A Little Thing
7 Capítulo 7 ( Parte 1)
Notas iniciais
PS.: Negrito e Itálico são flashes, sabe não um flashback inteiro em si, mas flashes, entenderam gatenhas?
PS.: Não sei se sou boa com POV's masculinos, mas constatei que partes hot's não são comigo #fato.
Espero que gostem, me perdoem se estiver uma bosta, sério. Desculpem qualquer erro e se o capitulo estiver enooorme, eu me empolguei kk
Capítulo 7
Pov. Narrador
- Honestamente, seria muito mais fácil se os seus pais nem tivessem se conhecido, assim você não nasceria... _ Sarah achou até obvio demais e idiota a frase que seus lábios cheirando a vinho proferiram, e não era preciso chegar muito perto para saber que ela estava mais bêbada do que... Ela mesma, Nate tinha constado isso há alguns minutos, não conhecia muito bem a garota, vai ver ela fosse irritadiça mesmo. Mas era cômico! -... E a proposito não sabia que os Crawford’s tinham o hábito de pagar dividas. Agora sai da frente! _ completou
Ela estava certa, não era atoa que a divida de David Crawford estava preocupando até o herdeiro, Nate. E o mesmo se perguntou: Do que ela esta falando? Como sabe disso?
- Cala a boca!... _ Nate resmungou, sua voz estava mais vaga e grossa do que o normal, ele estava refletindo algo. “Você não sabe de nada, vadia!”, pensou e não verbalizou, ele não era de falar muito. Nate estava um pouco estressado, confuso e até mesmo com a sensação de “o que eu vou fazer?”.
Disse por fim, seus pés foram rápidos em apressar o passo para longe dali. Queria sair daquele estacionamento bem iluminado e até seguro no térreo do Madison Bulding, no entanto, ela precisava e queria voltar para casa, mesmo que a única que tivesse no momento fosse um hotel. Sua cabeça girava sem sair do lugar, ela estava confusa assim como a moto em alta velocidade, vinda do nada, que entrou passou na sua frente como um raio. Um passo a mais a mataria, porém um puxão rápido e talvez forte demais a impediu de estar fazendo uma visita a UTI nesse exato momento.
Confusão mental, ela estava sofrendo um pouco disso agora. Nate ainda segurava seu braço, e ele ainda se perguntava desde quando tinha ficado tão “bondoso”. Já tinha visto alguém ser morto em sua frente, sem nem fazer nada para ajudar e no fundo a vitima era importante, talvez fosse por isso que ele tivesse algo chamado culpa toda vez que... Vivia. E então apenas a soltou como se fosse uma boneca de pano. Sarah sentia seu pé dolorido, ela o tinha torcido (?) quando Nate a puxou, ainda estava tonta pela bebida e por quase ter sido atropelada, mas ainda sim tentou dar um passo para longe dele como se fosse um leproso, por que eles faziam isso? Ignoravam-se.
Distraída, como na grande parte das vezes a garota agora sem mechas azuis escorregou em um pouco de óleo que provavelmente tinha vazado de algum automóvel e caiu com tudo no chão, sentada, ela até teria rido se estivesse na presença de amigos e principalmente se não tivesse doido tanto. Ela reprimiu um grito de dor na garganta... Haha. Era só o que faltava ter quebrado a perna, ou o pé.
O rapaz riu baixo, segundo seus pensamentos aquela baixinha da qual ele ainda estava tentando recordar o nome, bebidas batizadas o deixavam dessa forma: alto e distante. Ela servia pelo menos para divertir, por mais que fosse fácil de irritar- se com ela, um tanto petulante demais. Nate apenas observou a cena jogando seu cigarro no chão o amassando contra o piso de concreto rapidamente com o pé, ele estava acostumado com as mais fáceis de lidar, ela era irritante demais para sua quase inexistente paciência da qual surpreendemente esta noite pareceu ganhar certa longanimidade.
- Então? Sério eu pensei que fosse menos desastrada. Não deveriam deixar as crianças andarem sozinhas há essa hora. _ o rapaz de 19 anos agachou, a encarando, sua voz trazia um típico deboche — Quer ajuda?... Aproveita já que hoje eu vou fazer a boa ação do dia.
Orbes azuis pareciam sorrir de satisfação quando perceberam que a menina sentada no chão com boa parte das pernas alvas amostra, parecia até vulnerável, ficou vermelha, não de vergonha, mas de raiva quem sabe.
- Vai se ferrar! Eu consigo muito bem levantar sozinha. Preferia que você tivesse deixado à moto me arrebentar do que ficar tentando dar uma de bonzinho. Sabe, eu consigo ver suas aureolas falsas brilhando em cima da sua cara de pau. _ Sarah se levantou, ainda dolorida, mas ainda sim se pôs de pé assim como Nate que parecia se divertir com a raiva da baixinha a sua frente espalmando as mãos na parte de trás do vestido.
- Seu senso de humor por acaso esta servindo pra alguma coisa, hein? ...Bem, bonzinho não é exatamente o que eu tento ser,... _ Savannah, Sarah ou Sophia?... Qual era o nome dela mesmo? Nate ainda se perguntava, parecia que seu HD mental fora apagado em relação às pessoas cujas não o importavam muito.
Suas quatro últimas palavras o fizeram meditar um pouco, algo que estava acontecendo bastante essa noite. O que ele estava tentando ser?... Ignorante, frio, um cubo de gelo. O tempo parecia ter feito isso com ele, ele fazia aquilo que insistia em navegar em sua mente há um bom tempo, mas agora seria um pouco cruel e vingativo.
Nathan tinha seus motivos, que pela educação que Sarah recebeu não justificavam, isso se ela soubesse, o que não era o caso. Mas ela falava como se o conhecesse, o que também não era o caso. Saber o nome e o sobrenome não significa conhecer alguém?
-... Bem se quiser uma carona até o hospital, já que foi tão grave _ Sarah podia sentir a dor em seu tornozelo aumentar toda vez que ela batia o salto no chão, impaciente tentando se equilibrar e também podia sentir a conotação de deboche na voz dele que dessa vez perguntou: -... Qual é seu nome mesmo, desculpa?
Nate aparentava estar sendo até um tanto educado com a pergunta.
- Não interessa Nate... Ai droga! Meu pé! _ deu as costas, mas foi em vão. O pé direito dolorido a impediu com uma dor muito incomoda que a fazia praguejar mentalmente o fato de ter tropeçado, desse jeito ela mal conseguiria dirigir, pensou. – Que m! E a resposta é não, obrigada! Já ajudou bastante me fazendo torcer o pé...
Nate riu sem humor indo fazer a volta em seu carro, pronto para cair fora da li e bem ir para qualquer lugar, até mesmo ligar para uma das suas antigas amantes ou uma prostituta, precisava de uma válvula de escape por mais que depois daquilo ele devesse estar concentrado apenas em uma. Parou perto de Sarah sentindo o cheiro de bebida e perfume emanar da garota a centímetros dele, no entanto, era divertido tira com ela.
- Ótimo! Deveria ser mais agradecida, agora da pra parar de chatice e entrar logo no carro, ou ta difícil?!
- Não, não da!
Teimosa, ele constatou. Irritantemente insistente, ela pensou enquanto ele fazia volta no carro e entrava no mesmo em questão de segundos. “Ótimo Sarah! Como vai sair conseguir andar até o carro agora? Só se for via bluetooth!”
Pensou.
- Boa sorte na sua pobre tentativa de sair do lugar _ ele riu um pouco antes de entrar no carro, Sarah revirou os olhos sentindo a dor incomoda-la mais um pouco. Que divertido seria passar o final de semana, ou mais, sob os cuidados do gesso. Para não dizer ao contrario.
Ela ignorou e só então pesou os pros e contras mentalmente, mordendo o lábio. Claro os contras ganharam, Nate era grosso, frio, irritante... Ela poderia continuar, mas essa noite ele parecia até mais sociável, só um pouco. “Talvez ele não seja tão ruim assim como eu julguei?” se perguntou. Haha, ela mudaria totalmente sua ideia se soubesse o que ele tinha feito. Era no mínimo cruel, vingativo e absurdo!... No entanto, ele ainda era uma incógnita, pelo menos para com ela cuja não queria saber o valor de x.
- Hey! Espera ai!
... Algumas horas antes...
Roxo combinava muito bem com sua pele pálida demais para alguém saudável, seus pés afundaram no carpete conforme ela caminhava até a cozinha do lugar, não muito conhecido por seu cérebro, mas era melhor do que ficar naquele hotel. Sarah foi apenas estudar, pelo menos era isso que pretendia.
Olhando em volta seus olhos negavam a palavra “estudar”, a não ser que quisessem estudar sexologia. Logan estava abraçado com uma menina que tinha traços latinos, se Sarah – a garota fazia menção de vomitar ao ver a cena, só menção – não estivesse esquecida era uma intercambista brasileira. Almofadas, pipocas, pedaços de pizza, livros, canetas, papéis, pessoas... Poderia passar a noite inteira resumindo as coisas que estavam jogadas no chão da suíte executiva do pai de Emily, bem a noite não saíra como planejava. Um local que originalmente tinha cheiro de perfume francês, feito especialmente para a mãe de Em agora tinha um misto de vodka, cigarro, vinho, licor de morango e pizza que entrava pelo nariz de Sarah, chegando à minúscula cozinha do lugar. Sua cabeça latejava e sua garganta estava seca pedindo por alguma bebida, qualquer uma.
- Ora quem me dar à honra da presença... Não sabia que bebia tanto assim hein Hale! Vai querer ver o amanhecer comigo? Haha _ ela nem precisava se virar para saber quem estava atrás dela enroscando as mãos em sua cintura, das quais ela fez o favor de retirar rapidamente.
- Pena que eu não posso dizer a mesma coisa Justin, desculpa _ deu dois passos para trás, não ia muito com a cara dele por mais que fosse seu primo de 5º grau. Ela foi até o balcão e pegou uma maçã na fruteira, estava morrendo de fome tanto quanto de dor de cabeça. O que ela estava fazendo naquele lugar?
- Ah que pena! Talvez eu te faça mudar de ideia... Sei que não é nenhum anjinho, então à noite esta só começando. Seria muito interessante se seu pai soubesse que a filinha dele resolveu vir numa festinha do que ir estudar com as amigas _ ele chegou mais perto e Sarah não recuou, olhando para baixo, o mogno do balcão numa fora tão interessante.
Ou ela estivera olhando a maçã até então intacta enquanto Justin passava uma mão áspera no canto do rosto de Sarh, acariciando com segundas, terceiras, quartas e quintas intenções. Ele pôs uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, deixando seu pescoço ávido desnudo, o rapaz observou um pouco, aspirou certa quantidade do perfume cítrico que ela usava esta noite antes de mordiscar o local. A garota estranhamente nem se moveu em protesto ou lançou uma bofetada no rosto de Jus, ela apenas permitiu já havia acontecido tantas vezes do qual não fazia mais tanta diferença. Ela não era exatamente o que exalava ser, mas agora ela não podia voltar ao o que era antes, deixava se levar.
As coisas eram mais fáceis quando o pior, sua falência da alma, já tinha passado e mesmo sem saber de onde, ela se reergueu. 2011 havia sido um ano difícil, ou diria, mais complicado de todos?... Ela estava imersa em pensamentos, julho de 2011 era o motivo, estranhamente cada toque, caricia ou qualquer outra coisa que Justin tentava a fazia lembrar, voltar para o verão. Como uma maquina do tempo...
Doeu? Kevin queria perguntar, mas estava ocupado demais com a boca presa a de Sarah que aos poucos parecia escorregar pela parede onde tinha o corpo pressionado pelo de Kevin, eles estavam nervosos, culpados e trôpegos. A mão vaga do rapaz, apenas seis anos mais velho que a garota de 16 anos, passeou até a borda do vestido azul claro que ela usou para o coquetel do qual ainda rolava, o tirando sem cerimonias.
Ele chegou mais perto, envolvendo sua cintura novamente da qual há alguns dias Logan envolvera, seu “oficialmente” ex-namorado. Ela tinha se acostumado, ele tinha sumido por meses e ela ainda se perguntava se estivesse com ele naquele tempo, não teria feito à besteira môr. Alguma coisa em sua mente dizia para parar e ela tentava obedecer aos poucos, murmurando coisas que ainda não poderiam ser achados nos dicionários de inglês, se separando letárgica demais de Justin, ele era um tarado idiota, e ela sabia muito bem disso, chega a ser... Doente se olharmos pelo fato dele tentar alguma coisa até com a prima.
...Um tremor passou pelo seu corpo quando as mãos do moreno pareciam desvenda-la conforme tirava cuidadosamente suas ultimas peças de roupa, como se ela fosse desmontar... Haha, ele deveria pensar se sua noiva desmontaria se soubesse o que estava rolando naquele closet. Era errado, ambos sabiam, no entanto, continuavam a arrancar sensações, desejos e deixar a carne leva-los, por uma noite...
...As mãos de Sarah desabotoavam vagamente a camisa social de Kevin, ocupado demais em seu ombro, clavícula, ombro e logo sua boca. Ela estava nervosa, descoordenada. Como uma aluna no primeiro dia de aula, mas segundo Kevin estava se saindo muito bem, ele gostava dela, do seu jeito infantil e se tinha uma coisa que ela não seria nesse momento era infantil, quente definiria. E suja também...
- Justin minha mãe me ensinou a nunca ceder a chantagens, principalmente essas ridículas como as suas... _ ela riu tentando voltar ao presente, se sentia suja (?) só de lembrar, mantem seus pensamentos naquela noite a dava mais náuseas do que estava sentindo. Ela com certeza não estava bem, não sabia se o problema era físico, mental o psicológico.
... O suor escorria lentamente pelos corpos de ambos, um gemido fraco foi reprimido na garganta de Sarah com mais uma investida de Kevin, ele sorriu fraco como se fosse a primeira vez, continuando aquilo que os dois, se ainda tivessem um pingo de consciência e dó se arrependeriam. Ela segurou sua nuca, pressionada contra roupas e contra Kevin, eles eram um só. Definitivamente a herdeira de Patrick Hale nunca se imaginou em uma situação como tal, mas o desejo era palpável assim como o rapaz apalpava, acariciava o corpo pequeno e alvo de Sarh, era tranquilo e extremamente errado.
Línguas brincavam, mãos estudavam o corpo alheio. O desejo emanava como perfume entre aqueles dois, Kevin Accola e Sarah Hale, aos poucos se tornando um só, sem cerimonias, sem romantismo. Apenas o momento, se tinha uma coisa que aquilo não era seria romântico, não é romântico transar em um minúsculo closet de uma suíte do Rhode Island Hotel.
Um absurdo que eles insistiam em executar, de novo e de novo, era prazeroso. Pela primeira vez ela o olhou, olhos entre abertos. Não era qualquer um para qual ela estava entregando algo preciso para a maioria das garotas, sua primeira vez. Definitivamente não era qualquer um, era o noivo de... Não era importante, o que importava naquele momento era que eles sentiam algo, era obvio. Obviamente errado, doloroso e viciante. Não tinha mais volta. Culpados pelo que viria...
- Chantagem? _ ele parecia até ofendido enquanto botava a mão no peito, dramaticamente, típico do “meio” primo de Sarah – Qual é Hale? É só uma troca...
“De saliva, você quer dizer?”, Sarh pensou sarcasticamente calçando seus saltos, dos quais ela ainda não tinha tropeçado, essa noite. Seu corpo todo doía como se tivesse levado uma surra das piores gangues do Bronks nos anos 80. Afastou-se com uma sobrancelha erguida, duvidosa.
- Bem, vamos trocar o seguinte, não é você que adora ir embora de tudo? _ ela conhecia aquele ser, meio viciado no sexo feminino. Ele não ficava muito tempo em um lugar, um nômade, ela diria. Era um milagre ele estar passando dois meses com os pais aqui – Então! Estamos trocando, eu caio fora e você... Sei lá _ ela não sabia o que costumava fazer, na verdade sabia, mas preferia não lembrar já bastava isso estar grande parte do tempo a torturando mentalmente a torturando com lembranças – Tchau. Aproveita sua ressaca, Jus.
Bolsa em mãos; cabelos não muito arrumados, mas passava; maquiagem nada borrada e saltos calçados, ela estava pronta para sair pela porta principal, ir para o estacionamento pegar seu carro e torcer para não ser pega por dirigir alcoolizada, mas o que a impediu mesmo foi o que Justin disse, no entanto, ele até que estava certo ou talvez ela se culpasse demais.
- Hey! Eu te conheço. Não se faz de difícil, sei que não é...
- Não sabe de nada, é disso que você sabe. Nada, agora tchau! _ bateu a porta, o mais forte que pode como se quisesse acordar todos na suíte executiva da família de Emily, e então saiu. Se equilibrando no Louboutin Sarah quase decidiu descer as escadas pela tamanha demora do elevador, vazio. Por que será que ela não estava surpresa?
E Nate, alguns andares abaixo daquele mesmo prédio comercial, em um bar/ danceteria, ou se preferir, um prostibulo. E por que ele não estava surpreso por Finn e Jane estarem fazendo aquela brincadeira — até divertida, porém cruel — novamente já não bastava a pobre... Qual era o nome dela mesmo? Nate não se lembrava, mas dessa vez seria mais interessante, vingativo; magoaria, mas ele não estava nem aí. Era pegar ou largar, ou melhor, pegar ou pagar... Matar dois coelhos com uma cajadada só.
Pov. Nate
- Então como está sua garota? Bem humilhada? _ Ethan virou a cadeira para Finn que mantinha o olhar fixo em uma das vagabundas que insistiam em dançar sobre as mesas, eu estava estranhamente cansado disso, nostálgico talvez. Ri baixo da pergunta sabendo que em breve seria direcionada a mim, parece que dois anos em Londres e esse dois idiotas continuavam o mesmo ritual da oitava série, quando ainda era divertido.
- Não mais virgem, eu diria... _ ele respondeu risonho, como se tivesse ganhado um prêmio enquanto acariciava seu queixo, logo caindo na gargalhada junto com Ethan. Dei um roso sem humor, passando o dedo na borda do copo que ficou vazio em menos de cinco minutos, eu estava entediado, sufocado naquele lugar para onde eu tinha o vicio de fugir as noites de sábado. Pois é, eu mudei pra pior... Agora eu ri, quem eu queria bancar? Esses eram meus amigos, minha bebida, meu lugar e mais uma aposta — Tem um cigarro ai Nate?
Finn perguntou
- Por que eu teria? _ perguntei divertido checando se tinha ou não no bolso da calça, neguei com a cabeça depois que ele me deu um soco no braço, de leve. Esse imbecil nem parecia que lutava. Senti minha garganta arder como se estivesse pedindo um pouco de nicotina, ignorei... Err, na verdade eu tentei socando rapidamente o mogno do balcão constatando o tremendo filho da puta que eu sou. Literalmente.
— E você Nate? Já escolheu, pensei que não ia fazer a brincadeira desse mês? Quanto vai ser? E quem será? _ Ethan se virou pra mim agora, por que eu não estava surpreso, ou animado e sim frustrado com essa pergunta? Deviam ser as substancias, ou estava sendo contaminado pela melação que tinha que aturar todo dia em casa, na verdade só os dias que eu aparecia. Era tudo falsidade daquele velho que eu costumo chamar de David, ou pai, devia estar no sangue... Enganar.
- Isso é um interrogatório? Já basta o da única vez que eu bati um papo com o delegado _ ri enquanto Lauren enchia meu copo com vodka, bebi aos poucos. Quem sabe eu precisasse só dezestressar, abaixei o olhar, pensativo. Não tinha pensado nisso ainda, estava concentrado demais, estressado demais. Vingativo. – Ninguém, por enquanto. Qual a grande finalidade disso mesma?
- Como assim ninguém? Hey cara! Esqueceu as regras do jogo, escolhe a garota e a gente aposta, todo mundo sai ganhando. Uns mais que os outros... _ Finn meditou na ultima frase, suspirei passando as mãos no cabelo. Eu devia estar ficando doido, minha cabeça doía, a sensação era anestesiante, brilhante e me deixava vago. Ouvi mas não disse nada. A cocaína ainda estava no meu organismo, por mais que eu não tenha usado tanta hoje. Eu sabia que era idiota, e aquela famoso clichê que drogas fazia mal, eu sabia disso e sei que é uma coisa de imbecil.
Mas desde quando alguém liga? Quem se importa? Foda-se. Era rápido, simples e pratico, funcionava como contar 1, 2,3 e então a sensação voltava e me fazia mais uma vez o derrotado que eu sou. IMBECIL! Alguma coisa no universo deveria ter algo contra mim, ou quem eu sabe eu mesmo tinha tudo contra mim mesmo, nem pena eu tinha. Poderia morrer de overdose que não me importaria. Aposto que nem faria falta. É sério!
Mas era sobre ela, tudo era sobre aquela maldita defunta, era estranho pensar em Hanna desse jeito, a nostalgia me fazia pensar que ela ainda estaria na cama me esperando, às vezes com um cigarro em mãos, eu poderia dormir com qualquer uma que no final voltava para ela. Seria fácil ir até ela, tantas formas de morrer, de chegar dentro de um túmulo onde ela estava graças a Carter. Por que ele tinha que matar a única “namorada” que eu pude ter?
Não queria que as pessoas tivessem pena de mim, na verdade eles não tinham. Eu não tinha pena de nada nem ninguém, nem mesmo da Hanna. Desejei que ela morresse só por me fazer sentir uma coisa, gay demais na minha opinião... Sofrer, e então meus desejos pelo visto foram atendidos. Eu sou um desgraçado!... Hum, mas isso não me impedia de continuar sendo o que sempre fui: um apostador.
Eu tentava controlar as sensações, os pensamentos e aquele nome maldito que vinha na minha mente. Era fora de cogitação. Um nome vinha diversas vezes em minha mente. Seria fácil, pelo menos eu esperava que fosse como das outras vezes. Ela era ingênua, chatinha e até gostosa, mas o melhor de tudo: era namorada daquele filho da mãe do Carter, se as pessoas soubessem que aquele cretino era mais perigoso do que a policia pensava, não dariam tanto credito a ele, mas quem sou eu para dizer alguma coisa? Hipocrisia ainda não é um dos defeitos que eu consegui ter. Humm... Mataria dois coelhos com uma cajadada só... Vingança e de brinde um pobre coração partido, ou devo dizer um lacre rompido?
Reprimi uma gargalhada por causa do pensamento... Isso mudava o rumo dos meus pensamentos, me deixava mais a par da realidade, não da verdade que eu inutilmente tentava negar, mas que se dane. Não era apenas transar só por transar. Era uma brincadeira, essas vadias idiotas consideravam uma bela brincadeira de mau gosto, mas era divertido, pelo menos para mim. Ver a cara de decepção delas depois da tão sonhada primeira vez, quando descobriam.
Para mim era comédia.
Eu sentia vontade de gargalhar, socar algo. Estava enlouquecendo mesmo, vai ver. Eu não dava à mínima, é estranho, cruel. Mas dessa vez seria diferente, prometi que não apostaria mais uma noite, no entanto, eu digo muita coisa, penso muitas coisas e promessas são quebradas. Qual é? Até onde eu sei isso não é crime, apenas uma campanha para um mundo com menos garotas iludidas (lê-se: virgens idiotas), como Ethan gostava de chamar esse ritual da oitava serie.
-... Caralho! Ela é estranha. Ta falando da mesma pessoa que eu Ethan?
- To, ela é gostosa cara! Se liga, eu aposto 15 mil dólares, não é pra qualquer um. Todo mundo lucra: Sexo e grana. Tem coisa melhor?
Eu poderia até negar, rir ou qualquer outra coisa bem típica de mim mesmo, mas infelizmente tem. Sim, infelizmente, pois se as duas fossem a melhor da vida, eu seria dono de uma das melhores vidas, mas não é o caso. Prefiro ignorar, sexo e grana é foda.
- ...Melissa Hensworth... _ minha voz não travou como deveria, o nome não engasgou em minha garganta apenas pulou para fora da minha mente, os lancei um sorriso de gelo me pondo de pé. Não tinha mais o que fazer aqui – 16 mil dólares, todo mundo sai ganhando...
Isso é coisa de retardado. Bufei levantando na má vontade para ser sincero, algo que eu não sei se sou. O estilo de vida mais clichê, revoltado. Não ligar para nada, nunca parar com ninguém, beber uísque que nem agua e transar como se isso fosse aumentar seu numero de dias na terra. E o resto? Que se foda. Sou assim e honestamente isso me parece bom pra cacete... Haha.
Nem me preocupei em olhar o valor da nota de dólar que deixei em cima do balcão para pagar. Finn e Ethan me chamaram ao longe, mas eu apenas sorri para a mulher abrir a porta para eu sair, aquele lugar não era o dos mais lícitos da cidade, no entanto, Finn achava que era o melhor, pois só vivia nessa droga.
Peguei um elevador que me deixou no térreo. David... Er, meu pai ficaria surpreso com a minha presença em casa a essa hora, mas eu só queria dormir, não com uma garota por enquanto. Poderia abrir minha cômoda, em baixo dos livros que eu não sei pra que tenho, não leio porcaria nenhuma. Pegaria aquele pacotinho com o conteúdo branco, era errado e eu ia-me foder, já estava, no entanto, aliviaria minha confusão. Drama demais... Argh!
Precisava ser calculista, planejador seria melhor. Ótimo Nate, um jeito perfeito de vingar a morte da sua namorada, quer dizer ex, destruindo a vida da namorada do desgraçado do Carter!, pensei passando as mãos no cabelo o bagunçando, provavelmente.
Meu celular apitou no bolso, na real eu nem me lembrava de ter o trazido, peguei e era uma mensagem de David, o que será que esse mercenário queria? Minha pergunta foi respondida quando li as palavras na tela do Iphone: “Vá pra qualquer lugar, se vira. Não te quero em casa hoje, entendeu né garoto? Passe a noite com uma dessas garotas que você sai, só não dorme na rua. Isso compromete meu nome nos jornais. Boa noite”.
Ri, bem típico do meu pai. Eu disse enganar o sexo feminino parece estar no DNA dos Crawford’s, mais uma vez ele iria tentar seduzir a promotora para não denuncia-lo. Se ela tiver mau gosto talvez funcione. David é calculista, verdade seja dita eu não posso falar muita coisa dele, sou ele amanhã. Sozinho, o modelo de tudo que você pode ser, se quiser terminar ferrado. Acho que foi por isso que Kristin nos abandonou... Ela que se dane também!
Chamei o elevador novamente, seria melhor voltar pra aquele lugar escroto do que ligar para uma daquelas vagabundas, por mais que as daquela danceteria te olham como caça, eu não gosto dessa ordem. Eu sou caçador e elas a caça, sacou? Dominador demais, eu acho. Ri sem humor observando a porta do elevador, da qual eu estava encostado na batente, se abrir aos poucos. A ultima pessoa que eu gostaria de ver, por uma puta coincidência. Ergui a sobrancelha a observando melhor conforme a porta se abria, pus as mãos no bolso em uma posição confortável... Sabe o que era melhor do que ignora-la? – o que eu faço bastante, confesso — Irrita-la.
- Você é uma das únicas pessoas que eu não imaginaria de porre, serio. _ não era piada, minha voz era normal demais para o sarcasmo com eu usei nela. Ela me olhou por debaixo dos cílios e não disse nada, só continuou parada -... Olá _ sorri, não amigável, debochado caia melhor.
- Oi... E até nunca mais. Esta atrapalhando minha passagem _ sua tentativa de me empurrar não deu certo, definitivamente irrita-la era muito melhor. Era uma das poucas garotas que eu consigo afirmar que não vou com a cara, não sei por que. Petulante demais pro meu ego, eu diria.
Como uma reação alérgica, repelimo-nos.
- Ei, ei. Seus pais esqueceram-se de te ensinar como tratar o próximo, encrenca _ ela continuou andando, me virei o elevador já ia saindo quando percebi que não lembrava seu nome, não fazia questão, talvez foi por isso que ela parou, deu meia volta e disse.
A garota mais fácil de irritar... Não sei como Liam consegue ser amigo dela, é infantil demais, desagradável, irritadiça... Ok, não tenho moral para falar dos outros. Desejei por um cigarro, sentir a nicotina no cérebro o que me traria um câncer de pulmão, em anos. Por mais que eu não tenha sorte o suficiente para isso acontecer, sei que vou pro inferno mesmo, que seja rápido. Rá, a vida não é bela, na verdade é uma bela merda.
Essa é a frase correta.
- Não! Eles estavam ocupados demais se separando, por que eu to dizendo isso? _ ela murmurou a pergunta, como se eu fosse responder. Pus a mão na porta impedindo que ela se fechasse, a olhando super interessado para não dizer ao contrario – Quer saber?..
- Não, não quero _ interrompi, a vi ficar vermelha. De verdade eu gostaria de rir da cara dela a não ser que quisesse um tapa mais fraco que de um bebê, a subestimo eu sei disso. Aquela vadia parecia irritadinha até demais, não faz diferença para mim é chata de ambos os jeitos.
- Argh! Vai se fuder! _ em outras circunstâncias seria exatamente o que eu tenho que fazer com a amiguinha dela, rá. Ela fez menção de me mostrar o dedo meio e eu tentei não mandar aquela anã se fuder, funcionou. – Me mira, me erra... Faz o que quiser, exceto torrar meu saco!, por favor... _ ela parecia ter lido minha mente na parte de torrar sua paciência.
- O bebê aprendeu. _ ela torceu o nariz, por que eu ainda to perdendo meu tempo discutindo com essa anã mesmo? Ela me distraia, eu devia estar parecendo esses pirralhos brigando. Ela cruzou os braços sobre o peito, sabe até que olhando melhor ela é bonitinha, não gostosa, isso não. – Posso te dar uma carona, sem sacanagem? Só uma carona...
Ela arregalou os olhos, eu arregalaria também. Dessa vez não valia a piada do “Ta se drogando?” era pura verdade, haha. Puta merda! Desde quando eu comecei a querer fazer a boa ação do dia. Ainda estou procurando minha frieza e minha ignorância, retardado!
- Hã?! Normalmente acho que você ignoraria céus e terras, inclusive... _ eu também acho, concordei mentalmente com o que ela falou, sua voz era baixa, mas firme.
- Será que eu posso terminar? _ a interrompi, frio. Isso é bom, voltando ao normal.
- Claro! Senhor Lição de moral! _ ela levantou as mãos, percebi que ela esta a bêbada, dava pra sentir o cheiro da vadia anã, nem ousaria chama-la assim por mais que combinasse com essa idiota.
- Conte como um obrigado, acerto de contas... Ache como quiser, problema é seu. Er, er... _ nunca mais tempo agradecer alguém, que porcaria ta havendo comigo? Eu? Agradecendo aquela nanica e ainda por cima perguntando se ela quer carona. Isso é viadagem! Caralho, seu idiota. – Valeu por ter ficado lá comigo na quinta quando o corno do Hampson... _ não terminei, orgulhoso demais para isso.
Ela pareceu ter se engasgado, qual é? Eu não deveria ter agradecido, imbecil! Deveria tomar todas possíveis até ter overdose e dormir com o máximo de garotas para ver se voltava ao normal, ou estava normal, ela me deixava diferente?... Rá, prefiro a alternativa a.
- Argh! Não quero e não preciso de um obrigado seu, serio. E nem da sua carona, mas já que critica o fato dos meus pais não me ensinarem a tratar as pessoas os seus deveriam procurar saber se o filhinho deles tem algum tipo de transtorno bipolar, ou é sempre imbecil assim, hein?!
A cretina não esperou eu responder, virou as costas e saiu andando em direção a uma das vagas perto da minha. Ela falava como se eu fosse um filhinho de papai, definitivamente não era o caso. Tempo perdido não me afetou. Fui mais rápido e a puxei pelo braço obrigando a se virar, ela me chamou de bipolar? É isso mesmo? Que elogio.
- TA ME ACHANDO COM CARA DE FILHINHO DE PAPAI É? SUA ANÃ MIMADA, VAI SE FUDER! _ me mão parecia ter vida própria e se enterrar no braço dela que me olhava um pouco surpresa, eu diria, isso tinha me afetado mais do que eu imaginei, não gosto que falem dos meus pais, nem daquilo que chamam de família, que honestamente acho que não tenho.
Isso me enraivecia, era um ponto fraco que ela descobriu em menos de meia hora. Inferno! Ela era repulsante, eu creio.
Ela se soltou aos poucos, seus olhos verdes estavam paralisados e eu preferia não olha-los. Ela tinha o dom de tirar um ódio sem logica de dentro de mim, minha respiração estava rápida, ofegante. Que merda é essa? Posso saber? Dei um passo para trás...
O silencio era mais desconfortável do que transar no banheiro do avião, ela desviou o olhar para o outro lado do estacionamento. De qualquer forma, eu não me importava com ela, nunca...
POV. SARAH
Meu braço doía por causa da forma que aquele desgraçado o puxou, eu estou confusa, morrendo de dor de cabeça, meu corpo parece ter levado uma bela surra, mas o que nesse momento mais trabalhava era minha cabeça, tentando tirar Kevin da minha mente. Por que diabos eu pensei nele? E era surpreendente, Nate parecia possuído. Eu podia ver a raiva em seus olhos.
Não se preferia quando ele simplesmente parecia ignorar a minha pessoa ou agora, ele era estranho, uma pessoa que eu não gostaria de conhecer, me causava repulsa. Sã eu não diria nada, do jeito que sofro de excesso de covardia, mas então eu disse no mesmo tom.
— Honestamente, seria muito mais fácil se os seus pais nem tivessem se conhecido, assim você não nasceria... _ fiz uma pausa, ele continuou imerso em pensamentos, isso era bom? Nunca quis tanto a distancia — E a proposito não sabia que os Crawford’s tinham o hábito de pagar dividas. Agora sai da frente!
Ops... Acho que falei demais! Sarah você é uma idiota!, não mais que o ele, pensei observando sua expressão torcendo para que saísse, fosse embora, sei lá. Mas conhecendo minha sorte como eu conheço, sou geneticamente azarada.
... Continua...
Notas finais
Bem gente, eu queria pedir mil desculpas mesmo por ter ficado esse tempo todo sem postar, na verdade eu estava querendo apagar a fic e reescreve-la. Não o fiz, acho que foi bom, então dei a loka e apaguei tres capitulos e resolvi reescreve-los. Agora o motivo da minha demora, eu estava em crise de escrita, sei lá. Tudo que eu escrevia eu odiava, para completar sofri uma perda na minha familia, acho que não vem ao caso LOL, e simplesmente não consegui escrever nesse meio tempo. Até que eu fiquei umas duas semanas nessa " Hoje eu vou escrever!" e isso nunca acontecia, e finalmente eu tive ideia para algo que consegui digitar, esse capitulo não estava querendo ser escrito. kkk
Então fofinhas? Mereço reviews? leitoras novas? serio eu gostaria de conhece-las melhor, então é isso espero vocês com comentários. A proposito to muiiito P da vida com o Nyah, exclusão de categorias PUFF! Detestei, ah já ia esquecendo:
Bjuss, até o próximo.
PS.: Q livro hein! Não é uma nota é uma constituição final kkk
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