mesmo que eu queria falar... Com que direito você joga todos meus games e zera todas as fases... — disse ela nervosa.

– Desculpe... Eu me apeguei demais ao seu PSP... Malz, eu posso te recomendar uns jogos bem maneiros como os que você joga... É tão difícil quanto... — disse e ela sorriu.

– Feito... Mas você e eu vamos duelar...

– Certo! Quando quiser... — disse e ela então e despediu, saindo.

"Por que ela abriu?" — pensei comigo mesmo. "Ela não escuta... Nunca escuta mesmo... O que posso fazer é esperar, e eu já até sei onde."

"Fui em direção a uma loja de game, entrei e comecei a jogar um pouco de tudo, aquele lugar era maneiro, enquanto jogava tênis no X-Box e na tevê de tela plana podia ver meu adversário tremer na base"

"O jogo acabou e então senti alguém me chamar, eu sabia de quem se tratava, tentei evitá-la, mas foi em vão."

– Não adianta tentar fugir de mim! — disse Mel e eu a encarei.

–...

– Como sabia? — perguntou. — Quer dizer, por que fez isso comigo, poderia ter me contado, mas fazer isso...

–... Já acabou? — perguntei sério e ela me olhou. — Eu não fiz nada, pelo contrário, tentei impedir que tudo acontecesse, mas foi em vão, e parece que o que eu te disse na sala também.

–... Por que então não me disse do que se tratava? — perguntou.

– Como se eu soubesse, eu ouvi uma conversa e se tratava de Josh, ele pedia que um garoto colocasse alguma coisa em sua prova... Eu não sabia o que, mas certamente não era uma coisa boa...

– Espera... Você disse Josh? — perguntou.

– Sim... Eu sei de tudo o que aconteceu... — disse e ela me olhou.

– Agradeça-o se o ver, não é todo dia que ele me faz um favor. — disse ela e eu a encarei espantado.

– Como é?

– Ele me ajudou... Isso não foi uma de suas armações, foi culpa do idiota do Castiel... — disse ela.

– Como sabe? De um chance à ele... — disse e ela me olhou.

– Eu dei... Muitas... Ele não disse nada... "Aconteceu"... Não tinha justificativa melhor para me dar... Eu o... — ela disse e então eu a abracei.

–... Você é forte, vai superar... Você me achou, foi difícil te ver todos os dias e não dizer nada desculpe eu fui idiota, não consigo ficar longe de você, dói demais... — disse e ela me olhou. — Mas às vezes ficar perto dói ainda mais...

– Eu preciso de você, não pode me deixar agora... Quer dizer, Lys está com problemas, não quero perturba-lo ainda mais, ainda receio por Kentin e Nath... Ele tem à Miih e seus problemas... — disse ela.

– Eu prometo te ajudar, como puder! — disse e ela sorriu.

– Preciso que faça algo por mim... Para eu esquece-lo... — disse ela e eu a olhei.

– Irei te consola-la quando quiser... — disse.

– Não... Não é isso... Preciso me vingar...

– Espera ai... Como é? Você ficou maluca... — disse.

–... Não sei, só sei que eu preciso da sua ajuda! — disse ela me encarando. — Vai me ajudar?

–... Eu disse que te ajudaria como pudesse. — sorri e ela me beijou rapidamente.

–...

–... — nos olhamos por alguns minutos, ambos calados. -... Eu quero esquecer tudo isso primeiro, e nada mais justo do que jogando Just Dance Evolution.

– Se tá brincando né? — perguntei.

– Nada disso, vem você vai comigo... — ela me puxou e fomos até o tal lugar que dançava, que eu não fazia a mínima ideia de como aquilo se chamava.

“Aproveitamos o lugar, ela era melhor que eu em absolutamente tudo, rimos muito e ela estava feliz, eu havia conseguido, embora minhas regras de não falar, não me aproximar haviam sido quebradas.”

– Você é um perdedor mesmo... – ela me olhou enquanto segurava vários prêmios.

– Nada disso... – disse e ela me encarou.

– Não é possível que não admita! – ela sorriu.

– Você pode ter ganhado de mim em todos os jogos... Mas o melhor prêmio está bem na minha frente... – ela então corou. – Você é o melhor prêmio que alguém poderia ganhar... – disse e ela me abraçou.

–... Armin você...

–... Entretanto não jogamos meu jogo preferido, lasertag. – disse e ela riu logo me acompanhando.

“Eu acho que era a primeira vez que ficávamos sozinhos, mas tudo deu errado, aquele idiota apareceu, e infelizmente o infeliz á tinha estava em frente á nós agora.”

– Castiel? – disse Mel surpresa. – O que faz aqui... E com ela? – ela me olhou.

–... Espera Mel, me deixa explicar! – disse ele e ela segurou minha mão com força, ele desviou seu olhar para o que ela acabara de fazer. – O que vocês... Não acredito que está com esse...

–... Não me provoca! – disse dando um passo á frente e Castiel fez o mesmo.

–... Armin esquece ele, vamos continuar nos divertindo... – disse ela e eu á olhei.

– Tem razão, vamos... – disse e segurei sua mão.

–... Não acredito que está com esse idiota, ele quis estragar nosso namoro e conseguiu...

– Não Castiel! – disse ela com raiva e ele se afastou um pouco. -... Você estragou tudo! – disse ainda com raiva no seu olhar. – Divirta-se!

–... O que? – ele á segurou. – Volta aqui, eu não terminei de falar com você...

–... Me solta, eu não sou de ser tão cruel com ás pessoas... E nunca abro exceções, mas graças á você eu decidi que posso opinar por mudar... Depois de tudo que passamos você teve coragem de fazer o que fez...

– Mel... – disse e ela pareceu não me escutar.

–... Deixa ela falar! – disse Castiel e eu o encarei.

–... Eu odeio essa garota... Mas talvez ela seja tão inocente nessa história quanto eu... – disse ela e á tal garota deu um sorriso tão fácil que eu mesmo tive vontade de acabar com ela. – Mas você Castiel, você sabia o que aconteceria se algo viesse á acontecer... Mas não, você tem que me atingir, estragar minha felicidade... Pois bem...

– Mel me deixa... – ele tentou e ela logo o cortou.

– Cala á boca... Cada vez que ouço você é como se ouvisse um gravador repetindo o mesmo áudio várias e várias vezes... Estou falando de tentativas... Jurei que seria diferente com você... Quando te conheci eu só pensei em te botar no seu lugar... Depois descobri que você era alguém que tinha sentimentos, não era frio... Mas depois de hoje, acho que eu estava errada...

–... Por favor, me escuta...

– Não... Me escuta você... Se você gosta disso eu respeito, mas eu disse e irei repetir de novo, você vai ficar bem longe de mim ou eu vou ser obrigada á fazer uma coisa que não estou afim de fazer...

–... O quê você irá fazer? – ele disse meio alterado, como se estivesse apenas descontraindo, riu. -... Vai começar com aquela história idiota de amizade...?

– Não... Porque não te considero nem isso mais... – disse e ele me encarou. – Eu vou embora de CityLove... E nunca mais volto, entendeu? Jamais irá me ver de novo! – disse ela e eu á encarei.

–... O que? – disse sério.

– É complicado... – disse ela e então eu assenti. – Mas você viria comigo... – ela sorriu e Castiel pigarreou.

– Você está brincando, não é? – disse ele. – Não deixaria todos, por minha causa...

– Se você não ficar longe é isso que irei fazer... Não me preocupo com isso, levo todos comigo se for necessário, mas eu não fico aqui ao seu lado! – disse ela bem séria, eu até fiquei preocupado naquele momento.

–... Pois bem, assim vai ser então... – disse ele e ela sorriu. – Vai agir como se nada tivesse acontecido então?

– Não... Vou agir como se você estivesse morto pra mim, exatamente assim, pois é como realmente você é pra mim nesse exato momento... Apenas um cadáver que vai se desfazer aos poucos, até não sobrar mais nada! – ela disse e ele ficou bem sério.

– Não pode... Você não pode fazer isso! – disse ele.

–... Eu não posso? Pois bem então, você vai me ver agindo. – disse ela e me puxou com ela, deixando ele para trás.

“Ela não falou nada e eu fiz o mesmo, ela não estava pra papo e acho que eu deveria respeitá-la, ela me olhou e então parou de andar.”

– Me ajuda? – perguntou.

–... Pode contar comigo! – sorri e ela me abraçou.

“Ela continuou ali parada em meus braços, eu imaginava como devia ser, mas será que ela falava sério... Será que ela iria embora comigo só para não ver mais ele?”

Notas finais
Reviews? Agradecendo a todos e também a minhas leitoras fantasmas! Link do lugar da dança: https://lh5.googleusercontent.com/-mt3d_3DUjl4/VJgqwQ0faFI/AAAAAAAABIw/cZVTemu4iZM/w426-h297/img-atracoes-arcade2.jpg Link lasertag: https://lh4.googleusercontent.com/-iJstxC80oNA/VJgrpYF4MdI/AAAAAAAABJI/zZ-ZbcELtQ8/w426-h320/indoor.jpg