A Lonely Year...
1 O meu começo
Notas iniciais
O ano já estava pra começar, e todo meu incrível reinado também. Olá, meu nome é Quinn Fabray. Vai ser impossível você não me conhecer, pois dentro dessa inútil e pequena cidade que é Lima, quem não conheceria a Rainha do Gelo? Ah, me poupe.
As lembranças de ontem a noite vagam pela minha mente e tenho pensado no que minha mãe, Judy, me disse. "Quinnie, você tem tudo pra ser uma pessoa boa. Basta você se esforçar, e basta você encontrar.... alguém que te ame." Amor? É uma coisa estúpida, igualmente o Puckerman pegar todas as garotas da escola. Uma coisa que eu nunca passarei, por que tenho força... e um passado que eu não gostaria que fosse revelado.
Quase a hora de ir pro colégio, e eu ainda estava deitada na cama. Ver aqueles babacas, Rachel com seus monologos... aquele seu sorriso encantador, o jeito que ela se entrega pro babaca do Finnútil. Espera. Rachel? Porque tô pensando na hobbit? Ok, Quinn, você tá ficando louca por causa das noites sem sono pensando nela. Pensando nela? Ahm? — sacudi a cabeça confusa atormentada. Tudo que menos queria nessa hora, era uma hobbit com uma voz maravilhosa dentro da minha cabeça.
Tomei café junto a minha irmã Frannie. Ela sempre é calada, trabalha em uma cafeteria aqui em Lima e ano que vem vai pra Yale, igualmente a mim. Temos as mesmas ambições. Somos iguais. Tirando o fato do namorado dela ser um cara extramamente fútil que só liga pra dinheiro.
- Até logo Frannie. — falei, colocando o resto dos livros que eram necessários hoje. — Até, Lucy.
Odeio que ela me chame de Lucy. Odeio. Mas agora... é um novo dia que começa. Vamos pro McKinley. Liguei meu carro e coloquei na rádio, e tocava Need you now. A medida que eu cruzaca esquinas minha mente, literalmente se dobrava ao pensar em Rachel. Em pensar que eu precisava dela agora. QUE DROGA. Por que eu não paro de pensar nela?
Avistei a escola. E também avistei Rachel. Com Finn. Ah, droga. — pensei. Eu já estava fora do carro, e de repente. chega Satanás, ops, Santana ao meu lado e fala bem baixinho, só pra que eu ouça:
- É difícil ficar com ciúmes, né Fabray? Principalmente quando é cíumes de uma Hobbit namorando com uma orca que já deveria estar no mar, em vez de fingir que estuda pra poder se formar e ensinar o alfabeto pra bebês orquinhas. É tão bonitinho o amor não é? — corei violentamente depois disso. Mas corar e ficar vermelha que um pimentão, não era a opção.
- Cala a boca, Santana. Vai se pegar com a Brittany. — e ela retrucou com um sorriso irônico nos lábios — Diferente de você, eu já fiz isso. Vai ficar babando pela Berry aqui no estacionamento ou vai entrar logo na aula? Ah, é mesmo. Tinha aula.
Entrei. Olhos voltados a mim com diferentes expressões. Expressões confusas, com medo. Felicidade. Tristeza. Cada pessoa dessa escola deve passar por uma coisa diferente, e que eu nem deveria, e nem devo imaginar.
Fui direto ao meu novo armário, que por pura sorte era bem mais espaçoso do que todos os outros. A melhor, merece o melhor. — pensei. E dei um sorriso que acho que foi capaz de amedrontar a garota que estava do meu lado arrumando o armário.
5 minutos. Eram 5 minutos que faltavam pro sinal bater. E a primeira aula, de Espanhol, era com a Rachel. Não sei se prestaria mais atenção, não sei se eu deveria faltar. Mas me sinto agora tão bem quando vejo aquele sorrisinho de uns 1000 wats. Dispertando-me de tantos pensamentos nada bons pra minha reputação, vejo uma garota sendo atacada por slushie azul, e é ela.
Ela sai chorando em direção ao banheiro, e sem pensar em nada, corro atrás sem me importar com o que vão achar.
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Por que eu sempre sou alvo? Qual o meu problema? Eu nasci diferente, é? Eu sou um problema pra humanidade? No primeiro dia de aula já começam a me atacar, a me destruir por dentro de novo. Por que?. - e ela falava chorando dentro do banheiro.
- Er... Rachel? — disse com um tom acolhedor, tentando não parecer aquela garota fria que tantas vezes já a magoou. — Quer ajuda?
Ela começou a chorar mais, a soluçar, e eu sentia todo o sofrimento que ela sentia. Ser uma loser... enquanto eu fico na maior posição da escola. Não sei se era justo, afinal, todos nós eramos iguais. Ela era julgada de uma forma que não merecia, e acabei entendendo isso quando vi essas lágrimas.
Eu a abracei. Foi a primeira coisa que fiz quando não aguentava mais ver isso. Ela foi se acalmando aos poucos, e sua respiração voltava ao normal. Mas agora o meu coração é que batia rapidamente, e não era só ele, eram correntes elétricas atravessando todo o meu corpo. Comecei a limpar todo o slushie que ficava no seu cabelo, e depois passei pra sua blusa.
Emprestei a minha pra ela, e nesse instante quebrando o silêncio que estávamos, ela disse:
- Por que fez isso? Você sempre me idiou. Eu roubei o Finn de você, agora ele é meu. É só mais um plano? Mais um plano pra acabar com minha vida, Quinn?
Nunca palavras pesaram tanto na minha consciência do que essas. Talvez tudo esteja certo. Eu sou uma garota má, que usa os defeitos de todos pra me fazer sentir melhor. Isso não é uma pessoa... exatamente boa.
- Acho que entendo o seu lado. Ér.... sei como você se sente. Você se sente excluída, mesmo tendo seus amigos ao teu lado. Cansou de ser julgada pelo que não merece. Eu também já... já senti isso. É difícil. Mas quando eu escuto sua voz, eu percebo que você é mais talentosa do que qualquer pessoa que faz, ou fala qualquer coisa ao seu respeito.
O que eu acabei de dizer? Eu odiava Rachel Hobbit Berry. Ela robou meu namorado. E eu estava agora com o Sam. Ele é um garoto tão bom, e agora tenho sentimentos por ela? Minha cabeça começou a dar defeito esse ano.
- Quem é você e o que fez com a cheerio má Quinn Fabray? — ela disse com um sorriso estampado.
- Acho que preciso mudar. Mudar quem eu sou. Talvez ser boa um pouquinho com as pessoas... hm, pode ter suas vantagens.
E depois dessas palavras completamente e absurdamente estranhas, que eu acabei de pronunciar, o sinal do segundo tempo tocava.
Cada uma de nós seguiu para um caminho diferente no colégio, e depois que sai do banheiro junto a ela, Rachel susurrou um obrigada sincero, o que fez meu dia alegrar.
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Eu nunca tive uma amiga verdadeira. Eu tive Santana e Brittany. Mas além delas, mais ninguém. Mais ninguém conseguia quebrar meu coração de gelo. Acho que eu deveria dar uma chance a Hobbit. E querida Quinn, acho que você deve chama-lá de Rachel.
Cala a boca, consciência estúpida. Vem calar.
Devo ignorar mais um momento desse com uma discussão entre mim e minha consciência? Acho que não. Preciso de um psicólogo. Psicologo não. Talvez, um garoto que me entenda, que já passou por isso.
Ou dois garotos. Ou só um. Ou dois. Ou só um. Ou dois. CHEGA!
Na reunião dos fracassados, ops, Glee club... vou ter que procurar o Anderson. Por que diabos eu to procurando um garoto gay pra falar sobre os meus problemas? Você também é agora, esqueceu queridinha?. Ai meu deus, ai meu deus.
--------------------------------- Depois da reunião....
- HEY, ANDERSON! — e ele se virou assustado.
- Preciso falar com você. É urgente, então... AGORA. — O garoto saiu dos braços que pareciam "aconchegantes" do Kurt, e veio até mim com uma cara estúpida de " o que você quer?"
Então respondi.
Contei a história sobre hoje, e ele surpreso ouviu tudo claramente. Não deu nenhum palpite. E quando perguntei o que ele achava sobre tudo, ele só deu um sorriso e disse:
— Não preciso dizer nada. As coisas falam por se só. Quinn Fabray, você teve uma paixão repentina, *e estranha*, por Rachel Berry.
E agora que já sei que meu mundo desabou.... cabe a mim decidir se luto por ela ou fico me escondendo com esse sentimento.
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