A Love Story
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Após recuperar o fôlego, Miley percebeu a grande burrada que
acabara de cometer, não devia ter permitido a ousadia de Nick, que depois de tudo que fez e disse, tentar se aproveitar dela desta forma, a usando como se fosse uma de muitas outras que com certeza já havia ficado na festa.
Seu olhar estava vago, longe, seus pensamentos voando, não ouvia musica alguma, não via pessoas alguma, era apenas ela no mundo.
– O que foi aquilo? – Miley finalmente percebera a presença de Demi, de queixo caído a sua frente. E logo imaginou que a amiga, havia visto tudo.
– E-eu não sei. — gaguejou – Demi, v-vamos embora!
Saiu desesperadamente da frente da amiga em direção a porta nem esperando a resposta da outra.
A calçada do salão estava
abarrotada de jovens saindo da festa, namorando, e outros apenas pegando um ar, prontos a enfrentar a festa até o amanhecer.
Miley caminhou apressada na frente, na direção de um táxi e logo o pegou e ficou apenas esperando a amiga entrar para sair logo daquele lugar.
– Ai que ódio! Que saco! – murmurava durante toda a viagem, batendo as costas na poltrona a cada palavra.
Demi nem se atreveu a falar com a amiga, pois sabia que aquela não era uma boa hora vendo o comportamento inquieto da garota e os múrmuros de raiva.
Miley saiu do táxi primeiro, e Demi seguiu nele até o final da rua onde moravam.
Sua rua estava deserta, a única iluminação eram as luzes dos
postes e as das plantas de seu portão que deixavam a casa mais bela ainda.
Miley atravessou o
gramado e ao chegar à entrada principal percebeu que a porta estava apenas encostada, empurrou-a vagarosamente tentando não fazer barulho e sua chegada não ser percebida. Sua mãe estava deitada no sofá assistindo a um programa.
A garota fez de tudo para que a mãe não a percebesse, não
queria dar explicações de como foi a festa, do que aconteceu e etc, o que sabia que sua mãe com certeza faria. Passou por trás do sofá vagarosamente a caminho da escada, e ao por o pé no segundo degrau, uma madeira um pouco solta rangeu e a denunciou.
– Oi, nem vi você chegando! – Diz Tish se virando no sofá.
– Ééé... Boa noite, mãe. — responde subindo rapidamente mais
quatro degraus.
– Hey. — chama Tish. — Não vai me contar como foi não?!
A mulher levanta e vai até a porta e ascende a luz, deixando
Miley mais desanimada e estressada.
– Amanhã mãe! Amanhã. Estou cansada, Boa noite!
– Ta bom então. Boa noite!
Miley foi para o quarto, tomou banho se trocou e foi deitar. Adormeceu rápido, o cansaço foi maior do que a preocupação com o que havia acontecido.
No dia seguinte, Miley passou o dia saindo resolvendo problemas com sua mãe sobre sua viagem, e assim passou as três semanas seguintes: Tish e Miley saindo comprando roupas, passagens, indo a agências de viagem e etc. E Miley ainda havia que ficar ouvindo
as queixas da mãe a cada lugar que ia, a pedindo que não fosse, mas a pobre ouvia sempre a mesma resposta: “Pode esquecendo mãe! Eu vou.”
Faltavam apenas três
dias para a partida de Miley, Demi se lamentava deixando cair uma lagrima, soltando um soluço a cada “Por favor “
que dizia, mas a amiga apenas olhava para ela e sorria, sentia pena da amiga e também estava triste de ter que deixá-la, mas seu sonho era maior, e com certeza seria tudo bem mais fácil sem aquela despedida, pois ela odeia despedidas, sempre tem que segurar o choro, pois seu jeito de durona não a deixa ficar choramingando na frente do outros, mas uma coisa ela tinha certeza,pois sempre acontecia: assim que ficasse sozinha um rio cairia de seus olhos.
A família de Miley mais sua amiga, Demi, estava toda reunida na casa em uma despedidazinha rápida um dia antes da garota partir.
Miley estava sentada na poltrona do canto da grande sala, Demi sentava no braço da poltrona, alguns estavam encolhidos no sofá de L, outros em pé na porta da cozinha apenas esperando mais uma bandeja com petisco aparecer para atacarem, os pequenos sentados no tapete peludo da sala, e como sempre Noah, a irmã caçula de Miley,
no canto isolado apenas observando tudo de cara emburrada, mas dessa vez o motivo era ter que se despedir da irmã mais velha, que tanto a ajudava e sempre fora uma irmã nota mil.
– Hey, gente! Um
estante, quero fazer um brinde aqui. – diz Tish levantando do meio do sofá, com uma taça na mão que o tio de Miley, começara a servir.
– Ai não! – resmunga Miley enfiando a cabeça nas costas de
Demi disfarçadamente, já sabendo que a mãe faria ela passar vergonha.
– Eu quero fazer um brinde, mas antes, um pequeno discurso
sobre a minha pequena que vai embora. — Continua fungando, e se virando para Miley como se estivesse tentando conter o choro.
– Bem, quando eu e Billy, soubemos que teríamos mais um
filho ficamos muito felizes, principalmente quando soubemos que seria uma menina. Então, Destiny, nasceu...
Demi, que sempre
achou engraçado o antigo nome de Miley, soltou um risinho, fazendo todos os olhares percorrerem a ela, e levou uma cotovelada de Miley que logo sussurrou um “Cala boca!” e as duas, durante todo o discurso da mãe que chorava mais do que falava, ficaram entre risinhos e brincadeiras discretas sem chamar atenção de ninguém, a só cessaram ao ouvirem finalmente o “Um brinde”.
O jantar se estendeu
até as 00h00min, assim a maioria da família foi embora, ficaram apenas as vós de Miley, a tia e a afilhada, que iriam junto ao aeroporto no dia seguinte.
Não demorou muito, Miley e Demi subiram e foram dormir, pois
Miley teria que estar descansada para sua viagem e Demi, como seria sua ultima noite dormindo na casa da amiga antes da partida da mesma, queria aproveitar cada momento.
– É né! Última noite dormindo neste colchão! Ai ai! – reclama Demi tentando sensibilizar a amiga.
– É né! Última noite, dormindo em casa. Ai ai! Quer barrar?
As duas então começaram a rir, deixando de lado toda tristeza e apenas vivenciando aquele momento.
Após as brincadeiras, Demi e Miley acabaram pagando no sono e como anjos, dormiram até o amanhecer, e até ouvirem os gritos de Tish, dizendo que estavam atrasadas, como sempre.
– Iiiii mãe, relaxa
ai, pow! To com maior sono! – resmunga Miley, abrindo apenas um olho e logo depois, o fechando novamente parecendo um zumbi.
– Ta bom, então você não vai mais viajar né?
– Nãaaaao! Já levantei. – berra dando um pulo da cama e
caindo no colchão que Demi dormia profundamente ainda. –Deeemiiii, acordaaa! Ta na hora, vamos.
As duas se arrumam
em silêncio,Miley vai abotoando cada botão da roupa, amarrando o cadarço de seu tênis, penteando o cabelo, se maquiando, fazia tudo prestando atenção em cada detalhe de seu quarto, esperando não esquecer tão cedo.
O silêncio é novamente quebrado com os gritos de Tish, chamando ao café da manhã. As meninas descem em silêncio e tomam rapidamente um copo de suco com omelete, e os únicos barulhos
na mesa são as colheres batendo nos copo, misturando o açúcar, Miley continua na mesa mesmo depois de terminado o café, apenas olhando para baixo mas pensando em um tudo, na viagem, na família, nos amigos, em Demi, e mesmo não querendo em Nick.
– Vamos? – a voz da
mãe e barulhos de cadeiras arrastando, acordam Miley que continua sentada apenas olhando para cada um, indo de um lado para o outro, arrumando os últimos detalhes, sua mãe e Demi retirando a mesa, seu pai recolhendo as chaves do
carro, suas avós conversando já na porta da casa, sua tia com sua afilhada no colo ninando a mesma, e sua irmã...
- Oi. – estava sentada do seu lado, com uma cara mais triste do que nunca.
- Oii!! – diz com voz animadora para a irmã.
– Entãaao, você vai mesmo né!
- É, eu vou. – Miley desvia o olhar para o chão, tentando ao máximo não olhar para a irmã,com a cara que com certeza ela não iria agüentar e acabaria desistindo da viagem.
– Hun. Você podia ficar.
– Não, eu não quero, vai ser melhor pra mim, e além do mais você vai ver, passa rapidinho. Daqui a pouco, estarei aqui novamente te perturbando.
Miley,começa a fazer cócegas na irmã, que apenas da umas risadas e logo volta a mesma expressão triste.
– Então eu vou esperar ansiosamente por este dia.
Sem resistir, Miley se joga nos pequenos e magros braços da
irmã que a aperta como nunca, como se fosse um último abraço mesmo. Aquela pequena que sempre a perturbou, que a dedurava para os pais quando ela fazia coisas erradas, como sair à noite escondida, estava se mostrando amadurecida e realmente demonstrando seu amor pela irmã, vai ver, todas as vezes que a dedurou, seria por medo de perdê-la.
As últimas olhadas na casa antes de saírem fora silenciosa, e assim seguiu toda viagem ao aeroporto, um silêncio tortuoso, um silêncio que causava uma dor tremenda em todos e principalmente em Miley, que se sentia como se estivesse abandonando sua família, e sua amiga.
Ao chegarem ao aeroporto, Miley passou os braços nos ombros da
mãe e da irmã, enquanto seu pai entrava na fila, elas trocavam olhares de
adeus.
– É, então é isso! – diz finalmente Miley, quebrando todo o
silêncio que já torturava demais a todos.
– Tchau vó, tchau!
A menina começou as despedidas com suas avós, laçou os braços pelo pescoço de cada uma e estalou um beijo em sua bochechas brancas e pálidas. Em seguida, seguiu para sua tia, carinhosamente beijou a testa da afilhada que dormia profundamente nem sabendo do que se tratava aquilo tudo e estalou outro na testa da tia deixando a marca do batão nas mesmas, e então se aproximou da irmã que se encolhia segurando a
cintura da mãe. Miley se abaixou um pouco e ficou na altura da irmã, que secava as lágrimas que insistiam em cair na manga do casaco.
– Ei?! Não vai me dar um beijo não?
Noah então, caindo no choro abre os braços e aperta a irmã.
– Vou sentir sua falta. – resmunga, Noah, apenas para Miley ouvir.
– Eu também vou sentir a sua maninha! Te amo.
O abraço das irmãs, dura alguns segundos mais são
interrompidas com a chegada de Billy, que apressa dizendo que o vôo já irá sair a poucos minutos.
– Ooow mãe!! – a garota se depara com a mãe aos prantos, e
logo a abraça tentando a consolar mais os soluços dela, a impedem até mesmo de falar.
– Te amo, viu? Daqui a pouco eu vou ta aqui de novo! – então estala um beijo em sua bochecha.
– Huun acho que não falta ninguém né?! – brinca se virando
para Demi, que estava desespera, chorando rios e com soluços com intervalos de dois segundos.
– Hey! Pode parando com isso, eu hen! Assim até eu vou chorar né, e você sabe que eu detesto! – diz abraçando a amiga.
– Mas v-você de-devia estar chorando mesmo. – fala aos soluços.
– Vou sentir muito a sua falta viu? Você é insubstituível, ninguém
nunca vai tomar o seu lugar no meu coração, prometo. Te amo!
– Também! E ninguém nunca vai tomar o seu! Te amo muuito Miley!
As duas se abraçaram novamente, e então a soou a voz no aeroporto anunciando o vôo de Miley.
Com muita dor no coração a menina então, se despede de todos
e segue ao lado do pai pelo aeroporto, e deixa para trás choros, e uma vida disposta agora recomeçar tudo de novo.
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