A Little Piece Of Heaven
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Boa leitura!
Malikisses and Horanhugs
Anita's P.O.V.
-- Vamos. Acabe com isso logo. Vai! Me leva logo de uma vez. – sempre pensei que ouviria essa voz na minha hora de partir. Agradeceria se fosse “aquela” hora. Não tinha porque eu viver mesmo. – Me leve logo pra luz!
-- Nita! Você tá bem? – a voz perguntou de novo. E ela me chamou de Nita. Em todo o mundo, nos sete bilhões de pessoas que vive nele somente uma me chamava de Nita. Não era possível eu encontrá-la de novo. – Nita! Me responde! – sentia que uma pessoa de verdade se aproximou de mim. Tentei com toda a minha força abrir os meus olhos.
-- Quem me chama? – consegui abrir os olhos somente o suficiente para perceber que uma pessoa estava ajoelhada do meu lado com a mão apoiada na parede. – Quem ser você, homem branco? Índia Anita querer saber. – com certeza haviam me drogado.
-- Nita! Oi! Sou eu. – aquele rosto era familiare para mim, só não me lembro dos detalhes. – O que aconteceu com você? – ele perguntou afastando o meu corpo da parede, visualizando minhas costas ensanguentadas. – Vamos Nita. Vou te levar pra casa. – ele pegou a garrafa da minha mão e depois passou seu braço por debaixo dos meus, traçando minha cintura.
-- Opa, espera aí mocinho. Eu vou pra casa de ninguém não. – eu tirei seus braços de mim e fiquei por alguns segundos em pé, sem apoio. Logo em seguida me desequilibrei, mas ele estava lá para me pegar.
-- Você não pode ficar sozinha por muito tempo né? – ele sorriu para mim. Não contive e sorri de volta. – Acho que se tirarmos isso melhora um pouco. – ele se abaixou em direção aos meus pés. Ele pegou as minhas mãos e me forçou a colocá-las nas suas costas, apoiando todo o meu corpo sobre o dele. Eu podia sentir sua respiração quente na minha perna, isso me fez ficar um pouco envergonhada. Ele desafivelou minhas sandálias, fazendo com que agora eu ficasse menor do que ele. – Nossa. Nada mudou. – ele riu e eu não entendi o porquê. Ele me chamou de baixinha? – Eu lembro quando você me chamava de tampinha. – ele olhou para mim e continuou. – O que a puberdade não faz com as pessoas. – eu continuava sem entender nada do ele falava, mas mesmo assim assentia com a cabeça e com um sorriso no rosto. Ele me levou em direção a um carro esporte preto, muito bonito por sinal. – Só um segundo. Me espere aqui. – ele me apoiou em uma das portas do carro e correu para dentro do mercado. Acho que o destino era esse: encontrar um rapaz bonito, me interessar por ele e depois ele fugir. Respirei fundo para não começar a chora novamente. Contei até 10 e prometi que quando chegasse no 15 e ele não tivesse voltado, eu iria embora. Mas não tinha chegado nem no 11 ele já estava de volta. Pode parecer estranho mas quando o vi correndo na minha direção, fiquei feliz. Muito feliz, como a tempos eu não ficava. É, parece que o meu destino resolveu mudar. Ele sorriu para mim e apertou um dos botões que estavam pendurados em um chaveiro da Disney. Ele fez o favor de abrir a porta para mim e ajudar a me sentar. – Toma. Coloque isso. – ele tirou sua blusa de moletom e entregou para mim. Eu olhei por um tempo aquela peça sem entender o que fazer com ela. Podia sentir meu cérebro parando.
-- O que você quer que eu faça com isso? – eu perguntei.
-- Quero que você vista. Vamos, coloque. – ele estava de pé fora do carro, parecia que estava esperando alguém. Estava rezando para que não me raptasse. Mas talvez fosse até bom, assim acelerava o processo. – Ele tá demorando... – ele falou para si mesmo, mas eu pude escutar.
-- Hã? Ele quem? – estava confusa.
-- Ah! Ele tá vindo. – eu estava mais perdia do cego em tiroteio. Ele passou na frente do carro e se sentou do meu lado. – Você ainda não colocou isso? – ele apontou para o agasalho na minha mão.
-- Ah... É pra vestir? – eu falei já o desdobrando e colocando a minha cabeça pelo orifício apropriado. Tinha que fazer tudo devagar.
-- Ai meu Deus viu... Deixa que eu te ajudo. – ele segurou a minha blusa debaixo, encostando sem querer sua mão na minha barriga.
-- Ei! – eu disse tentando colocar o moletom. – Olha onde põe a mão rapaz!
-- Desculpa. Só queria ajudar. – ele se virou para ficar na posição correta e colocou o cinto de segurança. – Você sabe colocar sozinha ou quer a minha ajuda? – ele apontou para o meu cinto.
-- Não preciso de ajuda. Sei me virar sozinha. – ele riu mas eu não achei graça. Queria provar para ele que sei cuidar de mim mesma. Não sei como mas me enrolei toda com o cinto. Olhei para ele, como querendo dizer que precisava da ajuda dele agora.
-- Ah, agora você quer a minha ajuda? – ele precisava esfregar na minha cara? Fiz que sim com a cabeça. Assim que ele terminou que arrumar toda a bagunça que eu tinha feito, a porta dianteira do motorista se abriu e um cara entrou logo depois.
-- AH! INVASORES! SOCORRO, ESTAMOS SENDO ATACADOS! – eu peguei a minha bolsa e comecei a bater no rapaz enquanto gritava de desespero.
-- AI! PARA COM ISSO! TÁ ME MACHUCANDO! PARA! -- o rapaz gritava. Parecia a Terceira Guerra Mundial estava acontecendo ali mesmo, dentro do carro.
-- NITA! NITA! Nita! Se acalma! Tá tudo bem! É só o Liam! – o loirinho pegou as minhas mãos me deixando sem movimento, olhando nos meus olhos. – Tá tudo bem! Ele é amigo. – ele me deixou mais calma, mas ainda não estava à vontade com o invasor. – É só o Liam. – a criatura se virou para trás para me cumprimentar.
-- Prazer Liam. Eu venho em paz. – ele apertou a minha mão e fez aquele sinal de extraterrestre com a outra mão desocupada. Fiquei mais a vontade depois de ter o conhecido. – E qual seria o seu nome? – ele se virou novamente para frente, ligando o carro. O barulho do motor mostrava que era potente.
-- Hã... Er... O meu nome? Hã... – eu estava sem palavras. Apesar de ter me acalmado um pouco, continuava assustada. Distraí-me olhando as ruas, que pareciam estar cheias de pôneis rosa.
-- O nome dela é Anita, Liam. – o loiro fez o favor de me apresentar.
-- Hã... Sim, meu nome é Anita. Mas pode me chamar de Nita.
-- EI! – o Niall me olhou surpreso. – Só eu posso te chamar assim! Liam ache outro apelido pra ela, chame ela como quiser menos Nita.
-- Ok. Mas porq... – o Liam começou a falar, mas eu não consegui ouvir mais nada.
Notas finais
P.S.: podem falar qualquer coisa tá? Falem comigo, eu sou legal (mentira, eu não sou porém tento ser)!
Malikisses and Horanhugs
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