A Lenda De Yukimaru
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Esse tá bem maior que o primeiro e que a média das minhas fanfics: 2700 palavras, ou quase isso.
Espero que gostem! =3
Quatro anos se passaram desde a queda da estrela da deusa. Na fortaleza dos Ishtar, viam-se fogueiras e bandeiras coloridas de todos os tipos. Nas casas, os mais varidados enfeites, e todas possuíam uma corda com várias guirlandas amarradas ligadas ao altar do cristal da Deusa.
Viam-se crianças correndo a todo instante, gritando e fazendo algazarra, enquanto as mães corriam preocupadas atrás das mesmas. Enquanto isso, os homens e garotos mais velhos da vila ajudavam a terminar a ornamentação do local, levantando peças pesadas ou arrumando locais altos em que as donzelas tivessem medo de subir.
Todo aquele preparo havia um motivo: Era um dia especial. O dia em que um novo grupo de jovens seriam escolhidos para realizar a missão que de fato os tornaria homens, seguindo a tradição daquela tribo. O ancião da tribo preparava tudo para o ritual, enquanto os jovens candidatos ao título de Cidadãos aguardavam ansiosos num dos templos da vila.
- Aaaaaah! Mal posso esperar para ver que tipo de missão eles nos darão! Será algum tipo de busca por um artefato perdido? Será entregar algo a um visitante? Sobreviver sozinho nas geleiras do Vale? — dizia um dos garotos, de longos cabelos castanhos e olhos escuros, vibrante e animado, que trajava um manto de pele de animal marrom-escuro e tecido vermelho. Aparentava ter doze anos.
- Não importa o que for, você não vai ganhar mesmo, Toshio! — dizia outro com cabelos curtos e negros e olhos escuros também, cujo físico lembrava a mesma idade do outro- Pare de ficar tão animado.
- Não sejam idiotas, temos que trabalhar em grupo! Não é, Yukimaru?- dizia um jovem de cabelos loiros e olhos verdes, que aparentava ter por volta de quatorze anos.
- S-sim, Mihel-san. Toshio-san, Kayu-san, eles passarão algum tipo de trabalho em equipe, e precisamos agir juntos para vencer o desafio- dizia o último garoto do local. Parecia ter 12 anos, e possuía cabelos médios loiros e profundos olhos azuis. Sua expressão facial era calma e benévola, e ele parecia incapaz de machucar um ser vivo.
- Bah! Eu odeio esse lance de trabalho em equipe- dizia ainda Toshio- Por quê eles não nos poem como rivais uns dos outros?- terminou, aborrecido.
- Porque, tanto pela paz como numa batalha- começou a falar o mais velho, puxando uma espada de sua bainha- nós, os Ishtar, agimos como irmãos, unidos!
Logo, ele agiu como alguém que chama uma luta, e convocou os outros três a fazerem o mesmo. Poucos segundos depois, os quatro estavam trocando golpes de espada em tom de brincadeiro no recinto avermelhado, cheio de pequenos artefatos, até que alguém bate na porta, em seguida entrando.
- O que vocẽs acham que estão fazendo? Francamente? — dizia um velho rabugento, com cabelos completamente grisalhos e uma horrível roupa verde- Vão preparando-se para a cerimônia, o ancião os espera dentro de algo a mais do que uma hora!
- Mas nós não precisamos de mais nad- começou a falar Kayu, mas foi interrompido.
- Não precisam de mais nada? NÃO PRECISAM DE MAIS NADA? VOCẼS POR ACASO JÁ DECORARAM O TEXTO?- gritava o velho.
- Hum...
- Er...
- Nós, bem...
- EU SABIA! Toshio, Kayu, Mihel, como acham que poderão se tornar guerreiros com essa imprudência?? — continuava o velho.
Eu aprendi os textos, senhor- dizia tímida e calmamente Yukimaru- tenho certeza de que posso ensinar a eles durante este intervalo de uma hora …
O velho então observa Yukimaru dos pés a cabeça, com a expressão de quem analisa algo/alguém com plena certeza de seu julgamento. Após olhar fixamente nos olhos do jovem loiro por quase um minuto, o que o deixou bastante ruborizado, o velho voltou a palavra aos outros três jovens.
- Vocês tem UMA HORA para aprender os textos que deverão apresentar nesta cerimônia com seu jovem amigo aqui, estão me ouvindo? APENAS UMA HORA!
- Sim senhor, Hagen-sensei! — diziam os três jovens em uníssono,
- Espero mesmo! — dizia-lhes, esnobe, antes de fechar a porta com uma forte batida.
Os garotos passaram alguns segundos ali, olhando para a porta, como se ainda não compreendessem que uma criatura como aquele homem existia mesmo, até que Mihel resolve quebrar o silêncio.
- Bom, pessoal – dizia com a voz debochada- nós podemos ficar aqui fazendo nada e reprovármos no teste ou podemos aprender o bendito texto com nosso amiguinho aqui- falava sorrindo, enquanto dava tapinhas no ombro do jovem loiro menor, que o olhava envergonhado.
- Tem toda a razão- dizia Kayu.
- Vamos, Yuki, vai passando o abacaxi ai pra nós tentarmos aprender!- dizia animadamente Toshio,
- Bom — começava Yukimaru, ainda envergonhado- vamos lá.
Além das terras da vila, num enorme deserto de gelo conectado ao geladíssimo oceano lá fora um frupo de caçadores e pescadores trabalhava aduamente para trazer comida à fortaleza. Entre eles, um homem forte e loiro segurava uma espada enquanto afugentava um enorme urso polar. Com magia, ele congelava as patas traseiras do animal, e com sua espada, defendia-se dos ataques de garra do mesmo.
- Nero, continue pegando os peixes, eu posso lidar com essa fera! — gritava ele, enquanto brandia sua espada no ar com uma das mãos, enquanto a outra realizava magia.
- Sahu, já temos peixes o suficiente! Podemos retornar para a vila...- respondia Nero, um homem moreno e de cabelo médio, não tão alto mas bastante forte, trajando o que parecia ser a pele de alguma fera daquelas terras.
- Não vou retornar à vila até que tenhamos comida suficiente para um grande banquete! — gritava Sahu, batalhando contra o gigantesco urso que desprendera-se do gelo em suas patas traseiras e agora avançava livre no homem, que contra-atacava com a espada aos golpes de garra do animal.
Os outros homens riam daquele que lutava contra o urso, mas entendiam-no. Aquele era o dia onde o filho do mesmo, o jovem Yukimaru, participaria da cerimônia na qual, ao finalizar seus desafio, seria oficialmente considerado como um homem da tribo. Estimulado pela força de vontade de seu filho, ele iria dar o máximo para fazer uma festa no retorno dos jovens.
- Vamos contribuir com o velho Sahu, pessoal! — gritava Nero- Peguem quantos peixes puderem!
Os outros onze homens riram e gritaram, concordando com Nero, enquanto levantavam seus braços em sinal de apoio a Sahu, que agradecia com um sorriso, enquanto mantinha-se em combate com o urso.
Longe dalí, na tribo, os garotos finalmente terminavam de decorar o texto tão ncessário para a cerimônia.
- Arrh, que saco! Finalmente terminou... — dizia Toshio com o ar de alguém fisicamente esgotado, embora a única coisa que fizera fosse aprender um texto.
- Vamos lá, Toshio, isso não foi trabalho algum- zombava Kayu, em seguida olhando para Yukimaru – Obrigado, Yuki. Agora, para onde nós devemos ir?
- O Mihel deveria saber, mas ele é um repetente que reprovou na academia!- zombava Toshio.
- E você deveria ter inteligência suficiente para saber você mesmo!- contradizia Mihel, dando um coque na cabeça do menor.
- Calma gente! Eu sei o que nós devemos fazer agora- apartava o mais ajuizado do grupo, Yukimaru.
- É? O que devemos fazer?
- Vamos para o outro templo, esperar que o ancião comece a cerimônia.
- Se é você que tá tá dizendo... — respondia Mihel, com um tom de ironia, mas de rendição – vamos, crianças, precisamos terminar logo essa coisa.
- VAMOS!- respondia em uníssono os animados Toshio e Kayu, enquanto Yukimaru ria da situação.
Logo, os 4 jovens saíam do local onde estavam e atravessavam a vila para chegar ao outro lado.
Toshio e Kayu andavam cheios de poses, esperando que os cidadãos da vila lhes dessem parabéns ou coisas assim, enquanto Mihel caminhava tranquilamente e Yukimaru, nervoso.
Ao perceber como o amigo estava, o mais velho do grupo foi logo tratando de quebrar o silêncio do mesmo, apoiando o braço no ombro dele enquanto colocava-lhe peso, coisa que fez o loiro menor voltar a si.
- Heeey, homem! Por quê todo esse nervosismo?
- Ah,é que... — ele engoliu seco- você sabe, toda a vila vai estar lá para ver o desafio que iremos receber, e eu não sei se vou conseguir passsar...
O mais velho deu uma longa e forte gargalhada, o que chamou a atenção dos outros dois.
- Hey, Mihel, o que tem de tão divertido?- perguntava Toshio.
- Ele tem razão, porque não nos conta, para que possamos rir também?- dizia Kayu.
- Sabem o nosso companheirinho aqui?- dizia Mihel, apontando para Yukimaru- pois bem, ele, vejam bem, ELE, está com medo de falhar no desafio!
Os outros garotos logo começaram a rir. Não riam com maldade, mas sim por terem fé que o jovem preocupado era justamente o mais preparado entre eles. Mas quando perceberam que ele se manteve sério e com o rosto baixo, afundado em seus pensamentos, trataram de dar-lhe apoio.
- Relaxa, Yuki! Você vai passar no desafio com muito mais facilidade do que pode acreditar! — animava-o Toshio, com um dos braços por cima do ombro do amigo.
- Vocês... vocês acham? — perguntou, levantando a cabeça, curioso.
- Concordo plenamente com o Toshio! — contribuía Kayu.
- E existe alguém que discorde? — finalizava Mihel, fazendo o jovem loiro abrir um sorriso no rosto.
Estimulado pelo apoio dos amigos, o garoto seguiu com os mesmos até o templo onde a cerimônia seria iniciada. Enquanto caminhavam pela vila, várias pessoas animavam-nos ou parabenizavam-nos pelo dia da cerimônia, tamanha era a importância da mesma. Aqui ou acolá, garotas olhavam-nos e davam risadinhas, desviando os olhos dos mesmos imediatamente.
- Garotas... — dizia Toshio desconfiado – elas são bonitas, mas são tão estranhas...
- Você tá de brincadeira, né, Toshio? — zombava o mais velho, enquanto acenava e mandava piscadinhas para as garotas- se eu fosse vocês, meninos, aproveitava pra ir fazendo charme e ver se conseguem deixar alguma garota interessada, já que hoje nós somos famosos.
- Como se você pudesse dar conselhos sobre esse assunto, né Mihel?- zombava Toshio- Sequer namorada você tem!
- Aah, cala a boca moleque! — responde Mihel dando mais um golpe na cabeça do moreno
- Isso idiotas, continuem se matando enquanto nos atrasamos para a cerimônia- reclamava Kayu.
Toshio e Mihel olharam-se e decidiram parar a pequena briga para se apressar e chegar logo ao templo do ancião. Lá, um pequeno grupo de pessoas, a maioria ligadas ao evento, já chegavam.
- Olha só quanta gente! -dizia Kayu impressionado- e tudo isso para NOS VER!
- Não vá se achando não, Kayu. O pessoal aqui pode até te elogiar, mas eles também criticam pra valer!
- Eu sei... Mas é que...
- Não se iluda, Kayu- disse friamente o mais velho- Ah, vejam, ali está! O templo!
Os 4 garotos correram para o local, esperando encontrar o ancião para iniciar a cerimônia, mas só encontramo os sacedotes auxiliares.
- Onde está o senhor Raghar? Ele saiu?- Pergutava perguntava Kayu para um dos sacedotes lá.
- Nós não fazemos ideia, mas garanto que ele virá para realizara a festa de vocês.
- FESTA NADA, CERIMÔNIA DE CRESCIMENTO!- irritava Toshio, o mais baixinho dentre eles, enquanto os outros riam desta irônica frase.
- Pra você ficar no nosso nível, Toshio- falava Mihel- precisará de várias ''cerimônias de crescimento'' mesmo! — e terminou dando uma gargalhada, na qual foi seguido pelos outros 2 garotos.
Lá longe, no deserto de gelo, Sahu, Nero e os outros homens finalmente haviam terminado de pegar o que queriam.
- Estamos prontos para partir, Sahu!- gritava Nero.
- Já temos comida suficiente?- Sahu perguntava.
- Pra três dias, até!- gritava Nero, orgulhoso- agora vamos indo!
- Certo, estou indo!- respondeu Sahu, mas antes, tenho que resolver uma coisa!
O urso com o qual Sahu lutava anteriormente ainda estava lá, atacando bestialmente com garras e dentes, mas agora haviam mais deles. ''Devem ter sentindo o cheiro de comida acumulada e vieram pra cá'', pensou Sahu. Indesejoso de matar o animal e querendo retornar logo à vila, Sahu usa sua magia para causar uma pequena onda de impacto no chão, fazendo os animais caírem e dando-lhe tempo suficiente para ir até o barco do grupo e sair a salvo. Velejando a toda a força do vento, eles tentavam chegar o mais rápido possível.
Na praça, centenas de pessoas já se acumulavam, desejando saber como seria o desafio daquele ano, o desafio que separava os homens dos garotos. Especialmente na frente do templo, as pessoas gritavam sem noção do que faziam, esperando unicamente pelo início dos Jogos. No palco exterior do templo, alguns dos sacerdotes falavam às pessoas sobre as tradições da cerimônia.
Dentro do templo, Yukimaru, Mihel, Toshio e Kayu mal podiam se segurar de tanta excitação. Ambos , por mais que tenham tentados ficar calmos, estavam extremamente nervosos, sem saber se iam ter sucesso naquela missão. Inquieto, Toshio levantou e espiou o que acontecia lá fora, por meio de uma janela.
- INCRÍVEL!- gritou de animação- A vila inteira está aqui para nos ver!
- Deixe-me ver também, Toshio!- prosseguiu Kayu, querendo ver o mesmo que o outro moreno.
- Crianças, sempre tão irritantes...- dizia Mihel com um tom esnobe- O que acha disto, Yuki?
- Ah, eu... — o garoto envergonhou-se – eu simplesmente não me sinto curioso sobre como as coisas estão lá fora...
Yukimaru voltou a fazer uma cara triste, e Mihel sabia o porquê.
- Você acha que seu pai não vai estar aqui pra te ver?
- Exato...
- Yuki, me diz, você só ficaria a todo vapor se seu pai estivesse aqui, é isso? — dizia Toshio, sem sair da janela.
- Bom... eu acho que sim- respondeu o jovem loiro, sentindo que os amigos estavam um tanto desapontados com ele.
- Então trate de dar o seu máximo!- gritava a voz de um homem lá atrás. Sim, era a voz de Sahu.
- PAI!- gritou Yukimaru, ao virar-se e vê-lo de braços cruzados obversando-os.
- B-bem vindo, Sahu-sama- diziam os outros 3 rapazes.
- Agradeço, jovens. Yukimaru, poderia vir aqui, por favor?
- Mas é claro que sim!
Foram até um cômodo próximo onde poderiam ter privacidade, e então sentou-se.
- Me escute: eu quero que você realize esta missão dando o melhor de você, ok?
- Ok! Eu te prometo, pai... Eu vou mostrar os resultados de todo o nosso treinamento!
Sahu mostrou um sorriso de satisfação, mas logo pôs uma expressão de preocupação no rosto.
- Também quero que saiba de outra coisa.
- O quê?
- Há... inimigos nossos fora da fortaleza. O povo Ishtar sempre foi um povo de paz, e há seres que desejam o conflito em vez da harmonia... Tenha cuidado.
O garoto fez uma expressão séria e disse ao pai que sim, iria tomar cuidado, balançando a cabeça.
- Obrigado, filho... Agora vamos. Seus amigos te esperam.
- Sim, vamos!
De volta ao salão onde estavam seus amigos, Yukimaru sequer pôde se despedir do pai: os sacerdotes o carregaram até o exterior do templo, onde os outros três jovens já esperavam, envergonhados perante uma tão grande platéia. Enquanto isso, o ancião entoava:
- Desde os primórdios desta vila, desta fortaleza, nós temos agradecido à deusa Kori por sua bênção.Nós, os Ishtar, recebemos dela o poder para viver nesta terra gelada, na qual os homens mais corajosos temem se perder. Em troca de tal honra, a deusa nos pediu algo: a luta pela paz. Nossa missão, desde que nascemos, é fazer o máximo para que a justiça e a paz ocorram neste mundo. Para isso, nossos garotos são treinados desde pequenos para se tornarem dignos de realizar esta missão, e para que provem que são capazes, nós os impomos um desafio. Aqui estão quatro jovens incríveis: Toshio , da casa de Han; Kayu , da casa de Sabato; Mihel , da casa de Hion; e por último, Yukimaru, da casa de Imura. Hoje, rapazes, vocês terão que cumprir este desafio, que consiste em recuperar 4 artefatos que estão espalhados pelo deserto gelado. Vocês deverão recuperá-los, juntos, como um time, e sobreviver em meio ao inferno azul, para que se tornem verdadeiros homens... Eu, Alastor, considero esta cerimônia... aberta.
Notas finais
O que precisa ser melhorado?
O que vocês mais gostaram?
Please, comentem ^^
Abraço do Fay o/
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