Notas iniciais
Essa historia vai começar bem estranha, mas não se preocupem a próxima é só ano que vem. Brincadeirinha...

Capitulo um :A 1º muralha (prisão).

Eu levanto bem cedo todo dia para me arrumar e preparar o café, e o mais perigoso de tudo, entrar no quarto da minha irmã em silencio, não derrubar nada e tentar acorda-la sem levar um chute.

Nós dois somos órfãos, nossos pais morreram no ataque de Clod, e eu e Sophia viemos morar nessa fortaleza, nossa casa, ao contrário das outras, era uma casa na árvore, a ninfa da árvore onde morávamos, se chamava Lucy e sua aparência era meio estranha mas você se acostuma, ela é uma mulher feita de névoa verde, o que comprova que nessa árvore só há estranhos, eu sou um feiticeiro, e Sophia uma bruxa –há muita diferença entre feiticeiro e bruxa, bruxas podem fazer praticamente tudo, já feiticeiros, apenas dominam ar, água, terra, fogo, e raio.

-Lucy, você poderia acordar a Sophia? –eu disse, quando Lucy apareceu do nada no meu quarto (ela costuma fazer isso) – Eu tenho que ir pra prova final agora.

Eu saio muito cedo de casa para ir pro treinamento de feiticeiros, lá nós aprendemos a dominar os elementos com perfeição, e no final do ano apenas 10 alunos poderão ir pro exército.

Nossa treinadora se chamava Catherine, e ela era a namorada do general do exército, e parecia que ela me odiava, pois quando ela cometia um deslize no treino, eu era o único a dizer que ela estava errada.

Catherine estava com seu vestido verde, e seu cabelo loiro e longo, estava solto. Já eu, estava com o uniforme, blusa azul sem manga, calça preta, e descalço.

-Como devem saber, hoje é o dia do teste final, apenas 10 recrutas podem ir ao exército a cada seis meses, e a prova final será deste jeito –disse Catherine- Vocês terão que dar a volta em toda muralha e os 10 primeiros serão os escolhidos, os outros espero que tenham mais sorte ano que vem, durante o percurso, eu colocarei obstáculos para provarem que já sabem controlar os elementos.

...

Ao chegar perto da muralha, a nossa treinadora nos organizou em uma fileira, e no topo da muralha, estavam vários soldados que pareciam estar lá só para jogar tomates nos derrotados (acredite, daquela altura ia fazer um estrago...).

-Mais uma coisa –começou Catherine – não está contra as regras usar dominação contra seus oponentes, e a seu favor.

Todos ficaram espantados menos eu e a favorita da professora, seu nome era Kate, ela tinha um cabelo marrom queimado, até as costas, e tinha um olhar meio demoníaco, como se já tivesse matado muitos animais, ela era a feiticeira mais briguenta de todas, e adorou a ideia de usar dominação nos outros.

Depois de nos organizarmos, todos começaram a contagem regressiva.

-3... –diziam os guerreiros encima dos muros- 2... 1!!!

E todos começaram a correr o mais rápido que puderam, eu fui mais lento possível. Os outros, começaram imediatamente a tentar acertar uns aos outros com pedras e fogo. Kate parecia desesperada, ela lançava pedras para várias direções, inclusive para as casas, sem querer, mas eu usava dominação der ar, e água, para cortar as pedras antes de acertarem nas casas.

Catherine começou a colocar vários obstáculos na nossa frente, como os outros estavam mais à frente, não tiveram tanta sorte em desviar, eu fui para bem perto do muro, como o muro era feito de terra, quando bati nele com o punho, criou-se uma escada na sua lateral, depois comecei a subi-la rapidamente, até chegar no mezanino, e fiquei correndo, até que percebi que estava sendo seguido, e pensei comigo mesmo: Que sacanagem é essa? EU criei esse mezanino, e aquele garoto está usando na cara de pau.

Com apenas um movimento, o local onde o garoto ia pisar, voltou para dentro da muralha, fazendo com que ele caísse, ele não morreu mas ficou em último. Eu estava em uma posição ruim, tipo: 17º.

E para resolver isso, eu usei dominação de água, para cobri todos os corredores, de gelo, essa ação teve uma coisa boa, e outra ruim, a coisa boa: eu fiquei em 1º, a coisa ruim: Catherine pode se concentrar apenas em min, e em apenas um movimento, ela fez o mezanino voltar para dentro da muralha.

Eu caí do mezanino, mas me recuperei o mais rápido possível, para segui em frente, além do mais, estávamos um pouco mais da metade do percurso, os outros competidores, já estavam quase soltos por completo, e como não tinha tempo a perder, eu usei a dominação de água para criar uma grande onda, que me levou direto para alguns metros perto da chegada, onde tive que dá apenas uma corridinha, para chegar em primeiro, e me jogar no chão arenoso, e dormir de cansaço.

Quando vi estava sendo acordado por uma garota de blusa sem manga verde, e calça preta, e tinha um cabelo vermelho preso a um rabo de cavalo, que chegava até as botas de couro marrons.

-Ei garoto acorda! — disse a menina- você não pode dormir aí.

-Me desculpe – falei, enquanto me levantava – estou cansado.

Eu não tinha notado, mas havia um círculo de pessoas me observando.

-Então, eu vou indo.

...

Ao chegar em casa, Sophia estava com sua roupa tradicional, uma blusa com manga comprida preta, uma calça preta, e descalça, com um capuz preto com detalhes verdes. E o mais tradicional de todos uma cara de uma pessoa antissocial.

-Quer dizer, que depois de ganhar a corrida, você dormiu na areia? –disse Sophia.

-Ei, eu não tenho culpa se minha babá era um espirito da natureza- disse apontando para Lucy – Sem ofensas.

-Tudo bem.

-Mas... –continuou Sophia.

Droga, é esse “mas” que mata! Pensei

-...Você ganhou! – disse Sophia mudando sua expressão tão rapidamente, que deu medo.

Sophia me deu um abraço de urso que me fez ficar sem a ar.

Fui para meu quarto, o que não era grande coisa, uma cama normal de madeira, um criado mudo ao lado da cama, com lápis papeis e tinta, e pincel. E pendurado nas paredes vários quadros de desenhos sobre várias criaturas magicas: dragões, centauros, ninfas, gigantes.

E em breve, eu veria aquilo tudo... e adormeci naquela cama fofa.

...

Quando acordei, já estava em uma carroça totalmente fechada, sem luz, com mais algumas pessoas. Que deviam saber o que estava acontecendo, tanto quanto eu.

A única pessoa que parecia consciente era um soldado (eu acho) que estava tirando alguma coisa dos pescoços das pessoas, e limpando com um algodão. Depois que passou por todos abriu uma janelinha, para falar com o cocheiro.

-Todos acordados- disse o soldado- Falta muito?

-Estamos quase chegando- respondeu o cocheiro – Duvido que Bronk aceite esses aí só porque Catherine disse que são bons.

-Catherine pega muito leve com esses recrutas- disse o soldado.

E depois fechou a janelinha e sento na cadeira dos fundos.

...

Ao chegar no local onde iriamos descer (seja lá onde isso for) o soldado se levantou e abriu a porta de saída. Estava de noite, estava escuro, somente algumas tochas cintilavam, o suficiente para ver que estavam nos levando para um prédio com uns três andares.

Ao entrar no prédio, nos deixaram aglomerados. Um homem entrou na sala e se colocou na frente de todos nós, e falou:

-Vocês podem até terem sido os melhores que Catherine julgou – disse o soldado tirando seu capacete mostrando o rosto sério e cabelo cinza raspado- Mas eu não sou tão bonzinho.

Espera, Catherine foi “Boazinha” ELA FEZ A GENTE CORRER UNS 65 QUILOMETROS!!!!

-Vocês ficaram aqui no quartel sem contato com o resto do mundo, e treinarão por 4 semanas diretas aqui- disse o soldado- Eu sou o general do exército, não irei dizer meu nome, pois apenas 5 de vocês entrarão parra o exército. Vocês estão no quartel da cidade, não em um campinho treinando coisas básicas. Vocês têm um dormitório no fim do corredor atrás de min, quem for pego fora do dormitório depois do horário, a menos que esteja indo treinar na área de treino será punido, três punições, e são desclassificados do exército. Agora sigam Ed para seus quartos – Disse o general, e colocou seu capacete e foi embora.

E um garoto se aproximou do grupo, ele era um pouco menor que eu e trajava uma armadura azul, seu cabelo era raspado e preto.

-Bora gente –disse o garoto nos guiando no corredor, SORINDO!! Era como se só ele fosse o único ali no quartel que sorria – Meu nome é Ed, sou o mensageiro da fortaleza, e esse é o dormitório.

Ao abri a porta, vi que era como um dormitório do exército normal, duas fileiras de beliches, com apenas um travesseiro, e um cobertor, pelo que vi tinha uns 25 beliches. Ao olhar para onde Ed estava, ele tinha sumido.

Nós escolhemos nossas camas (alguns até brigaram), eu fiquei com o beliche do fundo, na cama de baixo.

-Oi! –disse a garota da cama de cima, descendo, eu percebi que era a garota que me acordou perto da muralha quando me controlei do susto –Meu nome é Mary, qual é o seu?

Ela disse, estendendo a mão.

-Marcus –respondi apertando a mão dela- Veio aqui para treinar o que?

-Alquimia.

-Muito interessante... o que é isso?

-Manutenção de matéria.

— Me mostra amanhã.

Assim que disse isso, deitei, e me enrolei no cobertor. E dormi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.