A Loba e o Dragão
1 Capítulo 1 - A volta de um amigo
Notas iniciais
Espero que gostem da fic ((: se alguém ler ... ^^
Amanhã era o meu primeiro dia na faculdade, eu devia estar dormindo pronta pra acordar cedo,mas estou discutindo com meu namorando. Loke era um cara complicado. Na verdade, vou explicar isso direito. Nós namoramos a dois anos,ele era meu segundo namorado sério, meu primeiro namorado foi a anos atrás,coisa de criança. Loke sempre fora um cara tranqüilo,nós nos divertíamos muito,brigávamos pouquíssimas vezes, mas tudo mudou quando eu perdi a virgindade com ele. De tranqüilo ele se tornou possessivo a ponto de se eu for no mercado,ele quer saber o que eu vesti pra ir,com quem,porque. Desde os meus 18 anos eu passei a morar com Levy ,minha melhor amiga desde os sete anos de idade,agora nós brigávamos porque ele decidira não deixar eu morar com ela.
-Ah qual é desse garoto Lucy. – Levy tirou os olhos do livro dela e baixou os óculos para me olhar. Ela era uma pessoa surpreendente e maravilhosa, tinha lindos cabelos azuis que ela pintava desde os 12 anos e era bem baixinha.
-Eu não sei Levy...
Realmente eu não sabia. Eu deixara claro, que me mudara por causa da faculdade. Levy passou no 1º semestre numa faculdade longe de onde morávamos. Era preciso quase três ônibus e dois metros , então com ajuda do pai ela alugou um apartamento. Eu passei a morar com ela desde então, ajudando no aluguel, eu só passei na faculdade de farmácia do 2º semestre quando eu finalmente decidi estudar pra prova. E agora, meu namorado queria que eu voltasse.
Finalmente eu passei na faculdade Loke qual é
Mandei pra ele numa mensagem
Não quero só vocês duas ai, Levy é ma influencia pra você
Agora eu gargalhava.
Olha quer saber eu vou dormir Loke. Realmente eu preciso acordar cedo amanhã.
Eu joguei o celular em cima da mesa e me arrumei na cama, apagando meu abajur.
Má influencia, qual é? Levy e eu não éramos santas também, éramos normais, cursando uma faculdade normal. O problema só podia estar nele. Ele devia estar com ciúmes da Levy. Ciúmes da minha melhor amiga de infância é muito.
Nem preciso falar que tive de desligar o celular porque Loke não parava de ligar. Eu peguei no sono por volta da meia noite, a madrugada pareceu passar rápido demais e Levy já me acordara no outro dia.
-Mas já... –reclamei me virando na cama
-Anda,anda!! Vou tomar banho. Não vou chamar de novo.
Eu me levantei procurando por uma roupa no armário enquanto Levy tomava banho. Fazia um pouco de frio la fora, peguei uma blusa gola V de manga cumprida,um jeans e um casaco leve. Depois dele tomei banho, nos trocamos e fomos pra faculdade. Era uma caminhada de 15 minutos. Decidimos não ir de ônibus porque afinal caminhar nos deixava mais disposta.
-Eai? Ele parou um pouco de encher?
-Eu nem liguei o celular ainda, to com medo. – brinquei e nós rimos.
Foi um primeiro dia normal. Os professores até que eram legais, foi tranqüilo. Na hora do almoço eu e Levy fomos até uma lanchonete do outro lado da rua da faculdade, que fazia almoço e comemos depois voltamos.
Na hora da saída eu iria passar em casa pra tomar banho e ir trabalhar. Eu ficava das 14:00 até as 20:00 numa lanchonete anotando pedidos pra ajudar no aluguel do apartamento. Era o que eu tinha achado de melhor, não pagava muito mas ajudava.
-Já tem lição pra você?
-Já... o professor já passou um trabalho gigante sobre... – eu parei de falar quando vi o carro de Loke parado na porta da escola.
-O que foi?- Levy perguntou seguindo meu olhar – Ah não! Ele não ta aqui, que cara chato, Lucy, da um pé na bunda dele logo...
-Vou ir até lá, ver o que ele quer.
-Mas você precisa ir pra casa e trabalhar.
-Acho que vou ter que ir direto pelo jeito. Vou ficar bem Levy,até de noite. – eu lhe dei um beijo rápido no rosto e sai andando até o portão,depois atravessei.
Ele estava com a cara mais fechada possível. Pelo jeito ele acabara de sair da academia porque estava com uma garrafinha d’agua.
-Oi Loke. – eu disse quando me aproximei.
-Que aconteceu com seu celular?
Eu não tinha ligado desde de ontem a noite.
-Eu,ele ta desligado...
-Acha que eu não sei? – ele zombou
-Porque perguntou então? — soltei
-Então simplesmente, você desliga o celular quando não quer falar comigo, é isso.
-Eu só esqueci de ligar de novo, eu queria dormir Loke e você não estava deixando.
-A gente vai falar sobre isso aqui? – ele estendeu os braços olhando pra rua.
-Eu tenho que ir trabalhar.
-Levo você então.
Eu não estava nem um pouco a fim de conversar. Mas uma hora eu teria que conversar com ele...Dizer de uma vez que eu não queria mais nada. Talvez tivesse de ser agora.
Eu entrei no carro mesmo sem querer. Ele dirigiu devagar até onde eu trabalhava de carro não durava nem 15 minutos. Ainda era meio-dia e cinqüenta então eu tinha tempo de sobra pra escutar os sermões dele.
- Eu sei que você não vai largar a faculdade por causa de mim Lucy. – eu sinceramente me espantei de ver que ele tinha “aceitado” – é só que eu me sinto inseguro de você ficar aqui com a Levy e tudo mais.
-Inseguro de que Loke? Eu vim pra estudar, não pra ficar na farra como a maioria do povo.
-Esse é o problema a maioria...
-Tá me dizendo que eu vou ser influenciada?
-E você não foi Lucy? A gente tinha combinado de morar junto e você ia estudar lá perto...
-Eu passei numa faculdade super concorrida e mil vezes melhor que aquela...
-Tá mais e eu ? – agora ele estava quase gritando
-Eu não sei se quero mais morar com você Loke. – eu soltei sem pensar. Tão sem pensar que eu mesma me surpreendi e comecei a tentar me corrigir – Na verdade, só não agora... Eu quero me concentrar-
-Então você não quer mais morar comigo?
-Eu disse que não sei, é só que eu quero estudar. Você tem que entender,poxa.
-Eu queria mesmo era saber o que eu fiz pra você ficar assim. – ele disse olhando pela janela – Você está diferente, Lucy. E já faz tempo.
-Você que ficou diferente, fica com ciúmes de mim por qualquer coisa, briga comigo por qualquer coisa,isso desgasta.
-Desgasta. – ele repetiu – Não gosta mais de mim então?
Era isso.
Isso que eu vinha me perguntando havia cinco meses.
Eu ainda amo o Loke?
Amar talvez, não. Mas eu ainda gostava dele. O problema é que cada briga,cada bobagem,diminuía meu amor, e agora diminuía o meu gostar.
- Eu gosto Loke.
- Mas não tanto não é?
-Não... – confessei
Nós ficamos em silêncio por um tempo. Até que ele se arrumou no banco e ligou o carro.
-Já é uma e quarenta. – avisou. – Acho que você tem que ir.
-É...
-Eu vou tentar... ser, ser menos chato com você.
Eu sorri de leve, e me inclinei no banco dando um beijo na bochecha dele, e sai do carro.
A minha chefe, Mirajane era um amor. Ela deixou eu tomar um banho rápido no banheiro dos funcionários e me deu o uniforme.
Eu usava uma camisa preta escrito o nome do café, e saia um tanto curta, junto com avental. Era um café passado de família, pequeno,mas bem freqüentado. E... bem, tem algumas vantagens as vezes ter coxas torneadas porque as caixinhas que eu ganhava eu juntava pra comprar roupas,já que o salário inteiro quase,ia pra contas e contas e comida.
Já eram oito e meia e nós começamos a fechar o café.
Cheguei morta de cansaço em casa. Estranhei que Levy não tinha chegado ainda.
Liguei o computador e entrei no Skype pra ver se ela tinha me mandado algo do serviço.
Havia duas conversas. Levy mandara que ia se ficar até tarde no hotel porque outra garota não havia chegado ainda. E a outra...
-Natsu. – disse a mim mesma em voz alta
Natsu era o meu melhor amigo de infância. Eu,ele e Levy éramos simplesmente inseparáveis. Ele se mudara fazia um ano pros EUA por causa da mãe. Os pais dele – Jellal e Ultear — se separaram e por quase três anos ele teve de ficar com ela, até que por ele estar maior de idade, ele mesmo decidiu voltar, ao que parece ter sido agora.
Nós dificilmente perdemos o contato, mas fazia um mês que não nos falávamos. Eu e Levy achávamos que ele ia resolver ficar por lá. Talvez quisesse ficar por lá do que aqui. Mas ele decidira voltar.
Luce
Ficamos muito tempo sem se falar, foi mal, fiquei meio ocupado com a situação do “juiz” e todo mais. Teremos muito tempo pra colocar a conversa em dia porque estou voltando semana que vem! Será que você e Levy podem vir no aeroporto?Meu pai pode buscar e levar vocês depois. Dia 22 , o voou chega duas horas.
Estou morrendo de saudades de você...
Eu sorri de orelha a orelha, escutando a porta do apartamento abrir.
-Leeeeevyyyyy! – gritei levantando da cadeira e correndo pra cozinha.
-Oi – ela jogou as bolsas no chão se jogando no sofá, e eu cai em cima dela – Luce... to cansada-
-Natsuuuuuu! – gritei – Natsu vai voltar semana que vem.
-O que??!!! – ela gritou também me agarrando.
Eu tive de ficar sentada por um tempo respirando depois de cair no chão Levy. Acho que fiquei eufórica demais por ele estar chegando.
-Quando quando??
-Dia 22 agora de julho. – expliquei que ele pedira pra irmos ao aeroporto, por sorte era um sábado.
-Ishe.
-Ué,qual é o problema?
-Eu que pergunto Lucy. Dia 22 , não está esquecendo de nada mesmo?
Ah não.. pensei comigo
Dia 22. Eu completava dois anos com o Loke. Ele falara a semana inteira de me levar pra jantar e depois eu ir pra casa dele.
Eu nem sabia mas se íamos depois da briga, e... Poxa,eram três anos sem Natsu,e dois anos de Loke enchendo a paciência. Eu nem precisava escolher... Mas ia magoá-lo muito se eu não fosse.
-Que droga,Levy. – foi só o que eu disse
-Ah, podíamos sair nós quatro!
-Talvez cinco né? – disse meio baixinho porque não queria tocar no assunto mas precisava deixar claro que talvez fosse possível. Levy demorou um pouco pra entender,depois se levantou brava.
-Nem pensar!
-Ah qual é Levy... ele é amigo do Natsu também,seria super normal se ele fosse.
Ele no caso era o Gajeel Redfox. Ele era simplesmente o amor da vida da Levy. Sinceramente, era a história de amor de filmes mas que eu já vira pessoalmente. Ele e Levy começaram a namorar quando ela tinha 15 e ele 17, os pais de ambos nunca aceitaram o namoro dos dois sabe-se lá porque. Eu e Natsu éramos os cupidos que sempre davam um jeito de juntar os dois, e foi assim,um namoro escondido de dois anos. Aos 19 Gajeel passara numa faculdade em outro estado. Levi na época não aceitou de jeito nenhum, porque finalmente eles tinham idade de escolher ficarem juntos de verdade, e ele iria embora. Eles se despediram brigados e não se falam até hoje. Ela era muito imatura e só percebeu que fora boba tarde demais. Afinal, qualquer pessoa escolheria faculdade, mesmo que amasse muito outro alguém.
Com certeza,ele viria um dia ou dois ver o Natsu. Os dois eram praticamente irmãos.
-Ele nem está aqui Luce.
-É que talvez,né...
-Esquece o Gajeel.
O problema do relacionamento foi que Levy cismou que ele a trocara pela faculdade. Ela era muito imatura na época. Depois de entender que até ela preferia estudar e não namorar, já era tarde. Ela já havia dito poucas e boas pro Gajeel e eles acabaram brigados até hoje. E ela, o ama... até hoje.
-Seriamos nós quatro. – ela disse pegando o telefone – Tá afim de pizza? Não estou com saco pra cozinhar... Você está? – fiz que não – Ok.
Ela voltou atenção pro telefone. E eu percebi que tinha feito merda em falar sobre ele.
Quando a pizza chegou Levy pediu pra ver a mensagem que ele deixara.
Os seus olhinhos brilharam na ultima frase.
-O que foi isso?!! – ela perguntou
-O que? Não entendi – disse meio de boca cheia
-“Estou morrendo de saudades de você” e não vocês.
-Ciúmes Levy?
-É lógico que não,sabe do que eu to falando.
Eu olhei pra cara dela e pude entender do que ela falava.
-Ah vá se ferrar Levy. Ele só disse estar com saudades, pow, três anos.
-Eu sempre achei que ele tinha uma queda por você – ela cantarolou
-Isso era quando éramos crianças. Ele deve estar namorando uma americana gostosa agora.
-Estou doida pra ver ele pessoalmente... – ela disse com um ar malicioso – Na boa, Natsu deve estar um gatinho agora. Afinal se nós ficamos bonitas e sem espinha ele também deve ter ficado.
-Será que ele cresceu? – eu zombei fazendo Levy cair na gargalhada. A ultima vez que vimos o Natsu pessoalmente,ele não alcançava nem o ombro da Levy que por sinal é bem baixinha. Isso era motivo pras nós duas praticamente fazermos bullying com ele.
-Veremos...
Eu não queria tocar no assunto de novo, maas pensando comigo mesmo. O Gajeel devia estar um tremendo de um gato agora. Ele sempre fora. Eu zombava da Levy quando conhecemos ele, dizendo que ele era meu sonho de consumo porque ele tinha exatos 1,80 e era todo definido. E eu era doida por homens altos. Mas eu fazia pra pura “encheção de saco”
-Acho melhor irmos dormir. E parar de sonhar com nossos homens. – disse pra provocar.
- Então assume, que o Natsu é seu homem...
-Não começa.
Na sexta-feira, Loke passou no apartamento pra me pegar. Nós combinamos de comemorar adiantado o namoro, eu achei super legal da parte dele mesmo que tivesse estranhando.
Eu vesti um vestido preto básico e uma sapatilha e peguei o casaco lançando um beijo pra Levy.
-Sozinha de novo. – ela zombou fazendo voz de choro
-Podia sair com alguma colega de classe... ou com outra pessoa. – ergui as sobrancelhas – Aquele tal Droy da sua sala,é uma graçinha.
-Ele é gay. – ela soltou
-Tá falando sério?
-Aham.
-Bem... então...
-Prefiro comer chocolate com sorvete e ver mais um episodio de Elementary. – ela virou de ponta cabeça no sofá.
Ouvi a campainha tocar pela segunda vez. Então corri até o sofá e jogando de leve em cima dela e dando um beijo na testa dela.
-Você é um tremendo de um desperdício Levy.
E sai pela porta.
-É... infelizmente só você acha isso – ouvi ela resmungar dramática.
Assim que fechei a porta. Vi Loke me olhar de cima a abaixo. Ele respirou fundo,e sorriu. No fundo ele deve ter pensando “Esse vestido está curto ou apertado demais”, mas também deve ter lembrado de prometer ser menos chato.
-Você... está linda.
-Sei. – cruzei os braços e o beijei de leve nos lábios. – Onde vamos...?
-Você vai ver.
Nós fomos até um restaurante e jantamos. Tudo estava ótimo,a comida e o lugar também. Achei que ele devia estar se concentrando pra não brigar comigo porque os caras estavam me olhando.
-E então,você não disse o porque de adiar o jantar.
-Ah – eu limpei a boca – Eu e Levy vamos ter que ir até o aeroporto.
-De novo a Levy...
-Loke...
-Foi mal.
-Bem, nós vamos buscar o Natsu,ele vai voltar...
Eu senti que Loke parou de ouvir quando eu disse Natsu.
-Depois o pai dele vai trazer a gente.
-Legal.
-Não fica chateado... – eu peguei na mão dele – A gente comemorou do mesmo jeito.
-Não é isso.
-Então o que é.
-Nada Lucy.
-Loke, não precisa ter ciúmes poxa,ele é meu amigo sempre foi.
-Não tem essa de melhor amigo. Você mesma disse que ele gosta de você.
-Gostava. E eu te disse isso há um ano atrás. Nós éramos crianças,mesmo. –dei de ombros.
Loke não falou mais nada daquilo o resto da noite. No fim eu dormir na casa dele.
Eu estava deitada no peito dele coberta até o meio das costas, e ele dormia profundamente. Eu não estava... no pique de fazer sexo com ele, mesmo assim eu cedi porque afinal,eu não tinha mais desculpas. Dores de cabeça não duravam mais de um mês, muito menos cinco. E era nosso dia, eu queria que ele ficasse feliz, mesmo que eu não estivesse tanto assim.
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