Notas iniciais
Gente sorry por fazer um capítulo enorme desses... Me digam o que acham de capítulos grandes,que eu dou um jeito de diminuir. Esse capitulo me inspirou a fazer algo GaLe então pra quem gosta talvez eu escreva u.u

Domingo

Eu estava na cozinha sentada no chão colocando o bolo no forno. Jellal estava lavando os pratos.

Natsu e Gajeel jogavam vídeo-game no sofá. Levy fazia lição com os fones de ouvido que Gajeel ganhara do Natsu. Ela estava atolada de lição, mas não queria deixar ela sozinha, então ela veio fazer aqui. Na verdade eu também trouxera as minhas, porém não eram nada perto das dela.

O celular dela começara a tocar e eu tive que lhe dar um cutucão no braço pra ela perceber que ele tocava. Quando ela tirou os fones estavam tão altos que eu não sabia como ela conseguia agüentar.

–Oi Juvia!

Voltei a me concentrar na lição, até que ela berrou.

– O que?!!! – e tapou o celular falando comigo – A faculdade está em greve por uma semana!! – gritou de novo e jogou todos os cadernos no chão. Jellal não agüentou e gargalhou secando a mão.

–Devia estar triste Senhorita. – ele falou – Vai ficar uma semana a mais no fim do ano

–Mas eu tenho uma semana a mais pra terminar meus trabalhooos! – ela jogou os lápis dessa vez, e nós ainda ríamos. – Juvia quer dar uma festa na quarta.

–Jovens... – Jellal suspirou

–Vai com a gente? – pedi

–O que? Não, não... Prefiro só ir buscar mesmo, como sempre.

–Poxa, ia ter muitas gatinhas lá. – brinquei e ele riu –

–Estou um pouco velho...

–Velho? – ri – Exagero, eu nunca vou dar mais de vinte pro senhor.

–Mas me chama de senhor desde sempre que nos conhecemos. – ele afagou meu cabelo

–Ah é por educação.

Na terça fomos de noite ajudar Juvia com as coisas da festa.Ela e Levy limparam a casa. Eu fiquei de cuidar dos e-mails. As garotas iam fazer algo pra comer e os meninos traziam as bebidas. Juvia trabalhava de noite num bar perto da nossa faculdade como bar-girl. Ela ia fazer várias coisas pra tomarmos.

Cana que por sinal conhecia Juvia de outras festas, também estava por lá e me ajudou a limpar o quintal e perto da piscina.

Sim a casa de Juvia era enorme. Lembro da primeira vez que fui lá fazer trabalho, fiquei espantada de tão grande.

–Lucyyy – ela desceu as escadas cantarolando e apareceu no quintal – Chame aqueles seus amigos fofinhos e bonitões.

Eu ri junto com Cana.

–Está querendo dizer o Leon...

–Ele também. Mas agora, eu descobri um cara... Meu irmão sabe o Bikslow, ele começou a trabalhar numa oficia mecânica que minha nossa, tem um cara... – eu ri alto – Sério.

–Um mecânico bonitão?

–Demais! Ele se chama... Gray Fullbuster... Socorro, olha esse nome.

–Ok Juvia, porque não chama ele também.

–Eu não! Que vergonha, não sou atirada assim não. Enfim, chama eles Lucy... Leon, Fried, Gajeel e Natsu.

–Acho que você dia tentar chamar ele... – Cana soltou a vassoura colocando as mãos na cintura.

Narradora Juvia Lockser

E lá estava eu.

Sentada dentro do carro na parte do motorista, enquanto Gray ia com o skate pra lá e pra cá embaixo do carro. Eu ia lá quase todas às vezes, depois a primeira que fui. Mesmo que não tivesse carro pra arrumar, eu adorava conversar com ele, e espero eu que ele também... Devia gostar porque ele sempre parecia estar esperando por mim quando eu chegava. Conversávamos de tudo. Mesmo. Eu me sentia bem de estar ali, porque nunca tinha tido tantos assuntos diferentes com um cara. Em meio ao cheiro de suor, graxa, óleo, e gasolina, eu confesso que tudo aquilo era, confortante...

Até aprendera algumas coisas sobre carros com ele. O assunto da vez era sobre paixão e derivados. Puta merda como chegamos nesse assunto?

– Eu nunca namorei por muito tempo... – ele falou – Acho que...não achei alguém especial pra isso.

–Eu queria ser assim – ri – Pra mim todo mundo é especial...

–Você se apaixona fácil então... – brincou

– E me ferro fácil...

– Sabe Juvia... Você devia melhorar nisso,de verdade... Você é... Muito,pra muita gente... Não gosto de pensar na possibilidade um idiota não aproveitando disso. – fiquei vermelha

–Todo mundo fala isso... – disse – Acho que nasci pra ficar assim.

–Então somos dois perdidos...

–Eu ajudo você a se encontrar se você me ajudar. – brinquei.

Ouvi o barulho de algo batendo no carro e então ele saiu deitado no skate com a mão na testa. Provavelmente tinha batido-a. Eu não podia resistir aquela camisa de botão dele que nunca estava totalmente fechada ou totalmente aberta. Fiquei um tanto com vergonha já que estava agachada perto dele minhas coxas estavam próximas demais dali, e percebi que ele olhava. Eu devia ter falado merda.

–Não entenda mal – comecei a me desculpar morrendo de vergonha.

–Eu adoraria isso... – ele falou baixinho.

Fiquei muda. Eu tinha medo de perder aquela amizade que eu tinha com ele pra algo que eu não sabia nem o que era pra começar.

– Gray quer ir a uma festa na minha casa? – soltei tão rápido que ele perguntou “O que?”– Vo-você quer ir na minha festa... Eu vou dar uma festa, em casa.

Antes de gaguejar duas vez, ele respondeu.

–Seu irmão não vai gostar disso... – e desviou o olhar

–Ué, porque não?

–Ele... Ele tem ciúmes de você.

–Biks tem ciúmes até da minha sombra. Ah vamos vai... Juvia vai ficar feliz se você for.

–Porque você fala na terceira pessoa? – ele riu

–Nem percebi... –fiquei vermelha.

–Ok... quando é?

–Quinta a noite...

–Vou estar lá... Por você. – senti um treco no meu estômago remexer. Não Juvia de novo não. Eu era uma porcaria pra se apaixonar, e sempre me ferrava depois. De novo não... Por mais que eu quisesse...

Narradora Lucy Heartfilia

Depois do trabalho na quarta, fui correndo pra casa tomar banho e me trocar.Havia acabado de sair quando o interfone tocou. Fui correndo de toalha e atendi.

–Lucy, tem uma moça aqui querendo subir, Erza Scarlet. – a voz rouca de Makarov dizendo “Erza” me fez rir

–Pode deixar.

Destranquei a porta e voltei pro quarto. Fiquei uma meia hora na frente do guarda roupa pensando numa roupa. Erza entrou pela porta sorridente. Ela era minha meia irmã do primeiro casamento do meu pai, era quinze anos mais velha que eu, ruiva de dar inveja. Ela não era muito chegada a festas. Eu brincava dizendo que Erza tinha uma espécie de armadura que a deixava meio fechada, mas ela a tirava de vez em quando. Dei um abraço forte nela mesmo de toalha.

–Eai? – ela se sentou na cama.

–Estou procurando uma roupa. – bufei

–Me atualize das novidades e vou ajudar você.

Eu falei sobre tudo.

Sempre falo tudo pra Erza. Disse sobre o Loke e como estávamos mal, como ia a faculdade, Natsu tinha voltado, Gajeel também.

–Natsu! – ela soltou um gritinho – Aquele boboca voltou então?

–Sim. – eu ri

–Nossa quanta saudade dele, eu praticamente vi vocês todos crescerem bem debaixo dos meus olhos. E agora estão homens e mulheres, me sinto velha. – ela relaxou os ombros

–Está me lembrando Jellal assim.

–Jellal... Ah, me lembro dele. – ela corou — Olha e essa?

Ela jogou um jeans pra mim que fazia tempo que eu não usara, mas era quase novo e uma blusa de ombro caído que Levy me dera.

–Hm, pode ser.

Assim que tirei a toalha. Erza soltou um grito de reprovação vendo minha tatuagem. Eu ouvi todo um sermão enquanto vestia as roupa que ela escolhera, com um top azul que eu tinha por baixo da blusa e me maquiei. Lápis, batom vermelho porque estava com saudades e um pouco de pó. Coloquei um conjunto de pulseiras pretas que tinha e espirrei um pouco do perfume.

–Caramba quem te deu esse perfume, foi o tal Loke? – Erza pegou o frasco e cheirou – Minha nossa é um Carolina Herrera mesmo!

–Foi o Natsu...

–Hmmm... – ela sorriu

A porta abriu depois, era Levy correndo pra se arrumar. Ela tinha trabalhado até tarde e jogara um charminho pro chefe dela liberar um pouco do pagamento dela pra comprar uma calça pra usar hoje. Pelo sorriso dela, ela conseguira.

–Macao é um amor gente. – ela explicava enquanto se secava na toalha.

–Ele não é aqueles velhos que contratam secretarias pra ficar de putaria por ai não né?- Erza logo soltou

–Não Erza. – Levy riu – Sério, ele é super gente boa. Quase chamei o filho dele pra ir com a gente na festa.

–Filho?

–É ele tem um filho chamado Romeo, ele é um fofo, deve ter uns dezesseis aninhos.

–Aninhos, só porque é maior fala aninhos. – Erza zombou

Uma meia hora depois finalmente Levy ficara pronto e nós saímos. Erza estava de carro então explicamos o caminho da casa da Juvia pra ela. Tinha uma fileira de carros parados no portão. Depois de achar um pra estacionar entramos.

Juvia veio toda contente nos receber. Ela estava linda! Finalmente eu a vira de cabelos soltos. Ela estava no bar junto com Cana arrumando algumas bebidas e tinha u m cara dentro do bar com ela,os dois no maior papo,mas eu não sabia quem era.

A festa tinha bastante gente da faculdade que eu nunca ouvira falar, mas conhecia de vista. Por nomes reconhecera apenas Rogue e seu irmão Sting, na boa ele era gato mesmo. Me sentei no bar junto com Levy e Erza. Até que vi Lisanna chegar e pedir alguma coisa pra Juvia.

–Oi Lucy! – ela falou sorridente.

–Oi... – devolvi me lembrando do incidente no café. Ela saiu piscando pra mim — Juvia me dá alguma coisa também.

Eu não sei o que Juvia me deu, mas não era forte, e era gostoso e vermelho.

Levy me perguntou sobre Loke, eu estava falando com ela sobre eu não ter mandado mensagens, sobre o tempo que eu pedira, quando um braço forte pousou no meu ombro. Natsu beijou minha bochecha e depois a da Levy.

–Até que enfim vocês chegaram. – ele falou.

Gajeel piscou pra mim e cumprimentou Levy no rosto se sentando do lado dela.

–Ué, já estavam aqui? – perguntei

–Sim. Gajeel até revezou com Juvia pra ficar no bar.

–Desde quando você é barman? – ouvi Levy perguntar

–Na faculdade aprendi, já que não tinha muita coisa pra se trabalhar, e eu toquei também.

Eles começaram a conversar sobre e eu os deixei a sós.

Natsu se sentou do meu lado.

–Você está cheirosa e bonita como sempre.

–Porque quem será que me deu esse perfume. – pisquei pra ele. Depois me lembrei de Erza — Ah Erza! – chamei. Ela conversava com alguém e se virou – Natsu se lembra da Erza né?

–Minha nossa! – ela colocou o copo no balcão e se jogou nele – Como... Meu Deus como você está alto, e forte, e nossa Natsu você está lindo!

Eu ri alto bebendo mais um pouco e ele também riu.

–Você também está linda Erza, sempre foi. – ele piscou

–Minha nossa... E não, esse é o Gajeel?!

–Erza! – ele exclamou se levantando e a abraçando – Quanto tempo também.

–Eu dormi não é possível, vocês dois mudaram muito... E você não parou de crescer. – ela voltou a falar com Gajeel.

Bebi mais um pouco e pedi outra pra Juvia.

Natsu voltou a se sentar do meu lado. Ele estava bonito também, estava com uma camiseta normal preta e de jeans, segurando um agasalho.

–Você também está muito cheiroso. – disse pegando a outra bebida da Juvia.

–Sei... – ele riu.

Nós ficamos ali por um tempo, até que Erza insistiu pra que eu fosse dançar com ela.

–Eu dançar?! Não, não, sabe que eu não danço Erza.

–Qual é Lucy! Por mim vai, você sabe que eu também não danço.

Eu suspirei e larguei o copo no balcão.

Dancei com Erza alguma eletrônica doida que tocava, até que Levy se juntou a nós. Eu nem percebi que todo mundo dançava até que vi Gajeel se levantar e puxar Natsu. Juvia saiu do bar com Cana também.

Nem sei quanto tempo se passou. Mas eu voltei pro balcão até um pouco suada, e Juvia também.

–Como Erza agüenta dançar tanto?

–Acho... – eu respirei – que é a saudade de sair. Erza não sai há muito tempo.

–Me ajuda rapidinho a lavar os copos? Ah,aquele cara que estava aqui é o Gray as bochechas dela se avermelharam.

–Aaaaaaaah!!Conseguiu falar com ele. – ri – Ele é bem bonito...

Entrei no bar e ajudei Juvia por uns vinte minutos até que a portinha do bar abriu de novo.

–Pegou meu lugar foi? – Gajeel falou no meu ouvido devido a musica alto. Gray acompanhava ele e foi pro lado de Juvia pegar alguma coisa pra beber.

–Sai. – eu ri empurrando ele – Sou ajudante por vinte minutos.

Ele estava sentado do lado de dentro do balcão. Tinha uma marca de batom do lado do maxilar dele.

–Ei, ei posso saber o que é esse batom aqui?

–O que?! – ele passou a mão e limpou – Acho...

–Eu reconheço esse batom Gajeelzinho, é da Levy. – dei risada secando um copo.

–Né que é mesmo... – ele confessou rindo. Sentei do lado dele. – Ela me beijou aqui, mas... Eu não vi que marcara.

–Só acho que essa festa vai acabar juntando alguns casais. – Juvia disse pra ele e depois apontou pra pista.

Erza conversava com o Leon, é o Leon amigo nosso. E Lisanna chamava Natsu pra dançar, mas ele parecia não querer. Arregalei os olhos e engasguei.

–Eita Lucy até sua irmã.

–Não me zoa não ta. Eu não estou bem pra romances. – disse enchendo um copo de vodka e virei.

–Eita vai com calma ai loira. – Gajeel avisou começando a preparar outras bebidas coloridas junto com Juvia.

–Tô calma Gajeel.

–Estou vendo. Isso é ciúme?

–Do que você esta falando porque eu teria ciúmes da minha irmã?

–Sabe que não é da Erza que eu estou falando.

Eu lancei um olhar bravo pra ele e fiquei quieta, bebendo outro copo de vodka.

–Ela deve esta só tentando causar ciúmes. Ficar com essa cara não adianta. Vem aqui. – ele saiu do bar. Eu continuei lá dentro com uma sobrancelha levantada – Vem Lucy.

–Tô com medo de você. – brinquei

–Vem cá logo. – ele me puxou e me levou até a pista pela cintura.

–Levy me mata sabia? –disse empurrando o tórax dele e rindo.

–Mata não ela sabe que eu amo ela.

Eu sorri.

Queria que alguém me amasse do jeito que Gajeel amava Levy...

Dançar com ele foi uma experiência totalmente diferente, porém eu adorei. Eu sinceramente nem liguei pra Lisanna na hora. Dancei como se ela não estivesse ali. E literalmente fiquei suada daquela vez e talvez um pouco tonta por ter bebido rápido a vodka.

Depois que trocaram de música, Gajeel me girou e me trouxe pela mão até o balcão e eu me sentei.

–Me faça uma coisa bem forte. – pedi fazendo um beicinho. Ele gargalhou.

–Eu disse pra ir com calma...

–Eu estou, vai faça.

Vi ele chacoalhar algumas coisas num copinho, depois a bebida saiu azul embaixo e vermelha em cima. Bebi. Natsu se sentou do meu lado minutos depois, ele já bebia alguma coisa também.

–Quem diria você dançar com o Gajeel...

–Ele é meu amigo oras. – sorri

–É. – ele falou seco bebendo.

–Natsu. – sorri

–Que foi?

–Quer dançar?

Ele me olhou de rabo de olho e sorriu bebendo o copo todo e se levantando.

Então dancei com ele também. Dessa vez Juvia tinha colocado um rock meio alternativo que eu conhecia. Fiquei cantando no meio da pista e Natsu ria de mim, mas acompanhava.

Era umas meia noite e meia. Eu estava com a cabeça abaixa no balcão quando Gajeel perguntou se eu estava bem, e fiz que sim. Ele trocara com Juvia de novo já que Gray insistia pra ela dançar. Agora os dois estavam sentados no sofá,e ele falava alguma coisa no ouvido dela. Sorri ao ver que aquilo podia dar certo.

Não me lembro da ultima vez que bebera... Eu não estava bêbada, bêbada... Mas juro que estava quase. Estava apoiada no balcão, vendo Gajeel mexer agilmente os copos preparando drinques. Comecei a ver dois de cada copo. Ok,eu estava ruim. Lisanna chegou do meu lado, pedindo um copo de shot e uma garrafa de Tequila, e ele deu.

Fiquei discretamente olhando Lisanna, sair rebolando até o centro da sala. Vários caras estavam em volta dela esperando, ela de deitou enchendo um copo de tequila, e um a um os caras foram pegando do umbigo dela com a boca e bebendo.

–Eu não sei por que eu fiquei com essa menina. – Natsu reclamou.

Ele também parecia estar meio bêbado como eu, tinha até colocado o agasalho.

–Ciúmes é Natsu?

–Ciúmes, é o que ela ta tentando causar em mim. Não sinto nem um pingo de ciúmes.

–Oia, não fala assim. Ta sendo ingrato, por que você já ficou com ela. – disse lhe dando um peteleco na orelha.

–Justamente, eu olho e penso por que eu voltei com ela? Ela está tentando me causar ciúmes sendo que eu só faço sexo com ela e mais nada. – ele disse

–Então não faça mais. – ri – Está dizendo isso porque está bêbado Natsu, no fundo você gosta.

–Não gosto não. – ele disse sério e pegando um copo de vodka com soda.

–Se eu não gostasse dela... E não achasse que isso é, um tanto... vulgar, eu até diria que ela é corajosa.

–Por quê?

–Ah, eu sempre quis fazer isso ai.

É meio estranho, mas eu achava legal.

Era como se fosse um lado “Lucy Pervertida”, parecia divertido.

–Jura??

–É. – confessei — Já fez?

–Tem muito disso nas festas lá dos Estados Unidos... – então ele se levantou – Gajeel me da um copo de shot, e aquela garrafa é o que?

–Ah... É uma tequila forte.

–Essa ta perfeita. – Natsu a interrompeu — Vem cá Lucy.

–Eu não vou não, hoje você e o Gajeel estão me dando medo.

E estavam mesmo.

Ele parou de andar e se virou tirando o agasalho. E segurando na mesma mão que segurava a garrafa.

–Vem. – ele disse serio.

Eu bati os dedos ritmados na mesa, que vontade de iiirrr!!

Me levantei e fui até ele levando meu enxame de borboletas comigo dentro do meu estômago.

Narrador Natsu Dragnell Fernandez

Eu nem sabia o que eu estava fazendo, mas não estava nem ai. Tirei o a gasalho, porque um calor absurdo me tomou de repente e o segurei. Lucy estava com a cabeça no balcão, a manga da blusa caída mais que o normal.

–Vem. – eu tentei parecer sério.

Ela fez um beicinho e veio.

Nós saímos pro quintal da Juvia, era bem grande. Tinha uma piscina que estava toda decorada, mas fazia frio naquela hora e a maioria do pessoal nem tinha usado ela. Fui andando na frente procurando algum lugar que não fosse o chão pra deitar a Lucy. Essa idéia me fez arrepiar a nuca.

Tinha uma mesa perto da churrasqueira de mármore, e eu sorri pra ela. Bebi um gole da tal tequila e quase engasguei. Descia queimando.

Passei a mão em cima da mesa, estava gelada. Então forrei com o meu agasalho.

–Lucy. – a chamei, ela se virou e apoiou os braços na mesa – Deita ai.

–Eu?! Não, não, isso vai quebrar comigo.

Eu ri.

–Quer fazer sua experiência sim ou não? – perguntei. Ela ficou um minuto em silêncio

–Não acho que seja-

–Sim ou não? – repeti. Ela então veio pro meu lado e se sentou na mesa. Enchi um dos copinhos e olhei pra ela – Deitada... – disse.

Juro que a blusa subiu sozinha mostrando o umbigo. Eu apoiei o copo em cima e enchi outro quase de nada... Aquele era só pra causar...

–Fique parada. – sussurrei equilibrando outro copo quase vazio na altura nos seios dela. Depois pousei a garrafa na mesa.

Apoiei as duas mãos na mesa e peguei o do umbigo e virei, caiu um pouco pelo canto da minha boca e limpei. Ela estava de olhos fechados sorrindo de leve.

Agora apoiei o joelho na mesa e subi me aproximando no outro copo, fiquei me demorando pra pegar. Ele estava perto do pescoço dela, e tinha um cheiro tão bom que eu não queria sair dali. Abaixei devagar respirando e sentindo o cheiro do perfume entrar pelo meu nariz, causando um arrepio na minha coluna até a nuca, deixando-me um pouco excitado,confesso.

Depois peguei o copo e virei saindo de cima dela. Ela fez que ia se levantar, mas eu a impedi de ultima hora.

–Falta uma coisa.

Não Natsu.

Não faça isso... Mas eu fiz.

Bebida deixa a gente corajoso eu diria... Ou inconseqüente...

Quando ela se deitou de novo eu joguei um pouco de tequila no umbigo dela, e me abaixei encaixando a boca nela. Deixei a garrafa de lado, e lambi o líquido, depois continuei beijando até onde começava a calça, depois de leve até aonde ia a blusa e desci de novo. Ela segurou meu ombro e apertou.

O ventre dela estava quente, e com cheiro de algum creme muito bom. Continuei beijando segurando no quadril dela.

Eu não pararia se fosse por mim. Nem de beijar e nem só por ali. Mas parei, dei um ultimo beijo e me deitei do lado dela na mesa. Sorri de orelha a orelha, afastando a garrafa mais pra lá, quando senti as pernas delas passarem por mim e sentarem no meu colo...

Narradora Lucy Hearthfilia

A língua quente do Natsu fez minha mente nebular...

Não sei o que deu naquela hora. Eu já estava meio bêbada... E agora isso. Eu tinha me arrepiado toda só de sentir ele perto do meu pescoço respirando. Agora me beijando... Até mesmo partes do meu corpo que ele nem passara perto estava em choquinhos.

Deve ter sido o tal extinto de Lucy Pervertida me tomando. Me levantei depressa e sentei no colo dele.

Levantei a camiseta, joguei um pouco da tequila no umbigo dele. E quando o liquido foi escorrer pra dentro da calça dele, me abaixei e lambi pousando a garrafa do meu lado. Pude o ouvir suspirar alto, segui passando os lábios até onde a blusa erguera e depois desci até onde começava o cós da calça,me demorando ali,enquanto Natsu ofegava. Quando subi de novo, senti a minha coxa roçar na ereção dele.

Aquilo estava indo longe demais, era isso que eu pensava, mas meu corpo não respondia. Eu me afastei da barriga dele, indo tirar a perna pra sair de cima dele,quando a sua mão segurou minha coxa,e a outra entrelaçou nos meus cabelos. Achei que ele fosse me beijar quando se sentou, mas sua boca foi praticamente guiada pra minha clavícula, e desceu ate o meu decote, beijando o começo do meu seio.

Involuntariamente, eu arfei baixinho no ouvido dele, e ele apertou minha coxa, beijando com mais força.

Ok. Eu estava bêbada demais pra ter deixado isso chegar até aqui.

Devia ser o álcool, só podia ser.

Porque eu estava tão excitada com pouca coisa. Loke só conseguira me deixar assim quando estávamos realmente...

Loke.

Não. Ele não merecia nada daquilo que eu estava fazendo. Com tempo ou sem.

Eu era uma vadia mesmo. Eu era...

Natsu era meu melhor amigo... Mesmo que eu quisesse mais que um amigo...

Loke era meu namorado. Porque tudo aquilo estava acontecendo?Porque eu estava deixando? Eu não devia nem ter vindo pro quintal com ele tonta daquele jeito.

Não.

Natsu não merecia alguém como eu, alguém que acabara de dar tempo no namoro e já se jogara em outro.

Loke não merecia alguém que fizesse isso com ele, mesmo ele sendo daquele jeito...

A língua do Natsu desceu tocando meu seio de novo interrompendo qualquer chance de me fazer pensar, mais pra baixo e pra dentro do sutiã, e eu segurei o rosto dele.

–Natsu... – chamei colocando minhas mãos no seu rosto levantando. Ele me olhou, e eu quase puder ver o desejo arder nos olhos dele. Eu sorri vendo que ele me queria, mas eu não podia... – Não posso fazer isso...

Eu tinha que fazê-lo aceitar de qualquer jeito.

Mesmo que fosse do jeito mais filho da mãe.

–Luce... – ele afastou meu cabelo acariciando minha nuca.

Não me chame assim... Pensei comigo

Ele me puxou pra perto, mas eu segurei seu ombro impedindo ele de me aproximar mais.

–Não posso... Não assim...

Eu queria... muito. Eu não podia negar.

Que droga, como eu queria.

Tive de reunir alguma força pra minha boca se abrir e dizer aquelas palavras.

Era a ultima coisa que ele queria ouvir. Pode-se até falar que era uma “friendzone”. Mas eu tinha que dizer. Era o que nos faria parar porque aquilo não estava certo. Não daquele jeito.

–Você... É meu amigo.

Então ele travou.

Os olhos dele pareceram se entristecer, e aos pouco ele foi me soltando. E eu repeti já com um tom de choro na minha voz.

–Natsu... Você é meu amigo, eu namoro, isso é errado.

Eu sai do colo e do abraço quente dele tão rápido que uma onde de frio me pegou desprevenida me fazendo tremer.

Ele estava mudo. Sentado olhando pro chão.

Como eu queria ler seus pensamentos agora Natsu...

Narrador Natsu Dragnell

Eu literalmente podia ter sentido que um tiro me acertara.

E quem dera o tiro fora a Lucy.

O que ela tinha dito foi o tiro.

Mas eu também, o que dera na minha cabeça.

Lucy estava confusa, com o namoro, com tudo. E os meus flertes com ela não deviam estar ajudando a deixá-la menos confusa.

Eu não devia ter feito nada daquilo. O que um pouco de álcool não faz...

Inconseqüente, e não coragem.

Me sentia um idiota,mesmo...Mesmo querendo tudo aquilo,só de sentir Lucy tão perto de mim daquele jeito eu mal conseguia me segurar. Eu não queria me segurar. Mas não devia ser assim. Não com nós dois bêbados, nem com ela confusa. Ela devia estar totalmente desnorteada agora pensando o que eu acabara de fazer com meu amigo, é amigo...

Acho que eu só seria isso pra ela pro resto da vida. Será que ela nunca me veria diferente...?

A vozinha de Gajeel surgiu na minha mente uma conversa de muito tempo atrás “ Se você não contar pra ela nunca vai saber a resposta...”

Eu fiquei de contar a Lucy.

E isso já faz quase dez anos. Um dia, talvez eu dissesse...

Mas não hoje. Chega de fazer merda por hoje.

Finalmente, levantei o rosto olhando pra ela. Ela tinha uma expressão triste, e as bochechas vermelhas de vergonha, talvez. E tremia de frio.

Peguei meu agasalho de cima da mesa e joguei nas costas dela.

–Pode ficar. Precisa mais que eu.

–Natsu...

–Ei. Está tudo bem. Vamos... Vamos... Fingir que não foi nada. — cocei a cabeça

Acho que agora eu dera um tiro nela.

Ela olhava fixamente pras mãos enrolando os dedos um no outro. Estava nervosa, eu sabia.

–Lucy, eu não devia ter feito isso não é verdade... Foi, um erro como você disse.

–Ok.

Ok?

Só?

–Eu vou entrar. – ela olhou pra mim e saiu pelo quintal pra dentro da casa.

Eu não sabia mentir, mas naquela hora acho que ela se esquecera desse detalhe.

Narradora Lucy Hearthfilia

Eu entrei na casa novamente.

Eu queria chorar, e muito. Mas eu não ia ali nem ferrando.

Não foi nada?Não foi nada!

Se era aquilo que ele achava eu também tinha que achar.

Voltei a me encostar no balcão,havia perdido qualquer animo da festa. Mas tinha que tentar não transparecer isso.

Pelo menos agora eu não queria mais beber, então eu não podia piorar.

Natsu passou por mim e sentou no balcão também. Sem falar comigo.

Era isso que eu temia. Desde sempre, e sempre.

Quantas histórias de amigos que namoram, não dão certo e nem se olham mais. Eu nem precisava ter namorado pra ficar um clima chato entre nós. Ele era meu amigo... amor... aquilo não podia estar acontecendo.

Se eu quisesse chorar agora, era mais por medo de perde-lo do que qualquer outro motivo.

–Tudo bem Lucy? – Juvia perguntou

–Me deu sono... – menti e ela riu.

–Verdade. – Natsu concordou.

Ao menos ele falara algo.

–Vão dormir juntinhos lá em cima...

–Tá doida! – fiquei de pé na hora. – Nã- não brinca com isso. – gaguejei roxa de vergonha.

Na pista Erza e Leon se acabavam em dançar, e no sofá Levy estava sentada com as pernas no colo de Gajeel e eles conversavam alguma coisa engraçada.

–Quer ir Luce? – ouvi Natsu perguntar.

Ele estava mesmo... falando comigo. Ainda me chamando pra dançar.

Talvez ele estivesse tentando ficar normal comigo... eu também tentaria.

–Não agüento mais dançar...

–Dormir.

Ok.

Natsu melhor amigo flerte voltara... Ele estava brincando de me deixar confusa por acaso? Eu já podia explodir...

–Tá doido! – o empurrei – Estou totalmente acordada, querido. – ele riu

–Ok.

Sorri me apoiando no balcão. Só falar de sono, eu ficara de verdade agora.

–Juvia que horas são?

–Uma hora e... cinco

–Vou trabalhar amanhã... – resmunguei

–Todos vamos. – Natsu completou

–Menos eu!! – Juvia sorriu feliz

–Você é rica, não precisa. – ela riu – Vou chamar Erza pra me levar pelo menos depois ela volta.

Fiz menção de me levantar quando vi Lisanna vindo em nossa direção. Ela sentou do lado de Natsu perguntando se ele tinha um agasalho que pudesse emprestar. Ele disse que não. Eu queria mesmo era sair dali, um sexto sentido me dizia pra sair da festa,mas eu estava tonta demais pra me mexer no balcão e ver todo girando...

–Poxa,estou com frio... – ela reclamou. – Já vai pra casa?

–Vou, preciso ir traba-

–Eu estou doida pra ver sua tatuagem Natsu... – ela disse e começou a lhe dar uns beijos perto do pescoço.

Tudo ainda girava. Senti meus olhos encherem de lágrimas. Precisa sair dali... Porque tudo girava bem agora?!!

–Lucy! – ouvi Levy falar – Nossa nos realmente perdemos a hora e Ué, o que foi?

–Nada. Por favor, fica quieta, aja como se não tivesse me visto assim. – sequei o rosto.

–Luce... – ela me chamou do mesmo que jeito que me Natsu chamava, e eu quis chorar mais. — Natsu nós já vamos. –ela falou firme puxando ele do balcão, Lisanna a olhou feio. – Vê se cuida.

–Quer que eu leve...

–Não. Erza leva.

–Está brava Levy?

–Você... – ela bateu os pés – Falo com você depois. Tchau. Vem Lucy – ela me puxou do balcão. Deu um beijo no rosto de Gajeel.

–Disse pra pegar leve loira... – ele parou – Está chorando? – ele disse mais baixo.

–Gajeel... – solucei.

Ao que parece Natsu ouvira o meu soluço.

Meu Deus porque eu não estava conseguindo ir embora dali?!

–Lucy, eu vem cá.

Gajeel me pegou pela cintura me tirando um pouquinho do chão e foi comigo pra fora passando rápido por todas as pessoas, senti que ele até dera um ombrada em algum cara que não saiu da frente.

Finalmente, o som da musica cessara e eu ouvi o portão abrir.

Comecei a chorar sem parar.

E se Natsu aparecesse, ele ia perguntar o que foi.

Eu só queria, um abraço. Abraços sempre me deixavam mais calma, depois de eu afogar a pessoa em lágrima.

– Gajeel – sussurrei quando ele me pousou no chão

–Estou aqui. – ele segurava meus ombros

–Pode me dar um abraço?

Ouvi ele rir e depois senti os braços fortes dele me abraçarem. Continuei chorando alto, enquanto ouvia passos de salto correndo até mim.

–Lucy, o que houve? – Erza perguntou. Sorte nossa ela era a única sóbria da festa, não era muito de beber – Porque está assim?

–Quero ir pra casa. – disse a voz meio abafada pelo abraço do Gajeel.

–Foi ele né? – ouvi Levy – Eu sei. Que o Natsu fez agora?Ou foi o Loke?

–Não quero falar disso. – Gajeel me soltou e abriu a porta do carro me colocando dentro.

–De olho nela. – ele disse a Levy e a beijou na testa – A gente se vê... – ele riu e saiu.

Erza e Levy entraram no carro e ouvi o motor ligar e depois mais nada.

Narradora Levy McGarden

Minutos antes...

Fazia tempo que eu não conversava tanto assim com Gajeel. Mas era nosso ponto forte nós sabíamos conversar sobre tudo, e abríamos mil parênteses nos assuntos.

Eu estava com os pés no colo dele e nem tinha percebido pra ser sincera, talvez fosse o costume.

–Que horas são? – perguntei chegando perto dele

Ele tirou o celular do bolso.

–Uma hora – ele me olhou

–Preciso ir,tenho que trabalhar amanhã.

Ele sorriu desviando o olhar de mim pro copo de vodka.

–Que foi?

–Isso me – ele parou depois continuou – Me lembra quando namorávamos escondido, sempre tínhamos que ficar de olho no relógio pra seus pais não perceberem.

Eu ri me lembrando. Era bem assim mesmo.

Eu sempre ia pra casa por volta da meia noite. Natsu e Lucy ficavam olhando a janela dos meus pais enquanto eu me despedia de Gajeel, toda a sexta.

–Era toda a sexta... – eu disse

–É, porque eles quase não deixavam você sair de fim de semana com medo de me encontrar... – ele riu – Porque mesmo eles não gostavam de mim?

–Porque dizia que você tinha cara de delinqüente – eu ri – E você via metido em brigas na escola... Cheio de piercings – eu ri de novo.

Meu pai o odiava... Até hoje.

Ele dizia que Gajeel não era exemplo pra ninguém...

A verdade sobre ele era que ele era de um espécie de gangue que tinha no bairro os Phanton Lord, eles vendiam cigarros e bebidas pela escola. Outro problema era que eles viviam em briga com outras gangues... Na verdade o Gajeel vivia, ele meio que era um representante da gangue em termos de briga porque era alto e forte. Eu via o sempre andando pelo parque que eu e Lucy freqüentávamos quando criança e até hoje. Ele e mais um bando de meninos, eu sempre o achei bonito desde que o vira pela primeira vez quando esbarrei nele na saída do parque.

–Ainda sou. – ele passou a língua no piercing que tinha no canto da boca, eu adorava especialmente aquele dali e adorava que ele fazia aquilo. – Te levei pro mau caminho... Ainda bem que você me endireitou depois.

–Eu gostei. – disse sem pensar

–Ah gostou?

Fiquei vermelha.

–Quero dizer,eu gostei de conhecer você e... e... tudo. – agora eu era um pimentão. Ele estava me olhando fixamente perto demais de mim. Então eu levantei o copo e bebi quase tudo.

–Eu me lembro de todas as sextas feiras que encontrei com você.

–Eu também... – sorri olhando pra baixo.

Eram dois anos de se ver escondido nas sextas. Até hoje eu amava sextas-feiras. Lembro certinho a sensação de euforia que eu sentia quando dava sete horas e Lucy chegava na minha casa pra sairmos,mas na verdade eu ia era ver ele.

–Principalmente daquela sexta na biblioteca... – eu senti o hálito dele chegar bem perto do meu rosto.

Ai minha nossa. Aquilo me dera um colapso de memória que me causara até um arrepio. A biblioteca do parque era nosso “ponto de encontro”. Um das nossas sextas eu fiquei lá conversando com o Gajeel, nós nem estávamos namorando, nem nada, mas eu desconfiava que ele gostasse de mim, e eu dele. Eu lia um livro quando Gajeel disse alguma coisa sobre eu ser muito sexy lendo e arrancou ele da minha mão me beijando com tanta intensidade que eu me lembro de ter ficado tonta e com as pernas bambas, mas mais feliz impossível.

–É... – sorri ainda sentindo ele perto de mim. Eu levantei os olhos olhando pra ele.

Eu o beijaria ali mesmo, mas eu ainda era covarde demais pra isso. – Preciso ir... –sussurrei quando senti o nariz dele tocar minha bochecha quase me beijando.

–Tudo bem... – ele sorriu se levantando.

Andei até onde Lucy estava, Lisanna estava lá beijando Natsu. Eu levantei uma sobrancelha e passei por eles.

–Lucy! – disse – Nossa nos realmente perdemos a hora e Ué, o que foi?

Ela estava com as mãos apertando o joelho e parecia chorar.

–Nada. Por favor, fica quieta, aja como se não tivesse me visto assim. – ela secou o rosto.

–Luce... – chamei sem perceber o jeito, e aquilo a fez chorar mais.

Acontecera alguma coisa pra ela estar assim e com certeza não envolvia Loke, e sim Natsu. Ela só chorava assim de tristeza por ele, Loke era meio um choro de raiva. Me virei pra ele que estava rindo e tentando afastar a Lisanna do seu pescoço. Puxei o ombro dele fazendo o se virar e quase cair da cadeira

– Natsu nós já vamos. – Lisanna a olhou feio. – Vê se cuida.

–Quer que eu leve...

–Não. Erza leva.

–Está brava Levy?

–Você... – bati os pés. Ele ainda perguntava? – Falo com você depois. Tchau. Vem Lucy – puxei-a do balcão e fiquei na ponta dos pés dando um beijo no rosto de Gajeel, provavelmente marcando-o de novo.

–Disse pra pegar leve loira... – ele começou a falar até ver ela chorando – Está chorando? – ele disse mais baixo.

–Gajeel... – ouvi Lucy soluçar.

Ao que parece Natsu ouvira o soluço dela porque ele se levantou afastando Lisanna e vindo até nós. Aquilo ia dar ruim.

Peguei Lucy quase jogando-a pro Gajeel. Natsu vinha em nossa direção e eu o peguei levando pra longe dali.

–Que aconteceu... – ele foi perguntar e eu o interrompi

–O que você fez? Não provavelmente você fez alguma coisa.

–Porque acha que eu fiz algo pra Lucy?!!

–Porque eu sei que ela chora assim por você.

–Acho... – senti o tom de bêbado na voz dele – acho que eu confundi ela...

–Disse que gosta dela?! – perguntei surpresa

–Não... – ele começou a explicar alguma história doida de shot,tequila e alguns beijos.

–Vocês dois...

–Ela me disse que eu era só amigo depois de me beijar todo!

–Vocês dois estavam bêbados. – bati na testa – Minha nossa... Ela está assim por isso então, e pela Lisanna.

–O que tem a Li-

–Fica se agarrando com ela depois do que fez com ela?

–Ela.Disse.Que.Eu.Sou.Amigo.

–Podia se agarrar em outro lugar hein?

–Me deixa vai Levy!

–Eu vou Natsu, vou deixar você voltar pra aquela coisa branca. Eu sei dos seus segredos, sei que gosta da Lucy e ela deve estar super confusa agora, mas no fundo ela gosta de você. Só não a iluda de novo entendeu?!

–Ela que me iludiu Levy!!

–Vou saber disso quando vocês dois estiverem sóbrios e puderem conversar. Enquanto isso vai lá pra sua Lisanna.

Dei uma ombrada nele e sai.

É,eu podia até ter me precipitado. Ambos iludiram um ao outro... Mas como amiga chata que adora estar certa que eu era queria que ele se sentisse mal.

Depois que achei Erza corremos até o carro. Lucy estava abraçada com Gajeel chorando.

–Foi ele né? – disse como quem não queria nada – Eu sei. Que o Natsu fez agora?Ou foi o Loke?

–Não quero falar disso. – ela se soltou de Gajeel e ele abriu a porta do carro colocando ela dentro.

–De olho nela. – ele me disse e me beijou na testa. – A gente se vê... – ele riu e saiu.

Erza nos levou em casa dirigindo devagar enquanto eu escutava Lucy chorar no banco da frente.

Notas finais
Enfiiiiiiim , ficou enorme né?Podem falar... eu me empolgo as vezes... É que eu queria muuito mesmo colocar algo Gruvia e também algo GaLe... Ai ficou enorme...Não sei se foi desnecessário...Se foi bom... Digam vocês (( : (ansiosa aqui kk )