A Lenda do Clã dos Pokémons Lasanha
29 Perda
Das costas de Titânia, mais precisamente dentre suas asas, uma esfera branca saiu de seus corpo e caiu no chão, seu tamanho era aproximadamente como o de uma bola de beisebol. O grupo aproximou-se da mesma, contemplando o corpo de Titânia sem vida. Victor arregalou os olhos e ficou pasmo ao ver a pequena esfera mais de perto.
— Mas isso é... – disse entrecortado pegando a esfera cuidadosamente. – Da minha senhora.
O restante ficou sem reação, tentando entender o significado das palavras ditas pelo outro.
— Quer dizer Aurora, a rainha dos dragões? – arriscou Gabriela atraindo o olhar de Victor.
— Exato! É um dos tesouros dela, mas pelo que soube, foi perdido há centenas de anos. Como poderia estar aqui?
Nesse momento, Amanda soltou um gemido de dor, o que chamou a atenção dos demais, ela segurava com força a coxa por onde o sangue ainda saía, sua face estava extremamente pálida. A primeira reação de César foi direcionar seu olhar para João, esperando silenciosamente que o feiticeiro curasse a amiga com um de seus feitiços ou algo do gênero, porém o garoto permanecia inconsciente.
— Depois falamos sobre isso, agora temos coisas mais importantes para fazer – falou Matheus abrindo um portal para o qual ninguém hesitou em entrar.
Saíram na sala da casa de Rafaela, onde a garota comia um sanduíche e se engasgou ao ver os demais, indo correndo a cozinha tentando se desengasgar para não morrer. Após conseguir se juntou aos demais, seus olhos se arregalaram e sua pele ficou pálida pelo susto. Sua mente pensava rápido.
— Matheus, tire a mesa do centro e coloque ela em um canto por aí. Victor, pegue uma bacia com água e uma toalha. Gabriela, pegue alguns lençóis e toalhas no meu quarto e coloque eles aqui no chão. E César, bote Amanda em cima das coisas que a Gabi trouxer e coloque João em algum lugar, pode ser minha cama mesmo, ele precisa de repouso.
Em menos de dois minutos suas ordens haviam sido cumpridas e João estava na cama da mesma, descansando, enquanto Amanda estava deitava no meio de sua sala em cima de algumas cobertas.
Rafaela amarrou seus cabelos loiros em um rabo-de-cavalo e tratou de mergulhar as mãos na água da bacia, quando retirou suas mãos estavam em volta da mesma, que depositou no ferimento da outra e começou a curar. Alguns minutos depois uma cicatriz já havia se formado e o sangue parara de escorrer.
— Por que demorou tanto? – indagou César, observando que o procedimento levara mais tempo que o normal para ser realizado.
— Não sei o que houve em Aldea, mas o corte foi feito usando magia, por isso deu mais trabalho. A magia nele, magia das fadas, suponho eu, estava dificultando a cura. – Ela direcionou seu o olhar a Matheus, e seu semblante mudou de preocupado para irritado, ao se aproximar desferiu um tapa no rosto do mesmo que apenas virou o rosto. – E por onde diabos você andou durante 3 meses? A gente estava preocupado com você, estava te procurando. Sabia disso? Podia ter ligado, mandado uma mensagem ou algo do tipo. Por que simplesmente sumiu? – perguntou aos berros. – Responda!
— Sei que vocês tem muitas perguntas e estão irritados, e com todo direito – suspirou. – Eu estava treinando.
— Treinando? – indagaram os outros em uníssono.
— Depois do que aconteceu com os demônios, sobre eu perder o controle sobre meus poderes, precisei ir pra um certo lugar, para obter controle sobre os mesmos, de outra forma eu poderia machucar vocês, ou até pior.
— Podia ter dito – continuou Rafaela em tom irritado.
— Pra falar a verdade, eu não sabia quanto tempo levaria, nem mesmo se eu ia conseguir.
— E demorou 3 meses inteiros pra isso? – foi a vez de Gabriela perguntar.
— Exceto por um detalhe. Hanna conhecia uma feiticeira, eu fui treinar com ela em outra dimensão. O problema é que o tempo flui mais rapidamente lá, enquanto aqui se passa 1 mês, lá se passa 50 anos.
Seus companheiros ficaram pasmos diante da revelação.
— Ficou treinando por 150 anos? – perguntou Victor.
— Resumindo, sim. Mas o lado bom é que agora tenho controle sobre os meus poderes novamente – respondeu sorrindo.
Um vento frio entrou pela janela e Rafaela correu para fecha-la. Seus olhos pousaram sobre o céu escuro banhando as infinitas estrelas sob a luz da lua. A noite havia chegado antes que qualquer um dos presentes se desse conta.
A sereia ofereceu sua casa para passarem a noite, visto o quão cansados estavam seus amigos.
—
— Tem mais pra mim? – perguntou César ao entrar na cozinha e ver Rafaela comendo um sanduíche.
— Tem, é só fazer. Pão no armário, faca na gaveta, e pegue o que quiser na geladeira.
— Pessoal, venham ver isso – disse João aparecendo repentinamente e indo embora tão rápido quanto chegara. Ambos o seguiram até o cômodo no qual estava Amanda.
— O que tem? Ela está dormindo, depois do que houve é normal que esteja cansada – disse César.
— Exceto que ela está gelada... e o coração... parou de bater – disse João pausadamente.
Rafaela e César arregalaram os olhos e, um após o outro, pôs seu ouvido no peito da garota, confirmando o que o outro dissera. O corpo estava frio, não havia pulsação e o coração parara de bater.
Amanda estava morta.
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