A Lenda dos Santos de Atena
45 O começo da Verdade
Notas iniciais
O quinteto de Atena foi transportado para a região de Svalbard*, um conjunto de ilhas no extremo norte da Europa. Para isolar o templo de Valhalla, ainda mais, aos olhos humanos depois que a linha entre os mortais e imortais foi erguida, Odin levou seu templo para a ilha de Ross. A última ilha antes de chegar ao circulo polar ártico.
O vento soprava violentamente aumentando ainda mais a sensação de frio. Estavam no alto de um penhasco, tendo a frente o mar de Barents e as costas, no ponto mais alto da ilha, o templo de Valhalla.
– Put&*# que frio! – Miro enrolou-se na capa.
– A temperatura está ótima. – disse Kamus.
– Seu habitat natural. Queria ver a Isa aqui. Como se fala o nome desse lugar?
– É Svalbard, Miro. — Kamus respondeu pacientemente.
– Asgard é mais fácil de pronunciar.
– Ainda bem que o escritor de Saint Seiya atendeu ao pedido de Atena, ao trocar o nome para Asgard. Imagine a peregrinação que seria aqui. — comentou Aiolos.
– Mestre Shion teria um enfarte. — brincou Shura.
– Quem viria num lugar horrível como esse? – Miro fitou os amigos. – aqui literalmente é o fim do mundo.
– Bem que podíamos sair desse frio... – apesar de Aiolos está usando roupas de inverno sentia o corpo congelar.
Os cinco seguiram pela trilha que levava ao palácio. A caminhada durou cerca de vinte minutos e foi feita em silêncio. No portão principal uma jovem loira com alguns guardas os aguardava.
– Sejam bem vindos cavaleiros de Atena. – disse a jovem Freya.
– Obrigado senhorita. – Miro abriu um grande sorriso. – sou Miro de Escorpião, ao seu dispor.
– Prazer cavaleiro de Escorpião. Por favor, entrem.
Aiolos indicou para que Freya fosse a frente. Miro passou o raio-X na jovem.
– A pele deve ser branquinha... – disse baixinho.
– A Marcela vai gostar de saber sobre isso. – Kamus o fitou.
– É brincadeira Kamus, só tenho olhos para a Máh.
– Idiota. – Shura deu um pedala nele.
– Ai.
– Comportem-se. – disse Saga, tomando a frente.
O palácio era uma construção lindíssima, praticamente coberta pela neve. Os habitantes daquele local olhavam impressionados para os cavaleiros que pareciam não sentir frio, apenas pareciam, pois Shura e Miro estavam congelando. Kamus sentia-se completamente a vontade e Saga pouco parecia se importar com a sensação fria.
Foram conduzidos até o local onde ficava a residência de Hilda.
– Entrem, por favor, minha irmã os aguarda.
A porta do salão principal foi aberta. Era um amplo espaço. No final dele uma escadaria levava ao trono. Viram uma jovem sentada nele.
– Sejam bem vindos cavaleiros de Atena. — levantou.
– O prazer é nosso, senhorita Hilda. — disse Saga fazendo uma leve reverencia. — sou Saga de Gêmeos.
– Kamus de Aquário.
– Miro de Escorpião. — o escorpião não escondeu o sorriso. As duas irmãs eram bonitas.
– Aiolos de Sagitário.
– O futuro grande mestre. — sorriu. — perdoe-nos por não termos comparecido a sua cerimônia.
– Não há do que se desculpar senhorita.
– Shura de Capricórnio.
A jovem norueguesa fitou o espanhol. Foram raras as vezes que deixou aquele palácio e em todas elas nunca tinha visto alguém de olhos e cabelos negros. Como ele era um homem bonito.
– Seja bem vindo. — sorriu.
– Obrigado.
Hilda era realmente uma mulher bonita e possuía um terno cosmo. Tinha longos cabelos loiros quase brancos e olhos azuis claros quase encobertos pela franja frontal. Usava um longo vestido de mangas branco.
– A senhorita poderia nos contar como tudo aconteceu? — indagou Aiolos.
– Claro. Venham comigo, acho que queirem tomar algo quente.
Hilda os conduziu para seu escritório. Aiolos, Shura e Miro ficaram gratos por aquela sala ter a temperatura mais alta. Sentados em pequenos sofás bebiam algo fumegante.
– Não devem está acostumados com temperaturas tão frias. — comentou.
– Realmente. — disse Miro. — não imagina o calor que faz na Grécia.
– Mas deve ser bom receber os raios solares.
– Faça-nos uma visita assim que puder. — disse Shura.
Os cavaleiros o fitaram na hora.
– Farei sim, obrigada. — sorriu. Como ele era gentil. — quanto ao nosso assunto... logo após Seiya ter atingido o anel com a espada de Odin, os pedaços foram recolhidos e guardados dentro de um templo que fica embaixo dos pés da estátua de meu deus. Não apenas os restos do anel como também a espada. — a jovem caminhou até a janela. — alguns meses depois, voltei a esse templo e fui surpreendida pela reconstituição total do anel. Com receio que ele caísse em mãos erradas, lacrei o templo. — fitou-os. — de tempos em tempos o lacre fica enfraquecido, pois sou uma mera representante de Odin e duas semanas atrás reforcei o lacre, mas hoje cedo quando fui fazer minhas orações fui surpreendida, o lacre não tinha sido rompido, mas os artefatos foram roubados.
– Suspeita de alguém? — indagou Saga.
– Não. O mundo está em paz. Ou pelo menos achava que estava. Afrodite de Peixes esteve aqui e vistoriou tudo. Não havia nada de errado.
– Podemos visitar esse templo? — Kamus queria ver de perto.
– Claro. Venham comigo.
O.o.O.o.O
Os brasileiros foram para a cozinha. Apesar do clima pesado, Atena mandou servir uma refeição, pois muitos ainda não tinham comido nada. Heluane que havia passado a noite em Câncer, aproveitou a brecha para tomar um banho. Saiu enrolada na toalha, fitando o céu azul... pensou em Mask e no possível perigo em estar no Inferno.
– Não vai acontecer nada... — murmurou para si. Rumou para a mala, quando um brilho dourado chamou sua atenção. — o que é isso...?
Agachou ao lado da cama.
– O anel... como rolou para debaixo da cama...? Eu estava bêbada aquele dia. – balançou a cabeça negativamente. – ainda bem que achei. — colocou no dedo. — é melhor devolver para Atena antes que eu perca novamente.
– Helu. — Paula abriu a porta. — você não vai... — fitou o anel. — Não tira esse treco do dedo! — advertiu. Graças a Deus o anel tinha voltado para a dona. Tinha que agradecer a Juliana. Se Atena descobrisse...
– Pode deixar. — fitou o objeto. — não sai daqui tão cedo.
O.o.O.o.O
Os olhos verdes estavam perdidos sobre o calendário sobre a mesa. Era o nono dia dos brasileiros no santuário...
Depositou os braços sobre a mesa de carvalho, apoiando a cabeça. Estava cansada e sentindo muitas dores pelo corpo. O surto de Saga, seu quase suicídio, a noite mal dormida e o roubo dos artefatos, aconteceram quase que ao mesmo tempo. Talvez as dores e o cansaço mental fossem por conta dos anos em paz. Se estivesse no ritmo das batalhas, doze anos antes, talvez estivesse mais ativa.
Tinha certeza que os roubos acabariam numa guerra e novamente teria que jogar seus cavaleiros numa batalha sangrenta... Ouviu batidas a porta, não queria atender ninguém, não queria ver ninguém, não queria ouvir ninguém. Ninguém...
– Saori. – era o baiano.
Ao ouvir a voz dele, não ergueu o rosto, mas sentiu os olhos marejarem. Estava com medo, muito medo do que poderia acontecer e que não tivesse força para salvar a todos.
– Saori... – entrou, estranhando o silêncio da grega e a posição que ela estava. – Saori. – aproximou, tocando o ombro dela. – está tudo bem?
Ela ergueu o rosto e o baiano sentiu um aperto no peito quando viu as lágrimas prateadas escorrerem pelo rosto alvo.
– Sao... – o nome perdeu-se no ar, quando sentiu os braços femininos envolverem sua cintura. O choro aumentou. – Saori?? – ele agachou para ficar da altura dela. – o que foi?
Tentava enxugar as lágrimas em vão, pois elas simplesmente caiam. O brasileiro acariciou o rosto repetidas vezes até ela se acalmar.
– O que foi?
– Nada...
– Nada? – sorriu. – só queria cortar meu coração?
– Não. – esboçou um sorriso. – desculpe, é que eu...
– Está apreensiva por causa de tudo que está acontecendo?
– Sim... é uma guerra. E não tenho o mesmo corpo físico de anos atrás, eu temo não dar conta de protegê-los. Eu tenho medo que meus cavaleiros morram novamente, eu tenho que medo que aconteça algo com as meninas, tenho medo que algo aconteça a você...
– Vem cá. – ele segurou nas mãos dela, fazendo-a levantar da cadeira e ajoelhar de frente para ele. Limpou as últimas lágrimas que escorriam. – se realmente for uma guerra... não tenho dúvidas que os cavaleiros tentaram de todas as formas proteger você e o mundo. Eu não tenho cosmo, mas também vou te proteger. E se por aventura acontecer algo mais grave, se for para te salvar eu não ligo.
– Não fale assim... – os olhos marejaram novamente.
– Tudo vai dar certo Saori. Você é uma deusa e eles os cavaleiros da esperança. Já passaram por tanta coisa! Tenho a certeza que vão triunfar. Vem cá.
A deusa não recusou os braços que Rodrigo ofertou.
– Tudo vai dar certo. – alisava os fios lilases. – tenha fé.
– Terei.
– Já imagina porque Juliana passou pela barreira?
– Não... — levantou voltando a sentar na cadeira, Rodrigo puxou uma para si. — vocês não podem passar pela barreira sem que ela permita. Todos pensam que eu tenho poder sobre ela, mas a única coisa que posso fazer é fortalecê-la.
– Saori, me tira uma dúvida. O que acontece se entramos em contato com o cosmo?
– Como assim?
– Sei que ataques físicos com cosmos, somos mortos quase que instantaneamente, mas e golpes mentais? Por exemplo, se o Ikki lançasse em mim o golpe fantasma, o que acontece?
– Nada que é do golpe. Sua mente não é manipulada. Cosmo funciona de maneira diferente em pessoas normais. Afetam seu corpo, pois não está preparado para suportar o poder da energia. Retirando o cosmo, costuma-se restabelecer a saúde.
– Ah...
– Por quê?
– Se a Juliana recebesse cosmo de alguém não deveria ter manifestado esses sintomas?
– É uma boa suposição. — mais um ponto que Atena perguntaria a Shion.
– De todo jeito, não vamos sofrer por antecipação. — levantou abraçando-a.
– Obrigada pelo apoio. Não sei o que faria sem você.
– Sou um mísero mortal.
– Não é mísero. — sorriu. — foi o único a conquistar o amor de Atena. Matou todos os deuses e mortais de inveja.
– Convencida... – sorriu.
O.o.O.o.O
Shion estava trancado em seu escritório. Sentia-se culpado, pois o roubo aconteceu bem de baixo do nariz e na qualidade de Grande Mestre deveria ter sido mais atento. Alguém capaz de invadir o santuário e roubar o báculo dentro do templo era um inimigo poderosíssimo. Pegou de dentro de um armário o mapa do santuário. Colocaria guardas em cada metro quadrado daquele local, principalmente os pontos mais frágeis.
Respirou pesadamente. Não acreditava que Juliana agiria sozinha. Ela foi controlada por alguém e o único no santuário capaz disso era Saga. Ou melhor, Ares. Novamente a outra personalidade de Saga ameaçava a tranquilidade, mas pensando friamente algo não encaixava. Como Atena mesmo disse, ele não seria louco de enfrentar Hades, Poseidon e Odin!
– E se... -a frase morreu no ar, os olhos arregalaram. — não pode ser isso... — lembrou-se que no passado Saga tramou junto com Cronos a morte de Atena. E se ele fosse cúmplice de alguém? Se tivesse servindo outro deus? Respirou fundo tomando uma decisão... — terei que detê-lo.
O.o.O.o.O
Ficaram admirados com a beleza das flores que compunham o Elíseos. A brisa era delicada e levava o perfume suave das flores. O sol emitia um calor brando e ao fundo podiam ouvir o som doce das harpas.
– Que lugar bonito. — disse Aioria.
– Não é atoa que é proibido para meros mortais. — disse Mask.
– Por favor, me acompanhem. — disse Perséfone.
– A senhora pode nos contar como tudo aconteceu?
– Perfeitamente cavaleiro de Áries. Com Hades adormecido, tenho passado mais tempo no Olimpo. Voltei há poucas horas, para verificar se o sono do meu senhor ainda persistia.
– Eu pensei que Hades... — murmurou Dohko.
– O cosmo de Atena foi útil, mas não o suficiente. Meu senhor foi ferido por uma arma divina e precisa de certo tempo para recuperar-se. Sua alma descansa em seu corpo. Sua espada é guardada no templo ao lado e quando fui verificar ela tinha sumido.
– Hades não detectou nenhum cosmo hostil?
– Ele está protegido por uma barreira que eu criei. Quem roubou a espada não se aproximou da barreira ou nós teríamos notado.
– Desculpe senhora Perséfone, mas quem teria poder suficiente para entrar em Elíseos? Um mortal precisaria da proteção de algum deus para entrar aqui em vida. E um morto... não sairia daqui carregando a espada de Hades. — disse Shaka.
– É isso que me preocupa Shaka. — ela o fitou. — quem fez isso? Atravessar o Inferno, passar pela hiper dimensão, alcançar o templo de Hades e roubar a espada, sem que percebemos? Hipnos e Thanatos também não perceberam nada.
A conversa foi interrompida, pois chegaram ao templo do deus do submundo.
– Aquele templo, no alto é o mausoléu de Hades. A espada fica ali.
Perséfone os guiou até um templo menor. Era composto de um único salão e a espada ficava num pedestal no centro.
– Não vejo sinais de lutas, muito menos resquícios de cosmo. — disse Dohko olhando o local. — realmente quem levou a espada, sabia muito bem como proceder.
– Vou verificar. — Shaka tomou a posição de lótus.
– Espere Virgem. — disse a deusa. — vou erguer uma segunda barreira em torno do mausoléu para que Hades não detecte seu cosmo. Vocês não são bem vindos aqui. Para ele. — frisou a última frase.
A deusa elevou seu cosmo. Não era tão poderoso quanto do imperador, mas não ficava muito atrás. Uma segunda barreira surgiu no entorno do mausoléu.
– Pronto.
Shaka fechou os olhos, passando a elevar seu cosmo. A energia dourada envolveu todo o recinto e o entorno do templo. Mu e os demais acompanhavam.
A ação durou alguns minutos. Shaka não percebera nada de anormal. Talvez precisasse elevar seu cosmo além do sétimo sentido, entretanto seria atacado por suas dores e naquele momento não poderia se sujeitar a elas. Precisava cem por cento do seu corpo físico para uma possível batalha.
– Não há nada. — levantou. — quem levou teve o cuidado de não deixar pistas.
– Por que o inimigo deixou Hades? — indagou Mu. — no estado que ele se encontra não seria difícil de feri-lo.
– Também pensei nessa hipótese. — a deusa levou a mão ao pedestal. — não seria algo simples, mas poderia acontecer.
– Hades não era o objetivo principal. — disse Mask até então em silêncio. — a espada deve conter algo que interesse ao inimigo. Imagina o que seja? — olhou para a deusa.
– Não que eu saiba. Ela tem as mesmas propriedades do báculo de Atena.
– Vamos relatar isso ao Shion. — disse Dohko. — talvez ele saiba de algo.
– Por favor, mantêm-me informada. A espada em mãos erradas pode ser um verdadeiro desastre.
– Não se preocupe senhora. — disse Aioria. — Atena lhe informará de tudo. Agradecemos a ajuda. E aproveitando a ocasião, agradecemos a ajuda prestada a Atena em beneficio nosso.
– Não há nada a agradecer Leão. Hades que começou a guerra.
O.o.O.o.O
Atingiram o pátio externo da residência, onde doze anos antes, Seiya lutou contra Hilda. Os cavaleiros olharam para cima ao verem a imponente estátua de Odin.
– Parece até maior que a estátua de Atena. — disse Miro.
– Realmente é grandiosa. — disse Kamus.
Caminharam até o altar principal.
– Estas escadas, — Hilda apontou para sua esquerda. — levam até o templo. Tenham cuidado com o gelo.
Da base do altar, descia metros de escadas, até onde ficavam os pés de Odin. Por causa do forte vento e do gelo acumulado nos degraus, desceram com cuidado e em silêncio, mas a mente de Saga fervilhava. Tinha certeza que uma guerra bateria a porta de Atena e o pior disso tudo é que pessoas normais se encontravam no templo. Cristiane e os demais corriam um sério perigo. Pensou na brasileira e na última frase dita por ela. Não conseguia se lembrar do que tinha acontecido antes. O geminiano levou a mão ao rosto, pois sentiu uma fincada. O olhar mudou tornando-se frio. Ares fitou o grupo que descia, mascarando completamente seu cosmo, poderia confronta-los, mas o sumiço das armas divinas chamou sua atenção. Qual deus teria tanto poder? Poderia ser um futuro aliado. E se ele destruísse o santuário e a fedelha? Sorriu satisfeito com a possibilidade. Ficou imaginando o cenário de destruição com todos com os corpos espalhados pela terra sagrada. Seria o paraíso! Santuário de Atena reduzido a cinzas! Seu desejo seria realizado! A imagem de Cristiane sem vida veio lhe na mente. Seria mais uma vitima. Eu não vou permitir. A consciência de Saga voltou no exato momento do pensamento. "Você está acabado Saga, vou tirar tudo de você, inclusive ela, sabe que ela me beijou?" O que? "Na porta do templo, tadinha achou que estava falando com você." No templo? Ficou agoniado, não conseguia se lembrar de nada. O que você fez? "Acho que vou mantê-la viva por enquanto, gostei do beijo, fiquei com vontade de experimentar o resto e o melhor ela nunca saberá que não é você!" Não se atreva! Saga apenas ouviu o som da risada de Ares. Ares! Ele tinha sumido e só então percebeu que todos pararam de andar. Estavam diante de uma porta de ferro com a imagem do deus.
– Essa porta dá acesso ao templo. – disse a jovem.
Saga sequer a ouviu ficou perturbado. Ares já estava dominando sua consciência sem que ele percebesse. Kamus notou a expressão tensa de Saga.
– Algum problema Saga?
– Não. – respondeu rápido. – só tentava pensar em algo para explicar os sumiços.
O aquariano fingiu acreditar na história e manteria a atenção em Saga.
Hilda tocou na porta, fazendo-a abrir. Chegaram num salão, onde havia mais um jogo íngreme de escadas.
– Vou à frente se a senhorita não se importar. — disse Saga, com medo de Ares manifestar novamente e tentar algo contra eles.
– Por favor.
Saga foi na frente, seguido de Kamus, Aiolos, Hilda, Shura e Miro. O local não era bem iluminado o que exigia maior atenção. Num dado momento, Hilda escorregou, Shura a segurou.
– Obrigada. — disse vermelha, ao sentir o toque do espanhol.
– Tome cuidado. — ficou sem jeito.
Miro que vinha logo atrás balançou a cabeça negativamente. Kamus tinha que vigiar não era ele e sim o espanhol.
– "Deixa a Julia saber disso... " — pensou.
O trajeto não durou muito. As escadas davam num pequeno recinto. Um altar ao centro onde a espada deveria estar.
– O anel ficava aqui dentro. — Hilda abriu um compartimento debaixo do altar.
– O roubo não foi praticado por um alguém qualquer. — Kamus examinava o pedestal.
– E com um grande poder para passar pelas barreiras, sem ser detectado. — Aiolos olhava ao redor.
– Atena desconfia quem pode ser o autor dos roubos?
– Não senhorita Hilda. — disse Saga. — e não há pistas aqui, nem ao menos resquícios de cosmo. Quem foi sabia o que estava fazendo e onde encontrar. Mais alguém tem acesso a esse local?
– Só eu.
– E o que faremos? — indagou Miro.
– Precisamos relatar a Atena. — disse Shura. — e torcer para que os outros tenham sorte.
O.o.O.o.O
De volta ao submundo Shaka e os demais agradeceram a ajuda de Perséfone.
– Espero que os outros tenham mais sorte. — disse Mu.
– Vamos voltar. — disse Dohko. — entre em contato com o Shion, Mu.
– Sim.
O ariano elevou seu cosmo, mas não conseguiu sintonizar com o do seu mestre e nem o de Atena.
– Está inacessível...
– Deixe-me tentar.
A deusa elevou seu cosmo, mas também não conseguiu qualquer comunicação.
– Parece que há um bloqueio.
– E se o Mu tentar na entrada do inferno? — indagou Mask. – consegue nos levar para lá?
– Consigo...
– Tentarei novamente uma comunicação. – disse Perséfone. – se conseguir, aviso a Atena.
– Obrigado.
O ariano elevou seu cosmo levando-os para o portal do inferno.
O.o.O.o.O
De volta ao pátio da residência....
– Obrigado pela ajuda senhorita Hilda.
– Queria ter ajudado mais Aiolos.
– Devemos voltar para o santuário. — disse Kamus. — Atena nos pediu para irmos para o mesmo lugar.
– Está certo.
– Agradecemos a hospitalidade. — Saga falou em nome de todos.
– Se precisarem é só pedir. — a jovem fitou Shura. — tomem cuidado.
– Tomaremos. Obrigado. — sorriu.
Ela sorriu de volta.
Os cavaleiros foram conduzidos até os portões do palácio, foi a conta de Shura colocar os pés para fora...
– Seu cara de pau! — Miro deu um pedala nele.
– Miro!
– Vou contar para a Julia que ficou arrastando asa para a Hilda.
– Eu???
– Só conheço um Dom Juan de Marco. Depois eu que levo a fama! Briga com ele! — Miro fitou Kamus.
– Miro tem razão Esdras. — disse Aiolos todo sério, mas querendo rir. — viemos em missão e não para paquerar.
– Mas eu não fiz nada!
– Mas ficou todo doce perto dela... — Miro deu um grande sorriso. — confessa.
– Eu não. Só a achei bonita.
– Não falei?! — berrou o escorpião.
Kamus balançou a cabeça, pareciam crianças. Notou que Saga seguia mais a frente, num profundo silêncio. O geminiano estava decepcionado por não ter descoberto nada, muito mais por não ter entrado numa batalha. Ali seria uma grande chance.
– Está preocupado com alguma coisa Saga?
– O fato de não haver pistas. — não o fitou. — é tudo muito estranho.
– Concordo. Acha que entraremos em guerra?
– Tenho certeza, mas não se preocupe. Farei tudo ao meu alcance para trazer a paz novamente. Entregarei minha vida se for necessário.
O aquariano não disse nada. Não havia gostado do tom da ultima frase de Saga.
Regressaram ao ponto de partida.
– E agora? Como vamos avisar Atena?
– Com isso Miro. — Shura tirou um radio comunicador.
– E isso vai funcionar nesse fim de mundo?
– É com isso que Atena conversa com a Hilda. — Shura encheu a mão para devolver o pedala.
– Vou descer o braço em você.
– Já chega vocês dois. — disse Kamus. — chame Atena logo.
O espanhol ligou o aparelho tentando por várias vezes, sem resultado.
– Sem sinal.
– Ah que ótimo.... — Miro cruzou os braços sobre o peito. — estamos presos aqui... nesse frio.
Subitamente Aiolos lembrou-se das visões. Por que disso agora? Ainda mais naquela hora?
– Saga.
– Sim.
– É normal os patriarcas terem visões?
– Sim, mesmo os recém aceitos por Star Hill, como o seu caso, mas por quê?
– Eu tive uma. – o fitou, nessa hora todos os olhares foram para ele.
– Que tipo de visão? – indagou o geminiano receoso.
– Eu queria respostas então fui a Star Hill na noite de ontem.
– Que respostas?
– Respostas. – respondeu sem querer dar detalhes. – quando fixei meu olhar nelas, vi a constelação de gêmeos brilhar em vermelho, seguido das demais. Segundos depois as estrelas se apagaram.
– Contou isso a Shion?
– Não... pensei que era neurose minha.
– E o que mais? – a voz de Saga saiu fria.
– Algumas imagens surgiram na minha mente. Vi as meninas reunidas, você com a armadura, Atena chorando, Deba bastante ferido e Shura com um ferimento nos ombros.
– Por que não contou isso ao Shion? — o tom saiu grosso. — Tem ideia da gravidade disso?
– Eu pensei que fosse apenas tensão pelo dia de ontem, não pensei...
– Aiolos isso é muito grave! – exclamou Saga nervoso. – na qualidade de grande mestre tem relatar tudo o que acontece em Star Hill. Esse tipo de informação não pode ser omitida!
– Eu pensei que....
– Não pensasse, dissesse! Com essas informações as ordens de Shion seriam outras!
– Eu não sabia ta legal?! – apelou. – alias era por isso que eu não queria essa droga de posto! Eu não tenho experiência! Desde o principio vivia dizendo que não queria!
– O que mais você viu?
– Porra nenhuma! Foi só isso! E quer saber, quando voltarmos, passo meu posto para o Dohko! Ele sim pode ser um bom patriarca!
– Está fugindo das suas responsabilidades? – o fitou incrédulo. Enquanto isso Kamus, Shura e Miro ouviam em silêncio.
– Da mesma forma que você! Era para você assumir, mas não quis!
– Eu não posso!
– Você não quer!
– Já chega vocês dois. – Kamus entrou no meio. – discussões não nos levaram a lugar algum.
– O que tem essas visões do Aiolos, Saga? – indagou Miro.
– É um aviso que algo vai acontecer. – passou a mão pelos fios azuis. – nem sempre algo bom.
Aiolos recuou ao escutar isso.
– Uma guerra...?
– Provavelmente. Estive em Star Hill, mas as estrelas não me mostraram nada, apenas brilhos.
– E por que não contou ao Shion? – Aiolos devolveu a pergunta.
– Porque minhas interpretações não sairiam corretas. Estava a base de remédios. O que mais você viu Aiolos? – insistiu na pergunta, pois sabia que o grego tinha visto mais alguma coisa.
O grego ficou calado.
– Fale Aiolos!
– Fala Aiolos. – pediu o aquariano.
– Depois que você seguiu para a clinica, a barreira emitiu um brilho amarelado. Foi por poucos segundos.
– Contou a Shion?
– Contei. Ele disse que era reflexo do sol.
O geminiano ficou calado. Se Shion tinha dito aquilo... mas, não era um fato a ser ignorado. A barreira brilhar e depois a visão, eram um indicio, além do mais o sumiço de Juliana.
– Em que ponto da barreira viu esse brilho?
– Um facho de luz sobre a floresta que fica entre o lago e a vila.
Saga arregalou os olhos.
– Tem certeza?
– Sim.
– Por Atena...- murmurou temeroso.
– O que tem esse ponto Saga? – Shura temeu.
A mente de Gêmeos começou a ligar as informações. Ali era exatamente o local onde a barreira era mais fraca.
– Detalhou para Shion onde viu o brilho?
– Não.
– O que tem esse ponto Saga? – Miro preocupou-se.
– Onde ocorreu o incêndio?
– No alojamento dos aspirantes. – disse o espanhol.
– Tenta comunicar com Atena, agora! — berrou.
Assustado Shura pegou o aparelho, mas não funcionou.
– Sem sinal.
– Afastem-se. — Saga elevou seu cosmo. — outra dimensão.
Diante deles apareceu um portal dimensional.
– Isso nos deixará nas proximidades do santuário.
– O que tem esses lugares Saga? – indagou Kamus. Se Saga estava daquele jeito era por aquilo era grave.
– São os calcanhares de Aquiles da barreira.
Ficaram apreensivos.
O.o.O.o.O
Mu teletransportou-os para o portal do Inferno.
– Tenta novamente Mu, pois não aguento mais esse lugar. — disse Mask.
O ariano tentou, mas sem sucesso.
– Isso é muito estranho... – murmurou Shaka. – Atena deixou o canal para voltarmos.
– Pode ser por causa da instabilidade da minha telecinese.
– Ou interferência de Hades. – sugeriu Aioria.
– Creio que não. – disse Dohko. – pode ser problema na barreira.
– Ela não... – murmurou Mask pensando em Heluane.
– Abrir? Não. – disse Shaka. – a barreira costuma fechar quando o santuário está ameaçado. Eu acho.
– Ou alguém cortou a nossa comunicação. — disse Aioria.
– Vai colocar a culpa na Juliana? — Shaka o fitou torto.
– Não, até porque seria muito decepcionante descobrir que as meninas são... – não tinha coragem nem de pronunciar. — e que tudo que vivemos foi uma grande mentira.
Ficaram em silêncio. Aquilo seria um duro golpe.
– Consegue nos mandar ao menos nas proximidades do santuário? — indagou Dohko, querendo tirar tais pensamentos da mente.
– Precisarei da ajuda de Shaka, a minha telecinese...
– Tente nos levar para a região do lago.
– Por que lá Dohko? – indagou Aioria.
– É um dos locais onde a barreira é mais fraca.
– Vamos dar as mãos. — pediu o indiano.
Ele e Mu elevaram seus cosmos. Sumiram.
O.o.O.o.O
No santuário o clima de apreensão era palpável.
Depois da refeição os brasileiros seguiram para a biblioteca.
– É uma guerra. — Julia andava de um lado para o outro. — é uma guerra. E ainda desconfiam de nós!
– Calma Julia. — disse Fernando. — ficar assim não vai resolver nada.
– Mas estamos em perigo Fê. — disse Sheila. — já vimos como são as guerras entre os deuses. E se eles continuarem a achar que temos culpa no cartório? Nós?
– A culpa é toda minha... — Juliana sentiu vontade de chorar.
– Não tem culpa de nada Ju. — Marcela tocou nos ombros dela. — pare de pensar nisso.
– Vamos rezar para que não seja nada. — Suellen tentou transmitir tranquilidade.
Ouviram a porta abrir, era Marin acompanhada por Deba, Kanon e Afrodite.
– Pensei que estariam nos quartos. — disse Deba beijando a futura esposa.
– Não dá, não é? — sorriu. — tudo que está acontecendo...
– Não se preocupem. — disse Dite sentando. — não vai ser nada.
– Roubar os artefatos dos deuses não é nada? — disse Isabel.
– Não vai ser nada Isa. — Marin aconchegou-se nos braços de Fernando. – tudo que...
Cristiane sentiu uma ânsia de tosse e para não atrapalhar as explicações de Marin, procurou refugio entre as prateleiras. Deu vazão a ela, levando a mão a boca. Quando afastou a mão, os olhos arregalaram, estavam sujas de sangue.
– Algum problema Cris?– indagou Ester.
– Não. — escondeu a mão. — minha garganta estava arranhando. Só isso.
– Ah...– não ficou muito convencida, mas aceitou a resposta.
– Estou bem. — sorriu. — só vou ao banheiro. Não demoro.
– Ta...
Cris fechou a mão para que ninguém notasse. Ester achou o comportamento muito estranho, mas não comentou com ninguém.
Num canto Suellen pouco prestava atenção nas palavras de Dite que tentava acalmar a todos olhava para o namorado. Imaginava-o em meio a batalha.
– "Isso não vai acontecer!" — pensou firme.
Voltou a atenção para ele... alias... não era hora de pensar sobre isso, mas Kanon a considerava o quê? Peguete, ficante, namorada? Hoje de manha tinha dito que queria ficar com ela, mas qual o grau de seriedade?
– O que foi? — o geminiano a fitou, notando o olhar distante dela.
– Nada...
– Como nada? — não acreditou. — vem cá.
Kanon a levou para os fundos.
– Fala.
Suellen o fitou, ele ficava tão diferente trajando a armadura de dragão marinho. Com ar de guerreiro...
– O que foi Su?
– Você quer ir realmente para a minha cidade?
– Sim. — sorriu. Realmente isso tinha passado pela mente dele, mas antes do roubo. Se uma guerra estava prestes a acontecer, teria que lutar com todas as forças para proteger Suellen e como seu cosmo estava fraco, talvez não chegasse a ver a vitória. — eu quero viver com você. — a abraçou fortemente. — você é muito importante para mim.
– Você também. — sorriu, aconchegando-se mais, apesar do metal.
– Su, — a fitou acariciando lhe o rosto. — eu te amo.
A brasileira abriu um largo sorriso ao ouvir tais palavras.
– Eu também.
Ele queria muito fazer como Aldebaran. Sua vontade era ajoelhar diante dela e pedi-la em casamento, mas não podia. Não com uma guerra a porta. Ela sofreria muito mais se fizesse o pedido. Kanon a tomou novamente nos braços.
– Eu te amo nunca se esqueça disso.
Afrodite explicava com maiores detalhes o teor das missões e Marin ainda continuava nos braços do mineiro, sendo que ele estava com a expressão séria.
– O que foi? — indagou baixinho a ele.
– Você.
A japonesa o fitou. Fernando indicou que era para afastar do grupo. Ficaram entre algumas prateleiras.
– O que tem eu?
– Vai lutar?
– Claro. Sou uma amazona.
– Tem necessidade mesmo?
– Fernando, eu sou uma amazona. — não entendia o questionamento dele. — algo está prestes a acontecer é o meu dever proteger o santuário e Atena.
– Não sabem quem é o inimigo. Eu não queria que entrasse numa guerra.
– Nando, sou uma amazona e não vou abdicar do meu posto. Se tiver que enfrentar inimigos eu o farei, você querendo ou não.
– Eu só estou preocupado...
– Agradeço muito sua preocupação, mas esse é o meu destino.
O brasileiro a abraçou.
– Promete que vai ter cuidado?
– Sim.
– Promete que vai ficar perto do Afrodite?
– Prometo. — sorriu. — tudo vai acabar bem. Tenha fé.
Não apenas Fernando e Marin aproveitaram a distração do grupo. Deba e Mabel refugiaram-se num canto.
– Estou com medo.
– Não vai acontecer nada. — Deba a abraçou. — tudo vai se resolver da melhor forma.
– E os roubos?
– Não se preocupe. — deu um selinho nela. — vai dar tudo certo.
Mabel tentou tranquilizar-se, mas não conseguia. Se fosse realmente uma guerra? Aldebaran não tinha condições de usar armadura, tampouco cosmo! Temia muito por ele.
– Não fique assim. — segurou o queixo dela de forma carinhosa. — ficar sofrendo por antecipação.
– É apenas apreensão. Eu me preocupo com você.
– Que bonito... a esposa preocupada com o maridão.
– Falo sério Deba.
– Não vai acontecer nada. A gente nem casou! — disse brincalhão.
Não teve como não sorrir. O taurino era o otimismo em pessoa.
– Vou ficar calma.
– Assim fico despreocupado.
Helu sentou mais afastada. Não queria admitir, mas estava preocupada com Giovanni. E se ele tivesse uma crise? E se precisasse lutar? Do jeito que era estúpido entraria com tudo numa batalha.
– Italiano idiota...
– Oh... mais alguém o acha idiota.
– Dite?! — assustou.
– Pensando no Giovanni? — sentou ao lado dela. — que inusitado.
– Estou preocupado com ele do mesmo jeito que com os outros.
– Eu acredito na sua preocupação. — deu um sorriso lavado.
– É sério!
– Giovanni não é tão fraco assim. É impulsivo, mas é forte. Não vai acontecer nada com ele.
– Certeza? — o fitou receosa.
– Certeza. — brincou com os cabelos. — ele vai voltar.
O sol brilhava do lado de fora, tanto que os que olharam para a barreira acharam que o brilho amarelado em toda sua extensão era por conta dos raios solares. Mas os que presenciavam aquele espetáculo, não tinham os olhos experimentados para perceberem que algo estava errado.
As conversas foram interrompidas pela chegada de Shion.
– Meninas, meninos e cavaleiros. — disse. — Atena está chamando.
– Eles voltaram?
– Não Gabe. Atena quer explicar algumas coisas.
– Acha que nós...
– Não fizeram nada. Fiquem tranquilos.
Foram saindo um por um. Paula deixava-os passar na frente, Shion teve o mesmo pensamento. Ao ficarem a sós...
– Acha que a Juliana é culpada?
– Shion não acredita nisso, mas o Patriarca tem que desconfiar de tudo e de todos.
– Tudo bem...
– Vem cá. — ele a puxou para um abraço. — quero que leve as meninas para o nosso quarto.
– Elas vão usar a minha piscina?? — o fitou incrédula.
– Anda muito possessiva senhorita Ana Paula. — acariciou o rosto dela. — é um dos lugares mais seguros do templo. Se bem que...
– O que?
– No subsolo do templo, tem duas salas que Atena utiliza quando usa o elevador... talvez seja melhor se refugiarem lá.
– De jeito nenhum. Não quero ficar debaixo da terra.
– É mais seguro Ana.
– Sei que é. — grudou no pescoço dele. — mas quero ficar num lugar que eu possa ficar de olho em você. Não dê uma de herói. Atena é importante, mas você também é.
Ficou surpreso com as palavras dela.
– Vou me cuidar. Afinal, dois séculos no currículo tem que servir para alguma coisa.
– O grande mestre é piadista.
– Tenho meu senso de humor. — a beijou. — agora vamos.
A deusa resolveu chama-los para deixa-los a par das novas regras do santuário em estado de guerra.
– Meninas e meninos, peço novamente que só fiquem dentro do templo e só saiam com autorização minha ou de Shion. Ainda não sabemos o que está acontecendo e não quero arriscar. Juliana foi parar em Shounion e isso é muito grave.
– Entendemos Saori. — Rodrigo respondeu por todos.
– Mais uma coisa...
Ela expunha quando....
... Uma sombra negra cobriu o santuário. Os moradores olharam para o céu assustados. O dia se fez noite. Atena e os cavaleiros de ouro sentiram um grandioso cosmo aproximar do templo. Shion e Afrodite cercaram Saori. O corpo da deusa ficou rígido.
As meninas não sentiam o cosmo, mas percebiam que algo estava errado.
– Marin, Aldebaran e Kanon protejam as meninas. — disse a grega.
Mal terminou a frase, a porta principal do templo foi aberta vagarosamente. O barulho preenchia todo o local, deixando-os com a respiração suspensa. Os olhos verdes de Atena fixaram na porta.
O som de passos contra o mármore ecoou, tomando toda a atenção das pessoas presentes.
Cinco pessoas dispostas lado a lado e usando capuz e capas negros, aproximavam lentamente. A cada passo o corpo de Atena ficava mais rígido, os cosmos que provinham daquelas pessoas eram gigantescos. O grupo misterioso parou a certa distancia de Atena.
– Quem são vocês? — indagou a grega, a voz saiu firme.
– Como tem passado filha de Zeus? — uma voz feminina preencheu o ambiente.
– Quem é você? — o tom de Atena saiu ameaçador.
A mulher levou a mão até o capuz, descobrindo parte do rosto e do corpo.
A pele era clara, os cabelos prateados desciam pelo ombro até a altura do joelho presos por uma trança grossa. Os olhos eram azuis claríssimos. Os lábios estavam preenchidos com um vermelho vivo. Trajava um vestido tomara que caia negro, repleto de pedrarias. Ombro e peito estavam cobertos por uma armadura negra.
– Permita que eu me apresente, filha de Zeus. — fez uma leve reverencia. — meu nome é Hell e sou a deusa do submundo dos nórdicos.
Fale com o autor