A Little Piece of Hell

15 Próximos - Parte III


Notas iniciais
Oi, aqui é a irmã da Mallu, a AnnaPaula (a que está escrevendo Reach Your Dreams com ela =D) Bom, ela tá um pouco afastada de casa e não tem como atualizar nada por aqui, o máximo que ela faz é entrar no facebook por causa do namorado longe e blá blá blá... Enfim. Ela pediu pra eu postar esse capítulo o mais rápido possível. E fiquem tranquilos, ela recebe alta esse mês ainda *------*

(POV Daryl)

Os sons pareciam distantes e eu não compreendia nada do que estava acontecendo. Meu peito estava em brasa e eu não conseguia mexer meu braço até ele e... Eu estava flutuando? Sim, eu estava.

Algumas horas eu conseguia distinguir vozes. Vozes conhecidas, mas eu não me lembrava de onde as conhecia. Na verdade eu não conseguia me lembrar de muita coisa. Os sons foram ficando mais distantes e a queimação em meu peito foi diminuindo, junto com o resto de consciência que eu ainda tinha.

Alguns sons voltavam, mas eu não sabia quanto tempo havia se passado. Era difícil manter a consciência, e meu peito estava me matando mais uma vez. Ah! É mesmo... Eu havia sido baleado, por isso doía tanto. O mundo estava cheio de mortos vivos querendo nos matar, e eu estava morrendo por causa de um tiro.

Seria melhor desistir logo. Sem mais preocupações com os walkers, com pessoas querendo nos matar, com suprimentos ou algo do tipo. Vamos lá Daryl, não precisa mais lutar tanto assim. Ninguém vai te salvar.

– Você prometeu que me contaria algo importante se chegasse...

Uma voz interrompeu meus pensamentos confusos. Uma voz que eu conhecia, e sabia de onde. Sabia a quem ela pertencia. Melanie estava ali comigo,

– Você chegou. Fique comigo e cumpra a sua promessa para que eu também cumpra a minha. Não me abandone, eu... Eu preciso de você!

Sua voz ecoa na minha cabeça, fazendo meu coração bater mais forte. Eu havia feito uma promessa e tinha de cumpri-la.

"Eu estou aqui! Não vou te abandonar, nunca!"

Minha voz não se propaga da minha garganta. Não tenho controle sobre o meu corpo e não consigo abrir os olhos. Talvez eu esteja delirando. Ou talvez seja só um sonho maluco. Mas de qualquer forma pude sentir a dor que as palavras de Melanie carregavam.

Mais uma vez, a inconsciência me engole totalmente.

.

(POV Melanie)

Eu e Hershel trabalhamos no processo de retirar a bala do peito de Daryl, o que não foi uma tarefa fácil, principalmente para mim. No momento do impacto, a bala se dividiu em diversos pedaços, alguns mais fundos, o que complicava ainda mais a situação de Daryl.

– Já fiz um processo igual a este — Hershel dizia na tentativa de me acalmar. — Um homem chegou em minha fazenda carregando um garotindo desfalecido. O desespero tomava conta de seus olhos, implorando por ajuda. Era o filho morrendo em seus braços. Um dos meus o atingiu sem querer e sua situação era pior do que a de Daryl.

Hershel se calou, me ajudando a alcançar o último estilhaço da bala e a estancar o sangramento. Daryl estava mais pálido do que quando retornou à prisão, devido a grande quantidade de sangue que havia perdido. Eu esperava que Hershel continuasse a história, mas ele ficou calado.

– E o que aconteceu com o garoto? — perguntei num fio de voz, já perdendo a esperança em Daryl.

– Porque você não pergunta para ele? — ele perguntou retoricamente com um sorriso no rosto. — Pergunte para o Carl como ele se sente hoje.

O olhei sem entender por um segundo. Logo depois a ficha caiu, levando junto consigo o peso que estava em meus ombros e levantando uma poeira de esperança. Voltei meu olhar para Daryl. Seu rosto estava sereno e calmo apesar de sua situação.

– Ele perdeu muito sangue — falei me apressando em fechar a ferida. — Temos que correr com isso e evitar mais perdas.

– EU QUERO VER O MEU IRMÃO! — pude ouvir a voz de Merle do lado de fora do bloco das celas. — SAIA DA FRENTE, SEU MARICA!

Segundos depois Gleen apareceu com os olhos arregalados e respirando como se tivesse corrido por horas.

– Não conseguiremos segurar Merle lá fora por muito tempo — ele disse após olhar o estado de Daryl, que ainda estava todo ensanguentado.

– Tudo bem — Hershel disse enquanto se levantava. — Vou lá dizer como seu irmão está passando. Termine logo querida, ele realmente não vai esperar muito mais.

Assenti com a cabeça, preparando a agulha para os pontos. Eu tentava não pensar quer era Daryl sob meus cuidados, mas era impossível ignorá-lo. Sua presença me afetava, e vê-lo daquela forma estava fazendo com que eu perdesse o controle.

Suspirei e assenti novamente com a cabeça, dessa vez para mim. A agulha escorregava pelos meus dedos molhados com seu sangue, mas a segurei com mais força e logo pude senti-la passando pela pele de Daryl.

Apesar de minha rapidez ao fechar o ferimento, fui o mais cuidadosa possível. Meu medo de machucá-lo e perdê-lo já me fazia tremer. Comecei a limpar seu ferimento e toda a extensão de seu peito.

– Me desculpe, me desculpe — eu sussurrei, chorando baixinho e deitando a cabeça em seu ombro, com extremo cuidado. — Desculpe, desculpe, desculpe...

Eu ainda murmurava quando Merle entrou na cela com um estrondo, gritando coisas que eu não compreendia e passando as mãos nervosamente na cabeça. Sua preocupação estava estampada em seu rosto, e seu desespero aumentava a cada pergunta que eu não respondia.

– Ele está morto? — ele perguntou ao se acalmar um pouco.

– Não — respondi, voltando meu olhar para Daryl. — Não, ele não está... Ele vai ficar bem.

Merle sentou no chão do outro lado da cela e se encostou na parede, deixando a cabeça entre os joelhos. Eu podia sentir o quanto estava tenso com toda essa situação. Eu não conseguia projetar som algum enquanto via Merle se desesperar em silêncio.

– Eu sabia que não devia tê-lo deixado ir só — ele disse por fim. — Eu deveria ter ido para protegê-lo!

– Você ia acabar sendo morto — eu disse e minha voz saiu mais rouca que o normal. — Talvez os dois morressem. Ele está vivo, está bem...

Merle ficou calado e não deu nenhum indício de que voltaria a falar ou de que deixaria a cela. Longos minutos depois eu pude ouvir minha própria voz.

– A relação entre vocês não é das melhores não é?

– O que quer dizer com isso? — ele perguntou ao levantar a cabeça.

– O que eu quero dizer — eu respondi, voltando a cuidar de Daryl. — É que você e o seu irmão têm coisas mal resolvidas. Por ambas as partes. Eu acho que você deveria conversar com ele e dizer que realmente se importa com ele.

– E eu acho que isso não é da sua conta. Não fale como se nos conhecesse tão bem assim! Você não sabe nada sobre nós! — ele disse alterando um pouco a voz.

– Eu só quero ajudar... Daryl não acha que você ligue tanto para ele. Não acha que se preocupa ou o ama. Ás vezes chega a pensar que ele é um nada para você...

– Quem te disse isso? A Darylina? — ele perguntou com uma risada sarcástica.

– A questão é que ele acha que você o abandonou...

– E foi isso mesmo que eu fiz, boneca.

O encarei e seu rosto estava sério. Não havia ironia, e nem sarcasmo. Mas também não havia orgulho.

– Não pense que foi o que quis fazer. Eu simplesmente não podia arrastá-lo para o buraco onde estava entrando. Eu queria algo bom para ele.

– Deixá-lo com um pai que o espancava não me parece uma coisa boa.

– Então ele te contou huh? Eu não sabia que aquele monstro fazia isso com ele também! — ele gritou.

– Ele nunca te contou, não é mesmo? — perguntei com uma voz doce, tentando acalmá-lo e deixá-lo à vontade.

Ele balançou a cabeça em negativo e ficou olhando para o lado de fora da cela. Por alguns instantes o silêncio tomou conta da cela, enquanto eu terminava de limpar a pele de Daryl e cobria o ferimento com uma gaze.

– Você quase o perdeu — eu disse quebrando o maldito silêncio entre nós. — Não deixe que isso aconteça de novo para dizer a verdade. Vocês podem estar perdendo a última oportunidade para se entenderem. Sei que você se importa.

– Você não sabe de nada — ele disse sem emoção. — Está completamente errada.

– Então porque está aqui? — perguntei virando-me para ele.

Encarei seu rosto. Sua expressão era de dor, e eu sabia o que ele estava sentindo. Posso não ter passado por nada parecido ao que ele e Daryl passaram durante toda sua vida. Mas não era muito difícil imaginar como sua situação não estava fácil.

– Não sei como faz isso, gatinha. Mas pela primeira vez não me sinto tentado a dar as costas a alguém que queira ajudar.

– Então me deixe ajudá-los... — pedi indo sentar ao seu lado.

– Não sei o que fazer com Daryl.

– Pode começar dizendo à ele o quanto se importa. E como sempre se importou! Pode dizer que seu irmão mais novo tem um lugar em seu coração, como você se orgulha dele... — ele me olha. — Sei que se orgulha!

– Ele nunca vai acreditar em mim, ruivinha...

– Acho que tentar não vai matá-los. Estamos no fim do mundo, Merle. A qualquer minuto tudo pode acabar bem ou mal.

– Sabe... — ele disse olhando para Daryl. — Depois que ele deixou nosso doador de material genético para trás e veio morar comigo, ele imitava tudo o que eu fazia. No início eu achei isso a melhor coisa do mundo! Quem diria, meu irmão querendo ser igual a mim!

Merle parou de falar e deu uma risada sem vida, ainda encarando o irmão. Abaixou a cabeça e voltou a falar.

– Depois vi o que ele estava se tornando: um Merle mais novo. Eu não queria essa vida para ele. Queria que ele tivesse mais oportunidades que eu. Então pensei que o deixando de lado e o tratando como nada ele se tocaria e pararia de ser como eu.

– Mas não deu certo... — sussurrei, já sabendo como essa história terminava.

– Não... Quanto mais eu o ignorava, mais ele se esforçava em conseguir minha aprovação. Mais ele se parecia comigo... Mais ele afundava no buraco que eu cavei para ele.

– Você podia ter sido honesto desde o início...

– Eu não sou o tipo de cara que deixa o orgulho de lado — ele falou, me interrompendo. — Não queria que ele achasse que eu tivesse um bom coração, ou que fosse mole desse jeito.

– Acho que o orgulho não tem mais lugar no mundo em que vivemos agora...

– Nunca concordei tanto com algo!

.

(POV Daryl)

Eu poderia jurar que meu corpo estava tremendo de frio, mas eu me sentia tão fraco que acabei me conformando com a temperatura. Estranhamente, um tempo depois, pude me sentir mais quente. E havia um peso a mais em algum lugar?

Com dificuldade, e vencendo todo o cansaço que se apoderava de meu corpo, abri os olhos e permiti que se acostumassem com a claridade. Eu estava na prisão, em minha cela. Movi a cabeça lentamente para o lado, sentindo-a pesada. Longos fios ruivos se espalhavam pelo colchão, se misturando à uma pele pálida que eu ansiava em tocar.

Melanie estava sentada no chão e apoiava a cabeça em meu braço, segurando minha mão. Sua mão estava gelada, assim como seu corpo. Deveria estar com frio...

Esforcei-me para levantar e pegar algo para aquecê-la, mas meu peito explodiu em dor e voltei a deitar com força, assustando-a e fazendo com que ela acordasse.

– Daryl... — ela disse com a voz rouca. — Daryl, você está bem?

Ela parecia alarmada e colocava a mão suavemente sobre o local onde ardia.

– Fique calmo! — ela disse, também tentando se acalmar. — Tenha cuidado, os pontos podem abrir... Está ardendo em febre!

Minha garganta estava seca, e tudo o que eu queria era falar como eu estava me sentindo com ela ali ao meu lado, cuidando de mim mesmo quando eu não merecia. A dor passava lentamente, e eu já conseguia me mover um pouco melhor.

– Está desconfortável? — ela perguntou, acariciando meu rosto. — Deve estar com fome e com sede!

Sim, sim! Eu estava. Balancei a cabeça confirmando o que tinha dito.

– Fique aqui — disse ao sair da cela e voltou quase imediatamente.

Ao entrar, sentou-se cuidadosamente ao meu lado ajudando-me a sentar. As pontadas em meu peito ainda eram insuportáveis, mas eu fazia de tudo para não demonstrar minha fraqueza para Melanie. Mas ela percebe, é claro que percebe.

– Espere só um momento — ela diz medindo minha temperatura com a costa da mão. — Merle já está trazendo algo para você tomar. Vai se sentir bem melhor!

– Merle? — perguntei, fazendo um esforço para falar e sentindo minha garganta arranhar.

– Sim — ela disse sorrindo. — Ele não saiu daqui nem por um minuto! Esteve aqui desde que soube que você tinha sido baleado.

Suas mãos macias passavam pelo meu rosto, me provocando arrepios e uma grande vontade de segurá-la em meus braços. Ficar assim para sempre me parecia uma boa ideia.

Agora, parando para vê-la, seu estado não era muito bom. Ela parecia completamente cansada. Seus olhos estavam vermelhos e olheiras eram visíveis agora. Seu coque estava desfeito e seu cabelo todo bagunçado. Levantei minha mão e tirei uma mecha avermelhada que caía em suas esmeraldas, colocando atrás da orelha, encarando-a.

– Daryl... — ela sussurrou, mas foi interrompida por um pigarro.

– Que bom que acordou Darylina — disse sem sarcasmo, para a minha surpresa.

Merle entregou a garrafa de água para mim e uma lata de sopa para Melanie. Sem hesitar, abri a garrafa e bebi todo o seu conteúdo, não me importando se estava gelado ou não. O ardor em minha garganta melhorou imediatamente, mas ainda a sentia seca.

Merle estava me encarando com uma expressão séria e eu já me preparava para ouvir como fui estúpido e como ele nunca faria as coisas do jeito que eu fiz. Mas acabei recebendo um sorriso torto. Virou as costas e deixou a cela.

– O que acabou de acontecer? — perguntei, dirigindo meu olhar para Melanie, que continuou calada, tentando abrir a lata de sopa. — Deixe que eu abro.

– Não, você não pode se esforçar.

Sorri e fiquei assistindo Melanie se atrapalhar com o abridor de latas, mas finalmente conseguindo abrir a sopa. Ela olha para mim, levantando uma sobrancelha.

– Só estou assistindo — eu disse levantando as mãos em rendição, me arrependendo na mesma hora.

– Está sentindo muita dor? Se quiser eu posso...

– Não — menti, interrompendo-a. — Está tudo bem.

– Não precisa mentir para mim. Não há problema algum em sentir dor — Melanie falou, esticando o braço com a colher cheia de sopa. — Abra.

– Eu consigo comer sozin...

– Abra logo, Daryl!

Sorte a dela que eu não estava a fim de discutir. E também estava sentindo muita dor. Abri a boca por fim, e até que a sopa não estava tão ruim assim como eu me lembrava.

Depois de algumas colheradas, peguei a lata da mão de Melanie e tomei o resto de uma vez, acabando com o vazio em meu estômago.

– Você estava mesmo com fome! Passou quase dois dias sem comer nada... Deve estar se sentindo acabado.

– Você também não me parece muito bem — falei passando a mecha para trás de sua orelha mais uma vez.

– Não saí de perto de você — ela disse, sentando-se de frente para mim e abaixando a cabeça.

– Poderia ter descansado melhor.

Coloquei a lata no chão e bebi mais um pouco de água. Ela continuava de cabeça baixa, mas não parecia triste. Cruzei minhas pernas assim como ela e cheguei mais perto, segurando suas mãos.

– Queria cuidar de você — ela disse, levantando a cabeça. — Se qualquer coisa acontecesse, eu queria estar aqui para você.

Seus olhos me hipnotizavam.

– E eu queria ser a primeira a ver você acordar, a primeira pessoa que você visse acordar. Queria estar com você.

Seus lábios se moviam, e eu não conseguia mais mentir para mim mesmo sobre o que eu sentia por essa garota.

– Eu não poderia querer outra pessoa para isso — eu disse, olhando profundamente em seus olhos. — Além disso, tenho que cumprir minha promessa... Disse que te contaria algo importante se eu voltasse.

– E voltou — ela disse sorrindo.

Tudo bem... Agora eu deveria contar o que eu sinto. Mas como começo? Eu nunca fiz isso na minha vida, nunca quis e nem precisei. Abri a boca diversas vezes para falar, mas eu não conseguia formular nenhuma frase.

Ela riu com meu nervosismo, e abri um sorriso esquisito para ela, tentando me acalmar.

– Mel, eu... — segurei a respiração. — ... não sei como te falar isso.

– Só seja você mesmo — disse Melanie, segurando minhas mãos com mais força. Eu não sabia o que fazer, tinha de contar para ela. — Eu posso voltar depois se quiser um tempo sozinho...

– Não , fique aqui — pedi chegando mais perto.

Ela ficou parada, olhando para mim com uma doçura que eu não merecia. Seus olhos já não estavam mais tão vermelhos, mas seus lábios estavam com uma coloração incrível, que me chamava a seu encontro. E eu não conhecia maneira melhor de mostrar à ela o que sinto.

Seu cabelo estava caindo mais uma vez sobre seus olhos. Levantei minha mão lentamente, colocando a mecha para trás e segurando seu pescoço. Melanie abriu a boca e pude sentir seu hálito quente em meu rosto. Olhei mais uma vez em seus olhos, fechando os meus e colando nossos lábios em seguida.

Apesar de seu hálito quente seus lábios estavam gelados, mas eu não sabia se era devido a minha febre. Ela não hesitou e dessa vez sua língua invadiu minha boca, lutando contra a minha. Puxei Melanie para meu colo, esticando minhas pernas embaixo dela sentindo as suas me abraçarem.

Seus braços estavam em volta de meu pescoço e eu a puxava para mais perto, querendo fazer de nossos corpos um só. Deixei uma mão em seu pescoço, enroscando meus dedos em seus cabelos, e desci a outra até sua cintura, pressionando-a levemente.

– Era isso o que eu tinha para falar — eu sussurrei sem descolar nossos lábios. — Eu gosto de você Melanie — eu disse, beijando seu pescoço. — Nunca usei essa palavra antes mas... Acho que eu amo você, Mel...

Sua boca atacou a minha com urgência. Suas mãos desceram até meu peito, onde meu coração parecia querer saltar para fora de meu corpo.

– Eu sinto o mesmo, Daryl — ela sussurrou, olhando-me profundamente com seus lindos olhos. — Eu preciso de você comigo.

– Mudou de ideia sobre o que conversamos em sua cela? — perguntei, ansiando poder beijá-la novamente e muitas vezes mais.

– Quase te perdi... Mais uma vez! Não posso ficar esperando só por medo. Eu preciso de você.

Sorri feliz com tudo aquilo e a beijei, dessa vez com mais intensidade. Meu peito latejava, mas eu ignorava o incomodo. Coloquei a minha mão em sua cintura por baixo da blusa e apertei ouvindo um arquejo de Melanie.

Meus beijos passaram para sua bochecha, depois para seu queixo e mais uma vez para seu pescoço, onde demorei um pouco mais. Sua respiração já estava descompassada e quando comecei a beijar sua clavícula, Melanie puxou meu cabelo, me estimulando a continuar.

Coloquei minhas mãos em suas costas, levantando a blusa até a altura de seus seios. Parei de beijá-la para admirar seu corpo perfeito, notando um rubor em seu rosto. Voltei a beijar seus lábios enquanto soltava seu sutiã, passando as mãos para frente com delicadeza. Melanie soltou um gemido abafado quando envolvi seus seios. Seu quadril vinha de encontro ao meu e eu já não conseguia mais me controlar.

Levantei o sutiã e abocanhei um de seus seios. Ela puxou meu cabelo mais forte, soltando um gemido alto dessa vez. Eu chupava suavemente, passando minha língua de um jeito provocativo.

– Daryl... — ela gemeu.

Fui descendo com uma das mãos, fazendo carícias em sua barriga e chegando até sua calça onde pressionei, arrancando mais gemidos de Melanie. Com as duas agora eu abria o botão e descia o zíper. Ela me ajudava a tirar sua calça, me beijando logo depois de jogá-la em algum lugar da cela.

Sua calcinha estava molhada e sorri discretamente, colocando-a para o lado. Melanie deixou os lábios encostados nos meus, com a respiração acelerada, enquanto eu a tocava, aumentando o ritmo lentamente. Eu passava meus dedos por toda a extensão de sua intimidade, pronto para penetrá-la com eles.

– Daryl — sussurrou — Eu não... Eu nunca fiz nada do tipo.

Olhei em seus olhos sem saber o que fazer e me sentindo um idiota por ter chegado até esse ponto sem perguntar se ela estava confortável. Eu não conseguia imaginar uma garota tão bela como ela, virgem.

– Quer que eu pare? — perguntei, também num sussurro.

– Não, por favor...

– Não tem problema se não estiver preparada — eu falei acariciando seu rosto com a mão livre.

– Não é isso... Só quis te avisar.

– Tem certeza de que quer isso? Comigo? Agora?

Ela me olhou com suas esmeraldas brilhando e voltou a me beijar, pegando em meu pescoço em seguida e levando minha boca até seu seio.

– Tenho — disse ela, mexendo o quadril para cima e para baixo.

(POV Melanie)

Daryl introduziu um dedo com dificuldade, mas sem deixar de ser delicado. O prazer de sua boca em meus seios se misturava com o incômodo de algo dentro de mim pela primeira vez. Eu já não conseguia controlar minha respiração e meus gemidos escapavam de minha boca sem autorização.

Tentei relaxar mais um pouco enquanto ele me deitava na cama e se levantava com cuidado para cobrir o portão da cela com um lençol. Lentamente ele se voltou para mim, sentando na cama e tirando minha blusa, seguida pelo sutiã.

– O que foi? — perguntei ao notar que ele me observava sem fazer nada.

– Você é perfeita! — ele disse, se debruçando sobre mim e colando nossos lábios.

Eu estava preocupada com seus pontos, mas a excitação que eu estava provando pela primeira vez me impedia de pará-lo. Daryl fez uma trilha de beijos, passando pelo meu pescoço, meus seios, minha barriga e demorando em meu ventre.

Delicadamente tirou minha calcinha, beijando minhas pernas e minhas coxas. Fechei minhas pernas instintivamente e ele sorriu.

– Não precisa ter vergonha de mim, Mel.

Assenti com a cabeça, deixando que ele afastasse minhas pernas e beijasse minha intimidade. Eu não controlava a minha respiração e meus gemidos aumentaram quando sua língua me invadiu. Uma de suas mãos massageava meus seios e a outra segurava uma de minhas pernas, me deixando exposta e rendida a ele.

– Daryl — chamei seu nome ao perceber que eu não conseguiria mais me segurar.

Meu corpo se movia automaticamente e meu quadril subia e descia, acompanhando seus movimentos em minha intimidade.

– Pode chegar — ele disse sorrindo, e introduziu seu dedo novamente num ritmo mais rápido que já não me machucava.

Ao sentir sua boca mais uma vez, uma corrente passou por todo meu corpo, fazendo o meu corpo arquear e tremer. Minhas mãos foram de encontro à cabeça de Daryl e puxei os seus cabelos, querendo-o mais próximo de mim.

Ele se voltou até minha boca, me beijando intensamente e tirando o resto de suas roupas rapidamente e se posicionando entre minhas pernas.

– Se quiser que eu pare, me avise — ele disse entre beijos. — Qualquer coisa me avise!

Concordei com a cabeça, sentindo o membro de Daryl contra a minha intimidade logo em seguida. A princípio a dor era quase insuportável e parecia estar rasgando-me por dentro. Escondi meu rosto em seu pescoço, e Daryl ficou parado dentro de mim para que eu me acostumasse com seu tamanho.

– Está tudo bem? — perguntou quando eu deitei a cabeça no colchão, tirando os fios que cobriam meu rosto.

– Está tudo perfeito! — respondi sorrindo.

Ele assentiu e começou com movimentos de vai e vem lentamente. A dor já passava e o prazer começava a tomar conta de meu corpo. Abracei Daryl com minhas pernas, sentindo ir mais fundo, e segurei fortemente em seus braços. Ele aumentava a velocidade dos movimentos e beijava toda a extensão do meu colo e seios.

– Acho que não consigo mais ficar assim — ele disse com a voz rouca. — Vai ter que continuar sozinha. Eu ajudo você.

Senti seu membro sair de dentro de mim e meu corpo protestando, querendo mais proximidade com ele. Daryl sentou-se na cama e me puxou para cima de si. Minha intimidade clamava pela sua e o prazer percorreu o meu corpo novamente quando o senti dentro de mim mais uma vez.

Ele segurava minha cintura, me puxando para si e afastando-me em seguida diversas vezes. Eu já tinha aprendido o movimento e agora o fazia com mais intensidade e velocidade. Daryl me puxou mais para perto de seu peito, tomando o controle do ritmo dos movimentos.

– Eu não agüento mais — gemi em seu ouvido.

– Eu também não Mel!

O ritmo aumentou e Daryl segurava minhas coxas, apertando ora sim ora não, aumentando meu prazer.

– Daryl!

Gemi alto quando senti que estava quase lá, ouvindo um gemido rouco como resposta ao meu prazer. A corrente passava pelo meu corpo e chegamos ao clímax juntos. Nossos corpos tremiam e eu me sentia fraca. Daryl me beijava delicadamente, acariciando meu rosto e brincando com meu cabelo.

– Eu amo você, Melanie — sussurrou em meu ouvido. — Amo você, Mel!

– Eu também amo você, Daryl Dixon!

Notas finais
Qualquer coisa me desculpem, não tive como revisar o capítulo.