A Love Like Ours
23 The One That Got Away
Notas iniciais
...
— Bom dia! — Cora deixou sua xícara de lado ao ver sua filha se aproximando, era incomum Regina acordar de bom humor e cumprimentar a todos com tanta animação. Hook e a mulher trocaram olhares desconfiados e voltaram a olhar para a prefeita que, sem tirar o sorriso dos lábios colocava seu café na xícara.
— Parece que alguém acordou de bom humor hoje — comentou a mais velha, Regina virou-se para sua mãe e deu de ombros, sentando ao lado da mulher à mesa — Tenho certeza de que essa animação toda não é por eu está noiva — o sorriso de Regina entregou que não era.
— Ótimo! Você fez panquecas — respondeu Regina colocando algumas em seu prato, o que fez Cora ficar ainda mais desconfiada.
— Desde quando você gosta de panquecas? — perguntou apontando para o prato da filha e vendo o quanto ela estava saboreando a comida — Você sempre odiou.
— Não sei, acordei com vontade de comer, e tenho que dizer... — Regina levou mais um pedaço à boca, fechando os olhos com o sabor formidável — Elas são incrivelmente saborosas, como pude não gostar disso? — Cora olhou novamente para Hook procurando saber se só ela estava achando sua filha estranha.
— Emma não vai descer? — perguntou Cora colocando mais café em sua xícara.
— Ela já foi embora, disse que precisava fazer algo de extrema importância — respondeu não dando muita atenção para sua mãe.
— Preciso contar uma novidade, querida — Cora alcançou a mão de Regina sobre a mesa e a segurou, a mulher parou de comer percebendo que era uma notícia delicada. Cora olhou para Hook como se estivesse perguntando se ele queria contar, o pirata se limitou a balançar a cabeça e sorrir, deixando a mulher contar a novidade — Killian e eu iremos nos mudar — a notícia definitivamente havia pegado a prefeita de surpresa, ela alternava seu olhar entre os dois, esperando por mais explicações.
— Como assim? Irão embora de Storybrooke?! — a prefeita não queria sua mãe em outro reino, ela estava feliz em como as coisas estavam.
— Não querida, apenas sairemos da sua casa, mas não se preocupe, seremos vizinhas, a casa ao lado está à venda, vamos morar lá — respondeu Cora animada, Regina não podia acreditar, entendia que sua mãe queria ter seu próprio espaço com Hook então apenas concordou.
— Se você tem certeza disso, tudo bem, você sabe que não é incômodo ficarem aqui, a casa é enorme — explicou Regina, porém sua mãe estava decidida.
— É melhor assim, meu bem. Logo você e Emma irão formar uma enorme família, vão precisar de privacidade e espaço — comentou a mais velha.
— Ou você e outra pessoa... — comentou Hook para si, porém Regina havia escutado as palavras do homem e não gostou nada — Estaremos logo ao lado, não é como se fôssemos embora de Storybrooke. — concluiu o homem levantando para por sua xícara e prato na pia.
— Bom, espero que vocês tenham um bom dia, vou encontrar com Glinda, ela está tão empolga quanto eu — Cora gargalhou sozinha ao lembrar da mulher, a mais velha depositou um beijo no rosto de sua filha e depois um em seu noivo saindo em seguida, deixando os dois a sós.
— A julgar pela sua felicidade matinal, creio que não contou à Swan sobre seu namoradinho — Regina levantou-se imediatamente para ficar frente a frente com o pirata.
— Daniel não é meu namoradinho, ele não é nada meu! O que deu em você?! Acha que eu não percebi você ontem rodando Emma? Você não pode dizer nada a ela! — ordenou Regina apavorada com o que pudesse acontecer se Emma descobrisse.
— Você tem que contar Regina! — respondeu elevando a voz, Regina se aproximou ainda mais, mas dessa vez parecia bem intimidadora.
— Isso é entre Emma e eu, não se atreva a contar! Ela não precisa saber, porque nada aconteceu — disse em um tom ameaçador, Regina já estava para fazer seu caminho para fora da cozinha quando Hook segurou seu braço, não estava intimidado com a atitude da mulher.
— Eu gosto de você Regina, mas não vou deixar você fazer isso com Emma, ela não merece — Hook soltou o braço da mulher e saiu, deixando Regina aterrorizada com o que pudesse acontecer.
...
— É bom você ter um excelente motivo para me tirar da cama a essa hora da madrugada, Emma! — respondeu Zelena de braços cruzados, sentada diante de Emma na delegacia.
— São dez da manhã, Zelena — respondeu a xerife girando os olhos com o comentário da ruiva.
— Só quero dizer que se Granny me despedir por faltar o trabalho, você terá que conseguir um bom emprego aqui para mim, e espero que o salário seja bom — comentou Ruby sentada ao lado de Zelena, as duas haviam sido chamadas para uma reunião de emergência na delegacia.
— NÃO TEMA FILHA, ESTOU AQUI! — as três olharam para o homem com uma espada que acabara de entrar na delegacia.
— Para que a espada? — perguntou Emma olhando para seu pai que estava em uma posição de ataque, esperando que algo acontecesse — Abaixa isso.
— Você disse que era uma emergência, achei que estava correndo perigo, por isso a espada — respondeu deixando a espada dentro do local onde se colocava guarda-chuvas. Charming pegou uma cadeira e trouxe para o lado de Zelena — O que está havendo?
— Espera, está faltando mais uma pessoa — disse Emma aguardando a outra pessoa, a xerife sorriu ao receber uma mensagem do filho: "Não acredito que você marcou uma reunião sem minha presença, mãe. P.S: Eu poderia muito bem ter ido, mamãe não iria notar que matei aula”. Emma sorriu e apenas respondeu a mensagem de seu filho com um simples “Presta atenção na aula, companheiro"
— A ESPERA ACABOU O PIRATA MAIS GOSTOSO CHEGOU! — Hook entrou ganhando atenção de todos, Emma girou os olhos com o convencimento do homem e apontou uma cadeira para ele pegar. Hook sentou ao lado de Charming que parecia bastante desconfortável com o homem ao seu lado — Olá companheiro de beijo — respondeu o pirata piscando para Charming, o príncipe olhou para Hook e na mesma hora girou sua cadeira saindo do lado do homem e indo para o lado de Ruby.
— Falta mais alguém? — perguntou Ruby, Emma balançou a cabeça negando. — Pode nos contar agora o porquê da reunião? — Emma sorriu e levou uma mão ao bolso, tirou a caixinha de veludo e abriu, mostrando a Ruby — Ai meu Deus! Emma! Eu... Eu... — Ruby olhava para os que estavam ali e depois voltou a olhar para Emma — Eu amo você, mas... Estou com Elsa e sou apaixonada por ela, desculpa — respondeu Ruby achando que a amiga estava pedindo-a em casamento, Emma fechou a caixa e guardou novamente, Zelena apenas deu uma tapa na cabeça de Ruby — O que foi?!
— Emma... Você, você está querendo dizer que vai... — Charming sorria já sabendo o que aquilo tudo era.
— Eu vou pedir Regina em casamento! — respondeu em animação, Charming levantou e abraçou a filha, não podia está mais feliz pela garota.
— EM! ISSO É INCRÍVEL! POR FAVOR, DIGA QUE EU VOU SER SUA DAMA DE HONRA! — Emma gargalhou com o comentário da amiga e foi abraçada pela mesma.
— Sério Emma?! Eu deveria casar primeiro que Regina, isso não é justo! Mas já que ela vai casar, eu terei filhos primeiro! — respondeu a ruiva cruzando os braços.
— Nós não vamos nos casar amanhã, Zel. Você ainda pode casar primeiro e em relação a filhos, sinta-se a vontade para tê-los primeiro, eu e Regina com certeza iremos esperar mais alguns anos, muitos anos — respondeu Emma percebendo a feição da ruiva mudar, Zelena levantou e foi abraçar a xerife. Todos estavam animados com a notícia, menos Hook que parecia perdido em seus pensamentos, ainda não havia comentado nada.
— Swan, não acho que seja uma boa ideia — todos olharam para Hook ao ouvir o comentário do pirata.
— Do que você está falando? Foi você quem me incentivou a fazer isso — respondeu Emma sem entender a repentina mudança de opinião do homem — Não se preocupe Hook, se você quiser casar primeiro, tudo bem... Não vou roubar seu momento — confessou Emma. Hook já iria argumentar com a xerife, quando Zelena tocou no braço do homem, ela sabia que alguma coisa estava havendo, na noite passada havia percebido a tensão entre Hook e sua irmã e agora ele se opondo contra a notícia de Emma, definitivamente algo estava acontecendo.
— Como pretende pedir Regina em casamento? Quando vai ser? Eu posso está presente? — Ruby estava empolgada com a noticia, queria saber todos os detalhes.
— Cadê o anel? — perguntou Charming, Emma entregou ao homem o objeto enquanto conversa animadamente com Ruby e Zelena.
— Nós vamos ajudar no que for preciso, Emma — disse Zelena segurando a mão da xerife, estava feliz por ela e sua irmã, sabia o quanto Emma amava sua irmã e tinha certeza que era um sentimento recíproco.
— Ótimo! Por que eu já tenho tudo planejado, só preciso de ajuda para execução — respondeu Emma começando a contar seu plano para os que estavam ali, Hook não prestava atenção em nada, só queria segurar Emma pelos braços e lhe contar toda a verdade sobre o que havia presenciado no dia anterior.
— Eu tenho que ir, fiquei de encontrar com Cora — respondeu o homem levantando, Emma estava para questioná-lo, mas desistiu, depois lidava com a atitude do pirata.
— Eu também Em, mas olha, me mantenha informada, ajudarei no que precisar — respondeu Zelena abraçando Emma e acompanhando Hook até a saída.
— Aposto vinte pratas que Regina desmaiará — comentou Ruby para Charming.
— No máximo ela vai chorar — disse Charming apertando a mão da garçonete, selando a aposta.
— Contanto que ela diga sim, ela pode fazer o que quiser — respondeu Emma começando a ficar nervosa.
...
— Não, não, volta aqui — Zelena correu e puxou o pirata pela blusa, sabia que ele iria tentar evitá-la — Agora você vai me dizer o que está acontecendo — respondeu soltando o homem, Hook franziu a testa tentando disfarçar que sabia de algo.
— O que? Que eu saiba a única coisa que está acontecendo é que Emma aparentemente vai pedir a mão de sua irmã — explicou o homem voltando a caminhar para fora da delegacia.
— Hook, eu sei que está acontecendo algo. Percebi a tensão entre você e Regina ontem, e até onde eu sei você era o presidente do fã-clube “Swan Queen"" e da noite para o dia você simplesmente acha loucura elas se casarem? — Hook então percebeu que as duas filhas de Cora haviam herdado a sua boa percepção — Vamos Hook, me diz o que está acontecendo.
— Ontem eu presenciei Daniel se declarando para Regina e depois os dois se beijaram — Zelena levou suas mãos à boca em espanto — Eu não quero que Emma se comprometa por inteiro em algo que Regina não está preparada, não é justo – explicou.
— Não acredito que Regina fez isso! Como ela teve coragem de fazer isso com Emma?! Achei que dessa vez ela iria fazer a coisa certa -- Zelena andava de um lado para outro, preocupada com a mais nova noticia — O que vamos fazer Hook? — perguntou Zelena olhando para o pirata, o homem apenas deu de ombros sem resposta para a pergunta .
...
— Senhora Prefeita? — Ashley bateu na porta do escritório, recebendo um entre da prefeita — Eu trouxe esse chá, é ótimo para enjoos, quando eu estava grávida enjoos eram meu pesadelo — disse Ashley colocando a xícara na mesa de Regina, a prefeita só queria que a mulher lhe deixasse sozinha.
— Não precisava se incomodar Srta. Boyd. Estou bem, foi só um mal-estar, mas de qualquer forma obrigada — agradeceu Regina, deixando claro que essa era deixa para Ashley ir embora.
Regina estava tendo uma manhã incomum, primeiro havia acordado com um desejo irritante de comer panquecas, quando chegou ao escritório depois de revisar alguns papéis começou a sentir um enjoo irritante, claramente causado pela quantidade de panquecas que havia consumido, descartou a ida ao hospital imaginando que seria apenas um mal-estar. Regina parou de pensar sobre seu dia quando ouviu o seu celular tocando, mostrando a foto do filho, sorriu automaticamente ao ver a foto de seu príncipe.
— Olá meu amor — respondeu animada — Sua mãe não vai poder almoçar conosco? Ela falou o motivo? -- Regina estava começando a se preocupar com a falta de noticias de Emma, não podia negar que estava apavorada sem saber o que Hook poderia fazer, ou melhor, dizer — Tudo bem, encontro você na Granny’s. Amo você — Regina desligou a ligação ao final, pensando em motivos para Emma desmarcar o almoço em família com ela e Henry — Oh de novo não! — disse levando uma mão a boca e correndo para o banheiro.
...
Emma andava de um lado para o outro na delegacia, estava treinando seu discurso para quando encontrasse Regina, depois de ter falado aos amigos mais próximos, ligou para Henry dizendo a novidade, o garoto reagiu à novidade com um simples já estava na hora, e prometendo a mãe que iria ajudar no que fosse preciso. A xerife estava começando a ficar nervosa, pensando na possibilidade de um não, não tinha conversado sobre a prefeita sobre o tema casamento e não sabia se ela iria surtar e dizer que era cedo demais, olhou para o anel novamente tentando se convencer de que Regina não recusaria um anel daqueles.
— Ela vai dizer sim... — disse Emma confiante — Ela me ama — disse ao lembrar-se da noite passada. Guardou o objeto rapidamente no bolso ao ouvir os passos de alguém se aproximando. Viu a porta se abrir e mostrar a pessoa no qual ela mais odiava no momento.
— Olá xerife — respondeu o homem sorrindo e se aproximando. Emma foi até Daniel e o empurrou contra parede, segurando o homem pela gola de sua blusa.
— O que está fazendo aqui?! — respondeu claramente furiosa.
— Tenho uma novidade para lhe contar — o homem não tirava seu sorriso cínico dos lábios, o que deixava Emma ainda mais sem paciência. A xerife abriu a porta e saiu puxando Daniel pela blusa, quando chegou do lado de fora, Emma o empurrou, fazendo-o cair no chão.
— Se você aparecer mais uma vez aqui eu lhe prendo! Agora vai embora! — respondeu a loira fechando a porta enquanto Daniel ainda continuava ao chão.
— Okay, primeira tentativa falha. — comentou Daniel levantando-se e limpando a calça.
...
— E sua mãe não falou o porquê de não poder almoçar conosco? — perguntou Regina sentando com o filho em uma das mesas do local.
— Ela não deu detalhes, só disse que estava ocupada com algumas coisas — respondeu Henry mexendo no celular para evitar os olhos de sua mãe, ela sempre sabia quando ele estava mentindo.
— Estranho, não consegui falar com ela hoje. Você viu se Hook estava com ela? — perguntou preocupada, Henry apenas balançou a cabeça negando. Regina ouviu o sino do local tocar, sinalizando a entrada de alguém, virou-se na esperança de ser Emma, mas era apenas Belle e Elsa, a prefeita cumprimentou as duas que sentaram na mesa atrás de Regina.
— Não se preocupe mamãe, ela provavelmente deve ter se esquecido de fazer aqueles relatórios semanais para você e está tentando fazer agora — respondeu Henry guardando o celular e voltando sua atenção para sua mãe.
— Desculpem a demora em atendê-los, mas Ruby me deixou sozinha hoje e isso aqui está um caos — se desculpou Tinker — Posso anotar seus pedidos?
— Eu vou querer um cheeseburger, você coloca bastante bacon e nada de alface, por favor, e para beber um suco de maracujá — Henry e Tinker olharam para prefeita com a mesma expressão, estavam surpresos com o pedido da mulher — O quê? Só quero saber o porquê de todos adorarem isso — respondeu Regina ao receber olhares questionadores, essa havia sido a melhor desculpa que havia conseguido pensar, não queria admitir que na verdade estava com vontade de comer aquilo.
— Hum... O mesmo para mim Tinker — pediu Henry sem desviar o olhar de sua mãe, ela estava estranha.
— Então, como está indo na escola? Conseguiu terminar seu projeto com Nicholas? — perguntou Regina tentando mudar de assunto. Henry começou a contar como estava indo na escola, vez ou outra mencionava o nome de Grace para ver como sua mãe reagiria, a prefeita apenas girava os olhos com a menção do nome da garota e fazia pequenos comentários, incentivando o garoto a continuar, porém havia ignorado o garoto quando sem querer começou a ouvir a conversa atrás de si.
— E como foi que descobriu? — perguntou Elsa animada.
— Bom, eu comecei a perceber que havia algo estranho comigo no primeiro dia. Eu acordei com uma vontade irritante de comer pizza, você me conhece, sabe que não suporto pizza, então liguei para Ruby e ela me mandou. — Belle contava para a garota, Regina queria saber do que Belle estava falando, então continuou a ouvir a conversa, sempre olhando para o filho para ele não perceber que ela estava ignorando-o — Então, depois eu passei o dia com enjoos, era horrível, ainda sinto vez ou outra, mas naquele dia estava insuportável e Rumple estava começando a se preocupar — Regina então começou a achar que estava doente e que Belle, pelo o que ela estava ouvindo, estava com sintomas iguais ao dela, continuou a ouvir para saber o final — Isso continuou por dois dias, foi então que resolvi ir ao hospital e ver o que estava acontecendo, se eu estava com alguma doença ou algo assim — dizia Belle para Elsa— Dr. Whale veio e me disse que eu estava grávida, minha primeira reação foi desmaiar — Belle imediatamente olhou para trás assustada com o barulho, quando olhou para o chão viu a prefeita desmaiada. Assim que Regina ouviu o final da historia de Belle, sentiu-se tonta por alguns segundos e de repente tudo havia apagado.
— Mamãe? Mamãe? — Henry já estava para ligar para Emma quando viu sua mãe caída ao chão e inconsciente, eles estavam conversando e de repente a mulher caiu, apagando.
— Precisamos leva-la ao hospital — disse Elsa preocupada, Belle concordou, mas desistiu ao ver que a prefeita já estava acordando.
— Deem espaço! — pediu Henry para os curiosos que estavam em volta deles -- Mamãe? Precisamos ir ao médico — respondeu ele convencido de que sua mãe precisava de um médico.
— Não, estou bem meu amor. Foi só uma queda de pressão — respondeu Regina segurando na mão do filho e de Belle para levantar.
— É melhor você ir ao hospital Regina, está pálida — comentou Belle percebendo o estado da prefeita.
— Estou bem, não foi nada. — Regina não queria ir ao hospital, não depois do que ouvira de Belle. Era impossível, impossível que ela estivesse grávida, deveria ser apenas uma coincidência de sintomas – Henry, acho melhor irmos para casa, quero descansar um pouco — pediu a prefeita. Não iria voltar para seu escritório, só queria descansar um pouco.
— Tudo bem, mamãe — respondeu Henry virando para encontrar Tinker para cancelar os pedidos — Vamos — chamou Henry.
...
Henry vez ou outra olhava para a mulher que dirigia ao seu lado, estava preocupado com sua mãe, podia notar que algo estava incomodando-a. Pensou em ligar para Emma e contar sobre Regina, mas achou que não seria o melhor, provavelmente Regina não iria querer uma Emma neurótica preocupada com o que pudesse está acontecendo com a prefeita. Regina estacionou o carro e sorriu para o filho, dizendo que estava tudo bem.
— Hum — Henry saiu do carro e olhou para a mãe — Eu vou encontrar com o Nick, tudo bem, mamãe? — perguntou. Regina apenas concordou e beijou o filho, logo entrando em casa. Henry só queria uma desculpa para poder participar do que Emma provavelmente estaria planejando para sua mãe.
— Querida? O que está fazendo em casa tão cedo? — perguntou Cora se aproximando da filha, Glinda apenas balançou a mão dando um olá para mulher.
— Não estou muito bem, mamãe. Vou tomar um banho e descansar um pouco — respondeu Regina subindo as escadas.
— Conheço aquela carinha — respondeu Glinda ao lado de Cora e apontando para a mulher que subia as escadas — De qualquer forma eu já estou indo, Cora. Adorei passar o dia com você — Glinda beijou o rosto da mulher e a abraçou depois.
— Foi um dia adorável, minha querida. Nos vemos em breve — Cora acompanhou a mulher até a saída e fechou a porta.
Cora foi até a cozinha e preparou um chá para sua filha, desde cedo que havia percebido sua filha um pouco estranha, sabia que alguma coisa estava acontecendo, só não sabia ao certo dizer o quê, mas logo iria descobrir.
...
— Ainda não acredito que você vai fazer isso! — respondeu Elsa abraçando Emma ao saber da novidade — Espero que seu pedido seja tão lindo quanto o de Emma, meu amor — disse Elsa apontando para Ruby, a garçonete olhou para a amiga e cruzou os braços.
— Está vendo? Você com a ideia de fazer algo grandioso, acaba sobrando para mim — respondeu a garçonete causando gargalhada nos que estavam ali.
— Você vai me ajudar então, Elsa?
— Claro Em, é só me dá um Okay — disse a garota empolgada.
— Então, mãe, como vai ser? — perguntou Henry curioso, até então só sabia que iria acontecer algumas coisas aleatórias, mas não sabia onde começava e onde terminava.
— Primeiro eu vou até a casa dela, chamo-a para dar uma volta e é aí que o show começa, só espero que ela não diga não na frente de todos — respondeu Emma claramente mostrando seu nervosismo.
— Ela não vai dizer não, ela provavelmente irá desmaiar — respondeu Henry dando de ombros.
— É bom ela desmaiar mesmo, apostei vinte pratas com Charming que ela iria fazer isso quando Emma a pedisse em casamento — comentou Ruby ansiosa para ver a cena do pedido.
— Provavelmente eu irei desmaiar se ela demorar a responder — disse Emma tentando tirar os pensamentos negativos.
...
— Não isso não! — disse Regina apontando para a xícara com chá que sua mãe estava trazendo.
— Chá sempre ajuda nas mais diversas enfermidades, se não está se sentindo bem, com certeza um chá não irá fazer mal — respondeu Cora colocando a xícara na escrivaninha de Regina e sentando na cama ao lado da filha — Agora me conta o que está acontecendo.
— Não é nada, acho que aquelas panquecas não me fizeram bem, só estou com um mal-estar, tenho certeza de que alguns minutos de descanso me fará bem — respondeu Regina. Cora examinou bem sua filha, não era só o mal-estar que estava incomodando a mulher.
— Sabe, conheço minhas filhas como a palma da minha mão, sei exatamente quando algo está incomodando-as, e você meu amor, sempre foi péssima em esconder algo de mim — respondeu Cora passando sua mão pelo rosto de sua filha, Regina respirou fundo, tinha que confessar os pensamentos que estavam lhe incomodando.
— Daniel me beijou ontem — confessou. Cora delicadamente tirou sua mão do rosto de Regina — Hook viu a cena e agora acha que eu e Daniel temos um caso. Ele vai contar para Emma, mamãe, e sinceramente isso está me deixando louca só de pensar na reação de Emma, não sei se ela será capaz de me perdoar por isso — Regina queria chorar, mas não se permitiu.
— Por que você não fala com ela? Seja franca, diga que Daniel a beijou, mas que não passou de um mal entendido, tenho certeza de que ela irá entender — Cora tentava acalmar a filha, sabia que ela estava preocupada com isso.
— Não é simples assim, por que Hook não pode fingir que nada aconteceu? Não precisaríamos tocar mais no assunto.
— Querida, você quer um relacionamento baseado em mentiras? Você quer continuar com um relacionamento escondendo algo da pessoa que você ama? Isso vai ser pior ainda, confie em mim, fale com Emma primeiro — aconselhou a mais velha, Regina sorriu e abraçou a mãe, agradecendo. Cora soltou-se gentilmente do abraço e olhou para filha — Ainda tem outra coisa incomodando você, o que é? — perguntou. Regina não sabia como sua mãe fazia essas coisas, sempre sabia quando ela ou Zelena estavam escondendo algo.
— Ontem aconteceu algo estranho... — começou Regina — Eu disse Emma que a amava — Cora levou sua mão à boca surpresa, sorria como uma criança — Quando eu disse isso uma luz branca apareceu em mim, mamãe. Não tenho ideia do que isso quer dizer, essa luz ficou no meu abdômen por alguns segundos e de repente desapareceu, e hoje eu acordei um pouco esquisita, comendo coisas que antes eu detestava, enjoos insuportáveis, será que Facilier fez algo comigo?! — perguntou preocupada, era a única explicação que ela tinha, poderia ter sido Facilier.
— Você sabe o que dizem sobre maldições, não sabe? — perguntou Cora levantando-se, ela já havia ligado todos os pontos daquela história. Regina balançou a cabeça, afirmando a pergunta de sua mãe — Então meu amor, agora me responda, o que quebra uma maldição? — perguntou olhando para filha, Regina fez uma cara pensativa enquanto olhava para um ponto fixo do quarto, então olhou para sua mãe assustada.
— Um ato de amor verdadeiro — respondeu Regina enquanto sua mente passava os acontecimentos da noite passada como um flash, ela dizendo para Emma que a amava, logo depois a luz branca em seu abdômen, onde anos atrás Facilier havia lhe amaldiçoado com alguma luz negra no mesmo local.
— Querida, sua maldição foi quebrada. Você e Emma, juntas, quebraram a maldição — Regina sorriu, por mais que fosse difícil de acreditar era a única explicação lógica. A mulher levantou e abraçou sua mãe, não poderia está mais feliz — Ah, e a propósito, você está grávida — Cora sentiu o corpo contra o seu amolecer, a mais velha levou a filha inconsciente até a cama, deitando-a — Ah querida, se você desmaiou, não quero nem imaginar o que acontecerá com Emma — Cora beijou o topo da cabeça de sua filha e ficou ali, esperando-a acordar.
...
Emma estava com as mãos soando, o frio na barriga que não ia embora desde que pôs a ideia na cabeça de pedir Regina em casamento só aumentava, já tinha treinado seu discurso milhares de vezes, mas ainda tinha a impressão de que iria dizer tudo errado, era típico dela, palavras não eram seu forte, principalmente quando são acompanhadas de uma carga gigantesca de ansiedade. Pôs a mão no bolso de sua jaqueta vermelha e viu que a caixinha estava ali, olhou mais uma vez para o anel e sorriu imaginando o rosto de Regina ao ver o objeto.
— Ei, vai dar tudo certo, Regina é louca por você, Ems. Não se preocupa — disse Ruby tocando o ombro da amiga, sabia o quanto ela estava nervosa.
— Obrigada Rub — respondeu a loira abraçando a amiga — Ela vai dizer sim, certo? Ela me ama...
— Ela vai dizer sim, não tenha dúvidas. Mas caso ela diga não, eu posso ficar com o anel? — perguntou Ruby tentando ser engraçada, mas viu o rosto de Emma formar uma expressão de pavor — Eu estava brincando Ems, é claro que ela vai dizer sim! — respondeu Ruby assim que percebeu seu erro, a garota viu Emma acalmar sua respiração, já estava na hora de começar o show.
— Okay. — respondeu Emma mais calma — Elsa, quando você me ver já pode começar o show, o restante já sabe o que fazer, não é? — Charming, Elsa, Ruby e Henry balançaram a cabeça afirmando — É agora, tenho que ir. — disse Emma já fazendo seu caminho para ir, porém Charming segurou seu braço.
— Vai dar tudo certo, meu amor. Estou feliz por você — disse o homem, Emma tinha certeza de que podia ver os olhos do pai cheio de lágrimas, a xerife abraçou o homem agradecendo seu apoio.
Emma já estava indo em direção a mansão de Regina, repassando novamente em sua mente tudo o que iria dizer, o dia todo havia evitado a prefeita porque sabia que poderia acabar entregando toda sua surpresa.
— Wow! Para quê a pressa, Salvadora? — Emma parou assustada com a presença do homem.
— O que está fazendo aqui? Achei que tinha desaparecido! — respondeu Emma se afastando do homem.
— Não precisa ter medo, eu não mordo.
— Olha aqui Facilier, eu lido com você depois, preciso resolver algo de extrema importância — respondeu Emma voltando a fazer seu caminho até a mansão.
— Nos vemos em breve, querida. Ah, boa sorte com o pedido — gritou o homem para Emma que não parou de andar, Facilier sorriu e desapareceu.
Emma tentou ignorar o encontro desagradável que acabara de ter e continuou sua caminhada, quando viu a mansão da prefeita começou a sentir toda a ansiedade se multiplicar.
Já estava na porta e pela ultima vez repetiu em sua cabeça o discurso, sorriu confiante e tocou no bolso da jaqueta, respirou aliviada ao ver que a caixa ainda estava ali, tocou a campainha e em menos de cinco segundos a porta estava aberta.
— Mais que adorável surpresa, querida. Estava exatamente pensando em você — Cora não esperou Emma falar e abraçou a mulher, não estava conseguindo aguentar a ansiedade de ver a reação da xerife ao saber da novidade que sua filha tinha.
— Olá Cora, é sempre bom ver você — disse Emma saindo delicadamente do abraço da mulher — Hum... Regina está? — perguntou Emma um pouco assustada com o sorriso que não saia do rosto de sua sogra — Hum, você... Você está bem Cora?
— Não poderia está mais feliz, minha querida — Emma viu que Cora havia começado a chorar e se aproximou da mulher preocupada — Não, não é nada. São lágrimas de felicidade — respondeu. Emma se perguntou se Hook havia falado algo sobre seu pedido para a mulher — Fique aqui, vou chamá-la — respondeu Cora subindo para chamar sua filha. Emma concordou e ficou na sala, esperando ansiosamente.
— O que está fazendo aqui, Swan?! — perguntou Hook em um tom não muito amigável, o que fez Emma estranhar.
— É hoje Hook, vou pedir a mão de Regina — sussurrou a xerife, não queria que Regina ouvisse.
— Você não pode fazer isso! — respondeu elevando sua voz, Emma franziu a testa e se aproximou do pirata.
— Você enlouqueceu?! Foi você que me incentivou a isso, quer saber, eu não tenho que te dar explicações, eu vou casar com Regina! — respondeu em um tom firme, porém baixo, estava começando a mudar sua opinião em relação ao pirata.
— Você não vai casar com Regina! Eu não vou deixar. — respondeu segurando firme o braço da xerife — Você não pode casar com ela!
— Por que, Hook? Me dê um motivo para isso.
— Emma... — respondeu soltando o braço da loira, Emma percebeu que ele estava escondendo algo.
— Foi o que eu pensei, eu vou casar com ela Hook... Eu a amo — respondeu Emma sorrindo com suas próprias palavras.
— ELA NÃO AMA VOCÊ — respondeu, aquelas palavras doeram no próprio pirata. De repente o sorriso de Emma havia desaparecido.
— O que você está falando, pirata?! Ela me ama! Ela disse que ama! — respondeu com fúria, Hook estava errado, Regina a amava.
— Desculpa Emma... Mas ela não ama, ontem eu a vi beijando Daniel. — Hook tentou se aproximar da mulher, mas Emma não deixou.
— Por que você está fazendo isso?! — perguntou Emma, ela não queria acreditar nas palavras, ela não queria chorar.
— Eu não quero que você case com alguém que está apaixonado por outro... Ela ama Daniel — Emma sentiu uma dor no peito angustiante ao ouvir as palavras do homem.
— Emma... — ao ouvir a voz de Regina, Emma só sentiu a dor piorar. A prefeita havia escutado tudo, assim que viu o estado de Emma sentiu um calafrio percorrer sua espinha dorsal.
— Isso não está acontecendo — disse Emma para si mesma — Você não o beijou... — Regina não negou o comentário de Emma e foi então que a loira quebrou — Céus! Como pude ser tão estupida!?
— Emma não é o que está pensando — Regina desceu as escadas para encontrar Emma, porém a xerife se afastou de qualquer contato físico com a prefeita.
— Não!
— Emma... — Hook tentou se aproximar, porém Emma também não permitiu — Desculpa... — pediu Hook, Regina olhou para o pirata com tanta fúria que poderia tirar a vida do homem ali mesmo. Cora segurou seu noivo e o puxou, levando-o para longe dali.
— Emma você tem que acreditar em mim, eu não o amo, eu não amo Daniel! — disse Regina, estava desesperada, podia ver nos olhos de Emma que ela estava devastada.
— Você o beijou... Você o beijou, Regina. Céus! — Emma andava de um lado para outro, sua cabeça estava a mil — Eu acreditei em você, achei que o que você disse ontem realmente tinha sido verdade! — Emma parou de andar e levou suas mãos trêmulas ao rosto, enxugando as estúpidas lágrimas.
— É verdade Emma, eu amo você, eu amo você... — respondeu Regina tocando o braço da mulher.
— Não, você estava apenas tentando se sentir melhor por ter beijado aquele homem — Emma virou-se, não queria que Regina visse-a tão frágil — Eu realmente achei que conseguiria vencer essa batalha, claramente fui estúpida por achar que poderia competir com o amor da sua vida — Regina puxou o braço de Emma bruscamente, fazendo-a encará-la.
— Você é o amor da minha vida! Emma, isso tudo é um mal entendido. Daniel me pegou de surpresa e me beijou, no mesmo instante eu o joguei, ele não significa mais nada para mim. Você não pode deixar isso acabar com o que temos... — Regina não se preocupava com as lágrimas descendo de seus olhos e manchando sua maquiagem, estava preocupada com outra coisa para pensar em beleza — Foi só um estúpido beijo.
— Eu achei que poderia aguentar isso, mas não dá Regina, não dá mais para mim. Não quero ficar no meio desse seu conflito interno e para você pode até ter sido só um beijo, mas para mim... — Emma respirou fundo, era difícil falar quando se tinha a sensação de ter um nó em sua garganta — Para mim foi como você arrancar meu coração e esmagá-lo lentamente — a xerife voltou a olhar para Regina, mas logo desistiu, não aguentaria dizer as palavras com aqueles olhos clamando perdão — Acho melhor darmos um tempo, vai ser melhor para você...
— "DARMOS UM TEMPO" repetiu Regina elevando sua voz — VOCÊ ACHA QUE EU SOU O QUÊ?! UMA ADOLESCENTE QUE VOCÊ SE CANSA E NÃO TEM CORAGEM DE ACABAR TUDO?
— Acho melhor acabarmos... — Emma já não se importava em enxugar suas lágrimas, seu dia não podia piorar, tinha planejado todo um show para pedir a mão de Regina e ali estava ela, dando um último adeus.
— Não! — Regina se agarrou a Emma e segurou o rosto da mulher, espalhando beijos por todo o rosto de Emma, não poderia perdê-la, logo agora que estava tudo ficando melhor — Você disse que não poderia me perder, não pode quebrar essa promessa — respondeu Regina sentindo o gosto salgado das lágrimas de Emma em sua boca — Eu amo você.
— Eu a amo, mas não consigo continuar com isso sabendo que não chegaremos a lugar algum -Emma afastou Regina de seu corpo e fechou os olhos, beijou a testa da mulher e fez seu caminho até a porta.
— NÃO, EMMA! NÃO! — Regina correu para impedir que Emma saísse, segurou a jaqueta da mulher fazendo-a parar — EU AMO VOCÊ — confessou já exausta, não poderia perder Emma, a loira olhou mais uma vez para Regina, lembrou-se da caixinha em sua jaqueta o que a fez chorar ainda mais — Eu amo você Emma...
— Eu também te amo, e é exatamente por isso que estou deixando você. Agora vai, Daniel deve está esperando por você — Emma puxou sua jaqueta e saiu, deixando Regina imóvel na porta.
A prefeita não conseguia se mover do lugar onde Emma a deixou, a sensação que estava sentindo era inexplicável, nunca havia sentido tanta dor assim. Emma havia ido embora. Emma havia desistido. Emma havia levado seu coração. Regina assistia Emma desaparecer na rua enquanto suas lágrimas caiam sem direção certa.
— Vai ficar tudo bem, meu amor... Ela só precisa de um tempo, vai ficar tudo bem — sussurrava Cora sentindo suas próprias lágrimas caírem sobre a filha, abraçava Regina exatamente como fazia quando ela tinha cinco anos e chorava por algo irrelevante, só queria poder tirar a dor de sua filha.
— Ela foi embora, mamãe... Eu... O que vou fazer?! — perguntou a prefeita não conseguindo parar suas lágrimas.
— O que você sempre faz, vai atrás do que quer. Ela ama você meu amor, só está de cabeça quente.
Emma andava pelas ruas escuras de Storybrooke, deixando suas lágrimas secarem com o vento que estava àquela noite. Não podia acreditar no que havia acontecido, passara a manhã fazendo planos para pedir Regina em casamento e agora tudo não passava de planos falhos. Achou que Daniel não seria mais um problema entre ela e Regina, mas ao saber do beijo, saber que Regina havia o beijado, só a deixou mais furiosa e frustrada, não poderia continuar em um relacionamento assim, onde ela dava tudo o que tinha e Regina apenas uma pequena parte, por mais que a amasse, não poderia continuar se machucando assim. Por mais que doesse, ela não poderia continuar.
Emma levou sua mão à jaqueta e tirou a caixinha, fechou os olhos com a cena que havia pintado em sua mente, Regina sorrindo e dizendo sim, agora não passava de pesadelos. Estava acabado, seu relacionamento estava acabado, a única pessoa que realmente havia amado estava desaparecendo. Emma fechou a caixinha e a guardou novamente.
— O que você fez Regina? — comentou para si, tentando parar suas próprias lágrimas.
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