A Life Full Of Mystery

3 Capítulo 3 - Pra que tanto segredo ?


Notas iniciais
Mas aqui esta, espero que gostem >
"Prazer, meu nome e Jeremy" ele disse estendendo a mao pra um comprimento.

Estendi minha mao e seguro a sua estendida.

"Prazer, meu nome e Anne"

Ele sorriu como se ja soubesse, ele sabia? Sera que sorriso tinha dito a ele?

Jeremy cocou a garganta e so entao eu percebi que eu ainda segurava sua mao. Soltei rapidamente e sorri sem graca.

"Voce canta bem" ele disse querendo tirar sarro da minha cara.

"So quando estou sozinha pra variar"

"Entao devo me desculpar por invadir seu espaço em um momento tao constrangedor" ele disse sendo sarcástico.

"E, acho que devia sim"

"Me lembrarei disso da próxima vez que eu vier"

Próxima vez? Ele ja estava pensando numa próxima?

Eu definitivamente nao abro minha boca de novo pra cantar nesse lugar.

"O seu anjinho da guarda me mandou aqui pra saber se você esta com fome"

"Anjinho da guarda?"

"Espera, você nao sabe?" Ele disse num susurro com cara de espanto.

"Saber de que ?"

"Nada de importante." Ele disse rápido de mais.

Ele como quem acabou de sair de um transe ficou olhando pros lados com a surpresa nos olhos. Ele se levanto e so entao percebi que ele estava com uma bolsa pendurada no ombro. Ele a abriu e tirou de la uma marmita e uma garrafa de coca.

Ele se virou e olhou pra mim como se esperasse eu agradecer pra sair dali correndo.

"Obrigado"

"De nada" ele deu um sorriso tenso e saiu.

Eu estava morrendo de fome mas resolvi esperar o sorriso, ele disse que viria a noite.

Continuei ouvindo musica mas dessa vez sem cantar. Fiquei apenas balançando a cabeça de olhos fechados.

*"Anne. Anne minha filha." Uma voz familiar me chamou. Uma voz angelical.

E entao como mágica, ela apareceu bem na minha frente. Ela usava um vestido branco longo, e os cabelos ruivos estavam mais bonitos do que de costume.

"Anne, voce TEM que achar a maleta."

"Mae, eu nao entendo"

"Anne, você precisa ter paciência com sigo mesma"

"Esta tudo tao confuso..."

"Você sabe oque fazer, você sempre soube"

"Mas mae..."

"Anne, nunca se esqueça: a verdadeira forca esta dentro de você, nunca desista, pois você sempre foi capaz e esta sempre me surpreendendo"

"Mae, nao me deixa" e ela se foi.*

Acordei gritando minha mae. Eu estava encharcada de suor e ofegante, as lágrimas começaram a se acumular em meus olhos.

"Anne, esta tudo bem?"

Ouvi uma voz vindo do outro lado do cofre. Me virei e vi que era o sorriso. Ele tinha uma expressão preocupada.

"Sim, eu estou bem" respondi limpando as lágrimas em meus olhos.

"Sonhos com a sua mae?"

"Sim"

"Supuz depois da segunda vez que você a chamou. O que ela disse pra você?"

"Nada de mais" eu nao queria tocar no assunto. Nao agora.

"Por favor" ele susurrou como se aquilo fosse questão de vida ou morte.

Revirei os olhos e contei tudo a ele.

"Calma, entao sua mae quer que você ache uma maleta?"

"Você esta acreditando?"

"E você nao?"

"olha, e so um sonho"

Ele parou e fez uma cara de surpresa.

"Ela nao te contou, nao e ?"

"Quem contou o que?"

Eu ja estava farta dessa coisa de que eu nao sei.

Ele me ignorou e continuou a pensar em voz alta.

"Agora esta explicado porque você nao saiu do banco"

"Por que eu sairia?"

"Você viu que agente estava chegando"

Como ele sabia daquilo? Eu nunca contei aquilo pra ninguém. Coisas assim sempre aconteceram comigo desde pequena. Eu ja me acostumei com essa 'visões', mas elas nunca tinha acontecido. Ha nao ser uma unica vez quando eu tinha seis anos. Eu tinha visto que eu iria cair e ralar o joelho se eu fosse pra escola, mas ninguém acreditou em mim, e naquele dia eu voltei pra casa depois de ter ralado o joelho na escola. Minha mae disse que era apenas um coincidência.

Mas eu nunca contei isso pra ninguém.

"Como você sabe disso?"

Ele ficou me olhando por um tempo e por fim disse:

"Acho melhor você jantar e ir dormir"

"Mas você ainda nao me respondeu"

"Olha, eu acho que eu nao sou a pessoa mais qualificada pra te dizer uma coisa dessas"

Disse ele dando a entender que o assunto tinha acabado. Me levantei derrotada e me sentei na mesa para comer.

Era macarrão com queijo. Era meu favorito, minha mae costumava fazer pra mim. Eu ja estava começando a achar aquilo muito estranho. Talvez isso nao tenha sido uma mera coincidência, ou estava ficando paranóia com tudo isso.

O macarrão com queijo desceu pela minha garganta me dando uma sensação de familiaridade. Como se aquela fosse so mais uma noite comum de jantar em família.

As lágrimas desceram pelo meu rosto mas nao me importei. Continuei comendo e bebi minha coca.

Terminei e deitei no sofa sem nem olhar para o sorriso. Por que ele nao me conta? E sobre mim, certo? Eu mereço saber.

Fechei meus olhos e senti uma mao no alto da minha cabeça me fazendo cafune, era sorriso. Ele deu um beijo em minha bochecha e susurrou em minha orelha:

"Boa noite, pequena" sorri com isso.

"Vai me contar amanhã?"

Ele me olhou mas nao disse nada, e entao saiu.

Nao sonhei com nada. Bom, se sonhei nao me lembro de nada.

Acordei com as costas dolorida. Esse e o preco a se pagar por dormir no sofa.

Nao levantei, continuei deitada olhando para o teto.

"Pensando em que?"

Olhei na direção da voz, ele estava me encarando com um sorriso lindo no rosto. Como uma pessoa pode ser tao linda mesmo depois de acordar?

"No que voces estao me escondendo"

O sorriso logo sumiu de seu rosto.

"Anne eu..."

"Nao" eu o interrompi. "Nao começa com o mesmo discurso. Eu ja estou cansada disso tudo"

A expressão dele era inflexível.

"Os últimos dias, foram os piores da minha vida." Eu ja tinha começado, entao agora eu iria ate o fim. "Minha mae morreu na minha frente por minha calsa e eu nao puder fazer nada" as lágrimas caiam dos meus olhos descontroladamente. "Eu estou sendo mantida em cativeiro. E ainda por cima acho que estou gostando de um do bandidos. E o pior, eu nao tenho ideia do que eu vou fazer depois que sair daqui"

Eu estava tremendo. Uma coisa e você saber oque aconteceu, mas falar e completamente diferente.

"Entao você sabe de alguma coisa sobre mim e nao pode me contar por que 'nao e a pessoa indicada'? Eu perdi a minha mae, a minha família, a unica coisa que eu amava mais doque a mim mesma. Acho que nao tenho medo de mais nada. Pois meu unico medo era de perde-la, mas agora..."

Olho para o chao, sem querer admitir em voz alta.

"Agora ja... Ja e tarde demais"

As palavras saem trêmulas da minha boca.

Olho pra ele, e ficou surpresa a ver que tem uma unica lágrima no rosto dele. Ele fica me olhando como se me estudasse, e entao ele se aproxima e me abraça forte.

"Me desculpe... Me desculpe a culpa foi minha... Nao foi sua culpa..."

"Você nao teve culpa de nada" eu digo enquanto passo a mao acariciando o seu cabelo.

Ele afasta a cabeça pra me olhar nos olhos, e quando ele faz isso sinto como se uma onda elétrica me puxasse para ele. Como um ima. E vi uma faísca em seus olhos.

Notas finais
Gostaram? Por favor comentem!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.