A Little Piece of Hell

19 Abrindo os portões de Woodbury - Parte I


Notas iniciais
Oi meus amores! Sei que demorei mais do que o esperado para postar esse capítulo, mas tive umas complicações (além de ficar sem net) que me impediram de escrever e postar o capítulo. Mas bem, aqui estamos nós, 17 dias depois uaysguagsuag Perdão, amo vocês!! Mas quero agradecer a todos que continuaram acompanhando e esperando a fic! É emocionante ver como há pessoas que não desistem de você mesmo depois de um ano, Né Thaaty?! (Obrigada por todo o apoio minha flor! Confesso que por sua causa não desisti de continuar a atualizar a fic, pois lembro que foi a única a deixar um review no primeiro capítulo haha) ♥ ♥ E isso é um sonho para mim! Muito obrigada a todas as minhas outras leitoras que hoje me acompanham, me dando força para continuar escrevendo sempre! Sem vocês eu e essa fic não seríamos nada! ♥ Espero que gostem desse pequenino capítulo! PS: Ignorem os erros, fiquei tão ansiosa em postar que não revisei o capítulo aishiuahsi Um beijo na sola do pé e até o próximo capítulo!! ♥ ♥ ♥

(POV Melanie)

Não fomos até muito longe. Gleen nos deixou um pouco além do lago que havia em frente à prisão, nos dando assim uma visão parcial do futuro campo de batalha. Eu não estava confortável com toda aquela situação, e estava ainda mais preocupada com Daryl.

– Vocês fiquem aqui e não saiam, a menos que seja isso ou morrer! – Glenn diz seriamente, olhando para todos ali. – Aconteça o que acontecer ali – ele aponta para a prisão. – Permaneçam aqui!

Concordo com a cabeça, mesmo sabendo que talvez eu não conseguisse cumprir a promessa. Daryl, Rick, Maggie, Michonne, Glenn e Carol... Todos estavam lutando para proteger a casa que diziam também ser minha, enquanto eu me escondo no meio da floresta como uma garotinha indefesa que não é capaz de estar lá. Mesmo não me importando com a última pessoa mencionada.

Glenn sorri para nós e dá um abraço em Hershel, que também está conosco, prometendo proteger Maggie e logo em seguida sai correndo de volta à prisão. Me sinto frustrada por estar naquele lugar, e sinto o olhar de Carl pousar em mim, com a mesma frustração estampada em seu rosto. Ele se sente da mesma forma que eu: quer proteger a tudo e todos que ele ama nesse mundo infernal que temos.

– Tudo vai dar certo – Hershel diz como se soubesse o que se passava por nossas cabeças. – Não somos fracos! A nossa força simplesmente está em nossas outras habilidades! Temos que acreditar naqueles que nos protegem para que também possamos protegê-los de outras maneiras.

– Eu não sou mais uma criança! – Carl responde raivoso. – Eu já protegi esse grupo da mesma maneira que o meu pai o protege! Fui eu quem teve que atirar na cabeça da minha mãe para que ela não retornasse como um Walker! Eu não deveria estar aqui. Tenho força para combater esses idiotas!

– Então use essa força e os combata caso algum deles venha até aqui ameaçar a vida da sua irmã! – Beth responde irritada com toda aquela conversa, me surpreendendo com a autoridade em sua voz que finalmente cala o garoto. – Todos nós temos trabalho a fazer!

Hershel sorri docemente para cada um de nós e não deixo de ficar ponderando sobre suas palavras ditas minutos antes. Eu teria alguma outra habilidade que poderia proteger aqueles que amo? Quero dizer, a única coisa que posso fazer é ajudar Hershel e usar o que aprendi na universidade de medicina para mantê-los saudáveis na medida do possível. Isso os protegeria de certa forma. Mas eu sou inútil numa situação como essa, e o sentimento de antes que eu tanto repugno começa a voltar.

É claro que meus pais e Noan não me achavam inútil, pelo menos eu espero que não! Mas eu sempre me sentia como uma pedra em seus sapatos, que os incomodava e os atrasava... Isso até mesmo antes de todo esse caos começar. Eu sempre odiei me sentir assim. E mesmo quando eu tentei ajudar, só piorei a situação, matando todos que eu amava.

Mas eu não serei assim! Eu não vou permitir que por minha causa, ou por um deslize meu, uma daquelas pessoas que são tão importantes para mim saia ferida ou morta. Eu já havia me decidido antes e agora eu tenho certeza do que quero!

Daryl vai me ajudar a ser forte!

O som de um carro passando perto de onde estamos me assusta, fazendo com que eu me abaixe assim como os outros, nos escondendo atrás do carro que estava coberto por folhas e outras coisas que conseguimos encontrar. Olho para o lado e posso ver tudo com extrema clareza: quatro carros militares aparecem pela estrada de terra, cheios de homens extremamente armados.

E a primeira coisa que eles fazem é mirar em uma das torres, jogando uma granada e vendo-a explodir em seguida. Pulo com o barulho alto e olho para Beth, que também está com a expressão assustada. Mas ainda assim ela sorri pra mim, apertando minha mão com a que não segurava a pequena Judith.

Tiros começam a ser disparados em direção às outras torres e tudo que consigo pensar é se há alguém nelas. Eles entram com violência por onde os portões estavam abertos, furando alguns pneus ao passarem por espinhos de ferro espalhados pelo chão. Os tiros continuavam, sendo dirigidos aos walkers que estavam espalhados pelo campo da prisão.

Após minutos ouvindo o tiroteio ele finalmente para e permanece assim por algum tempo. Olho para Hershel, imaginando o que teria acontecido com os outros. Sua expressão está séria e impassível, aumentando o meu medo de que as coisas pudessem ter dado errado. Volto meu olhar à prisão e não os vejo mais.

– O que está acontecendo? – pergunto num sussurro, tendo como resposta um aceno negativo do homem. – Isso não está certo! Algo está errado – eu digo alarmada e assustada.

– Eu deveria estar lá – Carl diz mais uma vez e sinto profundamente o que ele quer dizer.

Minutos se passam sem movimento ou barulho algum. Será que haviam desistido da prisão e realmente fugido. Não, eles não nos deixariam aqui. Daryl não me deixaria aqui! Fico atenta a qualquer movimento dentro ou fora da prisão, algo que me desse uma pista sobre o que está acontecendo.

E num rompante ouço gritos vindos de longe junto com o som de mais um tiroteio, e percebo meu coração parar por alguns instantes, tal é o medo que sinto. Uma sirene alta começa a soar, colocando todos os homens do Governador para o lado de fora dos blocos, no terraço da prisão.

Avisto Gleen e Maggie de longe, dentro daquelas roupas especiais que os seguranças da prisão usavam. Os homens que nos atacam ainda atiram em direção dos dois, embora as metralhadoras presas aos carros não funcionassem mais. E na velocidade que tudo começou eles foram embora, deixando a prisão para trás. Olho para Beth, que sorri claramente orgulhosa de sua irmã.

Consigo ouvir passos ao longe, e sinto meu corpo se tencionar por inteiro. Ao mesmo tempo em que todos se levantam e apontam suas armas a frente, um garoto de mais ou menos dezesseis anos para atordoado a nossa frente.

– Não atire – ele diz erguendo a mão.

– Largue a arma, filho – Hershel diz sério, mais ainda assim transmitindo calma e firmeza.

– Claro! – ele diz visivelmente assustado, estendendo a arma para Carl.

O garoto permanece imóvel enquanto a arma permanece apontada para sua cabeça. No mesmo instante percebo que Carl não tem a menor intenção de deixar o garoto partir ou ficar conosco, e imediatamente puxo a arma da mão do garoto desconhecido.

– Qual o seu nome? – pergunto ignorando totalmente o olhar de fúria que Carl me lança.

– Me chamo Luke – ele responde com sua voz trêmula pelo seu medo que ainda o dominava.

– Tem ideia de que estava atacando a nossa casa? – Carl pergunta agressivamente. – A casa da minha família? Sabe, aquela ali é a minha irmã – ele diz apontando para a pequena durona. – Você estava destruindo o único local de esperança de um bebê! – ele termina e aponta novamente a arma para ele, fazendo o garoto erguer os braços mais uma vez.

– Eu não fazia ideia! – Luke diz urgente. – O que nos disseram foi que vocês começaram a nos atacar sem motivos! Todos nós pensamos que estávamos defendendo a nossa casa!

– Pensaram errado! – Carl comenta e percebo que ele se prepara para puxar o gatilho.

– Carl, não! – eu intervenho. – Não percebe que ele está dizendo a verdade? Olhe a cara dele! Está completamente perdido!

– Todos nós estamos!

– Não Carl! – Hershel intervém por mim e agradeço mentalmente por isso. – Filho, entre no carro, por favor, e deixe que o garoto lhe amarrar – fala docemente à Luke num tom como se pedisse desculpas pelas nossas atitudes. – Precisamos cuidar de nossa família, espero que entenda.

Luke assente com a cabeça enquanto ergue os pulsos e algo me incomoda ao olhá-los com mais atenção. Olho para o garoto e ele vira o rosto, visivelmente desconfortável e envergonhado. Decido não dizer nada e só me afasto, sentindo meu coração pular rápido. Por pouco o garoto não foi morto na minha frente. Não sei se aguento mais ver mortes tão frias e cruéis.

– Obrigada por não deixa-lo fazer aquilo – Hershel diz ao se aproximar de mim. – Talvez ele não se arrependesse, mas com certeza sua humanidade jamais seria a mesma.

– Eu entendo Hershel! Realmente entendo – eu digo sincera. – Mas não pensei em ninguém além de mim... Não aguentaria ver sua cabeça explodindo bem na minha frente quando eu poderia fazer algo para impedir. Talvez eu me arrependesse mais tarde, e aí a minha humanidade não seria mais a mesma.

– Sei que acha que foi egoísmo – ele responde me encarando com um leve sorrido discreto – Mas isso foi só a sua alma projetando a bondade que há em seu coração! Você não nasceu para este mundo, Melanie.

– Mas vou me tornar parte dele – digo com convicção. – Temos que ir, voltar para a nossa família – mudo de assunto me dirigindo até o carro, que já está sendo preparado por Carl, com uma cara emburrada.

Entramos no carro sem dizer palavras, apenas ouvindo os baixos resmungos da pequena Judith. Mal se passa dois minutos e já estamos entrando pelos portões da prisão, nos dirigindo imediatamente para o bloco das celas. Beth é a primeira a entrar com Judith em seus braços, e assim que Rick a ouve, dá um beijo em sua pequena e se dirige a Carl que ainda está com a cara fechada, o abraçando.

– Pai, eu irei à Woodbury – diz com firmeza.

– Carl...

– Eu fiz o meu trabalho lá fora! Os protegi! E só não o fiz melhor porque Hershel não deixou que eu terminasse o que devia.

– Do que está falando? – Rick pergunta, dirigindo seu olhar à Hershel, que encarava o garoto com preocupação.

– Estou pronto. Peguei um dos soldados dele!

– Soldado? – Herhel interfere. – Um garoto correndo assustado fugindo que trombou conosco?

– Ele sacou a arma dele!

– Carl, tudo bem – Rick diz, dando fim à discussão. – Sinto muito por isso.

– Eu estava lá para isso. O garoto está aí fora, faça a sua parte e dê um fim nisso. Vou com vocês – ele diz e dá as costas ao pai.

– O garoto está assustado – Hershel diz à Rick depois de perceber que Carl já se encontra longe para ouvi-los. – Entregou a arma e Anabell interferiu em sua morte. Carl está confuso, é um bom garoto, mas estou me preocupando com suas atitudes...

– Vou falar com o garoto... Tirar minhas próprias conclusões – Rick diz se encaminhando até o carro parado do lado de fora, onde Luke permanecia amarrado.

Ando até uma das mesas de metal, onde Daryl está apoiado limpando sua arma. É estranho vê-lo sem sua besta. E é ainda mais assustador ver uma arma automática desse porte em suas mãos. Sento e apoio a cabeça em minhas mãos, sentindo Daryl se aproximar e se sentar ao meu lado.

– Estamos indo à Woodbury – ele diz.

– Vou com vocês – eu digo sem esperar.

– Está parecendo o Carl – ele fala sem emoção.

– Mas não sou uma criança. E hoje percebi que você tinha razão ao me chamar de inútil – levanto a cabeça a tempo de encarar um breve lampejo de arrependimento, mas quase pude ter certeza de que o mesmo não esteve ali. – Não posso continuar desse jeito! Tenho que aprender a me defender e defender aqueles que são importantes para mim.

– Não precisa fazer nada disso – ele diz irritado. – Já tivemos experiências terríveis demais para ainda acreditarmos que isso é o certo para você. Deve ficar aqui com os outros e deixar sua proteção sobre minha responsabilidade. Afinal, quem a trouxe até aqui fui eu. Sou responsável por você, Mel.

– Não fale como se eu fosse sua filha – eu digo, dessa vez me irritando realmente com a sua carranca. – Não cabe à você decidir se vou ficar aqui esperando o dia em que você não vai poder me proteger, ou então aprender a sobreviver no mundo que temos hoje! E a minha escolha com certeza não é a primeira!

– Mel...

– Não Daryl... Já fiz a minha escolha. Agora cabe a você pegar sua “responsabilidade” por mim e usá-la ao me ensinar tudo o que preciso saber!

Ele olha para mim, seu rosto numa expressão inconfundível: irritação. Seu olhar caminha pelo cômodo, observando seriamente todos a nossa volta. E como se parecesse não querer fazer algo, ele suspira e volta a me encarar.

– Tudo bem. Pode nos acompanhar. Mas fique longe de qualquer ameaça! – ele diz alto, se levantando finalmente e caminhando até os outros, que já esperavam do lado de fora.

Olho uma última vez para aquelas pessoas que continuavam na sala, e sorrio ao pensar em estar me acostumar com a ideia de ter uma família ali. Daryl anda até sua moto e me puxa rapidamente pela mão. Para em frente do veículo e prende sua besta e mais uma arma no mesmo, se encontrado novamente com o grupo reunido mais a frente.

Posso ouvir Maggie e Glenn dizendo que não iriam nos acompanhar e automaticamente me sinto um pouco desprotegida, mesmo tendo ao meu lado Daryl, Rick e Michonne.

– Não sabemos onde ele está. Se ele voltar, estaremos aqui – Glenn diz decidido.

– Seremos só nós quatro? – Daryl pergunta irônico. – Certo.

– Agradeço por ficarem – Rick diz com sinceridade. – Melanie, fique sempre por perto! Estamos em pouco número e não queremos que nada aconteça! Vamos logo, não sabemos quanto tempo temos!

Daryl puxa novamente a minha mão até estarmos de frente para a moto, na qual ele monta rapidamente e já a liga, segurando seu peso e esperando eu me aproximar para irmos. Um receio de sentar em sua moto vem sobre mim, ainda magoada pelo que ele havia me dito.

– O que está esperando? O Governador voltar? – ele pergunta rudemente, me apressando.

– Sabe, não precisa falar nesse tom toda vez que se dirigir a uma pessoa – digo enquanto envolvo a moto com as pernas, segurando firme na cintura de Daryl.

Ele permanece calado pelo caminho até encontrarmos os carros do Governador e seu grupo parados no meio da estrada. Alguns corpos estão deitados pelo chão, mas outros ainda se movimentam, se alimentando dos outros.

– Fique longe, Melanie – Daryl diz seriamente, um pouco antes de a moto parar completamente.

Ele se junta aos outros, enfiando facas e adagas nos crânios dos que antes eram pessoas como nós. Que garantia eu tinha de que sempre poderia ser protegida por pessoas tão boas como essas?

E como se algo entrasse em minha mente e lesse meus pensamentos, um morto surge atrás de mim, segurando meus ombros fortemente, me derrubando no chão. Meu grito fino ecoa dentro de minha cabeça, mas antes que alguém pudesse fazer algo, alcanço a adaga que Rick me deu e cravo na cabeça podre daquele corpo, dando fim ao seu ataque.

Ouço passos chegarem até mim e sinto o pesado corpo ser retirado de cima do meu e logo em seguida ser puxada por Daryl. Ele me olha e procura freneticamente por arranhões ou mordidas, e por mais que aquela ação me lembre de tudo o que eu havia escutado de sua boca, não deixo de me sentir querida e uma sensação de proteção me abraça mornamente.

– Está tudo bem? – ele pergunta, anui com a cabeça. – Certeza de que não se machucou? – pergunta mais uma vez.

– Sim, Daryl... – eu respondo ainda sentindo a adrenalina correr pelo meu corpo. – Estou perfeitamente bem.

Daryl se afasta minimamente, quase se apoiando num dos carros quando um barulho parte de dentro do mesmo. Uma mulher nos olha com medo estampado em seu rosto e por um momento me questiono como ela havia sobrevivido a tal massacre que eu tinha certeza de ser obra do Governador.

Rick aponta sua arma na direção da mulher quase que instantaneamente, se aproximando enquanto Daryl abre a porta do carro militar e a moça desce com as mãos erguidas em sinal de rendição.

– O que aconteceu aqui? – Rick pergunta num tom de voz duro.

– O Governador ele... – A mulher tenta contar.

– Ele o que? – Michonne pergunta e também há certo ar rude em sua voz.

– Ele simplesmente atirou em todos! – ela diz energicamente, como se ainda se recuperasse do que havia acontecido. – Tive sorte de que um dos meus amigos caiu sobre mim e acabei passando por morta, do contrário...

– Como podemos confiar em você? – Rick pergunta na defensiva.

– Veja por si próprio essa carnificina! – ela diz incrédula. – Acha que ele sacrificaria mais da metade de seus homens para atraí-los a uma cidade praticamente sem proteção?

– Daryl... – eu digo baixinho enquanto o puxo pela mão para mais perto de mim. – Eu não acho que ela esteja mentindo...

– Também não acho que seja o caso – ele diz num murmúrio. – Mas temos que ter cuidado de qualquer forma. Ele não parece o tipo de cara que pensa nos outros antes dos próprios interesses.

– Então vá conosco até lá – Rick continua a conversa que perdemos. – Se quer avisar os outros, vá conosco.

***

Já é noite quando finalmente avistamos Woodbury. Deixamos o carro em um local neutro, onde eles não podem avistá-lo, mas onde pudéssemos realizar uma fuga inesperada. Mais uma vez ouço Daryl e Rick me dizerem para me manter perto deles e, se qualquer coisa desse errado, para correr até estar segura.

Mas claro que eu nunca faria isso!

Andamos furtivamente pelo caminho livre até os muros da comunidade. Avisto um carro ao longe, praticamente na frente dos muros, e o indico com a mão para o grupo. Dirigimo-nos até lá rapidamente, mas logo somos recebidos por uma saraivada de balas. Posiciono-me atrás do carro assim como os outros, me protegendo das balas que ainda insistem em ser atiradas contra nós.

Rick, Daryl e Michonne sacam suas armas e começam a atirar de volta, fazendo com que meus ouvidos doam e latejem. A troca de tiros continua por alguns instantes, até que a mulher decide interferir, chamando um nome que parece ser de um dos atiradores.

– Karen! Você está bem?

– Estou bem! – Ela diz ao se livrar das mãos de Rick, e se levantando em seguida de mãos erguidas mais uma vez.

– Onde está o Governador? – a voz que parecia pertencer a um Tyresse pergunta.

– Ele atirou em todos! – ela diz e sinto medo ao pensar que eles podem imaginar que tudo isso não passa de uma armação para cima deles. – Matou todos...

– Porque está com eles? – pergunta em urgência depois de alguns momentos em silêncio.

– Eles me salvaram! – ela diz e Rick então resolve se pronunciar.

– Estamos saindo! – Daryl nega com a cabeça, mas Rick o ignora.

Seguro o braço de Daryl ao sentir o medo me invadir. Eles podem estar armando para nós.

– Fique tranquila – ele diz com firmeza, me passando segurança. – Não deixarei ninguém lhe fazer mal! Não novamente!

Saímos de mãos erguidas, eu sempre me mantendo extremamente perto de Daryl, quase abaixando uma das mãos para segurar a sua. Nos aproximamos vagarosamente, sempre na defensiva, as armas fáceis para serem sacadas.

Os portões de madeira são abertos enquanto ainda atravesso a rua, me mantendo de cabeça baixa e ao lado de Daryl. Meu coração acelera a cada passo que dou, me sentindo em território inimigo. Penso em dar as costas e puxar todos eles comigo.

– Daryl... – digo baixo, querendo pedir para irmos embora, mas uma voz interrompe todos os meus pensamentos.

– Mel?!

Levanto a cabeça e olho para os portões abertos de Woodbury. Minhas pernas bambeiam e meu coração para por uns minutos. Não controlo as lágrimas, que começam a cair ao imaginar que tudo não passa de uma ilusão, sem acreditar no que vejo. Dou mais um passo a frente, perdendo as forças e sendo apoiada por Daryl, que me chama preocupado.

– Noan?

Notas finais
E então meus anjinhos? O que acharam do capítulo e dessa revelação no final? aiuhsiuahsiuhs Quem aí sempre achou que o Noan estava vivo levanta a mão O/ Fiquem a vontade para dar a opinião de vocês, me xingar, me elogiar, ou só mesmo pra dizer se está gostando ou não do rumo que a história está levando. Sempre digo e não me canso em dizer que saber o que acham, esperam ou ideias de vocês é sempre animador! *-* Obrigada por quem ainda está aqui aisuhaiush Se encontrarem algum erro bem feio, podem me avisar também aiushiahiuhasuih Um beijão e até o próximo capítulo!