A Lenda de Thanatos 2
2 Capítulo 1 - A Pedra da Verdade
Torre de Thanatos. Lugar perigoso, uns dizem ser amaldiçoado. Bardos cantam sobre como um cavaleiro arcano havia derrotado o incrível exército do imperador Morroc e selado o grande demônio embaixo da cidade do deserto. Corrompido pelo poder que obtera depois da morte do imperador, fora selado pelos seus antigos companheiros e sua alma usada para manter o selo do grande demônio Morroc estável para sempre.
Com o passar das centenas de anos a torre havia sido soterrada e só agora encontrada pela famosa Organização Rekenber, que a abriu para visitação de aventureiros corajosos o suficiente para encarar seus perigos.
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Seis meses antes.
— Não faz sentido, Modragor, realmente não faz. – Dizia uma professora de cabelos azuis e bem penteados. Seu nome era Morgana de Vermillion.
— Não entendo porque essa sua preocupação repentina. Por que logo Thanatos? Por que não Eddga, Detardeuros, Vesper... Ou quem sabe o Laboratório de Somatologia? Sabe que a Corporação Rekenber foi quem criou aqueles monstros, sabe que eles não eram daquele jeito e... – Quem falava, parecendo muito indignado, era Modragor, o paladino. Fama não lhe faltava e era justa, diga-se de passagem.
— Você não entende. Se o que eu pesquisei está certo, então estamos diante de uma injustiça que dura mais de mil anos... – Morgana não se alterava, nem na voz e na expressão. Analisava cuidadosamente escritos antigos que pareciam querer esfacelar em suas mãos de tão velhos.
- Você está querendo dizer que Thanatos, aquele monstro da torre salvou o mundo? É difícil de acreditar... Você nunca o encarou face a face como eu, Morgana... Não há nada de heróico naquele monstro. – Modragor se levanta, olhando nos olhos da professora. – Sua armadura é cadavérica, sua espada é tão negra quanto a noite e tão maléfica que faz parecer a foice do bafomé nada mais que uma faca de cortar pão. Ele exala morte por todos os poros do corpo... Seu olhar é tão gélido e mortífero que já vi assassinos de elite se acovardar diante dele... Não vejo como alguém que mata sem distinção ou pena possa ser alguém bom. Nem Sophie é tão cruel quanto ele. – Ele balança a cabeça negativamente e suspira. – Não importa o que eu fale você só entenderia o que ele é quando o visse pessoalmente.
— Pois eu digo que não importa o que eu fale você tem que ver o que eu encontrei soterrado na abadia de Glast Heim...
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Capítulo 1 – A pedra da verdade
Glast Heim. Cidade fantasma há muito tempo lar de demônios e criaturas amaldiçoadas. Parada certa para noviços e suas especializações. A catedral de Prontera a usa como campo de treinamento para seus sacerdotes, que são provados a todo o momento, tanto sua fé, quanto sua coragem e perseverança. A cidade, hoje em ruínas, fantasmagórica e nem um pouco convidativa, dizem um dia foi ainda mais esplendorosa que Prontera, a capital. Depois de uma terrível guerra contra Geffen, por motivos desconhecidos, a antiga capital teria sido derrotada e seus habitantes exterminados cruelmente.
Naquele cenário sinistro se encontravam Morgana, Modragor e mais duas figuras. Catherine Shiba, estimada sumo-sacerdotisa do clã Valhalla’s Force, de grande poder, embora não seja bem vista pela catedral depois de certos acontecimentos. A outra figura era Kyon Takakura. Este não tão poderoso quanto sua colega, mas querido pela catedral, pelo monastério, pelo rei, seu clã e todos os seres viventes do mundo.
— Pois bem, estamos aqui. Glast Heim. O que esse lugar tem a ver com Thanatos? – Perguntava Modragor, observando atentamente o local enquanto adentrava na abadia da cidade.
— Pelos registros perdidos de Geffenia, Glast Heim foi a capital do reino há mil anos atrás. Exatamente na mesma época em que Thanatos andou entre os homens. E segundo esses mesmos registros... Não houve guerra entre Geffen e Glast Heim... – Morgana acompanhava, andando lado a lado de Modragor. Catherine se preocupava em ir na frente, limpando o lugar dos carniçais e druidas malignos, junto com Kyon.
— Sempre soube que o Thanatos era uma boa pessoa, não acha Catherine-sama? – Dizia Kyon com um sorriso no rosto.
— Você quer que eu diga que não, ou quer que eu minta?
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Kazui Lederholsen é, sem sombra de dúvidas, o menestrel mais conhecido de toda Rune-Midgard. Notório por suas baladas únicas e suas histórias impactantes. Dizem que é a encarnação do próprio Loki, deus das travessuras, por causa de sua habilidade singular de aparecer e desaparecer sem deixar vestígios.
Angie Minazuki, uma das ferreiras mais solicitadas de Prontera. Forja armas como ninguém e não é difícil achar figurões carregando espadas com seu símbolo em suas bainhas. Por ser uma das únicas pessoas que tem contato direto com Growbeast, o ferreiro das armaduras, é muito procurada quando o assunto é comprar um conjunto de arma e armadura de primeira qualidade.
Essas duas figuras famosas se encontravam nos arredores de Prontera, mediante um pedido de Kazui.
— Diga logo o que quer, Kazui. Eu ainda tenho que forjar uma Damascus trovejante hoje e não tenho tempo para conversa fiada, seja direto.
— Quanta agressividade, uma dama não deveria agir assim.
— Não estou vendo dama alguma... Apenas um machado na sua cabeça se não andar depressa.
— Ok ok... – Ele ajeitou seu chapéu, tomando fôlego, o que deixava Angie ainda mais irritada. Angie conhecia bem o jeito de Kazui de enrolar em tudo. – Parece que o clã vai se reunir... Eu digo o clã TODO, entende?
— Todo? Todo, como assim todo? Você quer dizer todo mundo? Pra que isso? Vamos derrubar Geffen ou algo do tipo? – Não era brincadeira, embora parecesse. O clã ao qual pertenciam jamais havia se reunido totalmente. Mesmo durante a famosa Guerra do Emperium o máximo que conseguiram foi metade dos membros. Isso era mais que o suficiente para defender dois castelos e ainda ficarem folgados.
— Não, vamos subir a Torre de Thanatos... Mas parece que dessa vez vamos colocar tudo abaixo... Modragor pediu para que você e seu marido façam armas e armaduras para todos...
Um clima estranho ficou no ar. Angie era apaixonada pela forja. É claro que um pedido daquele seria seguido de todo o material que ela precisasse. Era tentador demais para recusar.
— Tudo bem, quanto tempo temos?
— Seis meses.
— É pouco... São muitas pessoas.
— Só conheço uma pessoa viva melhor que você na forja.
— Eu não vou pedir ajuda daquela endemoniada.
— Se você acha que pode sozinha...
Kazui se curvou em agradecimento e sumiu quando uma leve brisa fez a mestra-ferreira fechar os olhos pela poeira.
— Vem, me manda fazer serviço e vai embora... Depois quando eu corto a cabeça de um eles vem reclamar...
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Glast Heim possui tantas cavernas, calabouços e passagens secretas que até hoje ninguém conseguiu mapeá-la inteira. O ponto mais profundo que alguém conseguiu adentrar, a caverna dos Majoruros, minoutauros enormes e terríveis, nem sequer é o fim do calabouço. Alguns dizem ter achado grades que trancam cavernas ainda mais profundas, com terrores ainda piores, terrores que remontam a eras passadas e esquecidas.
O pequeno grupo caminhava entre as paredes úmidas e frias das cavernas profundas do lugar. Modragor e Morgana conversando quase sempre. Kyon achava tudo muito curioso e, embora parecesse de uma inocência infinita e que precisava de ajuda constante, conhecia o lugar melhor do que todos ali.
— Kyon... Onde estamos indo? Se virarmos à esquerda vamos acabar no território dos Stings. – Disse Catherine, coçando a cabeça, confusa por causa do labirinto que era o lugar.
— Não não, os Stings ficaram para trás. Se virarmos à esquerda depois da terceira tubulação vamos passar entre a caverna dos Arclouses, sem entrar nela. Não se preocupe, eu já vim aqui antes... Duas vezes!
Era quase impossível ter noção de tempo dentro daquele lugar. Estavam a dezenas, talvez centenas de metros abaixo do solo, nenhum raio de luz chegava ao local. Tochas e archotes ardiam nas paredes, encantadas magicamente para jamais apagarem, trabalho da Abadia de Prontera.
Por várias horas andaram por corredores estreitos e tenebrosos, tão escondidos e inacessíveis que nem mesmo monstros habitavam neles. Eram túneis escavados toscamente, davam a impressão que desabariam a qualquer momento e a claustrofobia era insuportável.
— Bem, chegamos... – Disse Morgana, ao adentrar com os outros a grande sala subterrânea.
Esqueletos inanimados ainda jaziam pelas paredes, quase em todos em posições de descanso, como se houvessem morrido ali de fome e sede. Alguns trajavam armaduras completas, com dezenas de runas e escudos arranhados. Mas o que realmente surpreendia era o tamanho da sala, escondida embaixo de toneladas de terra e outras cavernas. Era grande ao ponto de não se ver seu teto e larga ao ponto de não ver seu fim, talvez fosse na verdade um corredor de gigantes.
— Que lugar é esse? – Perguntou Modragor, curioso com aquela arquitetura que lembrava muito a da cidade acima, embora mais conservada pelo tempo.
— A câmara secreta da abadia de Glast Heim. Sabia que ela existia, mas não sabia onde, tive que pedir ajuda de Kyon e Angel para achá-la, já que são eles os maiores conhecedores dessas cavernas. Mesmo assim foram meses de busca.
Eles caminharam pelo enorme salão, observando as pinturas nas paredes, retratando magicamente batalhas de um passado remoto e já esquecido pelo tempo. Havia também monstros nunca vistos por nenhum deles, assim como alguns bem conhecidos, como o grande demônio bafomé e o lobo de gelo Garm.
— Todos esses desenhos são feitos em uma única pedra... Os antigos a chamavam de Pedra da Verdade. Nenhuma mentira pode ser escrita ou desenhada nela, ou desaparecerá na mesma hora. Dizem que foi um presente do próprio Bragi para os humanos antigos. – Explicava Morgana.
Por alguns minutos eles caminharam pelo salão. Não havia um monstro sequer e o ar era antigo e quase sufocante, com um cheiro estranho de mofo, silêncio e morbidez.
— Quer dizer que tudo o que aqui foi escrito é uma verdade? – Perguntou Modragor.
— Queria trazer o Kin aqui... Mandar ele desenhar o fim de semana que ele passou fora... Comprar munição, claro claro... – Resmungava Cath enquanto Kyon ria da expressão de descontentamento da sumo-sacerdotisa loira.
— Chegamos, o último registro da Pedra da Verdade... O fim do mundo.
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— Rakissazes-sama, há um Justiceiro na entrada do templo dizendo querer falar com o senhor, quer que eu o mate?
Em uma sala escura demais para olhos normais verem algo mais que borrões e vultos, estavam dois algozes. Um loiro de armadura escarlate estava sentado atrás de uma escrivaninha pequena, com vários papéis revirados por cima.
— Traga-o aqui... – Respondeu ele.
— Mas senhor... – Ia retrucar o algoz, mas fora impedido por uma adaga venenosa que voou por entre suas pernas. Não houve mais conversa, não havia necessidade, aquilo era um claro “faça o que eu disse”, melhor dito assim do que em palavras.
Em instantes lá estava o Justiceiro. Cabelos loiros como o do algoz, mas de corte diferente. Trazia no rosto um sorriso amigável e olhos apertados, naquela escuridão que enegrecia o algoz.
— Como você enxerga nesse escuro? – Perguntou sem rodeios o jovem.
— Costume... – Respondeu o algoz.
Por um momento houve silêncio, até que o som dos passos do justiceiro até o algoz o quebraram.
— Modragor vai voltar em breve... – Informou.
— E vai... Querer... Subir a Torre... – Concluiu o algoz.
— E você vai?
— E tenho... Escolha?
— Acho que nenhum de nós tem, não é?
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— O fim do mundo?
Lá estava retratada uma grande batalha, não, não grande, titânica. Havia pessoas correndo desesperadas e um grande titã de espada gigante matando a todos.
— Pelo que posso ver, aqui só diz que esse titã, que parece muito o “nosso” Thanatos matou todos... Isso o torna ainda mais terrível do que ele já é, não um salvador como você disse. – Salientou o paladino.
— Você esta lendo a história com olhos preconceituosos. Leia ela desde o começo, esquecendo quem você acha que ele é, ou qualquer outro preceito.
Não só Modragor acompanhou, como Cath e Kyon também. Morgana se concentrou em explorar mais a área enquanto isso. Foram mais algumas horas antes que os três tivessem terminado e toda aquela fantasiosa história estivesse explicada.
— E então? – Indagou a professora.
— É... Como posso dizer... Revelador... – Modragor ainda parecia aturdido, precisando de um tempo para raciocinar, mas Morgana não deu a ele esse tempo.
— Antes que possa tirar qualquer conclusão, queria te mostrar uma placa ainda mais antiga que essa... Ela pode te ajudar a entender.
Morgana de Vermillion era uma professora renomada, astuta e principalmente inteligente. Ela sabia bem como formular argumentos, ainda mais quando havia provas. E as provas da professora eram irrefutáveis
— Sentem-se, vou contar a vocês a profecia do Deus da Morte...
A placa era diferente daquela da parede. Ela conseguia aparentar ser ainda mais antiga que aquela. Seus desenhos eram talhados na pedra rústica e havia runas de uma escrita antiga, tão antiga que mesmo a professora, que dominava até a seleta língua dos elfos, mal conseguia ler. Alguns lugares estavam quebrados e apagados demais, outros trechos não podiam ser lidos por ela, por isso apenas alguns pedaços foram traduzidos. Ela começou a passar o dedo pelos escritos lendo sem pressa as partes que podiam ser lidas.
— Em uma era de aparente paz... O filho do gigante Ymir, Morroc... Titã da morte e destruição... No coração de cada humano uma semente do mau, que viverá...
Houve uma pausa, enquanto ela tentava ler um pedaço mais apagado.
— Mesmo os deuses o temerão... Nix, deusa da noite, dos pesadelos e todas as... Um guerreiro mais que valoroso... Crescesse entre os homens... Amigos e até mesmo sua sanidade... Os deuses o chamarão... Tarefa fatídica... Morroc seria exterminado... Todos devem ser sacrificados, para que o mau... Sua força será tamanha que... Mesmo os descendentes dos ljósálfar poderão... Uma a uma, todas...
Outra pausa. Morgana esfregou os olhos, respirou e voltou a ler.
— Os céus se fecharão... Ninguém mais olhará... O dia em que os deuses... Completamente abandonados... Morte, apenas isso... Quando tudo estiver... Morroc e Thanatos... O chão rachará, as árvores cairão e... Como um meteoro... Um buraco sem fim, no meio... Os céus se abrirão... Chuva dourada... Revoltada e ofendida, Nix... Seu mausoléu... Trancafiará sozinho, por toda a...
— Eternidade. – Completou Modragor, ao ver a dificuldade da professora ao ler a última palavra.
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O castelo do Rei Tristan III é uma das construções mais bem feitas de todo mundo. Cheia de salas, corredores e passagens secretas. A guarda real, lordes de elite que respondem diretamente aos desejos do rei, perambulam por toda sua imensidão, guardando o castelo de qualquer invasão.
— Onde vai, garota?
— Para os calabouços do castelo...
No meio de um corredor encontrava-se Angie Minazuki, a Mestre-Ferreira. Com seu grande machado de duas mãos reluzindo a tira-colo e seu carrinho, repleto de oridecons e eluniuns, seguro em uma das mãos. Junto dela estava um dos lordes, recém-admitido, seu nome era Akihiko. Embora fosse novo no local ele transmitia todo o respeito que seu posto lhe concedia e era difícil não se intimidar em sua presença.
— Não posso deixar que vá, a menos que tenha um bom motivo.
Angie sorriu e lhe apenas lhe mostrou o símbolo que trazia preso em um de seus prendedores de cabelo. Um pequeno emblema de cores metálicas e ricamente detalhado. Uma flor de quatro pétalas de cor salmão e outras três lilases mais abaixo. Nem todos os cidadãos de Rune-Midgard sabiam que flor era aquela, mas Akihiko, guerreiro experiente, não tinha dúvidas, era uma flor de Valhalla. Aquela flor, aquele emblema, era o símbolo do clã do Lorde das Valquírias e dos maiores guerreiros de Prontera, os Valhalla’s Force.
- Angie Minazuki? – Indagou o rapaz
— Em carne e osso.
— O que deseja nos calabouços?
— Encontrar alguém que você não conhece e que jamais irá conhecer. — Sem dizer mais nada ela contornou o rapaz, seguindo o seu caminho sem ser interrompida novamente.
Foram no mínimo doze lances de escadas, três corredores e duas passagens secretas antes de chegar na sala desejada. A porta era feita de metal fundido e a maçaneta de madeira, embora toda cheia de marcas de queimado. Angie abriu a porta e logo seus ouvidos foram atingidos pelo som do metal sendo açoitado violentamente.
— Grow? Ainda fazendo aquela armadura?
Havia um homem ao lado de uma grande fornalha. Em sua mão direita um pesado martelo dourado e na esquerda uma pinça que segurava uma placa metálica aquecida. Ele se virou para a garota e apenas acenou positivamente com a cabeça. Seu rosto estava coberto por uma máscara de solda negra.
— Então pode parar, temos quase uma dezena de armaduras pra fazer, mais dúzias para aprimorar e nem quero pensar em quantas armas eu vou ter que fazer!
— Achei que já tivéssemos dinheiro... – Disse o homem, sem preocupação alguma na voz.
— Ah não, não é dinheiro... É para o clã.
— Vamos atacar Geffen?
Angie riu ao notar que ela própria pensara daquela forma.
— Creio que algo ainda maior!
O homem não disse nada, apenas acompanhou-a com a cabeça.
— Por isso precisam das minhas armas e de suas armaduras... Vamos mostrar a eles que nossa forja é a mais quente, que nossos martelos são os mais pesados e nossos metais os mais resistentes.
O homem levantou o forte braço que segurava a marreta, como uma singela comemoração muda. Angie ergueu então o seu machado também, rindo de satisfação.
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Nix dava o ar de sua graça por toda Rune-Midgard. Nada escapava de seu escuro véu, que toda noite cobria os céus e trazia consigo as estrelas e a quietude aos lugares. Nem mesmo Glast Heim escapava, escurecendo ao final do dia e deixando tudo mais sombrio para o seleto grupo que saia de dentro das catacumbas.
— Está convencido agora do que te disse? – Falava Morgana, orgulhosa de si mesma.
— Estou, mas não pense que não farei você encarar Thanatos face a face, como te disse tempos atrás. Você, Morgana de Vermillion, como membro vitalício do clã Valhalla’s Force está formalmente convocada para a reunião que acontecerá em seis meses em Hugel. Esteja preparada física e psicologicamente para enfrentar aquele que um dia derrotou o mundo todo.
Modragor dizia com uma seriedade tão profunda que era impossível dizer que era brincadeira. Kyon sorriu animado, jogando os braços para o ar e comemorando. Cath ficou chocada, deixando o queixo cair lentamente. Já Morgana olhou-o com a mesma seriedade.
— Eu imaginei que você não ficaria parado diante de tamanha injustiça.
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Próximo capítulo
A notícia da reunião se espalha. Todos os membros do clã Valhala’s Force foram convocados e em Hugel todos se reunirão. Mas quem são? De onde vem? Como ficaram sabendo da convocação? Apenas eles irão?
Kyon: Nós vamos acampar, eba!
Notas finais
Antes de mais nada eu queria pedir desculpas. A introdução na verdade não foi feita por mim, Phinderblast, mas sim por Kirara. Todos os méritos e congratulações a ela, ela arrebenta. A partir de agora a fic será escrita por mim, mas não sozinho, ela será meu braço direito, que irá me ajudar com muitos assuntos, por isso entrará como Co-autora da fic. Lembro a todos também que mesmo sendo apenas eu escrevendo, há muitos por trás dessa fic: Vitor, Kirara, Hikari, só para falar por cima. Obrigado a todos os que me ajudam e espero que deixem review, até o outro capítulo!
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