A Lenda Sombria de Uzumaki Naruto
6 Objetivo concluído
Finalmente passamos pela parede do primeiro andar subterrâneo, nos posicionamos, e então reparei onde eu estava, estávamos em um corredor do tipo circular, portanto, não consegui ver o final dele. Começamos a andar a passos lentos, escondendo ao máximo nossa presença e nosso Chakra.
— Aqui, é mais frio do que eu imaginei — fala que pela faixa no braço deve ser o Iwa esfregando os braços para tentar se aquecer.
— E pouco iluminado também, por isso tomem cuidado — digo a eles olhando envolta observando cada detalhe do corredor. Alguns segundos depois na curva do corredor haviam algumas portas de madeira nas laterais do corredor, 4 para ser exato, em cima delas haviam placas brancas escrito em preto, "blibioteca", "documentos", "descanso" e "banheiro", uma placa diferente em cada uma das portas.
— A vigia é pouca por aqui — comenta Ken andando vagarosamente e olhando as portas — já estamos a algum tempo passeando e não sinto presença alguma.
— Pelo que eu soube os dois primeiros andares são poucos vigiados a bagunça começa mesmo a partir do terceiro andar — responde Lancelot pegando o pergaminho com a planta do prédio e revisando o caminho que planejamos seguir — mais 50 metros de caminhada para a entrada do segundo andar.
— Então vamos rápido, não podemos perder tempo — Ordena Ken correndo em direção do final do corredor. Mais alguns segundos de corrida e demos de cara com uma porta branca com o comprimento que ocupava todo o corredor e mais ou menos 2 metros de altura, uma porta do tipo vai-e-vem. Nós paramos e nos posicionamos nas laterais da porta e Lancelot entrou de uma vez.
— Podem entrar, a barra está limpa — fala Lancelot do lado de dentro, entrei junto com todos e me deparei com mais uma escada de ferro com 20 degraus da largura do corredor que dava de frente para outra porta igual a estava atrás de nós.
— Parece que está é a entrada para o segundo andar — diz Iwa, começando a descer a escada. Entramos no corredor e como eu pensei, o corredor era igual ao do primeiro andar. Começamos a correr e passamos pelas mesmas portas do primeiro andar e mais uma vez não sentimos presença alguma, quando nós estávamos a 15 metros da porta.
— Parem agora! — exclama Iwa fazendo todos pararem subitamente.
— O que foi? — pergunto o encarando, surpreso por tal ação.
— Sinto presença de chakras distintos vindo na nossa direção, por aquela porta — respondeu apontando para a porta a nossa frente.
— Estão vindo do terceiro andar? — pergunta Ken, mesmo sem poder ver seu rosto pelo tom de voz estava surpreso e preocupado.
— O que vamos fazer?! — diz Lancelot com raiva da situação — não dá mais tempo de voltar.
Então a porta foi aberta e de lá saiu dois ninjas conversando e sorrindo que pelos coletes eram chunnins, passaram, dobraram o corredor e não foram mais vistos.
— Que sorte que não notaram nossa presença — suspiro aliviado aterrissando no chão junto com os outros — para nossa sorte o teto é mal iluminado, então deu para nos escondermos.
— Sim, foi sorte — diz Ken correndo em direção da porta — agora vamos.
Novamente descemos as escadas, abrimos a porta e mais uma vez o mesmo corredor, chegamos perto da porta escrito "Segurança" e para a nossa surpresa dois ninjas com a bandana de Konoha e coletes chunnins saíram de dentro da sala, nos olharam espantados e devolvemos o olhar, ficamos assim por alguns segundos.
— Quem são vocês, seus desgraçados?! — diz um dos ninjas saindo do pequeno transe, entrando em guarda.
— Podem deixar eles comigo! — exclamei partindo para a luta, saquei a pequena espada que o Ken me deu, usando o sushin em um piscar de olhos me encontrava a alguns centímetros dos dois, infelizmente para eles só tiveram tempo de olharem para meu rosto mascarado e rapidamente fiz alguns selos de mão.
— Kenjutsu: (Espada corta pescoços) — e coloquei a minha pequena espada de volta na bainha com os corpos dos dois ninjas mortos, jorrando sangue de seus julgulares no chão — pronto, acabou.
— Coitados, esses caras não tiveram sorte mesmo — fala Iwa caminhando em direção dos corpos, que estavam envolvidos por uma grande poça de sangue — Doton: (Esmagamento terrestre). O chão ao redor dos dois cadáveres literalmente os engoliu, deixando nenhum tipo de prova que ali estavam dois cadáveres.
— AAHHH ! — ouvimos então um grito masculino vindo do final do corredor, como se tivesse tomado um grande susto. Nos viramos e ficamos espantados com que vimos. Um ninja caído no chão nos olhando desesperado e quase entrando em pânico, ele se levantou e começou a correr em direção do quarto andar.
— Socorro, alguém me ajuda!
— Que merda, cara! — Diz Lancelot correndo atrás do ninja, então fizemos o mesmo — não vai dar tempo.
Abrimos a porta do final do terceiro andar, descemos a escada literalmente em um pulo. Mas o ninja foi rápido e entrou pela porta antes de o alcançarmos.
— Se preparem para a batalha — diz Iwa ainda com todos nós no ar pelo grande salto — a frente, depois da porta. Total de 13 inimigos, 3 de nível jounnin e 10 chunnins.
— Que comesse a diversão! — exclama Lancelot entrando no andar com uma voadora de pé direito. E como Iwa alertou, vários ninjas com o uniforme e bandana da vila nos atacaram tanto diretamente, com taijutsu, quanto a distância, com ninjutsu, kunais e shurikens. Três malditos me atacaram enquanto o resto atacaram os outros três, um ficou atrás atirando shurikens em minha direção, desviei ou rebati todas com a lâmina da espada e os outros dois partiram para o taijutsu, então peguei uma shuriken e atirei contra eles logo fiz alguns selos de mão.
— Kage bushin shuriken no jutsu (técnica dos clones das sombras shurikens) — e vários outras shurikens apareceram ao lado da primeira, os dois que estavam na frente desviaram mas o de trás foi atingido na cabeça, no peito e na coxa, morrendo na hora. Os dois pararam e olharam seu companheiro morto.
— Seu desgraçado, ele era noivo da minha irmã! — exclamou um dos ninjas.
— Fique calmo, vou me certificar que sua querida irmã também receberá sua cabeça — disse. Então com grande fúria no olhar o jovem jounnin me atacou com taijutsu, desviei de todos os seus golpes e o ataquei com dois fortes socos no peito, o derrubei com uma rasteira fazendo-o cair de costas para o chão, peguei minha espada e cravei ela em seu pescoço o matando. O último ninja veio me atacar com uma kunai, com a mão esquerda segurei uma das minhas kunais e com a direita empunhei a minha espada, parei a kunai do inimigo com a minha própria fazendo ele cambalear para trás com o impacto, no intervalo dessa fração de segundos usei o sushin apareci atrás dele e o desmaiei com um golpe com o cabo da espada em sua nuca. Ainda deu tempo de observar os outros lutarem, Iwa usava um tipo de taijutsu parecido com o estilo hyuuga atingindo os adversários com a palma da mão aberta transferindo um pouco do seu chakra para eles fazendo-os caírem inconscientes, já Ken atingia eles com o punho fechado, o tecido que cobria o local atingido virava pó e a carne do inimigo onde recebia o golpe ficava com queimaduras consideráveis, fazendo-os cair desacordados com fumaça saindo de suas bocas, e por último Lancelot com o velho taijutsu bruto, como ele era mais alto do que a maioria da idade dele, e o mais forte no quesito força bruta entre nós quatro ele adaptou várias artes marciais para seu próprio estilo de luta, além de ser o melhor espadachim que eu conheço.
— Acabou — diz Ken derrubando o último inimigo, Iwa fez a terra engolir os corpos e vestígios de sangue deixando apenas os vivos intactos — vocês não mataram todos?
— Não, eu deixei um — assumi despreocupado com as mãos na nuca.
— Eu não matei nenhum — diz Iwa cruzando os braços.
— Eu não consegui segurar, tive que matar todos — garganha Lancelot cruelmente — que sorte a minha peguei logo quatro.
— Grande coisa, eu lutei com dois jounnins — respondo deixando Lancelot com raiva.
— Tudo bem, vamos prosseguir — diz Ken suspirando e correndo em direção da porta para o quinto andar, abrimos ela, passamos pela escada e entramos no quinto andar, para nossa sorte estava vazio.
— Parece que toda a vigia dos andares estavam no quarto andar — digo para eles enquanto corríamos em direção do sexto andar.
— Sim, e por algum motivo a segurança está muito escassa — responde Lancelot se referindo a informação equivocada que recebeu de algum informante de que os andares subterrâneos são bem protegidos. Passamos pela porta, mas para nossa surpresa no final da escada que leva ao sexto andar, tinha uma porta de identica as outras só que feita de aço.
— Mas o que é isso ? — diz Lancelot tentando girar a maçaneta da porta que não se mexia — eu não tinha conhecimento desse sistema de segurança.
— Parece que é aberto apenas por uma chave específica — digo apontando para uma pequena abertura em forma da ponta de uma chave.
— Então deixa que eu resolvo — diz Iwa ficando com um dos joelhos no chão para ficar da altura da abertura — Ken me dá aquela senbon (agulha usada com arma ninja) que eu lhe dei mais cedo.
Então Ken pois a mão na sua sua bolsa ninja e retirou uma agulha de 15 centímetros de altura, parecia ser feito de borracha negra, ele deu para Iwa.
— Obrigado — pegando o objeto da mão do Ken.
— "Mas o que é isso? é muito estranho, sinto algo vindo dessa senbon" — penso preocupado observando atentamente os movimentos do meu colega de equipe.
— Iwa, o que é isso? — pergunto segurando seu ombro para não fazer o que pensava.
— Sim, claro eu explico — diz Iwa se virando para nós — isso daqui é um minério especial que foi descoberto há alguns meses atrás por um amigo meu.
— Interessante, mas o que ele faz precisamente ? — pergunta Ken curioso.
— Como podem ver ele é a primeira vista apenas uma borracha tão escura quanto piche, porém, ao adicionar um pouco de chakra nele... — Iwa colocou um pouco do seu chakra e depois tentou inutilmente torcer ao meio o objeto — ...fica tão forte e resistente quanto o aço.
— Por essa eu não esperava — digo surpreso pela descoberta — "mas isso não possível"
— Quem é esse seu amigo ? — pergunta Lancelot.
— O nome dele é Yagi Shinji, é um gênio de apenas 17 anos, é geólogo e cientista químico — responde a pergunta — em uma das expedições que ele comanda a cavernas de todo o continente, em uma gruta nunca explorada no país do Algodão, acharam este minério desconhecido que ainda está sendo estudado.
— Eu nunca tinha ouvido falar de algo assim — diz Ken pensativo andando de um lado para o outro.
— Bem, é melhor eu me apressar e fazer minha mágica — diz Iwa tirando seu capuz e colocando seu ouvido colado com a porta perto da tranca, fixou a senbon dentro da fechadura, ele girou um pouco e alguns segundos depois ouvimos um estalo vindo da fechadura.
— Pronto, já podemos prosseguir — diz Iwa guardando a senbon e colocando seu capuz de volta — vocês devem estar se perguntando como eu fiz isso, então eu explico. Por ser de borracha a senbon é flexível e pode entrar dentro da fechadura e achar a combinação, por isso eu escuto e sinto, depois é só torná-la rígida e girar para destravar o mecanismo da tranca.
— Compreendo, então vamos, falta pouco — e partimos rumo ao sétimo andar, chegamos no final do sexto andar, Iwa abriu a tranca da porta do sétimo andar. Mas no momento em que pisamos no andar, ouvimos um barulho de apito bem forte, seguido de uma sirene de alarme muito forte.
— Fomos descobertos? — pergunto preocupado.
— Parece que sim — responde Ken cerrando o punho com força — mas que merda!
— Ei, Lancelot, parece que esse seu informante não é de confiança, hein? — comenta Iwa provocando, e funcionou já que deu pra perceber que ele ficou irritado.
— É, eu vou ter uma conversa com ele — explica Lancelot correndo em direção da biblioteca do andar.
— "Eu tenho pena desse tal informante, ele está ferrado" — pensei rindo achando engraçado aquela situação.
— Estão vindo, 34 ninjas, entre jounnins, Anbus... — alerta Iwa, e fazendo uma pausa antes de continuar demonstrando claramente um nervosismo repentino — ...e o Hokage.
— O que ele está fazendo aqui? — pergunto preocupado coçando a cabeça — não vamos dar conta de tantos, muito menos se forem Anbus e jounnins.
— Então temos de nos apressar, e chegar logo — finalmente nosso objetivo, chegamos em uma porta escrito "biblioteca", entramos, e nos deparamos com várias e várias enormes estantes com muitos pergaminhos.
— Encontramos! — exclama Lancelot, Ken vira para e nos dois.
— Naruto, Lancelot, enquanto Iwa e eu procuramos fiquem lá fora guardando a porta e nos avisem se desconfiarem de algo.
— Tudo bem — concordei e saímos para ficar na porta, 3 minutos depois eles saíram com dois pergaminhos de 50 centímetros de altura cada , um na cor vermelha e outro na cor preta.
— Objetivo concluído — diz Iwa segurando os pergaminhos — o Hokage e os outros já estão no quarto andar, temos que nos apressar.
Iwa então deu os pergaminhos para Ken, que guardou eles, e depois fez o mesmo jutsu de Doton que o usou para entrarmos no primeiro andar.
— Vamos subir para a superfície, e nos espalhar, amanhã às 18:00 vamos todos nos encontrar na sua casa Naruto, para ler os pergaminhos — explica Ken apontando para mim.
— "Mais que folgado, nem pede licença para entrar na casa dos outros" — penso com uma gota na cabeça — tudo bem, é por uma boa causa.
Concentramos chakra em nossos pés e começamos a correr rumo a superfície pelo túnel.
— Iwa uma pergunta — digo chamando a atenção enquanto corríamos pelo túnel verticalmente — se você pode conectar a superfície com qualquer, por que você não fez isso antes, e nos mandar direto pro andar final?
— Porque eu não sabia a localização exata do sétimo andar — responde tirando minha dúvida, assim que pisamos na superfície.
— DISPERSAR! — exclama Ken, assim nos separamos e cada um foi para uma direção diferente, como eu estava na Zona Norte, corri em velocidade máxima pelas ruas vazias em direção do Centro da vila, passei pela região, e fui diretamente para Zona Sul, que é onde fica o bairro que eu moro, para ter certeza que não tinha qualquer perseguidor no meu pé dei algumas voltas pela região e depois fui para o prédio do meu apartamento. Entrei pela janela, me sentei na cadeira, jantei ramen instantâneo, me troquei e olhei o relógio que marcava 1:53 da madrugada. Me joguei na cama já que estava com uma exaustão enorme.
— "Parabéns moleque" — diz Kurama ne elogiando por ter comprido com o objetivo.
— "Obrigado" — agradeci sorrindo — daqui algumas horas terei de acordar para ir no teste do Kakashi-sensei.
E dormi depois de um dia e noite cheios, que ainda iria continuar algumas horas mais tarde dormi com um singelo sorriso no rosto.
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