A Liga das Sombras.
4 Capítulo 4
Viajamos por um tempo, até que chegamos em uma chácara.
– onde estamos Aly?
– na minha casa.
– na sua casa?
– é mais ninguém mora á anos.
– como assim?
– é que essa casa era da minha avó, e em um testamento dela, ela deixou a casa pra mim exclusivamente, e meus pais não puderam nem vender nem alugar. Vem vamos pra dentro.
Fomos até a casa, e eu peguei a chave que fica dentro de um micro buraco na parede. A casa era bem aconchegante, pra mim, ao menos, possuía duas suítes, uma sala de estar com uma TV de 40 polegadas, dois banheiros co chuveiro, uma cozinha, e uma sala de jantar, fomos para á sala de estar e nos sentamos no sofá que tinha lá.
– Aly, antes de sairmos da liga, você me disse que tinha descoberto quem traiu sues avós. – Bernardo disse olhando pra mim.
– infelizmente eu descobri.
– e quem foi pra termos que fugir da liga?
– foi o senhor Agnelo.
– o que? – ele parecia em choque com isso.
Eu lhe contei toda a história, de que eu pra deixá-lo descansar fui dar uma volta, e resolvi ir até a colina, então o senhor Agnelo apareceu e me contou toda aquela história.
– todos esses anos de convivência, e o homem que eu sempre admirava por suas histórias de guerra, era na verdade o maior traidor da face da terra. – Bernardo falava indignado.
– eu sinto muito. – eu disse abraçando ele, ficamos assim por um tempo.
– você deve estar cansado, hoje foi um dia longo, vem você pode ficar em uma das suítes. – eu falei, então o levei para o quarto.
– boa noite Aly.
– boa noite Bernardo. – falei fechando a porta do quarto, e indo para o outro.
No dia seguinte, eu me levantei, e fui até a cozinha,que graças a um acordo que fiz com o caseiro, tinha bastante comida, fiz uma tigela de cereal, e comecei a comer, depois de um tempo Bernardo apareceu, e eu fiz uma tigela de cereal pra ele, e ficamos comendo em silencio, e assim que acabamos, fomos ao quintal, e nos sentamos na varanda.
– isso é tudo muito estranho, você não acha? – eu falei olhando para frente com olhar perdido.
– do que você ta falando Aly?
– do senhor Agnelo, por que eu não sei pra você, mais pra mim, já ficou mais do que claro, de que os anjos caídos precisam de mim pra chegar ao céu.
– pra que eles precisariam de você?- Bernardo perguntou olhando confuso pra mim.
– Bernardo, já esqueceu de que eu sou a única entre os seguidores das sombras e os anjos caídos que tem asas?
– verdade, mais por que é estranho?
– é estranho, porque o senhor Agnelo teve a oportunidade de me capturar, e não o fez, tem alguma coisa que eu to deixando passar.
Então de repente começo a escutar palmas, e alguém começa a se aproximar.
– quem esta ai? – pergunto.
– qual é filhota, não vai me dizer que já não se lembra do próprio pai?
–pai?!
– senhor Bittencourt?!
– isso ai.
– mais o que o senhor faz aqui? – eu pergunto meio intrigada.
– digamos que eu vim completar essa sua teoria.
– com assim?
– ham, Aly. — Bernardo me chamou meio assustado.
– o que?
Foi só o tempo de eu virar para o Bernardo, e sentir uma forte pancada na cabeça, e tudo escurecer.
– Alyson.
– vó? É a senhora mesmo?
– sim, sou eu querida.
– e-eu morri?
– não, você esta apenas inconsciente, logo acordará.
Eu a abracei como se nunca mais fosse vela outra vez, o que não deixava de ser verdade.
– você não sabe a saudade que eu tenho da senhora. – eu disse deixando uma lagrima solitária escorrer.
– eu sei meu anjo, eu sei.
– por que a senhora não me contou o que eu era? As coisas seriam tão mais fáceis.
– escute querida, eu não te contei porque eu sabia quem seu pai era, e sabia que se ele descobri-se que dos três filhos, você foi quem recebeu os poderes, provavelmente teria te matado.
–mais por que a senhora não fez nada, se sabia quem ele era?
– por que eu fui fraca, e não consegui fazer algo que eu sabia que destruiria minha filha.
– mas ... – então ela me interromper.
– escute Alyson, nosso tempo esta acabando, você ira acordar daqui a pouco, então escute, siga seu coração, e você saberá o que fazer, não tenha medo de arriscar.
Então tudo se escureceu de novo, e pouco depois eu comecei a recobrar a consciência, e pude perceber que estava algemada na parede.
– vejo que acordou. – disse uma voz, no qual eu reconheci como sendo a do meu pai.
– como o senhor pode fazer isso? – eu disse com ódio na voz.
– eu apenas fiz o que era preciso filhinha.
– não ouse me chamar de filha seu maldito.
– sabia que eu sempre desconfiei de que tive-se sido você a herdar os poderes, a final quando um anjo caído, como eu caso não tenha percebido, se casa com o neto ou neta de outro anjo caído, geralmente é o segundo filho que herda os poderes, mais como essa foi a primeira vez que aconteceu, de um casal de anjo e neto, terem três filhos, eu admito que fiquei em duvida de quem poderia ser, você ou a Angie, e por isso eu coloquei fogo na casa naquele dia.
– então foi você, seu desgraçado, você quase matou a Angie. — eu falei tentando me soltar.
– agora escute aqui garota, ou você faz o que u mandar, ou o seu amiginho vai sofrer as consequência, ouviu bem. — ele falou socando a parede a centímetros da minha cabeça.
– o que você fez com o Bernardo. – eu berrei.
– por enquanto nada, mais ouse me desafiar, que ele ira fazer uma visitinha a seus avós. – ele respondeu com um tom ameaçador.
–solte ele, por favor, ele não tem nada haver com isso, é a mim que vocês querem, o deixe ir, que eu faço tudo que mandar. – implorei.
– vamos fazer assim, você me leva para o céu, e eu lhe garanto de que seu amigo não terá nem um fio de cabelo fora do lugar.
– e como eu posso ter tanta certeza disso?
–eu que mando aqui filinha, esses cabeças ocas não teriam a audácia de descumprirem minhas ordens.
– ta eu aceito.
Então (meu pai) ele soltou minhas algemas, ele me levou para uma área aberta que tinha nesse lugar que parecia com algum galpão abandonado.
– faça sua mágica.
Eu fechei os olhos e me concentrei então as asas apareceram.
– segure-se em mim. – eu disse seria.
Assim que ele agarrou meu braço, comecei a bater as asas, e me deslocar para cima, eu esta com o coração na mão, não podia deixar eles machucarem o Bernardo, afinal foi graças a mim, que ele estava em apuros. Assim que me aproximei de uma nuvem, usei a viagem nas sombras, pois por alguma razão eu sabia que o céu não ficava neste mundo físico, e sim em uma espécie de outra dimensão, porem quando estávamos próximos do céu, algo nos barrou e nos tirou das sombras.
Fale com o autor