A Lenda Misteriosa
1 Capítulo 1
Notas iniciais
capitulo 1
“Numa cidade bem longe da Terra, onde apenas existiam quatro tipos população, os feiticeiros, as feiticeiras, as bruxas, e os bruxos, aconteceu algo que mudou a vida de todos. Mais ao menos em 1920, quando ainda ambas as populações eram governadas por reis, foi descoberta uma arca com uma varinha de mago, nesse momento todos queriam essa varinha, e graças a ganância de ambas as partes acabaram por levar a cidade quase à destruição.
Todos os reis morreram deixando apenas as rainhas que nesse dia tentaram a todo o custo que os seus maridos parassem.
Nunca ninguém soube quais os objectivos da tal varinha, a única coisa que conseguiram descobrir foi que a morte dos reis foi uma morte não criada por os seus poderes, mas sim por uma pessoa que usou um dos poderes proibidos contra eles.
Nunca se descobriu a tal pessoa, mas de uma coisa as pessoas de ambas as populações sabiam, eles tinham que destrui-la. E assim fizeram, organizaram uma cerimonia com os quatro grupos todos juntos e então agarraram a varinha e atiraram-na para o fogo.
Todos pensaram que tinham dado cabo da mesma, mas enganaram-se ela ainda estava bem inteira”
Tinha acabado de acordar, antes de mais sou a , sou uma feiticeira desde pequena, normalmente as pessoas só conquistam os seus poderes quando cumprem os seus 14 anos, mas eu não, quando tinha apenas os meus 4 anos já tinha conquistado os meus poderes, todos achavam que não era normal, quer dizer para eu ser sincera nunca fui, antigamente quem conquistava os seus poderes antes do tempo era morto, Felizmente as leis foram mudares antes de eu nascer, mas mesmo assim a minha mãe contou-me que a maior parte da minha família morreu graças a isso, para as pessoas nós não éramos normais, mas mesmo acontecendo isto connosco sempre fomos tratados bem por todas as pessoas, até mesmo por todas as populações.
Levantei-me da cama e olhei de novo para o meu quarto, tinha mudado há pouco tempo de casa, o que foi algo fácil para mim pois acabei por mudar-me para mais perto dos meus amigos.
O meu quarto era perfeito, como eu sempre sonhei, todo verde, com uma cama de casal, uma estante para livros onde eu guardava vários livros sobre a história e os segredos de ambas as populações, uma escrivaninha onde eu supostamente devia estudar, mas para ser sincera nunca pus lá os pés, prefiro estudar na cama, e por último uma varanda com varias flores.
Agarrei no meu telefone e logo reparei que já estava atrasada para as aulas, isto esta a acontecer constantemente. Corri o mais rápido que pôde pelas escadas abaixo até chegar à sala onde os meus pais estavam.
– Onde vais com tanta presa? – Pergunta o meu pai.
– Aulas. – Disse e sai de casa.
Corri o mais que pude enquanto passava pelas ruas que nunca tinha visto na minha vida, nem sabia se estava a ir pelo sitio certo, mas de uma coisa eu tinha a certeza, atrasada por atrasada chego atrasada.
Já estava estafada até que vejo o enorme portão branco. Entro e então paro de correr, uma coisa eu já tinha acerteza, já tinha falta, mas mesmo assim vou à aula.
Caminhei calmamente enquanto olhava para a escola que há alguns anos frequentava. Ela tinha tudo o que precissavamos, a frente era o grande predio onde nos tinhamos as aulas, no lado direito da mesma era o parque de jogos onde havia campo de futebol, basquetebol, andebol e muito mais, no lado esquerdo era o parque, mas não era um parque normal, era um parque que tinha um lago no centro, e se olhassemos para a agua viamos as quatro bandeiras que fazem desta cidade a melhor. Ambas as populações estudavam na mesma escola, para mostrar com a soma de todas as pessoas de ambas as populações ficam no total de 500 pessoas, somos mesmo poucos. O único problema, mas claro só assim é que da é que os bruxos e os feiticeiros tem aulas em salas separadas.
Finalmente tinha entrado no grande predio e então cheguei à sala número 20 que era onde iria ter a minha primeira aula.
– Posso. – Disse abrindo a porta da sala.
– Senhorita . – Começou a professora levantando-se do lugar e olhando para mim. – Como sempre atrasada. – Nesse momento ela encostou-se na mesa.
– Desculpe. – Disse de cabeça baixa. – Juro que nunca mais acontece. – Levantei a cabeça e toda a sala começou a rir. – O que foi?
– Porque é que ainda prometes. – Começou a professora e depois sorriu. – Senta-te lá.
Fiquei chateada com aquilo, mas pronto eles tinha razão. Passei por várias carteiras e sentei-me ao pé do meu amigo e então começei a falar com ele.
– E então? Perdi muita coisa? – Perguntei tirando o meu livro de feitiços da mala.
– Não acho que não. – Disse ele passando a mão por o cabelo.
Ficamos em silencio e logo a seguir começei a falar de novo com ele, mas algo me fez calar.
– …Todos dizem que a varinha foi queimada, mas alguns dias depois daquele, uma floresta apareceu toda queimada, e no sitio estava uma varinha parecida com a do mago. – Mal a professora parou de contar aquilo eu fiquei de boca aberta, mas como é possivel, eu já li os livros das lendas desta cidade do principio ao fim e nunca ouvi falar sobre isso.
– Tenho uma duvida. – Disse levantando o dedo.
– Sim? Menina .
– Como é que sabem que a varinha que encontraram era real? Podia ser uma réplica nunca se sabe que a pessoa que destruiu os reis tenha feito isso só para as populações acreditarem. – Disse e toda a turma, principalmete a professora ficou de boca aberta.
– Como é que sabes isso tudo? – Perguntou a professora.
– Eu já li todos os livros das lendas. – Disse e então todos fizeram um “ah” e eu fiquei com cara feia.
– Serio? Então tambem sabes que a lenda diz que qualquer pessoa pode usar a varinha. – Disse a professora.
– A professora pode estar a dizer tudo pelos livros, mas está bem enganada. – Disse e nesse momento ela levantou-se da cadeira e encostou-se a mesa a olhar para mim.
– Como assim?
– O meu avô quando eu era pequena, deu-me um livro que foi dado pela rainha a ele, onde contava a história toda. – Disse e nesse momento todos se viraram para trás e olharam para mim.
– Então e que tal contarnos a verdadeira. – Pediu a professora.
Nesse momento corei mas consegui arranjar coragem.
– Bem, todos os livros dizem que todas as pessoas podem usar a varinha, isso é verdade, mas tambem é uma grande mentira, todos nós podemos agarra-la ou até lançar um feitiço com ela, mas a potência e a força do nosso poder será a mesma que se usar-mos as nossas varinhas, mas se for o verdadeiro mago, tudo é diferente, os poderes dele aumentam de potência, força e até mesmo de velocidade.
– Então quer dizer que os livros estão errados? – Perguntou a professora.
– Sim. – Disse.
– É tudo mentira, ela só quer ter atenção. — Disse a rapariga mais mimada, mas a mais popular da escola, ela sempre me odiou e eu sempre odeai-a.
– Não é mentira nenhum. – Disse alterada.
– Não, serio? Continuo a achar que é, quer dizer desde quando é que aquela rapariga pensa, quer dizer lê? — Começou ela.
Nesse momento eu não me responsabilizei por os meus atos, simplesmente saltei da cadeira ate ao pé dela e começei-lhe a dar socos.
– Menina . – Disse a diretora que tinha entrado na sala nesse exacto momento. – Já para a sala de diretores.
– Mas ela é que começou. – Disse e então a minha professora entrometeu-se.
– Tenha calma diretora, nos precisamos da , ela é que estava a dar a aula. – Disse a professora e logo a seguir a diretora prenunciou-se.
– Ela? A senhorita . – Disse de novo.
– Sim. – Disse ela e então a diretora começou a rir.
– Esta vai ficar para a história. – Ela pegou na maquina e começou a tirar fotos a mim. –Desculpem pela interrupção.
Nesse momento ela saiu e eu voltei para o meu lugar. Deixei de dar a aula e apenas ouvi a professora a falar, lembrar-me do livro do meu avô fez-me recordar que ainda não o tinha lido até ao fim, iria fazer isso hoje quando chegasse a casa.
E então a campainha tocou, tinha sido a primeira aula, ainda tinha mais três, mas não me importei muito, pois agora era intervalo e era a única coisa que eu queria saber.
Eu e o saímos pela porta da sala e fomos em direção ao jardim, pelo o caminho vejo vários bruxos a praticar magia, eu nunca tinha feito isso, apenas nas aulas práticas, para mim intervalo é estar com os amigos, e é como eu estou. O era o meu único amigo, todos os outros eram mais importantes do que eu logo não me ligavam nenhuma, quer dizer eles diziam que eram mais importantes, mas eu não acredito muito.
Quando chegámos ao jardim ambos nos sentamo nos bancos a olhar para o lago.
– Parece que hoje tiveste lucros. – Disse o , agarrando em uma pedra e atirando à água.
– Pois. – Disse triste a olhar para o lago.
– O que foi? – Perguntou .
– Não sei. – Disse e para ser sincera estava a dizer a verdade, eu não fazia minima do porque de me sentir assim.
Ficámos calados até que alguém chega, alguém que nunca quis ver à minha frente, ou melhor nunca quis conhecer.
– Olá . – Disse .
Olhei para ela e notei a presença de um rapaz bem giro para ser sincera.
– O que foi? – Perguntei ainda triste.
– Nada eu só me queria vingar do que aconteceu à bocado e já que sei que não sabes nadar.
Nesse momento fiquei estática, mas como é que ela sabia? Olhei para ela que já estava a agarrar em mim, mas felizmente o impediu-a de continuar.
– Nem te atrevas a tocar com uma unha na . – Disse ele apertando o braço da .
– Larga-me. – Disse ela mas o não mexeu um pau, isso fez com que o amiguinho ou namoradinho dela se intrometesse.
– Não a ouviste? – Perguntou o rapaz.
– Não. – Disse ele e empurrou o tal rapaz.
Ele iriam começar a porrada disso eu tinha a certeza logo decidi-me por no meio.
– Parem! – Disse e olhei para o , que estava furioso e depois olhei para o rapaz. Nesse momento notei que ele tinha ficado hipnotizado com os meus olhos, pois não parava de olhar para eles.
– Desculpa . – Disse e abraçou-me de lado. – Vamos embora.
Ambos saem de lá e vão para a próxima aula.
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