Meu nome é Saiore Hamatsuma. Se você é como o meu irmão e não acredita nesta lenda, peço que me sigam nesta aventura, porque pretendo ir para Daskari.

Isso mesmo, a regra básica diz que existe um mundo chamado Daskari, com milhões de guerreiros. Cada um destes guerreiros deve batalhar e vencer 100 oponentes e quem fizer isto pode vir para a Terra no corpo de um ser humano. O caso é: depois que um ser humano completa o ritual, retorna para Daskari, e assim o ciclo permanece.

Por que eu quero ir pra Daskari? Eu perdi meus pais quando era pequeno e Furoimo cuidou de mim desde então. Tenho um pressentimento que meus pais estão neste tal mundo, e o meu objetivo é encontrá-los.

Levantei-me do sofá e me espreguicei, mas logo sentei na cadeira em frente ao computador. Rapidamente procurei novidades sobre o assunto que acabara de explodir na imprensa.

– Parece que bloquearam todos os sites sobre Daskari... Não faço idéia de quem possa me ajudar agora – falei sozinho enquanto pensava.

Peguei o telefone e liguei para Reonaru.

- Alô, Reonaru?

–Saoire-Chan, como vai? – o garoto respondeu na linha – Por que me ligou?

–Você pode fazer um serviço pra mim?

–O que foi? Aqueles caras estão te provocando de novo?

–Não, preciso que descubra tudo o que puder sobre Daskari e me encontre em meia hora.Estou pensando em por o nosso velho plano em prática.

–É pouco tempo, mas vou tentar. Te vejo mais tarde. –Reonaru desligou.

Conheço Reonaru Okuroi desde que estava no maternal. Ele é meu melhor amigo e é um Expert em tecnologia, dizem que ele é superdotado. O único em que eu confiaria minha vida além da Gris... Seria ele.

Gris! Acabei esquecendo que tinha um encontro com ela. Vesti meu casaco e saí. Peguei um ônibus. Meu celular tocou.

–Gris?

–Saoire-Chan, como pode me deixar esperando aqui?!

– Estou chegando. – avisei ela.

–Onde você está?

–Só olhar para a direita, estou descendo do ônibus...

–Ah! Você veio!Que saudades! – Gris desligou o celular e me beijou tão forte que caímos no chão – Estou feliz por te ver...

– Também estou!

Se tem uma coisa que me prende nesta Terra é Gris Otoiki. Nunca vai existir alguém como ela, não digo isso só por ela ser minha namorada, digo porque ela é perfeita.

Ela é morena, tem os olhos castanhos e é baixinha se comparar comigo, mas ela é muito bonita na minha opinião.


–Gris... Vou te perguntar uma coisa e preciso que responda com um sim ou um não.

–O que é? – ela pergunta curiosa.

–Estou me preparando para uma aventura além deste mundo, pretendo ir para Daskari através do suicídio e gostaria de saber se você... –parei de falar.

Droga! Não posso pedir isso a ela, o que a família dela iria pensar? Como iriam se sentir? Ao contrário de mim, ela tem gente que se importa com ela aqui na Terra. Eu não.

Saiore olhou para o chão. Depois levantou o rosto e me beijou de novo... Ela começou a chorar e sorrir para mim.

– Saiore, este anel não é um simples enfeite. Quando você me pediu em namoro eu prometi que estaria ao seu lado sempre, e se for para ir à Daskari junto com você... Pode contar comigo.

–Obrigado. – eu disse aliviado.

–Saiore! – alguém de longe me chamou.

–Reonaru! Você me encontrou...

–Bom, eu trouxe o que pediu, está tudo aqui neste Pendrive. – meu amigo sorriu e me entregou um aparelho minúsculo.

–Certo, vamos até minha casa antes que o meu irmão chegue. – eu disse, e fomos rapidamente para a minha casa.

Furoimo ainda não havia voltado.Ele é um cara pavio curto, do tipo certinho e responsável. Desde que nossos pais morreram eu vivo com ele, pois ainda sou menor de idade, tenho 17 anos enquanto ele tem 21.

– Vamos lá. – Reonaru falou animado – Aqui está escrito que o autor do livro se suicidou semanas depois da publicação oficial... O livro dele explica quase tudo sobre Daskari, peguei o mais importante. As regras de batalha e os meios de vida de lá.

–E o que descobriu?

– Como já sabe, a principal regra de Daskari é vencer 100 oponentes para ter o direito de retornar a terra como humano. Os que chegam a Daskari recebem uma quantia de bolinhos, que seriam a cédula monetária de Daskari.

–Significa que vamos chegar lá com um saco de dinheiro? — perguntou Gris.

– Não é muito, mas é o suficiente para comprar uma espada. Temos de chegar e comprar uma espada para auto defesa.– Reo respondeu.

–Que legal! — sorriu Gris.

–Também descobri que o ritual não é um suicídio como assim pensam. É uma morte natural através do portal que criaremos, de acordo com as instruções. E quando morrermos iremos aparecer em locais diferentes de Daskari.

–Tudo bem... Podemos nos encontrar. — eu disse — Mas quais são as instruções?

–Ainda estou descriptografando no meu computador. Descobri que a gravidade de Daskari é 3 vezes maior, então teremos que nos acostumar assim que chegarmos. – Reo disse, fechando o arquivo – Não encontrei mais nada disponível, apenas o ritual que eu vou descobrir até de noite.

– Muito bem. – eu disse, respirando fundo – Preparem-se. Nós temos 24 horas para aproveitar nosso último dia na Terra.