A Life Time

12 Um buquê? Sim, tem de ser cordial.


- Acorde Jovem Mestre! – Dizia a voz de Sebastian.

- Já estou acordado. – Respondeu o jovem que estava sem seu tapa-olho, com os belos olhos, um roxo, e outro, azul. Colocou o tapa-olho e o prendeu. Enquanto isso Sebastian ajeitava suas golas e botões.

- Programação para hoje? – Perguntou Ciel. Já em seus trajes esperando pelo café-da- manhã,no qual Sebastian serviu o chá.

- Hoje teremos o dia livre, acho bom irmos à cidade, para comprarmos um buquê para senhorita Willian.

- Sim. – Ele respondeu. Mas depois pensou e assentiu. – Para quê? Você não disse que ela está diferente?

- Mas devemos ser cordiais Jovem Mestre.

- Sim é verdade. – Disse ele com uma das mãos, na boca pensativo. – Eu desejo selecionar as flores.

-Bom nosso encontro será apenas às dezessete horas, poderíamos ir à galeria depois de comprá-las para acompanhar a obra. – Propôs Sebastian.

- Sim, é claro. – Disse o jovem apreciando o chá.

- Ah sim! Hoje o chá é de pêssego, com sementes de girassol. Levemente adocicado.

- Hum. – Respondeu o jovem com os olhos centrados no jornal.

- Hoje seu café acompanha ovos mexidos e pães, bem diferente do casual.

- Hum. – Disse ele prestando atenção, porém lendo o jornal.

- Sabe um dia sairei por ai com uma saia cantando os salmos. – Disse Sebastian por fim, sorrindo.

- Por que faria algo ridículo desses? – O menino indagou ao mordomo praticamente enojado.

- Ah! O senhor me ouvira. – Ele afirmou surpreso.

- Mas é lógico. – Respondeu o jovem ainda observando ao jornal. – Vamos à cidade! – Disse o menino após uma última bebida do chá, evitando pensar em seu mordomo vestido de camponesa.