A Life Reason
4 Desobedescendo Uma Ordem - Parte 2
Andando por ruas mais longe o possível do bairro em que eu morava, olhava em todos os lugares procurando por Filiph sem o encontrar, minha ânsia e desejo estavam me levando à loucura, me sentia presa naquele bendito pesadelo. Passei em frente a um beco, o qual não pensei em me atrever a entrar, mas eu ouvi a voz que eu mais precisaria até o fim da minha vida.
- Louise? — A voz de Filiph estava quase inaudível, corri desesperada pra dentro do beco e o abracei quando me aproximei de sua forma escurecida pelas sombras.
- Eu esperei tanto pra te ver de novo. — As lágrimas estavam contidas nos meus olhos, alegres e cheios de esperança (quase morta).
- Eu pensei que você tivesse desistido de mim. — Ele abaixou seu olhar e o segui, haviam pequenos sacos de cocaína aos seus pés.
Levantei seu rosto e lhe disse: — Eu nunca desistirei de você. Eu te amo. — era a única certeza que eu tinha em minha vida, de que eu o amava.
- Eu também te amo Louise, mas eu não posso ficar com você e te fazer sofrer desse jeito.
- Não importa, eu vou lutar, por mais que você tenha me trocado pelas dro... — A frase mal terminava de sair da minha boca e suas mãos seguravam meus braços me machucando de novo, enquanto ele repetia incansavelmente: — Não repita isso, não repita isso.
Seus olhos flamejavam ódio, me senti sendo empurrada no chão, minha mão havia sido cortada com algum caco de vidro estúpido, e que começava a arder. Olhei para Filiph e disse: — Eu pensei que você me amasse. — Entre lagrimas eu olhava a sua forma virada de costas para mim, derrepente ele vira em minha direção e me empurra mais ainda no chão, começando uma sessão de chutes, que mal começara e já se tornara interminável.
- Você é uma vadia, que sempre estraga tudo. — Entre suas palavras que mal estavam audíveis para mim naquela situação, a agressão continuava.
- Você não pode me ver bem, você é uma hipócrita, você nunca me amou de verdade, quer saber foda-se. — E a sessão quase interminável acabava finalmente. E eu não sabia a que ponto eu havia chegado, me sentia molhada, talvez pelo meu sangue, talvez pela lama, ou os dois. Eu não conseguia me mexer, como alguém poderia me ajudar, sequer conseguia gritar por socorro. Eu morreria, seria o fim.
Mas eu nunca me importei. Eu não ligaria, mesmo que custasse a minha vida.
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