A Louca Vida De Uma Semideusa.

1 Eu descubro que tudo era verdade


Ai! Minha cabeça esta queimando tanto que faz mais de uma hora que eu estou tentando, mas não estou conseguindo abrir os olhos.

Depois de mais dez minutos tentando eu consegui abrir meus olhos e me deparei com um lugar que eu nunca havia visto na vida e tinha pessoas, que eu também nunca tinha visto, me encarando.

-Ela acordou, chame o Quíron! – Uma loura falou para um menino ao lado dela – Como esta se sentindo? Lembra-se de como veio parar aqui?

-Mais ou menos só estou com dor de cabeça e não para a segunda pergunta.

-Ok... Então beba um pouco disso.

Ela me deu uma bebida que me lembrava de chocolate quente com marshmallow

-O que é isso?

-Néctar dos deuses. Daqui a pouco você vai se sentir melhor. –Ela disse em um tom de voz que não combinava com seus olhos, eles estavam confusos, abatidos e chateados, porém seu tom de voz era sereno.

-Então... Onde eu estou?

-Na enfermaria do acampamento meio-sangue

-Você está brincando não é?

-Não. Por quê?

-Esse nome, minha mãe citava em suas histórias. Mas esse lugar deveria ser fictício não real.

-Talvez as histórias de sua mãe sejam mais que ficção. Quíron!

Meus olhos correram para a entrada da enfermaria, parado na porta estava um homem que aparentava ter 40 anos. Aparentemente uma pessoa normal, cabelos grisalhos, barba mal feita e olhos castanhos. Mas ao olhar para baixo percebi que ele não era nada normal, ele era um centauro assim como nas histórias da minha mãe.

-Quíron, o diretor de atividades do acampamento. –Eu disse. Minha mãe, Katharine, sempre o citava.

-Prazer em finalmente conhecê-la senhorita Larissa Keynes.

-Vocês se conhecem? –Perguntou o menino que estava a pouco com a loura ao lado da minha cama.

-Não, mas eu tive o prazer de treinar a mãe dela. –Todos o olharam confuso, inclusive eu.

-O que é esse acampamento meio-sangue? Algum tipo de piada da minha mãe? O que exatamente eu estou fazendo aqui?

-Você sabe muito bem as respostas para essas perguntas.

-Impossível. Eu não posso ser filha de um deus. Esse lugar não deveria existir, ele é só um lugar irreal que faz parte de algumas histórias.

-Sim você é filha de um deus. –Disse o centauro. – Filha de Apolo para ser mais exato, ele lhe reclamou enquanto você estava desacordada, e sua mãe também era semideusa. Uma filha da sabedoria, uma filha de Atena.

Eu não tinha percebido, mas a loira e o menino haviam saído da enfermaria.

-Mas... Isso é impossível. –Eu realmente não estava acreditando naquilo, como assim eu era filha do deus do Sol? – Então as histórias da minha mãe são verdadeiras?

-Exato. Todas essas histórias foram vividas por ela.

-Eu não consigo acreditar. Mas se minha mãe é filha de Atena, então Apolo não seria tio dela?

-Nesse mundo graus de parentesco não contam muito.

Depois de um tempo Quíron saiu da enfermaria e a loura, que eu descobri se chamar Annabeth Chase, me mostrou o acampamento e me informou de tudo.

A Annabeth era uma filha de Atena o que a fazia ser minha tia por parte de mãe. Isso era realmente confuso. O outro garoto que estava com ela mais cedo se chamava Percy Jackson ele era filho do deus do mar, Poseidon.

A noite chegou. Todos foram para o refeitório e depois para seus chalés.

Eu ficava no chalé sete.

Eu tive sonhos nessa noite. Não eram bem sonhos, eram mais lembranças.

Eu estava de volta à minha casa em nova York. Eu estava de frente à lareira segurando uma xícara de chocolate quente com marshmallow. Minha mãe estava ao meu lado segurando uma xícara também, ela me contava histórias.

-Então lá estava eu e meus dois amigos de frente com aquele imenso ciclope. Ele dizia ser do bem, mas nós sabíamos que não podíamos confiar nele. Nós estávamos sem armas, apenas com uma corda. Então um dos meus amigos ficou jogando pedras no olho do ciclope, enquanto eu e minha outra colega o amarrávamos. Depois de algum tempo conseguimos deixar aquela caverna suja e partimos de volta para o acampamento meio-sangue.

-Essa história é verdadeira mamãe? Ciclopes existem mesmo?

-Cada uma acredita no que quer querida. Você acha que isso pode ser verdade?

-Sim eu acho mamãe. E te acho muito corajosa também.

Ela beijou o topo da minha cabeça afetuosamente. Essa lembrança era antiga, eu tinha apenas sete anos, estava com quatorze agora.

Então o sonho mudou. Eu ainda estava na minha casa, mas agora era recente.

Eu estava no topo da escada, percebi que tinha alguém na porta, mas por algum motivo esse alguém não entrou em minha casa.

Minha mãe estava falando com o visitante que eu logo percebi ser uma mulher.

Eu não pude ouvir muito da conversa. Mas o pouco que eu ouvi me deixou muito confusa e assustada.

-Ela esta prometida. Ela já esta quase chegando à idade.

-Ela ainda é uma criança, como pode ser tão má?

-Você não pensou não consequências quando a gerou! –A mulher explodiu de raiva- Como você acha que ficou minha reputação? Você quebrou todas as regras possíveis quando teve essa garota. Não venha pedir por misericórdia. Você tem que ser castigada.

Então a conversa cessou, elas se despediram e em segundo minha mãe estava ao meu lado na escada. Eu não sabia o porquê, mas a voz daquela mulher fez todo o meu corpo tremer. Ela me fez sentir medo.

Eu fiquei tão apavorada que comecei a chorar. Minha mãe estava tão apavorada quanto eu.

Então com um clarão eu estava em uma caverna fria.

Uma voz hostil e masculina dizia em meu ouvido “Você quer sua mãe alegre de novo? Você tem escolhas. Se vire contra os deuses, junte-se a mim.”

Eu fiquei tão assustada quanto no dia que minha mãe recebeu a visitante. Eu acordei totalmente suada e com a respiração acelerada. De quem era aquela voz do meu sonho? Quem poderia querer se virar contra os deuses.

Minhas perguntas mais uma vez não tinham respostas.

Segui meus meios-irmãos até o refeitório para começar meu primeiro dia de treinamento.

Notas finais
Espero que gostem.
xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.