A Loba & O Pirata: O Encontro
1 Capítulo Único
Notas iniciais
http://fanfiction.com.br/historia/512406/A_Loba_e_O_Pirata_A_Filha_da_Lua/
Espero que gostem. Talvez eu faça outra shot como continuação dessa, então espero que minhas fiéis leitoras apareçam pra comentar. Ah, tem um link de uma cena deletada da série, não esqueçam de ativar as legendas do youtube. Beijos e até a próxima
- Bom dia, Ruby! – ele cumprimentou alegremente, sentando-se em seu costumeiro lugar no balcão.
- Bom dia, pirata! – ela respondeu, sem desviar os olhos dos dólares que contava e recolocava na gaveta do caixa.
- Não, não... não foi assim que combinamos, amor – Hook falou, fingindo frustração – É Killian, lembra-se? Ki-lli-an... “Bom dia, Killian”. É assim que tem que dizer!
Ela riu ao ouvir o modo como o pirata repetira o próprio nome, então ergueu a cabeça e seus olhos verdes encontraram os olhos azuis do homem.
- Tudo bem, vamos de novo! – ele disse, divertindo-se – Bom dia, Ruby!
- Bom dia, Killian!
Ele sorriu ao ouvir seu nome pronunciado por aquela voz tão doce e angelical. Ruby ficou envergonhada pela forma como o homem a olhava e voltou a encarar a caixa de dinheiro à sua frente.
- Em que posso ajudar? – ela perguntou, tentando não gaguejar. Desde que Hook começara a se interessar por ela, Ruby sempre pegava o homem a observando de longe e muitas vezes lhe lançando sorrisinhos marotos. Na maioria das vezes, ela não conseguia ajudar a si mesma e se atrapalhava toda quando tinha consciência de que o homem a olhava. Era algo incomum, já que a garçonete nunca fora tímida, mas Hook estava causando esse embaraço nela.
- Pode começar me servindo algo decente – ele disse, apanhando o cardápio em cima do balcão – Já estou cansado do bacon, dos ovos e do café.
- Talvez queira umas panquecas ou uns croissants.
Hook ergueu a sobrancelha, como que indagando que comidas seriam aquelas. Ruby revirou os olhos.
- Me esqueço de que você não conhece nada desse mundo. – ela disse e notou que ele ainda a encarava, como que encantado por ela – Quer pedir logo?
- Certo, só um minuto... – o pirata voltou a examinar o cardápio – Ah, gelatina... isso eu sei o que é.
Hook tinha uma história com gelatina, já que fora alimentado com isso quando ainda estava no hospital, após ser atropelado por Greg Mendell. Ele se lembrava bem de quando encontrara aquela comida estranha, trêmula e azul sobre uma bandeja próxima à sua cama. Sem saber o que era aquilo, ele saíra da cama, indo procurar por Emma. E na verdade, fora assim que ele conhecera Ruby e ela também se lembrava disso.
Sendo um pirata, ele tivera uma enorme facilidade em abrir a algema que o prendia à cama. Emma fora tola ao pensar que aquilo seguraria o pirata. Esgueirando-se para fora da cama, ele descera para o chão e saíra do quarto, levando o prato com a gelatina. Acabou encontrando Emma conversando com Mary Margaret.
- O que é isso? – ele perguntara, chamando a atenção das duas mulheres e dos outros que estavam por ali – Encontrei numa bandeja.
- Sério? – Emma viera para seu lado, muito irritada e se perguntando como o pirata fora capaz de se livrar da algema que o prendia à cama.
- Pirata! – ele estendera o braço, mostrando que um lado da algema ainda estava presa, e em seguida voltara a falar da coisa azul em seu prato – Que diabos é isto?
- Gelatina! – respondera Emma.
- É comida – completara Mary Margaret – Você come isso!
- Oh, eu pensei que fosse uma alucinação... – Aí ele avistou a garota parada ali perto, que balançava a cabeça, parecendo meio divertida com a cena. Era bonita. Era a primeira vez que ele a via, mas decidiu que precisava usar seu poder sedutor com a moça – Oh, olá, você é bem real, não é?
Ruby balançara a cabeça, meio desacreditada, meio indignada com o pirata. Aí Emma o pegara pelos ombros, empurrando-o de volta a seu quarto.
- Vá-comer-sua-gelatina!
É, Ruby lembrava-se bem da cena, embora tivesse acontecido há umas semanas. Ela se divertira com aquilo, mas só depois é que caíra na real e se lembrara que aquele fora o pirata responsável por atirar em sua amiga Belle, causando sua perda de memória.
Agora, ali no Granny’s, os dois pareciam se lembrar daquele episódio. Foi assim que o pirata se interessou pela moça. Depois terminara por descobrir que ela trabalhava naquele estabelecimento que vendia comida e acabou por se inteirar da história da moça, descobrindo que ela se transformava em loba nas noites de lua cheia.
- Ei! Vai pedir ou não? – ela o chamou, impaciente pela demora do homem.
Hook piscou. Estivera se lembrando de como a conhecera e pensou que desde o início se sentira atraído pela mulher errada. Emma não queria nada com ele, mas Ruby era diferente. Ela claramente ainda o odiava um pouco por ele ter machucado sua amiga, mas vez ou outra sorria pra ele e conseguia ser gentil. É, ele gostava dela, gostava sim.
- Vou querer a gelatina – ele disse e uns minutos depois ela colocava uma gelatina verde em sua frente – Ora, quer dizer que tem de várias cores? Que coisa estranha!
Ela riu ao ver a admiração do homem, depois voltou a se concentrar em suas tarefas. Desde que Hook começara a se hospedar na Pensão da Vovó e comer no Granny’s, ela não tivera mais nenhum momento de paz. O pirata a abordava a todo momento, sempre flertando com ela e lhe fazendo perguntas sobre sua vida pessoal. Ruby tentava fingir que ele a incomodava, mas na verdade sentia-se lisonjeada pelo fato de ele se interessar por ela. Fazia muito tempo desde que ela tivera um namorado e pensava que não faria mal se interessar por outro cara, mesmo que esse cara fosse um pirata cafajeste.
- Você não tem um namorado, tem? – Hook perguntou, quando ela voltou ao balcão.
- O que isso te interessa?
- Nada, só estava pensando...
- Não está pensando que vou sair com você, está? – ela arqueou uma sobrancelha.
- Não, na verdade estava pensando que você deve mesmo beijar muito mal pra ninguém querer você. – ele riu debochado e Ruby fechou a cara, afastando-se em seguida. – Ei, ei, espera! – ele se levantou, indo atrás dela. Ela alcançara a porta dos fundos do Granny’s, que dava num corredor que ligava a lanchonete e a pensão. – Eu estava brincando!
- Você é muito infantil! – ela disse, passando pela porta e entrando no corredor. Hook a pegou pelo braço, fazendo-a se virar para olhá-lo.
- Eu ia mesmo te convidar pra sair.
- E o que te faz pensar que eu aceitaria o convite? – ela perguntou, muito séria.
- É claro que você vai aceitar, afinal, não é todo dia que um pirata extremamente lindo e sexy chama uma garota pra sair.
Ruby mais uma vez revirou os olhos, afastando-se. Ele nunca ia mudar, ia sempre ser o pirata metido e arrogante. Hook foi atrás dela, segurando-a.
- Ei, quer parar de fugir?
- Não estou fugindo! – disse Ruby, um tanto impaciente.
- Sim, você está. Por que simplesmente não aceita que ele se foi? Você é livre para ter outros relacionamentos.
- Perdão, mas do que está falando? – ela franziu a testa.
- Do seu ex-namorado Peter. É óbvio que você tem medo de se relacionar com outros caras, mesmo depois de tanto tempo...
- Eu não tenho medo! E não pense que vou sair com você! Posso estar sozinha, mas ainda não enlouqueci a ponto de sair pra beber com um pirata.
- Ah... a coisa do pirata... – Hook suspirou – Eu vejo... precisa manter as aparências, não é? Mas você vai aceitar o meu convite e sabe por quê? – ele sorriu maroto – Porque salvei sua vida!
Maldito pirata! Sim, ela não podia negar, ele a salvara. Há uns dias os marujos de Killian tinham tentado atacar Ruby quando ela estava transformada em loba e o capitão os impedira de machucar a pobre criatura. Ruby tinha que admitir que se não fosse por Hook, talvez ela estivesse morta.
- Ah merda!
- Oh, meninas boazinhas como você não deviam dizer esse tipo de coisa – ele riu divertido. – E então, o que me diz? Sabe que está em dívida comigo.
- E por isso vai me levar para seu navio e vamos beber rum até cair? – ela cruzou os braços, a ideia de um encontro com o pirata não a animava – Não, obrigada, isso não me agrada nem um pouco.
- A coisa do pirata... – ele balançou a cabeça — Está vendo? É sempre nisso que as coisas se resumem. E por ser um pirata, acha que vou sempre beber rum e fazer o que piratas fazem? Não, minha querida, também posso ser um cavalheiro. Apenas diga sim e terá o melhor encontro de sua vida.
Oh, aquilo não ia prestar... Ruby pensou um pouco, enquanto Hook sorria e apanhava seu frasco de rum, dando um longo gole. Ele era cara de pau o bastante pra lhe cobrar o fato de ter salvado sua vida? Ótimo! Pois então ela ia pagar o que lhe devia.
- Okay! Você ganhou! – ela suspirou derrotada.
- Te pego às nove – ele sorriu, voltando ao Granny’s. – Não se atrase!
***
- Aonde vai? – a avó perguntou ao vê-la arrumada.
- Vou dar uma volta – disse Ruby, tentando esconder o fato de que tinha um encontro com o pirata.
- Arrumada desse jeito? – a avó arqueou as sobrancelhas. Podia ser velha, mas era muito esperta – Com quem vai sair?
- Com ninguém...
- Ruby... Acha que me engana, não é? Já sei... o pirata a chamou para sair, não é?
- Como sabe?
- Oh querida – a avó soltou uma gostosa gargalhada – Todo mundo já percebeu o que está acontecendo entre vocês. Primeiro ele rouba sua capa, agora a chama pra sair... Não me agrada muito o fato de estar saindo com um pirata, mas você sabe o que dizem sobre ele, é um herói...
Podia até ser. Hook ajudara os Charmings, Regina e Emma no resgate a Henry. O garoto fora seqüestrado por Greg e Tamara e fora levado para a Terra do Nunca, onde Pan tinha grandes planos para o menino. Felizmente, conseguiram resgatar Henry antes que algo de ruim acontecesse e Pan acabara preso numa caixa, da qual jamais poderia escapar. Hook agora era visto como um herói e as pessoas tiveram que mudar seu conceito sobre ele. O homem ainda estava num processo de redenção, mas sem dúvida estava mudando.
A garota teve que concordar com a avó, o pirata era um herói, mas isso não mudava o fato de ele quase ter matado Belle. De qualquer maneira, ela agora não podia pensar em acontecimentos passados. Hook prometera que aquele seria o melhor encontro de sua vida e ela estava pagando pra ver.
O pirata bateu na porta da pensão às nove horas em ponto e Ruby deu uma última olhada no espelho antes de sair e dar de cara com o homem.
- Oh, pelo visto você levou esse negócio de encontro a sério – ele a olhou de cima a baixo, lhe dando um sorriso de aprovação.
- Você só tem essa roupa? – ela arqueou uma sobrancelha, irritada com o fato de o pirata sempre se vestir inteiramente de preto. – Francamente, parece um urubu vestido desse jeito.
Hook gargalhou.
- Devo dizer, você tem um ótimo senso de humor. Vamos?
- Pra onde pretende me levar?
- Você vai ver – foi tudo o que ele disse, caminhando em direção às docas de Storybrooke.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo. Ruby queria saber um monte de coisas sobre o pirata, mas não era ousada o bastante pra perguntar. Passaram por Emma, que caminhava com Henry, e a loira lançou um olhar divertido à Ruby.
- Boa noite, Swan! – Hook cumprimentou alegremente. Em seguida puxou seu frasco de rum e tomou um gole, oferecendo o resto a Ruby – Rum?
- Eu não bebo!
Ele a encarou, depois guardou o frasco de volta no bolso do casaco.
- Você não é de falar muito, não é? – comentou.
- Não com piratas.
- Oh... – ele suspirou – Vai mesmo continuar com isso?
- ...
- Está bem! – Hook parou e ela parou também. Encararam-se – Por que é que me odeia tanto?
- Porque atirou na minha amiga e quase a matou? – É, aquela era a única explicação. Ela o odiava por ele ser um pirata e por ter sido cruel ao tentar se vingar de Rumplestiltskin machucando a mulher que ele amava.
- Não, não é isso – ele a analisava – Sei que se importa com a garota do Rumplestiltskin, mas há algo mais nisso... – ele coçou a barba e depois abriu um sorriso – Eu já sei! É porque eu te afeto, por isso me odeia tanto, não quer admitir que sente algo por mim...
- Ora, faça-me o favor! – Ruby recomeçou a andar, deixando-o para trás.
Hook não disse mais nada, apenas caminhou ao lado dela. Ruby se encolhia dentro de seu casaco vermelho. Ela estava mais bonita do que de costume, ele reparou, e não podia deixar de notar aquelas mechas vermelhas que ela tinha no cabelo. Sorriu ao pensar o quanto ela era estilosa.
- Como é quando... quando se transforma? – ele se arriscou a perguntar e ela o encarou por uns segundos, até dizer.
- Não dói, se é o que está pensando, mas é meio incômodo. Minha mãe me ensinou a controlar meu lado animalesco, é por isso que tenho consciência do que está acontecendo. Do contrário, poderia ter matado você.
- E como foi que ficou assim?
- A vovó... – a moça suspirou – Foi mordida e passou a maldição pra minha mãe, que passou pra mim. É um fardo enorme! Não há cura, mas pelo menos tenho a capa.
Estavam perto das docas. Já era possível sentir o cheiro do mar. Hook não conseguia desgrudar os olhos dela, fascinado demais pela moça.
- Não devia querer ser meu amigo, você sabe – ela continuou – Eu matei o Peter e odiaria se algum incidente voltasse a acontecer.
- Você poderia ter me matado na outra noite, mas não o fez. O que a faz pensar que devo ter medo de você?
Ela deu de ombros e caminharam até o Jolly Roger, cujas velas brancas tremulavam com o vento.
- Posso perguntar onde conseguiu o navio? – ela perguntou, quando subiram a rampa e desceram no deque.
- Eu a tomei pra mim depois que meu irmão morreu – e ele contou a Ruby sobre a morte do irmão, envenenado por Sonho Sombrio, e como aquilo o levou a se tornar um pirata.
- Espere aí, você era tenente da marinha? – ela riu – Não posso imaginar isso.
- Viu? Há coisas sobre mim que você não sabe. Eu nem sempre fui um pirata cafajeste...
Hook pôs o navio pra navegar, disse que queria mostrar a Ruby que ela estava errada sobre ele. Ela achou graça por ele se referir ao navio como “ela” e se perguntou se a falta de uma mulher não o estaria afetando.
- Amor, me faça um favor, vá lá embaixo e me traga uma garrafa de vinho – ele pediu.
Ela acabou por obedecer e desceu pela escadinha que levava ao andar de baixo, onde havia camas e um depósito. Enquanto procurava pelo vinho, encontrou um desenho de mulher. Aquela devia ser Milah e Hook claramente não superara sua morte ainda. Ela subiu com o vinho e viu que estavam há uma distância das docas. Hook observava o céu e sorriu quando ela lhe passou a garrafa.
- E as taças, milady? – ele arqueou a sobrancelha.
- Não está achando que sou sua empregada, está?
Ele riu e desceu para buscar duas taças refinadas, certamente produtos de seus roubos. Ruby não sabia onde estava com a cabeça pra ter aceitado subir num navio pirata e beber com o capitão, mas estava mesmo gostando daquilo. O vento atiçava seus cabelos e ela se encolhia de frio.
- Você disse que ia ser o melhor encontro da minha vida – ela disse a Hook, os dois sentados em caixotes que havia ali no deque.
- Paciência, amor, eu não vou a encontros há trezentos anos...
- Você ainda tem raiva do Gold? – ela bebeu um gole do vinho.
Ele deu de ombros.
- Bem, não tanto quanto eu tinha antes. Conseguimos ficar na mesma sala sem nos matar, então sim, acho que superei meu desejo de vingança...
- E a Emma?
- O que tem ela? – ele virou todo o vinho de um gole só. Era de se admirar que não ficasse bêbado o tempo todo, já que estava sempre enchendo a cara.
- Ainda gosta dela?
Ele sorriu divertido.
- Eu já disse que você é meu novo desafio, lobinha. E como você mesma disse, Emma não está nem aí pra mim...
Ele a olhava e Chapeuzinho já estava muito constrangida com aquilo. Alguma coisa peluda passou por seu pé e ela soltou um grito quando viu que era um rato. Hook gargalhou e ela lhe lançou um olhar mortal.
- Idiota! Pare de rir. Francamente, nunca pensou em dedetizar esse navio?
- E o que seria dedetizar? – ele franziu a testa.
- Esqueça!
- Que mundo complicado! Há tantas coisas aqui que não conheço... Você bem poderia me ensinar algumas coisas, amor.
- Quer parar de me chamar assim?
- Não sei por que fica tão nervosa comigo, eu sei muito bem que gosta quando te chamo assim.
- Ora, e o que o faz pensar que eu gosto?
- Você está sozinha há um tempo, suponho que precise de alguém pra tratá-la da forma como merece...
Ela ficou sem fala e Hook sorriu. Mudaram de assunto e o pirata se ocupou em mostrá-la seus mapas estelares, nas quais estivera trabalhando nos últimos dias. Ele conhecia muitos mundos, mas nenhum tinha constelações tão bonitas como aquele.
- Não sabia que curtia essas coisas – ela comentou, admirando os mapas que ele mesmo desenhara. — A localização das estrelas, digo.
- Era de se esperar que um pirata soubesse localizar estrelas. – foi tudo o que ele disse.
- É, tenho que admitir, eu estava errada sobre você.
- Não devia julgar quem não conhece.
- Eu sei.
Ficaram em silêncio por um tempo e Hook se aproximou com intenção de beijá-la. Por mais que estivesse ansiando por aquilo, Ruby sentia que não era certo e acabou por se afastar. Ambos ficaram constrangidos e então Chapeuzinho pigarreou.
- Hum, está tarde... Acho que devíamos voltar.
Ele assentiu e botou o navio pra navegar, atracando novamente nas docas. Desceram para a terra firme e então Hook acompanhou Ruby até a pensão. Não falaram muito durante o caminho, mas Ruby fez questão de agradecê-lo pelo encontro.
- Sabe, eu me diverti – ela sorriu pra ele – Você decididamente é mais do que um simples pirata.
- Uau! Isso foi um elogio vindo de Chapeuzinho Vermelho?
- É acho que sim – ela riu.
- Hum, você também é mais do que uma lobinha. Até gosto de você às vezes, quando não está me ignorando ou sei lá, gritando comigo.
Eles riram e pararam na varanda da pensão. Olharam-se por um tempo, até que Ruby resolveu entrar.
- Boa noite... Killian.
- Boa noite, Chapeuzinho.
Eles se gostavam, era óbvio, só faltava admitirem.
Fale com o autor