A Little Piece Of Heaven
7 Almost laughed myself to tears
Notas iniciais
Vou parar por aqui antes que eu conte a história toda, HAHAHA. Boa leitura!
Becky’s POV
No dia seguinte, quando Jimmy foi me buscar no colégio para me levar ao ensaio da banda, eu fui contando a ele sobre o sonho, sem deixar passar nenhum detalhe. Quando terminei, ele estava mais calmo do que eu esperava que ele fosse ficar.
–Uau, que sonho interessante. E você acha mesmo que aquele corpo jogado no chão era meu? Sério, Becky. Eu não saio morrendo por aí no apartamento dos outros. – ele deu uma gargalhada – Com certeza era outra pessoa.
–Ah, acho que não, Jimmy. Era você, pelos olhos...
–Francamente Rebecca! – ele disse imitando tom sério – Eu nem tenho tatuagens como as que o cara do seu pesadelo tinha. Mas é curioso... Parece um daqueles filmes de terror em que as pessoas sonham que vai acontecer algo e esse algo acontece. Será que você é alguma vidente? – Ele fez uma falsa cara de espanto.
–Não tem graça nenhuma, Jimmy.
– Ah, esquece isso! – ele respondeu – Foi só um pesadelo.
–É eu sei é só que...
–Chega! – ele disse me abraçando e me interrompendo – Não se fala mais nisso. Você vai acabar ficando obcecada por causa desse pesadelo, Becky! – ele deu uma risada.
–Tá. – eu disse rindo – Tá desculpa. É besteira eu sei.
–Ótimo! Bem, — disse ele mudando de assunto – os ensaios estão sendo na casa do Brian, pelo menos uma boa parte deles. Já estamos chegando. – e deu de ombros.
–Puxa, espero não ficar surda assistindo a esse ensaio.
–Ah, para com isso – disse ele rindo – nós somos ótimos – e deu uma gargalhada.
Algumas conversas e metros caminhados depois, o assunto do pesadelo não passava de uma lembrança e o foco agora, era o ensaio na casa de Brian.
Chegamos à casa de Brian e fomos recebidos na garagem por um Matt Sanders um pouco bravo.
–Rev! Até que enfim seu desgraçado, tá atrasado!
Rev? Ah, o nome artístico de Jimmy. Era estranho ouvir Matt falando assim. Acho que ele ainda não havia notado minha presença até que Jimmy deu um pigarro e olhou em minha direção.
–BECKY! – Matt exclamou me dando um abraço – Por isso o Rev tá atrasado! Dessa vez passa. Então, — ele continuou – pronta para ver o nosso ensaio? Os rapazes estão na cozinha junto com a Val e a Michelle, logo estarão de volta.
–Claro Matt. Espero que vocês sejam tão bons quanto o Jimmy diz. – eu ri.
–Então espero que ele esteja te dizendo que nós somos incríveis, porque nós somos... – ele riu – E agora, você pode me chamar de M. Shadows.
–Ah, sim. Desculpe Shadows.
–Perdoada. – ele riu.
Havia reparado que na garagem havia uma bateria simples montada, duas guitarras arrumadas, um baixo meio largado e um pedestal.
Alguns minutos depois, Johnny, Zacky, Brian, Val e sua irmã gêmea Michelle estavam na garagem. Nos cumprimentamos e os rapazes se posicionaram.
Eles começaram tocando uma música que, segundo Matt havia anunciado, se chamava Lips Of Deceit. A voz de Matt nos vocais era incrível. O modo de ele gritar era diferente de tudo que eu havia ouvido. Ele desafinava pouquíssimas vezes e cantava com a alma, isso dava pra ver. Brian e Zacky eram a dupla de guitarristas perfeita, pensei. Johnny, mesmo no baixo, dava tudo de si. Jimmy também tocava de uma forma diferente... Tocava com o coração. Eu sabia que Jimmy era apaixonado por tocar bateria e vê-lo tocando era uma coisa única.
Não eram profissionais, mas agiam como tal. Se continuassem assim, iriam longe. Muito longe. Tocaram mais umas quatro músicas e pararam. Já estava ficando tarde e os rapazes estavam um pouco cansados. Fomos para a cozinha de Brian e demos de cara com um Sr. Haner sorridente. Comemos algumas coisas e logo em seguida, eu e Jimmy dos despedimos. Ele me acompanharia até em casa.
No caminho, Jimmy perguntou:
–E então, o que você achou?
–Incrível. – respondi e ele riu.
–Ainda faltam alguns detalhes; desafinação, erros... Mas corrigiremos isso aos poucos. Que bom que gostou. No final, nem somos tão ruins, não é?
–São melhores do que eu esperava – eu ri e ele também.
Jimmy’s POV
Quando estávamos na rua de Becky, uma figura masculina foi se aproximando. Conforme foi chegando mais perto, pude distinguir a forma de um rapaz quase do meu tamanho de cabelos negros caídos e olhos verdes. Usava um jeans surrado e um tênis sujo parecido com os que Becky usava e uma camiseta preta. Segurei Becky pela cintura. Não estava com um bom pressentimento sobre aquele sujeito.
–Hey! Becky! Há quanto tempo, garota! – disse o rapaz. Então eles se conheciam...
–Daniel! – ela se desvencilhou dos meus braços e deu um abraço leve no rapaz. – O que você está fazendo aqui?! Não tinha ido morar... Onde mesmo?
–L.A, baby. – o rapaz riu – Mas decidi voltar, não me acostumei ao modo de vida deles. Cheguei hoje, ainda cedo.
–Puxa, que legal. – Becky respondeu. Eu não estava gostando daquele sujeito. – Daniel Stewart, esse é James Sullivan, meu ah, namorado. – ela sorriu.
–Ah, — respondeu o tal Stewart, apertando minha mão – muito prazer, Sullivan.
–Igualmente. – respondi apertando sua mão rapidamente.
–Então, – disse Stewart soltando minha mão e se voltando à Becky – nós podemos sair um dia desses, o que acha?
–Ah, podemos ver – disse ela sorrindo.
–Tudo bem. Eu estou na casa da minha mãe...
–Na rua de trás! – Becky respondeu.
–Você lembra. – ele disse sorrindo – Bom, eu vou indo. Prazer em revê-la, Becky – ele disse em um tom que me irritou profundamente. Virou-se para mim – Prazer em conhecê-lo, Sullivan.
Becky se despediu dele. Acompanhei-a até sua casa, mas sem segurá-la pela cintura ou pela mão. Ela deve ter percebido que eu não estava contente com aquele “encontro caloroso” entre ela e o tal Stewart. Aquele cara me irritava...
–Me diz o que foi que aconteceu? – ela perguntou quando chegamos na porta de sua casa.
–Nada.
–Sei. Você está com ciúmes do Daniel, Jimmy?
–Não.
–Ah, sério mesmo? – ela perguntou ironicamente.
–Não é ciúme, é só um mau pressentimento...
–Aham, sei.
–Desde quando vocês se conhecem? – perguntei impaciente. Eu tinha uma leve desconfiança sobre desde quando eles se conheciam...
–Eu e Daniel nos conhecemos há bastante tempo. Ele sempre morou ali na rua de trás. Nós saímos às vezes. Eu ele e Alice.
–Só isso? Vocês eram amiguinhos, então?
–É... Quase isso.
Ela parecia nervosa. Parecia que não queria me contar algo, então, respirou fundo e começou a falar:
–Eu e Daniel... Namoramos por um tempo, mas terminamos justamente por ele ter tido que ir morar em Los Angeles com o pai. Mas não foi nada, — ela disse — só um namoro idiota de poucos meses. — fez-se silêncio por alguns minutos.
–Entendo. – eu disse por fim. Estava um pouco mais calmo agora que ela havia me contado. Mas de qualquer forma, aquele Daniel me assustava. Parecia que ele tentaria ficar com a Becky de novo. – Espero não ter que competir com ele pra ver quem vai ficar com você, não é?
–É — ela deu um riso nervoso – eu também espero que não. Não estou afim de servir de prêmio para vocês. – ela riu.
Eu a abracei e ficamos nisso por um tempo, quando ouvi a voz da senhora Johnson na janela:
–James, já pode soltar a Becky, ela precisa entrar. – e deu uma risada.
–Claro Sra. Johnson. – gritei de volta. Afastei Becky para poder beijá-la. Esperei ela entrar, gritei um tchau para a Sra. Johnson e fui embora, caminhando lentamente.
Minha cabeça doía e meu coração estava um pouco apertado. Algo me dizia que aquele tal Daniel Stewart não queria continuar sendo só amigo de Becky.
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