Notas iniciais
Essa é a primeira história original que fiz, terminei ela a uns dois meses,e resolvi postar aqui,espero que gostem,e para os religiosos fanáticos, peço que entendam que isso é apenas uma história.
Espero que gostem.

Em toda família temos aquela pessoa que é chamada de a ovelha negra, e a família Bittencourt não era exceção, não que Alyson fosse do mal, não, é só que ela era totalmente o oposto de seus familiares, em quanto sua mãe e irmã adoravam se maquiar, usar roupas coloridas, conversar, e sair, ela detestava usar maquiagem, usava basicamente só preto, vermelho e azul, era super tímida e fechada, e preferia passar o dia ouvindo musica, do que ter que fazer qualquer outra coisa, o que não agradava nem um pouco seus pais, que queriam que ela fosse como seus irmãos, queria que ela fizesse amigos, começasse a estudar, e que arranja-se um bom emprego para se estabilizar na vida, o que a deixava bem triste e irritada, será que eles não percebiam que ela não queira ser como eles ou os irmãos, que ela não queria arranjar um emprego que pagasse quase nada e que só a deixaria irritada, e que por mais que tentasse nunca iria gostar de estudar.

Era final de tarde do dia 27 de Junho, e Alyson estava assistindo TV no seu quarto, o clima na casa estava meio pesado, pois ela tinha brigado com o seu pai, porque o prazo das inscrições do curso de administração que ele tanto queria que ela fizesse era até ontem, e ela não tinha feito a inscrição. Cansada desse clima tenso, ela se levantou, colocou uma blusa, pegou seu celular, seu fone e sua chave da porta da casa, e foi até a sala, onde seus pais estavam.

- eu to saindo, qualquer coisa eu to com a chave da porta.

- ta bom, cuidado. — disse Natalie, mãe de Alyson.

E assim ela colocou seu fone e saiu, caminhou por um tempo até chegar a uma praça que gostava de ir de vez em quando, lá era um pouco grande, cheia de arvores, flores, alguns bancos, e alguns carrinhos de comida na calçada, Alyson aumentou um pouco o volume da musica que estava ouvindo, e se sentou na sombra de uma das arvores que tinha lá, fechou os olhos, e ficou apreciando a suave brisa que passava.

-oi. – disse alguém porto dela.

Ela abriu os olhos e viu um garoto alto de cabelos preto parado bem na sua frente.

-ola. – ela respondeu.

- eu sou Bernardo.

- Alyson.

- muito prazer.

- igualmente.

- se importa. – ele disse apontando com a cabeça o espaço ao lado dela.

- fica à-vontade.

Então ele se sentou.

- e ai que musica você ta ouvindo?

- “Power” do B.A.P, não sei se você conhece.

-ta brincado, eu sou super fã do B.A.P, pra falar a verdade, eu estava escutando “Save me” agora mesmo.

- a legal, é raro eu encontrar alguém que goste de k-pop.

-eu que o diga, meus amigos nem sabiam o que era k-pop até um tempo atrás.

Eles passaram um tempo conversando, e por amai que Alyson fosse tímida, as palavras simplesmente saiam de sua boca sem a menor dificuldade, e por alguma razão ela tinha uma estranha sensação de que essa não era a primeira vez que se encontrara com Bernardo.

Quando já era por volta das 21h00min, ela decidiu que já estava tarde, e resolveu voltar pra casa, quando já estava na metade do caminho fora abordada por um grupo de pessoas, na qual ela já conhecia muito bem, eles eram uma gangue de meia tigela que rondava aquele bairro.

- passa a grana docinho, e ninguém sai machucado. – veio falando o líder dos palermas.

- eu acho que os únicos que podem sair machucados aqui, são vocês, Etan.

Ao ouvir seu nome, o líder da gangue que não tinha reconhecido quem era, gelou,era possível ver o medo em seus olhos.

- a não, você de novo não.

Alyson se lembrava bem do ultimo encontro que tivera com essa gangue, ela estava voltando da escola quando fora abordada por Etan e seus capangas, quando ela insistiu em dizer que não tinha dinheiro, eles a atacaram, mas pareceu que alguma chama se acendeu em Alyson, e seus olhos castanhos, ficaram negros, e uma espécie de aura a rodeava, quando o primeiro homem avançou nela com os punhos cerrados, ela desviou e proferiu um golpe certeiro em seu rosto, o jogando desnorteado no chão, então mais dois foram pra cima dela, sendo que um estava com um pedaço de madeira na mão, com uma mão ela conseguiu segurar a madeira,e Dar um chute no estomago de mesmo, o fazendo abrir a mão, o que deu a oportunidade dela acertar com tudo a cabeça do outro com o pedaço de madeira, Etan o os três capangas que restaram foram para cima, e foram nocauteados em menos de 10 segundos. Ela não sabia dizer o que era aquilo, só sabia que desde pequena, sempre que estava em perigo isso acontecia, era como se ela perdesse o controle de seu corpo, e essa aura a controla-se, os únicos que sabiam disso eram seus amigos Nathália e Daniel, pois certa vez quando todos estavam indo para casa de Alyson, foram atacados por um ladrão armado, o que fez com a aura aparecesse, depois disso Alyson os fez prometer que não falariam sobre isso para ninguém, eles prometeram, mas começaram a fazer pesquisas, pesquisas que não os levou a lugar nenhum, e agora um ano depois, com os seus 18 anos,La estava ela observando Etan fugir.

Ao chegar à esquina de sua casa, ela viu a casa em chamas, então saiu correndo, ela não avistou o carro do pai nem do irmão, então entrou berrando por sua mãe e irmã mais nova, porem não obteve respostas, ao chegar no seu quarto, avistou Angie sua irmã, caída desacordada, e com o quarto quase inteiro em chamas, se agachou e começou a mexer em Angie para tentar acordá-la, aos poucos ela foi abrindo os olhos.

- Angie, graças a deus. – disse Alyson abraçando a irmã. – tem mais alguém em casa?

-não, a mãe e o pai saíram, e o Andrew ta no Jorge.

- vem precisamos sair daqui rápido.

Ao tentar levantar, Angie quase cai mais com sorte Alyson conseguiu ampará-la a tempo.

- você esta bem?

- to, só acho que torci o pé esquerdo.

- vem, eu te ajudo.

Angie se apoiou em Alyson, e assim com um com pouco de dificuldade, elas conseguiram sair do quarto, quando uma explosão atrás delas, as derrubou, e a mesa de jantar caiu em cima delas, as prendendo, então Alyson começa a escutar alguém a chamando desesperadamente.

- aqui, rápido. — ela começa a responder a voz.

Rapidamente Bernardo apareceu.

- você esta bem?

- estou só estamos presas, nos ajuda rápido.

Ele consegue tirar a mesa de cima delas, sem menor dificuldade, mas por alguma razão, Alyson pode jurar ter visto uma aura muito parecida com a sua, o envolvendo.

- vem, vamos sair daqui. — ele diz, despertando Alyson, que esta pensando no que tinha visto.

- ta, me ajuda a carregá-la. – diz se referindo a Angie.

Bernardo pega Angie no colo, e assim rapidamente os três saem da casa, bem a tempo, pois assim que colocaram os pés na rua o telhado dasabou.

Os pais de Alyson pararam o carro e desceram correndo, indo até onde as filhas estavam.

-o que aconteceu aqui? Vocês estão bem? Machucaram-se? – porem a maré de perguntas acabou assim que Natalie vê Bernardo. – foram eles não foram? – ela diz com uma voz meio sombria.

- sim foram, estão atrás dela. — Bernardo respondeu serio.

- mas por quê? Depois que ficou mais velha, ela nunca mais deu sinal de que poderia ter algo.

- acho que sua filha vem escondendo algo da senhora.

Alyson que estava com a estranha sensação de que estavam falando dela, teve a confirmação com essa frase.

-espera ai um pouquinho, quem são eles? Por que estão atrás de alguém? Como vocês se conhecem? E por que você tem essa aura?- Alyson disparou a falar meio alterada.

-eles são os anjos caídos, e estão atrás de você, e eu também tenho essa aura porque eu sou um seguidor das sombras, assim como vocês é. – Bernardo respondeu calmamente.

- eu sou uma, o que?

- uma caçadora das sombras, você é mais poderosa do que pensa, mais agora eu tenho que te levar para um lugar seguro, entes que eles voltem.

- mais e meus pais e meus irmãos?

- eles ficaram bem, estão apenas atrás de você, e será perigoso para todos se você ficar, agora vamos.

-mais nós vamos de que?

- pensa um pouco.

Então subitamente a resposta lhe vem a mente.

- nós vamos pelas sombras.

- exato, agora segure minha mão. – ele disse estendendo a mão.

Meio receosa Alyson segura à mão dele, e uma sensação de segurança a invade. Bernardo com a mão livre, a coloca em uma sombra, então é como se eles tivessem sido sugados pela sombra, e tudo se escurece, mas de alguma forma, Alyson poderia apontar a onde esta cada coisa, mesmo tendo a nítida certeza de que deveria estar a mais de 100k/m, era come se ela estivesse em uma esteira gigante.

Eles viajaram por aproximadamente uma hora, quando chegaram a um túnel todo iluminado por tochas, eles andaram por um tempo até que pararam na frente de enorme porta de madeira toda trabalhada.

- bem vinda à liga das sombras.

Notas finais
espero que tenham gostado, desse primeiro capítulo.