Viajamos por um tempo, até que chegamos em uma chácara.

– onde estamos Aly?

– na minha casa.

– na sua casa?

– é mais ninguém mora á anos.

– como assim?

– é que essa casa era da minha avó, e em um testamento dela, ela deixou a casa pra mim exclusivamente, e meus pais não puderam nem vender nem alugar. Vem vamos pra dentro.

Fomos até a casa, e eu peguei a chave que fica dentro de um micro buraco na parede. A casa era bem aconchegante, pra mim, ao menos, possuía duas suítes, uma sala de estar com uma TV de 40 polegadas, dois banheiros co chuveiro, uma cozinha, e uma sala de jantar, fomos para á sala de estar e nos sentamos no sofá que tinha lá.

– Aly, antes de sairmos da liga, você me disse que tinha descoberto quem traiu sues avós. – Bernardo disse olhando pra mim.

– infelizmente eu descobri.

– e quem foi pra termos que fugir da liga?

– foi o senhor Agnelo.

– o que? – ele parecia em choque com isso.

Eu lhe contei toda a história, de que eu pra deixá-lo descansar fui dar uma volta, e resolvi ir até a colina, então o senhor Agnelo apareceu e me contou toda aquela história.

– todos esses anos de convivência, e o homem que eu sempre admirava por suas histórias de guerra, era na verdade o maior traidor da face da terra. – Bernardo falava indignado.

– eu sinto muito. – eu disse abraçando ele, ficamos assim por um tempo.

– você deve estar cansado, hoje foi um dia longo, vem você pode ficar em uma das suítes. – eu falei, então o levei para o quarto.

– boa noite Aly.

– boa noite Bernardo. – falei fechando a porta do quarto, e indo para o outro.

No dia seguinte, eu me levantei, e fui até a cozinha,que graças a um acordo que fiz com o caseiro, tinha bastante comida, fiz uma tigela de cereal, e comecei a comer, depois de um tempo Bernardo apareceu, e eu fiz uma tigela de cereal pra ele, e ficamos comendo em silencio, e assim que acabamos, fomos ao quintal, e nos sentamos na varanda.

– isso é tudo muito estranho, você não acha? – eu falei olhando para frente com olhar perdido.

– do que você ta falando Aly?

– do senhor Agnelo, por que eu não sei pra você, mais pra mim, já ficou mais do que claro, de que os anjos caídos precisam de mim pra chegar ao céu.

– pra que eles precisariam de você?- Bernardo perguntou olhando confuso pra mim.

– Bernardo, já esqueceu de que eu sou a única entre os seguidores das sombras e os anjos caídos que tem asas?

– verdade, mais por que é estranho?

– é estranho, porque o senhor Agnelo teve a oportunidade de me capturar, e não o fez, tem alguma coisa que eu to deixando passar.

Então de repente começo a escutar palmas, e alguém começa a se aproximar.

– quem esta ai? – pergunto.

– qual é filhota, não vai me dizer que já não se lembra do próprio pai?

–pai?!

– senhor Bittencourt?!

– isso ai.

– mais o que o senhor faz aqui? – eu pergunto meio intrigada.

– digamos que eu vim completar essa sua teoria.

– com assim?

– ham, Aly. — Bernardo me chamou meio assustado.

– o que?

Foi só o tempo de eu virar para o Bernardo, e sentir uma forte pancada na cabeça, e tudo escurecer.

– Alyson.

– vó? É a senhora mesmo?

– sim, sou eu querida.

– e-eu morri?

– não, você esta apenas inconsciente, logo acordará.

Eu a abracei como se nunca mais fosse vela outra vez, o que não deixava de ser verdade.

– você não sabe a saudade que eu tenho da senhora. – eu disse deixando uma lagrima solitária escorrer.

– eu sei meu anjo, eu sei.

– por que a senhora não me contou o que eu era? As coisas seriam tão mais fáceis.

– escute querida, eu não te contei porque eu sabia quem seu pai era, e sabia que se ele descobri-se que dos três filhos, você foi quem recebeu os poderes, provavelmente teria te matado.

–mais por que a senhora não fez nada, se sabia quem ele era?

– por que eu fui fraca, e não consegui fazer algo que eu sabia que destruiria minha filha.

– mas ... – então ela me interromper.

– escute Alyson, nosso tempo esta acabando, você ira acordar daqui a pouco, então escute, siga seu coração, e você saberá o que fazer, não tenha medo de arriscar.

Então tudo se escureceu de novo, e pouco depois eu comecei a recobrar a consciência, e pude perceber que estava algemada na parede.

– vejo que acordou. – disse uma voz, no qual eu reconheci como sendo a do meu pai.

– como o senhor pode fazer isso? – eu disse com ódio na voz.

– eu apenas fiz o que era preciso filhinha.

– não ouse me chamar de filha seu maldito.

– sabia que eu sempre desconfiei de que tive-se sido você a herdar os poderes, a final quando um anjo caído, como eu caso não tenha percebido, se casa com o neto ou neta de outro anjo caído, geralmente é o segundo filho que herda os poderes, mais como essa foi a primeira vez que aconteceu, de um casal de anjo e neto, terem três filhos, eu admito que fiquei em duvida de quem poderia ser, você ou a Angie, e por isso eu coloquei fogo na casa naquele dia.

– então foi você, seu desgraçado, você quase matou a Angie. — eu falei tentando me soltar.

– agora escute aqui garota, ou você faz o que u mandar, ou o seu amiginho vai sofrer as consequência, ouviu bem. — ele falou socando a parede a centímetros da minha cabeça.

– o que você fez com o Bernardo. – eu berrei.

– por enquanto nada, mais ouse me desafiar, que ele ira fazer uma visitinha a seus avós. – ele respondeu com um tom ameaçador.

–solte ele, por favor, ele não tem nada haver com isso, é a mim que vocês querem, o deixe ir, que eu faço tudo que mandar. – implorei.

– vamos fazer assim, você me leva para o céu, e eu lhe garanto de que seu amigo não terá nem um fio de cabelo fora do lugar.

– e como eu posso ter tanta certeza disso?

–eu que mando aqui filinha, esses cabeças ocas não teriam a audácia de descumprirem minhas ordens.

– ta eu aceito.

Então (meu pai) ele soltou minhas algemas, ele me levou para uma área aberta que tinha nesse lugar que parecia com algum galpão abandonado.

– faça sua mágica.

Eu fechei os olhos e me concentrei então as asas apareceram.

– segure-se em mim. – eu disse seria.

Assim que ele agarrou meu braço, comecei a bater as asas, e me deslocar para cima, eu esta com o coração na mão, não podia deixar eles machucarem o Bernardo, afinal foi graças a mim, que ele estava em apuros. Assim que me aproximei de uma nuvem, usei a viagem nas sombras, pois por alguma razão eu sabia que o céu não ficava neste mundo físico, e sim em uma espécie de outra dimensão, porem quando estávamos próximos do céu, algo nos barrou e nos tirou das sombras.