A Little Piece Of Heaven
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
Near POV
Mello e eu estamos completando um ano de namoro, posso dizer que sou a pessoa mais feliz desse orfanato ou simplesmente desse mundo.
Antes, ele não ia com a minha cara, mas sei que aquilo tudo era um teatro para esconder os seus verdadeiros sentimentos. Ele não é o único culpado nessa situação, afinal, eu também escondia os meus me mostrando uma pessoa fria e anti social.
Foi em uma tarde chuvosa onde tudo começou, eu estava como sempre na sala de brinquedos e ele como sempre vinha me amolar pela pessoa que eu era.
Xxxxxx Inicio do Flash Back xxxxxX
Estava montando pela centésima vez o meu quebra cabeça de peças brancas, quando a porta da sala de brinquedos foi aberta a força, digamos por um chute de certo loiro chocólatra.
– Hey coisa branca. – Falou já se aproximando de mim, não fiz questão de olhá-lo e nem de falar nada, nessas condições não sabia o que falar, meu coração estava batendo tão rápido por sua aproximação e também não queria que ele me visse... Corado. – Estou falando com você. – Fez questão de chutar o meu quebra cabeça longe, espalhando todas as peças.
Respirei fundo e comecei a enrolar uma mecha do meu cabelo branco. Só espero que não tenha perdido nenhuma peça.
Ouvi o barulho da sua barra de chocolate sendo mordida ou ate mesma sendo massacrada em sua boca. Olhei para cima e o vi me encarando com cara de poucos amigos, seus olhos tão azuis quanto o céu e seus lábios....Devem ser tão macios, o seu corpo....
Engoli em seco e desviei rapidamente o meu olhar para ochão. Acho que isso chamou um pouco a atenção do loiro já que parei de ouvir o chocolate sendo mastigado em sua boca. Droga.
– Near...- Chamou-me de uma forma estranhamente calma. Voltei a encará-lo e percebi que ele continha um brilho nos olhos. – Por que me olha tanto coisa branca? – Despertei rapidamente dos meus pensamentos, Mello estava como antes, com um aspecto bravo pronto para me bater. Mas o que foi aquilo antes? Era coisa da minha cabeça? Preciso parar de ver o Mello dessa maneira, ele pode descobrir tudo.....
Levantei-me do chão, eu precisava tomar um banho gelado, não, não, morno já que esta frio e chovendo lá fora. Estava pronto para sair quando sentir o meu braço ser puxado para trás me fazendo virar e colar o meu corpo contra o de Mello.
– Onde pensa que vai? – Pude sentir o seu hálito quente e com cheiro de chocolate, seu aroma doce, seu corpo definido, suas mãos me abraçando... – Near....- Sussurrou perto da minha orelha, não pude deixar de me arrepiar e gemer – Eu...Preciso falar com você. – Seu tom saiu sério, me arrepiei ao sentir a ponta do seu nariz sobre o meu pescoço, mas creio que ele não esteja fazendo nada pervertido no momento.
Logo nossos corpos foram separados e ele me olhava seriamente, fiquei surpreso com aquilo. O que será que o Mello queria me dizer?
Levei minha mão esquerda aos meus cabelos iniciando a enrolação de uma mecha.
Mello deu mais uma mordida na sua barra como se isso o fizesse pensar em cada palavra que fosse dizer, então pelo visto a coisa é realmente seria. Será que....
– Eu te amo! – Ouvi essas palavras do nada, fiquei paralisado olhando-o, meu dedo já não se mexia e a mecha havia deslizado voltando para o seu lugar. – Olha, sei que isso deve ser entranho vindo de mim, mas eu não paro de pensar em você um minuto sequer e tudo o que lhe faço, tudo o que lhe digo é porque eu preciso de você mais e mais, eu....Eu te amo porra.
Eu só devia estar sonhando, só pode ser isso. Mello se declarando para mim? Eu não posso acreditar.
Abaixei minha cabeça, eu precisava pensar, analisar a situação, quando se ama alguém escondido temos vontade de se declarar, mas quando essa pessoa resolve se declarar para você não sabemos o que fazer já que o que sentimos era para nós mesmo. Eu... Eu estou com medo de que algo dê errado e que depois tudo não passe de um sentimento passageiro e eu tenha perdido meu tempo com isso.
Por que amor é tão complicado?
– Near? – Chamou-me me fazendo encará-lo, o que posso dizer? Que também o amo?
Força Near, se ele foi capaz de se declarar para você seja capaz de fazer o mesmo.
– Mello! – Ele me olhou surpreso interessado ao que eu ia dizer, desviei os olhos para o chão, mas logo voltei a encarar os seus olhos azuis – Eu também... Amo você – Devo tê-lo impressionado também, já que ficou no mesmo estado em que eu estava antes.
Ele sorriu, Mihael Keehl sorriu. Aquilo foi tão novo para mim e tão especial que acabei sorrindo também. Como pode um sentimento como esse ser capaz de nos fazer ser mais felizes e abertos? De fazer coisas que jamais pensaríamos em fazer antes?
Mello aproximou-se e me abraçou, um abraço tão apertado e quente que podia ouvir as batidas do seu coração que por sinal estava bem acelerado assim como o meu.
E um beijo aconteceu.
O abracei pelo pescoço e permiti que sua língua explorasse o interior da minha boca, fiz o mesmo com a dele, a cada explorada as nossas línguas se encontravam e se entrelaçavam. Uma sensação tão boa que podíamos ficar assim para sempre, mas infelizmente a falta de ar começou a se formar e tivemos que nos separar unidos por um fio de saliva.
O brilho em seus olhos, o seu rosto vermelho, a sua respiração acelerada.... Mello era tão perfeito.
A chuva ficou mais forte, os trovões apareciam com mais frequência, talvez tudo isso seja para abafar os nossos altos gemidos.
Estávamos em meu quarto, já sem roupas e nos amando, Mello havia me proporcionado o primeiro orgasmo e seus dedos estavam na minha boca onde eu os lubrificava da forma mais sensual possível, ele parecia estar adorando, logo eles foram para o meu intimo onde o primeiro dedo abria passagem.
Surpresa.
Dor.
Medo.
– Relaxe. – Sussurrou em meu ouvido o lambendo em seguida. Arrepiei-me e gemi baixo. O dedo já não me incomodava mais, entrava e saia com facilidade ate que o segundo insistia em me invadir, a dor quis voltar, mas com as palavras doces e os carinhos de Mello esqueci completamente todo o incomodo que estava sentindo e só sentia um prazer começar a se formar dentro de mim.
– Aaahhhh.... Aaahh Mello.... — Era algo bom de sentir, os dedos do Mello me faziam querer mais e mais contato, tanto que já rebolava de encontro a eles. Mas infelizmente ele os tirou, gemi em desaprovação. Ele riu. Corei.
– Vamos nos unir. – Segurou a minha mão e entrelaçamos os nossos dedos, com a outra iniciou calmamente a penetração. A sensação de esta sendo preenchido pelo Mello era mágica apesar da dor do inicio, mas sei que logo ficará bom, muito bom.
Ele estava completamente dentro de mim parado para que eu me acostumasse com a sua entrada, comecei a me mexer dando a entender que poderia começar os movimentos. Mello começou devagar, não pude deixar de gemer e ele também, quando seus movimentos já estavam rápidos suficientes para chegar ao orgasmo, meu ponto mais prazeroso começou a ser tocado varias vezes me fazendo gemer cada vez mais alto ate que... Senti um liquido quente se espalhar dentro em meu interior. Mello havia gozado e caiu exausto sobre o meu corpo, havíamos gemido juntos e se não fosse pela forte chuva e pelos trovoes, toda a Inglaterra poderia ter ouvido parte do nosso prazer. O loiro saiu de dentro de mim e deitou ao meu lado me puxando para que ficássemos abraçados e mais unidos, sem nenhuma perda de contato de ambas as partes.
– Eu te amo. – Falamos juntos. Rimos. Realmente nós nos amamos.
Ficamos calados por um tempo ate que percebi o loiro dando os primeiros roncos cansados, me ajeitei mais sobre seu peito e senti algo escorrer por minhas pernas. Sorri. Aquilo era o Mello. O meu Mello.
Xxxxxx Fim do Flash Back xxxxxX
Já eram 03h25m da manha, estava muito ansioso e sem paciência de esperar o dia amanhecer para dar esses chocolates especiais que encomendei para o Mello. Três barras de puro prazer, pelo menos para ele.
Abri a porta do meu quarto, o corredor escuro estava vazio e silencioso e o quarto do Mello não era muito longe do meu, mas ficava em outro corredor.
Andei a passos lentos, eu tinha pressa, mas não queria correr, isso daria a entender que eu estava desesperado e ele podia me achar muito grudento.
A essa hora ele deve estar no terceiro sono junto com Matt, seu melhor amigo e companheiro de quarto. Às vezes tenho ciúmes dele, eu queria dormir no mesmo quarto que o Mello. Mas creio que não iríamos SÓ dormir toda noite.
Com esses pensamentos “inocentes” cheguei ao quarto do loiro, abri a porta devagar, o quarto estava escuro, mas não o bastante para que eu visse uma cena totalmente chocante: Matt em cima do Mello o penetrando.
Aquela cena acabou comigo, os chocolates haviam caído no chão sem que eu percebesse, meu nariz estava ardendo, as lagrimas querendo sair e uma dor no peito... Fechei meus olhos fazendo com que as primeiras lágrimas começassem a escorrer, fechei a porta e segui de volta para o meu quarto, o lugar de onde eu nunca deveria ter saído.
Antes de seguir o meu caminho pude escutar um baixo gemido, que pela experiência soube que era a do Mello.
Entrei no meu quarto com a cabeça baixa, encostei-me à porta e deslizei ate sentar no chão, fiquei ali encolhido ainda chorando, o que Mello fez comigo eu não iria perdoar....Mas eu o amava tanto...Aquele ruivo desgraçado esta tirando ele de mim e isso eu não posso permitir.
Levantei-me de uma vez, as lágrimas já não caiam mais e eu estava mais calmo. Sai do quarto pronto para tirar satisfações e o Mello não pode estar fazendo aquilo por vontade própria e sim sendo abusado pelo ruivo... Aquele maldito. Peguei as barras caídas no chão e me preparei para abrir a porta quando escutei algo que me fez paralisar de novo.
– Eu te amo Matt – Essa voz.... Essa voz... Mello....
–Também te amo Mell – Falou Matt soltando um gemido em seguida.
Então o loiro não estava sendo abusado porra nenhuma, ele estava....Ele estava...ME TRAINDO.
Sai dali puto da vida, eu já não sentia mais tristeza e sim raiva, muita raiva. Mello seu idiota como pode brincar comigo? Como pode brincar com os meus sentimentos? Isso não vai ficar assim.
Apertei com força as barras de chocolates fazendo-as quebrar e rasgar a embalagem.
– O Mello disse que me amava, ele falou isso a mim primeiro, ele não deve amar o Matt, não....O Mello é meu e só meu, apesar da sua infidelidade e das suas falsas juras de amor. – Levantei minha mão com as barras apertando ainda mais próxima do meu rosto – Vou te fazer meu e ninguém nunca mais tocará um dedo em você, ninguém.
(...)
O dia já havia amanhecido e dava para ouvir a correria das crianças pelo corredor do orfanato, eu não estava afim de tomar o café da manha, mas tive que descer para pegar o meu robô na sala de brinquedos, se eu disser que não tive lembranças da nossa primeira noite eu estaria mentindo, pois eu tive sim, aquelas belas lembranças que hoje haviam se tornado pesadelos. Antes de subir para o quarto vi Mello e Matt descendo as escadas sorridentes, Matt ate diminuiu o sorriso quando me viu como se a minha presença ali fosse incomoda para ele. Sínico.
– Bom dia Near. – Falou Mello que não havia deixado de sorrir como antes.
– Bom dia. – Falei o mais frio possível, sem emoção, sem sorriso, sem nada de bom.
Ele ate achou meio estranho, mas não deve ter ligado.
– Mello vejo você no refeitório. – Disse Matt já terminando de descer as escadas e seguindo para o refeitório.
Mello tentou me roubar um beijo, mas fiz questão de virar o meu rosto, quem sabe ele e o ruivo não haviam se beijado antes de virem para cá.
– O que você tem Near? – Perguntou sério voltando a sua posição reta.
– Nada – Comecei a enrolar uma mecha de cabelo enquanto abraçava com um braço o meu robô. Subi mais dois degraus ate ficar no mesmo degrau que o loiro, ele virou o rosto para me encarar e me aproximei de seu ouvido. – Espero você no meu quarto a noite. – Sussurrei. Ele ficou com um olhar confuso no começo, mas logo abriu um sorriso malicioso.
Mello você não sabe o que te espera.
20h00m
Batidas na porta me desconcentraram da construção de dados que estava fazendo.
– Pode entrar... Mello – Falei a ultima palavra para mim mesmo.
A porta foi aberta e os passos do loiro já estavam próximos a mim. Ele se ajoelhou e me abraçou por trás iniciando beijos em meu pescoço. Desfiz-me do seu abraço me levantando recebendo em troca um olhar confuso. Fui ate porta e a tranquei rodando a chave duas vezes.
– Near....- Mello parecia estar desconfiado, o olhei de forma mais fria possivel e me aproximei dele sensualmente parando entre as suas pernas.
– Feliz um ano de namoro, amor. – Sussurrei próximo aos seus lábios, pude vê-lo se arrepiar com a ação.
Tomei seus lábios mesmo sabendo dos riscos dele ter beijado o ruivo. Eu o beijava de uma maneira selvagem, nunca feita antes por mim.
Eu vou pegar o que é meu e fazer dele o que Deus jamais desconfiaria.
Afastei-me para que pudéssemos normalizar a nossa respiração. Levantei-me puxando o loiro comigo e o joguei na cama o assustando pela surpresa.
– Parece que hoje verei um Near totalmente diferente – Falou com um olhar malicioso.
– Você nem imagina. – Comecei a engatinhar por cima dele, peguei uma mini garrafa que estava pendurada no meu pescoço colocando o liquido do seu interior em minha boca. Logo beijei Mello o forçando a abrir passagem e despejei o liquido dentro dela.
Mello tossiu algumas vezes me olhando assustado.
– O-o que você me deu Near? – Estava com a mão na garganta
– É só para doer menos – Sussurrei em seu ouvido o vendo ficar tonto ate perder a consciência.
Mello POV
Minha cabeça estava martelando, meus olhos ardiam conforme eu os forçava a se acostumarem com a claridade, meu corpo estava doendo e ardendo em certos lugares como se houvessem cortes frescos feitos ali.
Pelo que me lembro, Near havia me falado para vim ate o quarto dele a noite, ele estava estranho, mais....Pervertido e meio que assustador. Surpreendi-me com certas atitudes dele. Mas onde ele estava?
Os meus olhos já estavam bem acostumados e percebi que a luz estava apagada e só a luz da lua iluminava o quarto.
– Aaahhhh. – Gemi de dor ao sentir algo gelado deslizar por minha coxa provocando uma ardência em seguida – Mas o que...- Tentei levantar a minha cabeça para ver o que estava acontecendo e percebi que meus pulsos estavam amarrados á algemas na grade da cama. – Que porra esta acontecendo aqui? Near?
– Já acordou Mellinho? – Ele estava entre as minhas pernas e elas estavam feridas com cortes e marcas que não soube identificar, mas por que ele estaria fazendo isso comigo?
– Arrrhhhh – Suas unhas arranhavam as minhas coxas com certa força machucando ainda mais os cortes ali feitos, alem das marcas roxas e feridas não identificadas. – Near – Confesso, entrei em pânico e estava pronto para começar a chorar.
– O que foi Mellinho? Esta doendo? – Deitou o seu corpo em cima do meu sem se preocupar com os machucados ali formados, tocou meus lábios calmamente iniciando um beijo selvagem que não pude acompanhar pela tontura. Sua língua explorava cada canto da minha boca e brincava com a minha a vontade. A falta de ar estava me fazendo presente, mas ele continuava a me beijar, tentei desviar o rosto e ele fez questão de segurá-lo fortemente me fazendo ficar quieto.
– Huumm – Finalmente ele tinha saído, passou sensualmente a língua nos lábios e me olhou maliciosamente. Comecei a levar ar em meus pulmões, minha barriga subia e descia rapidamente fazendo Near se mexer com o movimento.
Ele começou a desabotoar os botões da camisa logo a tirando e a jogando por ai. Seu corpo tão branco e quente me deixava arrepiado e corado. Ele estava passando as mãos pelo tórax de forma provocante e não tirava os olhos de mim. Abaixou-se ate chegar perto de meus lábios e enfiou dois dedos em minha boca, fiquei surpreso com aquilo, Será que Near estava pensando em...
Seus dedos saíram bem lubrificados da minha boca e foram em direção ao...
– NÃO!! – Praticamente gritei, mas foi em vão, seu primeiro dedo entrou de uma vez me pegando despreparado para o que vinha a seguir.
Dor.
Near fazia movimentos circulares com o dedo enquanto beijava o meu rosto, mas aquilo ainda era um incômodo e se tornou mais ainda quando e segundo dedo fez questão de me invadir. A dor aumentou o desconforto também.
Eu arqueava as cortas para conter aquela invasão, Near que já estava entre as minhas pernas ria da minha situação. Maldito, esta gostando de me torturar assim?
Senti algo maior tentar abrir passagem dentro de mim, mas Near ainda estava de calças e eu....Espera ai. Desde quando eu estava nu? Por que não havia percebido isso antes? O que será que esse maldito me deu naquela hora?
Aquela coisa já estava completamente dentro de mim e logo começou a vibrar.
– Vibrador. – Sussurrei. Ele riu.
– Esta gostando Mello?
– Olha para minha cara, acha mesmo que estou gostando disso? – Falei sério tentando fulminá-lo com o olhar – Aaahhh... – Ele aumentou a velocidade iniciando um vai e vem naquilo.
– Sim, você esta gostando e sempre gostou – Seu sorriso se desfez e afundou ainda mais o vibrador no meu interior, onde começou a me atingir em um ponto prazeroso.
– Aaahhhh... Aaaahhhh – Eu já não conseguia mais conter meus gemidos, aquilo era bom, muito bom. Near se levantou e andou em direção a porta, aonde ele pensa que vai? – Aaahhhh...
– Fique aqui aproveitando o seu brinquedinho, tenho uma coisa a fazer – Disse sorrindo, mas não pude ver seus olhos, pois estavam escondidos atrás da franja.
Near destrancou a porta e saiu me deixando numa situação nada boa e gemendo feito um louco.
Matt POV
Ouvi a porta do quarto ser aberta, Mello já deve ter saído do quarto do....Near. Suspirei.
Eu sei do caso dele com o albino, mas eu amo ele e sei que ele me ama. Ele tem que me amar.
Fechei meus olhos e me afundei mais um pouco na banheira, onde no momento eu estava em um banho relaxante. A porta do banheiro foi aberta e não me surpreendi com isso, os passos foram se aproximando ate pararem do meu lado.
– Já fez o que tinha que fazer com o Near? – Gargalhei e sentir uma respiração próxima no meu pescoço – Huuumm Mello....
– Ele esta gemendo em meu quarto nesse momento. – Uma voz entranha sussurrou em meu ouvido, abri meus olhos assustado e olhei para o lado.
– Near... – Ele sorriu, um sorriso macabro e assustador.
– Matt!! – Um movimento rápido. Uma ardência. Algo quente escorria pelo meu pescoço. Olhei para baixo ainda em choque e era sangue, meus sentidos foram ficando fracos, eu começava a enxergar a escuridão e a cara do Near com respingos de sangue olhando para mim. – Deve tê-lo apunhalado umas cinquentas vezes, os olhos enganam fácil, Matt. – Sua mão afundou minha cabeça na banheira e. Não sentia mais nada.
Near POV
A água estava em tom avermelhado, assim como seu cabelo ruivo. Matt, se você não tivesse interferido no meu namoro com o Mello, nada disso estaria acontecendo.
Fiquei ali um tempo vendo a água ficar cada vez mais escura, enquanto brincava com um patinho de borracha no grande mar vermelho. Ate rir dessa piada.
Como será que Mello esta se sentindo? Melhor ver como o meu loiro se encontra, já deve ter tido mais de 5 orgasmos.
Sai do banheiro e fechei a porta atrás de mim e logo sai do quarto, aquele lugar me trazia lembranças ruins e não tinha a mínima questão de lembrá-las.
Já deviam ser 23h00m, a maioria das crianças deviam estar dormindo, ainda dava para ouvir algumas conversas em um quarto ou outro.
Cheguei ao meu quarto e os gemidos de Mello continuavam. Sorrir.
Abri a porta, Mello parecia exausto, mas já?
– On-onde você foi? – Perguntou com uma voz fraca
– E o que isso importa agora? – Falei desanimado me aproximando dele – Parece que o seu brinquedinho esta fazendo um ótimo trabalho – Sorri e pude ver o quanto ele estava excitado já que estava tendo um pouco de gozo saindo de seu membro ereto. Passei a língua nos lábios e me aproximei passando a língua na glande. Ele gemeu.
Abocanhei seu membro com uma gula incrível, passando a língua da base ate a ponta. Não demorou muito para que ele gozasse. Fiz questão de engolir tudo.
Mello estava quente e parecia super cansado, logo agora que a melhor parte estaria por vir?
Desliguei o vibrador em seu interior e o retirei. Ele gemeu baixo quando sentiu o vazio. Tão lindo.
Fiquei entre suas pernas as acariciando, logo tirei a minha calça junto com a boxer branca com desenhos de dados, meu membro estava ereto, me sentia muito excitado. O penetrei de uma vez onde gememos juntos. Aumentei meus movimentos dobrando ainda mais seus joelhos para mais contato, ficamos assim por muito tempo e voltei a massagear seu membro que havia ficado duro novamente.
– Aaahhh Mello....Mello....Geme o meu nome....
– Aaaahhh..Nã-nãoo.... – Sua voz saiu soluçando, olhei para ele vendo algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto, me aproximei delas e as lambi. .
– Por favor...Querido não chore..– Sussurrei beijando cada um de seus olhos
– Aaaahhhh Near...Ne-Near...Aaahh
– Isso, do jeito que eu gosto – Comecei a estocar mais rápido sentindo a próstata dele sendo atingida varias vezes por mim. E numa estocada forte e profunda, me derramei dentro dele. Depois de um tempo ele gozou e cai exausto sobre seu corpo ferido. Sai de dentro dele e fiquei deitado ao seu lado, aquilo foi muito bom, nunca pensei que o interior de Mello fosse tão...Gostoso.
– Near me solta, por favor – Com a respiração já normalizada me implorou para esse pedido. Sorrir. Fiquei sentado na cama de costas para ele com os pés apoiado no chão.
Abri a gaveta onde tinha uma vela branca de 7 dias, ascendi com o fósforo e dei uma olhada rápido para o Mello que me olhava assustado balançando a cabeça negativamente. Nunca me sentir tão bem.
Eu não havia comentado, mas antes de entrar no banheiro para encontrar Matt, eu havia pegado seus maços de cigarros. Peguei um maço e ascendi com a vela e dei uma longa tragada, aquele vicio do ruivo era horrível, como pode alguém se viciar em algo tão ruim assim? Virei-me para o loiro e assoprei a fumaça em seu rosto, ele fechou os olhos e tossiu.
– Sabe Mello, eu não sou de fumar e também não posso fazer isso, não que eu seja menor de idade, mas sim pelos meus problemas, você sabe. Então é melhor eu apagar esse cigarro, o que você acha?
Ele nada me respondeu e também não estava esperando por isso. Aproximei a ponta quente do cigarro sobre meu peito.
– Aaaahhhh – Gemia de dor.
– Ainda não apagou, preciso fazer isso ate que o cigarro apague completamente Mello. – Fiquei rodopiando o cigarro em varias partes do seu corpo, deixando marcas de queimadura nada boas. – Pronto já apagou – Ele suspirou com dificuldades e mais lágrimas escorriam pelo seu rosto. – Querido não chore, você tinha o meu coração, pelo menos na maioria das vezes, mas você me traiu – Nessa olha ele ficou estático.
– Ne-Near eu...Aaaaaaahhhhhhh – Derramei um pouco de cera que havia se formado na vela sobre sua barriga, logo assoprei para que endurecesse mais rápido.
– Mello, como eu disse antes cigarros são ruins e o ruivo fumava muito, que tal acabarmos com esse vicio dele? – Ascendi novamente o cigarro e tentei apagá-lo na cera fria em sua barriga, fiquei assim por muito tempo ate que o cigarro virou uma bituca sem graça. – Acabooooou – Sorri. – Opa, espera ai, acabar só com um não é o suficiente, então...- Peguei a caixa ainda cheia de maços. – Que tão acabarmos com tudo? — Mello arregalou os olhos e tentou com suas ultimas forças tentar se soltar das algemas.
Quase rir ate chorar, invocando os seus medos e dores mais profundos. Haviam bitucas de cigarros espalhados pelo chão e pela cama, a vela ainda estava inteira, mas não vou torturá-lo por 7 dias. Os cigarros já acabaram mesmo e não achei mais no quarto do ruivo. Suspirei.
Mello já não se mexia e cada mínimo movimento que fazia gemia longamente de dor. Fiquei tirando restos de cera de seus machucados, quero o corpo do meu loiro limpinho ou simplesmente só ensanguentado.
O dia estava quase amanhecendo, era umas 05h15m da manha. Eu me encontrava sentado na minha poltrona vermelha que ficava ao lado da cama. Havia colocado a calça em Mello e o seu colete ambos pretos, eu também estava vestido e segurando um cordão branco que estava enrolado no pescoço do meu loiro.
Sempre soube que o meu pequeno crime seria frio, por isso comprei um aquecedor para purificar o ambiente. Apoiei uma perna na poltrona e puxei a corda branca fazendo com que a cabeça de Mello deitasse sobre a minha perna.
Ele estava morto.
The End
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