A Loira Indomável
4 Capítulo 4 - "Hora de se fazer notar"
Notas iniciais
Trazendo super-hiper-mega correndo o novo capítulo pra vocês!
Espero que se divirtam! =)
Kol estacionou o carro na vaga livre ao lado do carro de Elijah. Desembarcou sonolento e foi em direção ao amigo, que estava recostado sobre o capô observando o pessoal que chegava.
– Bom dia, flor do dia! – diz Elijah, com um sorriso brincalhão, ao ver Kol se aproximando – O que aconteceu com você? Está péssimo!
– Não dormi muito bem. – responde ele, com um bocejo – Estava preocupado com o encontro entre Klaus e Caroline, e ansioso pra saber se deu tudo certo.
– Bom, sua chance de descobrir acabou de chegar! – diz o rapaz, acenando com a cabeça para a mesa onde Klaus acabara de sentar, próxima de algumas árvores.
– Vou até lá falar com ele, até mais. – diz Kol, jogando a mochila sobre o ombro e encaminhando-se até a bendita mesa.
Passou apressado por entre os colegas de escola, sem nem olhar direito por onde ia, e acabou por esbarrar em uma garota de ascendência asiática, que acabou caindo de bumbum no chão.
Após ajudar a menina, que descobriu se chamar Cho, a se levantar, pedir milhões de desculpas e receber um sorriso radiante dela em resposta, o olhar de Kol pousou em uma cena não muito agradável para ele. Ao longe, pode avistar Sophie correndo sorridente em direção a Damon, que estava encostado em sua moto, no estacionamento do lado oposto da escola.
Ajeitou a mochila sobre o ombro mais uma vez e voltou a caminhar, maldizendo Damon Salvatore por estar de olho em sua garota.
Quando enfim chegou ao seu destino, largou a mochila sobre a mesa e sentou-se ao lado de Klaus, passando as mãos pelos cabelos rebeldes nervosamente.
– O que houve? – pergunta Klaus – Parece irritado.
– Aquele babaca está dando em cima da minha garota! – responde Kol, revoltado.
– Quem?
– Damon Salvatore! – o rapaz responde, apontando discretamente para o lugar onde o vira com Sophie.
Klaus observou a cena por alguns instantes, vendo o quanto a garota sorria e o quanto o tal Damon se esforçava em parecer um cara legal. Mas pode notar que, quando Sophie não estava olhando, o rapaz bem que jogava charme para outras alunas.
– Um imbecil! – resmunga Klaus.
– O que disse? – pergunta Kol, confuso – Isso foi pra mim?
– Não, claro que não! Estou falando do Mister Mundo! — o loiro responde – Sinto lhe informar, mas você tem um concorrente de peso. Além de ele ser o queridinho das garotas, ele sabe jogar muito bem com essa vantagem.
– Estou perdido! – murmura Kol, pousando a testa sobre a mesa.
– Ânimo garoto! Você só precisa se fazer notar. – diz Klaus, dando tapinhas nas costas do amigo.
– Como? Derrubando sorvete em cima dela? – o moreno pergunta, ainda de cabeça baixa.
– Claro que não, seu besta! — o novato responde, dando um tapa na cabeça do rapaz – Ela não está com dificuldades em algumas matérias?
– Pelo que eu sei, sim. – diz Kol, afagando o local onde Klaus lhe batera.
– A oportunidade perfeita! Ofereça-se para ajudá-la.
– É uma boa ideia, mas será que ela vai aceitar?
– Você só vai descobrir se tentar Kol.
– O problema é arrumar coragem para me aproximar dela. – o rapaz confessa, timidamente.
– Você gosta da Sophie?
– Muito!
– Então vai encontrar uma maneira de chegar até ela. – responde Klaus, sorrindo.
– Valeu cara, você é gente boa! – diz Kol – Ah, quase me esqueci! Como foi seu encontro com a Caroline?
– Foi divertido.
– Divertido? – pergunta Kol, incrédulo.
– Sim, ao menos eu ri bastante. – o loiro responde. Mas como a expressão incrédula não abandonava o rosto do amigo, ele resolveu explicar melhor. – Nós fomos assistir Ted, o filme do urso de pelúcia falante. Só pelo fato de ser uma comédia, já foi divertido. E na volta pra casa, a loirinha reclamou de tudo, da pipoca ao filme, principalmente pelo Ted ser um urso mulherengo e adorar falar palavrão! E tenho que confessar que a expressão zangada dela é adorável, e me faz querer rir.
– Adorável? Está mesmo falando de Caroline Forbes? – o moreno pergunta, ainda em choque.
– Sim, é adorável. – responde ele, simplesmente – Pretendo chamá-la pra sair outra vez! — completa, sorrindo.
– Klaus... Você é um homem corajoso!
– Eu prefiro chamar de perseverante. – diz Klaus – Além do mais, alguém que tenha e adore um urso de pelúcia não deve ser tão má pessoa assim.
*********
Ao final da aula, Kol pegou seu material, e ao lado dos amigos, deixou a sala de inglês. No corredor, pode avistar Sophie passando rapidamente ao lado de duas garotas.
Despediu-se rapidamente de Klaus e Elijah e correu atrás da menina de seus sonhos. Ao alcançá-la, tocou seu ombro levemente, respirando fundo para conter o nervosismo.
– Com licença. – diz Kol, um pouco apreensivo.
–Olá! – responde ela, com um sorriso – O que deseja?
– Ah... Oi, eu sou o Kol! – diz ele, estendendo a mão para ela – Soube que está procurando alguém para te ajudar com as matérias que você tem mais dificuldade.
– É verdade. Conhece alguém? – pergunta ela, curiosa.
– Bem... Na verdade sim! – responde ele, baixando o olhar por um momento – Estou disposto a ajudá-la, se você quiser, é claro.
– Você manda bem em matemática?
– Sim, claro!
– E química e física?
– Sem problemas! – responde Kol, sorrindo.
– Isso é ótimo! – diz Sophie, saltitante, dando um beijo na bochecha dele – Te espero na minha casa as cinco, pode ser?
– Claro, quando for melhor pra você.
– Perfeito! Estarei esperando por você Kol. – diz ela, sorrindo para ele e se afastando – A propósito, você sabe onde eu moro?
– Com certeza. – o rapaz responde – Estarei lá às cinco.
– Obrigada! E até mais. – diz a garota, encaminhando-se para a saída.
Kol ficou parado onde estava, estático, apenas acompanhando os passos de Sophie até ela desaparecer pela porta da frente. Nem percebeu quando Elijah e Klaus colocaram-se ao seu lado.
– Tudo bem? – pergunta Elijah, olhando-o apreensivo
.- Claro! – responde ele, simplesmente.
– E aí, como foi? Conseguiu se fazer notar pela princesinha Forbes? – pergunta Klaus, curioso.
– Eu consegui! – o moreno responde, eufórico – Vou à casa dela hoje, as cinco da tarde.
– Isso é ótimo! Agora ela já sabe que você existe. – diz o loiro, sorrindo – O próximo passo é conquistar a confiança dela, mostrar que você vai estar ao lado dela quando ela precisar. – continua ele, um pouco mais sério – Não tem nenhum conselho pra ele, Elijah? Elijah?
– O quê? – pergunta ele, ao voltar sua atenção para os amigos.
– Onde estava? Em Marte? – pergunta Kol, aos risos.
– Eu... Não... Bem... Quem é aquela garota? – pergunta Elijah, apontando discretamente para uma garota de cabelos castanho-escuros com algumas mechas pink, maquiagem escura, roupas pretas e um crucifixo preso ao pescoço.
– Aquela é Katherine Pierce. – responde Kol – Estudamos na mesma turma. Ela chegou há duas semanas.
– Katherine... Bonito nome.
– Ei! Eu sei o que está acontecendo aqui! Veja só Klaus... Acho que o cupido flechou nosso amigo. Elijah está interessado na Kath!
– A menina gótica? – pergunta Klaus, aos risos – Sinto dizer meu amigo, mas ela não é fácil de ser conquistada.
– Verdade! A maioria dos rapazes da turma já a convidou pra sair, mas todos receberam um sonoro “não” como resposta. – diz Kol.
– Bem... Klaus é bom com as garotas. Bem que podia me dar alguns conselhos. – diz Elijah, olhando suplicante para o amigo.
– Vocês estão me achando com cara de “Hitch, Conselheiro Amoroso”?
–Mais ou menos isso! – respondem os rapazes, em coro.
– Acho que vou começar a cobrar pela consultoria amorosa! – o loiro responde, aos risos.
*********
Às cinco em ponto, Bill Forbes pode ouvir alguém batendo à porta. Deixou as contabilidades de lado por alguns instantes e foi atender. Ao abrir a porta, deparou-se com um sorridente rapaz de olhos e cabelos castanhos, carregado de livros.
– Boa tarde, Sr. Forbes. – diz Kol, educadamente.
– Boa tarde, meu jovem. – cumprimenta Bill – E você, quem é?
– Me chamo Kol, senhor. Kol O’Loughlin.
– Prazer em conhecê-lo Kol. O que te traz até a minha casa?
– Ele veio me ajudar nos estudos, papai. – diz Sophie, correndo escada abaixo.
– Isso é muito bom. – diz Bill, sorrindo satisfeito, convidando o rapaz a entrar.
– Venha Kol, vamos subir. – diz a garota, puxando o rapaz pela mão.
– Subir? – o Sr. Forbes pergunta, surpreso – Por que não usam o escritório?
– Porque lá não tem aparelho de som! – ela responde, simplesmente, dirigindo-se à escada, com Kol logo atrás dela.
– Mas nada de portas trancadas, ouviu bem mocinha?
– Tudo bem pai. Nós só vamos estudar matemática, não biologia! – Sophie responde, do alto da escada, com uma risada divertida.
Kol seguiu a garota até seu quarto, e ao entrar, sentiu-se dentro de um quarto de princesa. No chão havia um grande e felpudo tapete, mesclado nas cores rosa e lilás. Nas janelas, cortinas em rosa-bebê. Nas paredes, prateleiras com bonecas de porcelana e ursos de pelúcia, além de pôsteres de atores, atrizes e bandas de rock.
Próximo à janela, a escrivaninha com o notebook, e por fim, a cama com baú, coberta por um edredom branco bordado com notas musicais roxas.
A garota apanhou seus livros e sentou-se na cama, dando leves batidinhas no colchão, em um convite para o rapaz sentar-se também.
– Desculpe a intromissão, mas... Onde está a sua irmã?
– Caroline faz um trabalho voluntário na biblioteca nas terças, quintas e sextas. Ela é a contadora de histórias das crianças até seis anos. – Sophie responde, orgulhosa – Vocês estudam na mesma turma, não é?
– Sim, estudamos juntos. Sabe, nunca poderia imaginar Caroline fazendo trabalho voluntário.
– Bem, isso era uma coisa que nossa mãe fazia antes de... Você sabe! – diz a garota, baixando o olhar – E a Care resolveu continuar com o projeto.
– É uma atitude muito legal da parte dela! – diz ele, com um sorriso sincero.
– As vezes ela consegue ser uma pessoa bacana.
– Bem , que tal nos concentrarmos nos estudos agora? – pergunta ele – Por onde quer começar?
– Matemática, por favor!
– E qual é o assunto?
– Algo sobre geometria. – responde ela, abrindo o caderno e entregando-o para ele.
Kol deu uma rápida checada no conteúdo, depois abriu um de seus livros e começou a explicação. Selecionou alguns exercícios e ajudou Sophie a resolvê-los.
Vez ou outra, Bill aparecia à porta do quarto, sempre perguntando se eles precisavam de alguma coisa. Na terceira vez em que subiu as escadas, trouxe consigo uma bandeja com sanduíches e sucos para os jovens. Ele parecia realmente desconfortável em saber que sua filha estava sozinha com um rapaz no próprio quarto.
Após mais algumas explicações e exercícios acompanhados, Sophie enfim pareceu entender os cálculos e conseguiu resolver corretamente algumas questões sem o auxílio de Kol.
– Não acredito que isso enfim começou a fazer sentido! – diz Sophie, sorridente.
– Mas pode acreditar. Se saiu muito bem! – responde Kol, devolvendo-lhe o sorriso – É tudo questão de esforço e concentração.
– Obrigada Kol! – a garota agradece, abraçando-o entusiasmada.
– De nada, Sophie! – diz ele, sentindo-se nas nuvens – Está ficando tarde. É melhor eu ir andando, antes que seu pai me expulse.
– Nos vemos amanhã?
– Claro! Estarei aqui no mesmo horário.
– Obrigada, mais uma vez. – diz Sophie, erguendo-se da cama – Venha, eu te levo até a porta.
Kol recolheu seus livros e acompanhou a garota até a porta da frente. Antes que saísse, o Sr. Forbes veio ao encontro deles com a carteira nas mãos.
– Quanto eu lhe devo, meu jovem?
– Nada, senhor. – responde Kol, educadamente.
– Tem certeza? – Bill pergunta, um tanto desconfiado.
– Absoluta, Sr. Forbes. Minha intenção é ajudar a Sophie, e faço isso com o maior prazer.
– Se prefere assim...
– Sim senhor! Bem, boa noite Sr. Forbes... Sophie. – diz Kol, acenando para pai e filha, saindo da casa em seguida.
Já na calçada da rua olhou para a imensa casa dos Forbes, na direção do quarto de Sophie, e sorriu ao ver a sombra saltitante dela através das cortinas. Ali ele se deu conta de que estava cada vez mais apaixonado por aquela menina.
Notas finais
Se sim, deixem um recadinho bacana ali nos cometários, ok?
Até o próximo!
xoxo
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