A Lenda
1 One Shot
Notas iniciais
Na Inglaterra existe uma cidade chamada Newcastle onde existe a aldeia onde diz a lenda, essa aldeia que é atacada por pessoas montadas em cavalos designadas por “Homens Negros”. Essa aldeia é reinada pelo rei Marcus Sullivan e Elizabeth Sullivan que tiveram uma princesa chamada Emma.
~Emma Sullivan~
Acordei eram 7:00, isto de ser princesa é muito complicado. E vou-vos explicar porquê, hoje por exemplo, vou ter lições de boas maneiras, tipo como ser uma princesa. Como andar, como comer à mesa, como falar educadamente com as pessoas, como andar em sapatos de saltos altos etc...E sinceramente, estou a ter sérios problemas com isto.
Sienna: Menina Sullivan hoje tem muito que fazer, vá levante-se da cama.
Emma: Não posso ficar mais uma hora?
Sienna: Não me parece que o seu pai fique muito satisfeito.
Emma: E eu quero lá saber do que ele acha. — diz levantando-se.
Sienna: Não diga isso menina.
Emma: Mas é verdade!
Sienna: Eu acho que não.
Emma: Ok, talvez não seja mas ele ás vezes é um chato.
Sienna: Ele age assim porque gosta de si.
Emma: Que boa maneira de reagir. Ser resmungão todos os dias.
Sienna: Você só está assim porque acordou agora. Bom, vamos ao que interessa, o pequeno almoço está lá em baixo à sua espera, tal como os seus pais.
Emma: Obrigada, Sienna.
Daqui em diante vou explicar-vos tudo o que precisam de saber.
Desci as escadas, fui até à mesa e sentei-me.
Elizabeth: Bom dia Emma.
Emma: Bom dia.
Marcus: Bom dia.
Elizabeth: Hoje é um grande dia!
Emma: Podes querer!
Como disse vou explicar tudo o que precisam de saber, portanto aqui vai, hoje para mim é um grande dia tal como a minha mãe referiu, porque como já tenho 16 anos tenho de aprender aquelas coisas todas que disse no ínicio porque sou oficialmente uma princesa. Quer dizer, antes também era mas agora é muito mais importante.
Elizabeth: Eu e o teu pai decidímos fazer a festa para comemorar que vais ser coroada como princesa oficialmente.
Emma: Finalmente! Uma festa a sério!
Marcus: Não te entusiasmes tanto, antes da festa tens muito que fazer.
Emma: Já sei, pai.
Elizabeth: Vamos convidar a família Ryan.
Emma: Yes!
Elizabeth: E toda a gente da aldeia.
Emma: Que bom!
Elizabeth: Mas vá não temos mais tempo para conversas, vai com a Rosie mudar de roupa.
Emma: Outra vez? Mas acabei de me vestir!
Elizabeth: E à noite vais ter de mudar outra vez. Ninguém disse que isto era fácil.
Emma: Eu também não.
Rosie: Podemos ir?
Emma: Sim.
Fui ao quarto e mudei de roupa para fazer a primeira lição do dia: falar educadamente com as pessoas.
Rosie: Muito bem, vais ter que aprender algumas palavras que não usavas.
Emma: Ok.
Rosie: Por exemplo, que delicadeza.
Emma: Que delicadeza? Para que é que essa palavra serve?
Rosie: É para elogiar alguém, por exemplo, trouxe um doce? Que delicadeza a sua. Experimenta.
Emma: Trouxe-me um bolo? Que delicadeza a sua!
Rosie: Exatamente. Oh, e agradece sempre no fim.
Emma: Brigada.
Rosie: Não, é “obrigada” não “brigada”, isso nem existe.
Emma: Para mim existe.
Rosie: Experimente.
Emma: *suspira* Ok. Que gentileza a sua. Obrigada.
Rosie: Exatamente, estou ver que aprende depressa.
Emma: Nem por isso.
Rosie: Agora vamos experimentar outra coisa. Comer à mesa.
Emma: Parece fácil.
Rosie: Então vamos ver.
Elas vão em direção à sala de jantar (bem enorme).
Emma: Estou sentada.
Rosie: Costas direitas.
Emma: Feito.
Rosie: Pega no garfo e na faca.
Emma: Feito.
Rosie: Assim não!
Emma: Então como é que queres que pegue?
Rosie: Obviamente não como se estivesse pronta para matar alguém.
Emma: Eu não vou matar ninguém!
Rosie: Tens de baixar os talheres quando estás a comer, não podes estar com eles levantados. Isso é má educação.
Emma: Uau, afinal não é tão fácil como eu pensava.
Rosie: Foi o que pensei que iria dizer.
Emma: O que vamos fazer mais?
Rosie: Postura.
Emma: Ok.
Rosie: Comece a andar.
Emma: Está bem. Já está.
Rosie: Não! Não pode ser assim. Tem de ser direita.
Emma: Feito.
Rosie: Queixo erguido.
Emma: Feito.
Rosie: Sorria.
Emma: *sorri*
Rosie: Muito melhor. Vou buscar uns livros venho já.
Emma: Livros para quê?
Rosie: Para se manter direita.
Emma: Mas Rosie...não disse que estava muito melhor?
Rosie: Sim, mas tem de estar excelente.
Emma: *suspira*
Rosie: Desculpe mas vai ter de se habituar a andar assim todos os dias e se não estiver perfeito não vai aprender nada.
Emma: Porque é que tem de estar tudo perfeito? Não percebo.
Rosie: Quando tiver mais cargos a menina vai perceber.
Emma: Talvez.
Rosie depois volta com os livros.
Emma: Três livros?! Um não chegava?
Rosie: Não.
Emma: Ok.
Rosie: Ponha um na cabeça e ande.
Emma começa a andar e o livro cai logo.
Rosie: Tem de treinar mais.
Emma: Por quanto tempo?
Rosie: Não seja impaciente. As princesas não são assim.
Emma: Whatever.
Emma passa duas horas a treinar a postura até que consegue já com sete livros.
Rosie: Exatamente! Lembre-se costas direitas. Queixo erguido. Sorriso.
Emma: Assim?
Rosie: Sim! Agora vai aprender a andar com saltos altos.
Emma: Mas ainda não os tenho!
Rosie: :) A sua mãe disse que ia consigo agora às compras para o baile.
Emma: Boa!
Elizabeth: Estavam a falar de mim?
Emma: Sim! Vamos ás compras?
Elizabeth: Sim, claro.
Elas foram à loja mais cara de Newcastle e arredores, mas também a mais bonita.
Emma: Quando vai ser o baile?
Elizabeth: Sexta feira.
Emma: Mas hoje ainda é terça e já estamos a comprar a roupa?!
Elizabeth: Sim, porque ainda temos que organizar tudo. A comida, os efeites, os convidados, a roupa…
Emma: Ah, pois...Pelo menos estamos a tratar de uma dessas coisas agora.
Elizabeth: Pois.
Emma: Uau, tem vestidos lindos aqui.
Elizabeth: Achei que era melhor ir a uma loja mais para a tua idade.
Emma: Aquele vestido é lindo.
Elizabeth: Queres experimentar?
Emma: Sim!
Elizabeth: Então do que estás à espera? Vai lá!
Emma foi experimentar o vestido mas não lhe servia então depois acabou por encontrar outro que lhe agradasse.
Emma: Este é perfeito.
Elas pagaram e foram à sapataria comprar os sapatos de salto alto. Depois foram para casa.
Emma: Mãe, vou ter com o Dominic.
Elizabeth: Está bem, vou pedir ao George para preparar os cavalos.
Emma: Não é preciso mãe, eu vou a pé.
Elizabeth: Isso é que não.
Emma: Vá lá mãe! Tenho 16 anos!
Elizabeth: Isso não me impede de ser mãe e dizer-te que não podes fazer certas coisas.
Emma: Ok…
Elizabeth: George!
George: Chamou, vossa alteza?
Elizabeth: Sim, prepare os cavalos a Emma vai à casa dos Ryan.
George: Sim.
Dominic: Emma!
Emma: Dominic!
Dominic: Que fazes aqui?
Emma: Vim dizer-te que os meus pais vão fazer uma festa por eu ser coroada princesa oficialmente!
Dominic: A sério?
Emma: Sim! Uma festa! Não é incrível?
Dominic: É!
Emma: E tu e a tua família estão convidados!
Dominic: Que bom! Agora estou mais contente.
Emma: Oh, para.
Dominic: Mas é verdade.
Emma: O que estavas a fazer?
Dominic: A treinar.
Emma: Nic não!
Dominic: Tem que ser!
Emma: Não não tem! Eu não quero que vás.
Dominic: Tenho de proteger a aldeia, é o meu dever e de todos os homens cidadão desta aldeia.
Emma: Mas eu não quero que te magoes!
Dominic: Tu nem sabes quando é que eles voltam a atacar. Além disso, queres que as pessoas da aldeia morram?
Emma: Não, mas elas têm outras pessoas para lhes proteger.
Dominic: Não vale a pena estar a discutir isto contigo, não vai levar a lado nenhum.
Emma: Claro que não vai, eu vou continuar a dizer para não ires até ao fim.
Dominic: Eu sei por isso é que vou parar.
Emma: Então vamos falar do baile.
Dominic: Está bem.
Emma: Vai ser uma grande festa e vou conhecer pessoas a sério.
Dominic: Já me conhecias a mim.
Emma: Sabes o que eu quero dizer.
Dominic: Sim.
Emma: Mas o problema dessas pessoas é que só gostam de mim porque sou uma princesa e dou-lhes o que eles querem.
Dominic: Isso não é verdade, tenho a certeza que vão gostar de ti como tu és.
Emma: Não sei…
Dominic: Vais ver que sim.
Chegou o dia do baile. Estavam todos vestidos a rigor, com vestidos e fatos bastante adequados para aquele dia.
Dominic: Estás deslumbrante.
Emma: Obrigada. Ai… — diz quase a cair por causa dos sapatos.
Dominic: Estou a ver que ainda não dominas bem os sapatos.
Emma: Pois, é difícil. São demasiado altos.
Dominic: Acho que te habituas.
Marcus: Agora vamos ouvir a minha filha, princesa Emma Sullivan.
Toda a gente aplaude.
Emma sobe ao pequeno palco da sala.
Emma: Antes de mais, queria agradecer a toda a gente da aldeia que está aqui presente hoje por ter vindo. Queria dizer que se precisarem de ajuda eu estou aqui. Queria agradecer aos meus pais, Marcus e Elizabeth por me educarem tão bem e queria agradecer também ao Dominic, que sempre me protegeu e sempre esteve ao meu lado. Obrigada.
Emma e Dominic dançaram e comeram a noite toda até se cansarem. O mesmo aconteceu com o resto da aldeia. Até que no fim do baile…
Guarda: Vossa Alteza!
Marcus: Diga.
Guarda: Eles estão cá.
Marcus: Mas eles quem?
Guarda: Os Homens Negros.
Marcus: O.O
Guarda: O que fazemos?
Marcus: Mandem toda a gente para casa rápido! E chamem os homens para combater!
Guarda: Sim, senhor.
Marcus: Atenção! — gritou.
Toda a gente parou de dançar e a música parou de tocar.
Marcus: Os Homens Negros vêm aí para atacar outra vez, preciso que as mulheres vão todas para casa ou para um lugar seguro e que os homens treinados venham preparar-se!
Elizabeth: Mantenham a calma a cima de tudo como sempre fizeram.
Emma: Mãe, pai eles estão a atacar outra vez?
Marcus: Sim, querida.
Emma: Isso quer dizer que o Dominic também vai atacar contra eles com os outros?
Marcus: Sim, querida.
Emma: Não! Ele não pode ir!
Marcus: Porque não? Ele foi treinado para isso.
Emma: Porque eu não quero que ele morra!
Elizabeth: Querida ele não vai morrer.
Emma: Pois não porque eu não vou deixar! — diz indo a correr.
Marcus: Emma Sullivan volta já aqui!
Emma: Eu não vou deixá-lo ir!
Marcus: Vais sim, porque ele foi escolhido para isto portanto não vai ser uma rapariga que vai impedi-lo de ir.
Emma: Essa rapariga é tua filha e amiga dele! Portanto se me dás licença eu vou ter com ele antes que ele vá lutar até à morte.
Marcus: Não, não dou licença.
Emma: Mas eu vou na mesma. — diz levantando o vestido e desviando-se do pai.
Marcus: Emma Sullivan!
Emma: Dominic!
Dominic: Emma! Sai daqui! Tens de ir para um sítio seguro!
Emma: Eu não quero saber dessas mariquices.
Dominic: Mas devias.
Emma: Estás-te a preocupar comigo enquanto devias estar em pensar em ti!
Dominic: Sabes como é.
Emma: Não comeces com piadas. Tu vais-te magoar!
Dominic: Não vou.
Emma: Não vou permitir que vás.
Dominic: Ems, já sabes como esta conversa acaba.
Emma: Nic, sabes que eu ganho sempre.
Dominic: Desta vez não vai ser bem assim.
Emma: Vamos ver. Tu não podes ir!
Dominic: Mas porquê?
Emma: Porque…eu não quero que morras.
Dominic: E tu achas que eu quero?
Emma: Então não vás!
Dominic: Não posso e não quero!
Emma: Mas porquê?
Dominic: Porque fui treinado para isto e ordenado para sobreviver portanto eu vou.
Emma: Mas tu não podes ir — diz começando a chorar.
Dominic: Emma, não, não para.
Emma: Eu não te quero perder — diz a chorar.
Dominic: Emma, Emma ouve-me. Olha para mim, olha para mim.
Emma olha para Dominic.
Dominic: Eu preciso da tua força, ok? — diz tocando-lhe nos ombros.
Emma: Mas eu não te quero perdeeer.
Dominic: Emma, eu não vou morrer. E mesmo se morrer eu sei que sempre estiveste aqui para me apoiar.
Emma: Eu sei que consegues.
Dominic: Exato. É isso que quero que penses.
Emma: :)
Elizabeth: Emma.
Emma: Mãe, não me leves.
Elizabeth: Querida, temos que ir.
Emma: Mãe não por favor.
Elizabeth tira Emma dali.
Emma: Não mãe não! Para, deixa-me! Não me leves!
Emma e Elizabeth foram para a sua casa. Enquanto isso os Homens Negros chegaram à entrada da aldeia e começaram a destruir tudo ao seu redor. Os homens da aldeia, incluindo Marcus Sullivan, Charlie Ryan e Dominic Ryan lutaram contra eles e matavam uns quantos.
Marcus: Atacaaaar!
Os Homens Negros montados nos seus cavalos e os homens da aldeia montados nos seus continuavam a lutar uns contra os outros sem piedade. Alguns até se juntavam ao inimigo (Homens Negros).
Homem Negro: Nunca irão ganhar sem pelo menos destruir a aldeia.
Marcus: Não sei do que falais.
Homem Negro: Mas talvez saibais quem sou. Sua Alteza. — diz saindo do cavalo e fazendo uma vénia “a gozar”.
Marcus: Alexander. — diz saindo do cavalo também.
Alexander: Como é que soube? Nem tirei a máscara.
Marcus: Não foi preciso.
Alexander: Ora. — diz retirando a máscara — O espetáculo ainda agora começou. Senhor. — diz retirando a espada da baínha.
Marcus: Como te atreveis a desafiar-me.
Alexander: Oh, queria que eu continuasse a ser o seu precioso escravo?
Marcus: Nunca foste meu escravo.
Alexander: Agora já me tratas por tu?
Marcus: Alexander, sabes que sempre foste como um filho para mim.
Alexander: Nunca pensou em mim como um filho.
Marcus: Isso é mentira! Eu deite tudo.
Alexander: Mentirosoooo!
Marcus: Então o que é que eu não te dei?
Alexander: O amor. Sabes o que isso significa?
Marcus: Alexander...A Emma é muito frágil. Ela apaixona-se facilmente.
Alexander: Mas eu sei que ela me amava.
Marcus: Eu não queria que sofresses por ela e ela por ti.
Alexander: Porque é que nos afastou? Hun? RESPONDA!
Marcus: Ela era demasiado jovem e tu sabes disso.
Alexander: Ela amava-me!
Marcus: Vocês iam sofrer um pelo outro!
Alexander: Como é que sabe?
Marcus: Porque o primeiro amor nunca resultou e não era agora que ia resultar!
Alexander: Eu já não acredito numa única palavra do que diz. Já não sou esse “Alexander”.
Marcus: Então luta como um homem.
Alexander: E vou. — diz apontando-lhe a espada.
Eles lutaram um contra o outro até que Marcus perguntou a Alexander porquê.
Marcus: Porque te juntais ao inimigo?
Alexander: Porque queria vingar-me de vós.
Marcus: Muito bem. Vejo que aprendeis algo comigo.
Alexander: Juntar-me ao inimigo?
Marcus: Não. Lutar pelo que queremos.
Alexander: Vingança não é lutar pelo que queremos. É satisfazer os nossos sentimentos.
Marcus: É sim, literalmente. (N/A: Porque eles estão a lutar pelo que querem que é vingança ou a aldeia).
Alexander: Que engraçado, até quando estais a lutar até à morte continuais com piadas secas.
Marcus: Posso morrer mas o meu humor não. E eu não estou a lutar até à morte com vós, estou a satisfazer o vosso desejo de vingança.
Alexander: É justo.
No final, Alexander, Marcus, Charlie e Dominic sobreviveram mas muitos dos Homens Negros acabaram mortos e alguns da aldeia também. Só se via montes de corpos mortos no chão com sangue.
(...)
Estavam todos ansiosos na casa dos Sullivan para saber se Marcus sobrevivera.
Até que se ouve a porta.
Marcus: Cá estou eu.
Elizabeth: Querido!
Mordomos e empregadas: Vossa Alteza!
Emma: Pai!
Marcus: Não vencemos, nem perdemos.
Elizabeth: Estão em meio termo?
Emma: Pai, eu sei que devia estar a festejar a tua felicidade mas...o Dominic…?
Marcus: Sim, querida ele sobreviveu.
Emma: A sério?
Marcus: Sim.
Emma: Posso ir ver como ele está?
Elizabeth: Vá vai lá. Mas só porque já acabou isto tudo e hoje foi um dia especial.
Marcus: Bem eu vou mas é para a cama porque estou bastante cansado.
Elizabeth: E ferido também.
Marcus: Ah, mas isso já é normal.
Emma: Até já. — diz vestindo o casaco.
Olivia: Os cavalos da família Sullivan estão cá.
Charlie: O que será que fazem aqui a esta hora?
Olivia: Não sei.
Truz truz.
Olivia: Eu abro.
Emma: Boa noite, senhora Ryan.
Olivia: Emma, entra.
Emma: Hum...desculpem estar a incomodar a esta hora mas..o Dominic está a dormir?
Olivia: Não ele está lá em cima a curar as suas feridas.
Emma: São graves?
Olivia: Não, mas algumas são um pouco profundas.
Emma: Vou lá ver.
Emma sobe as escadas e pede a Dominic para entrar.
Emma: Posso?
Dominic: Claro. — diz levantando a cabeça.
Dominic estava sentado na cama a por gelo na perna.
Emma: Estás bem?
Dominic: Ah sim, eu só levei com uma espada de ferro na perna estou ótimo. — diz irônico.
Emma: Pois...desculpa também não adivinho.
Dominic: Eu sei que não. Desculpa estou um bocado cansado e stressado. E também ferido.
Emma: Pois, eu percebo. Mas eu estou orgulhosa. Conseguiste sobreviver à primeira luta!
Dominic: Na verdade foram imensas, tu não sabes como é que eles levam aquilo, dão mesmo luta!
Emma: Nic, aquilo é uma vingança para eles é normal que dêem muita luta.
Dominic: Eu sei, se calhar faria o mesmo.
Emma: Pois, mas não percebo muito bem o objetivo, se eles querem a aldeia não deviam estar a destruí-la…não é?
Dominic: Pois.
Emma: Estou mesmo feliz por estares vivo!
Dominic: Eu também, acredita.
Emma quando chegou a casa foi para o quarto e ouviu a conversa dos pais…
Marcus: No ataque de ontem encontrei o Alexander.
Elizabeth: A sério?
Marcus: Sim, estava do lado dos Homens Negros.
Elizabeth: O quê?
Marcus: Também foi a minha reação.
Emma: :O Não acredito…
Elizabeth: Mas porquê?
Marcus: Vingança.
Elizabeth: Mas todos querem vingança certo?
Marcus: Não, nem todos. Quase todos querem a aldeia.
*No dia seguinte*
Truz truz
Marcus: Ainda bem que chegaram. Entrem.
Charlie: Convocaste esta reunião à última da hora, porquê?
Olivia: Pois, não estamos a perceber o motivo.
Elizabeth: Vamos para a sala de reuniões. É mais sossegado.
(N/A: Sim, a casa deles tem uma sala de reuniões).
Eles sentaram-se.
Olivia: Marcus, Elizabeth, o que se passa?
Marcus: A razão porque convoquei esta reunião é que percebi que à pessoas da aldeia que se juntaram aos Homens Negros.
Olivia e Charlie: O quê?
Charlie: Mas quem?
Marcus: O Alexander e mais alguns.
Olivia: O Alexander?
Marcus: Sim. E queria evitar que isso acontecesse por isso queria pedir-vos para nos ajudarem a tirar essa ideia da cabeça das pessoas para que mais ninguém nos traia.
Olivia: É uma boa ideia, sim. Nós ajudamos.
Eles foram comunicar as pessoas todas da aldeia e enquanto isso Emma estava no seu quarto a escrever uma carta.
De: Emma Sullivan
Para: Alexander Martin
Newcastle, Inglaterra
“Alexander, sei que estás cá na aldeia. Não nos vemos à muito, já deves estar noivo, provavelmente. O que interessa é que estejas feliz, como sempre disse. Mas...Só te queria perguntar o seguinte: Ontem ouvi uma conversa entre os meus pais e eles disseram que estavas na luta,mas do lado dos Homens Negros por vingança. É verdade?”
P.S: E porquê? Porque te juntaste? Nunca pensei que fosses capaz de trair a tua própria casa. A tua própria família. Sabes que sempre te amei, não importa o que o meu pai disse ou deixou de dizer.
E lembra-te, posso ter deixado de te amar ao longo destes anos mas nunca vou deixar de te esquecer.
Beijos,
Emma Sullivan
Emma sela a carta e entrega-a ao carteiro.
Passados 10 minutos.
Elizabeth e Marcus: Voltámos.
Emma: Boa.
Marcus: O que estiveste a fazer?
Emma: Pintar uma tela.
Marcus: Que bom.
Emma: Já acabaram de avisar as pessoas?
Marcus: Sim.
Emma: Boa.
*Passados dois dias*
Emma tinha convidado Dominic a vir a sua casa.
Emma: Ah ah! — diz tirando-lhe a chave de casa do bolso.
Dominic: Não me faças correr, Ems!
Emma: Não consegues apanhar-me!
Dominic: Ai não?
Emma: Não!
Dominic começa a correr atrás de Emma.
Dominic: Apanhei-te! — diz agarrando-a.
Emma: Ahahahahah
Passados uns meses a aldeia acabou por entrar em paz porque os Homens Negros foram derrotados. E Alexander? Acabou por responder à carta que tinha recebido de Emma.
De: Alexander Martin
Para: Emma Sullivan
Newcastle, Inglaterra
“Emma, é verdade que já estou noivo e gosto bastante dela. E sim, é verdade que me juntei aos Homens Negros mas foi só esta luta, queria vingar-me do teu pai por nos ter separado. Se calhar nunca o perdoarei mas uma coisa é certa, nunca iria trair-te nem à tua família que foi minha também antes. Só queria que ele sentisse o que eu senti quando ele me expulsou da aldeia para não ficarmos juntos.
P.S: Também nunca te esquecerei, como sabes. É impossível esquecer tudo o que passei contigo. Espero que sejas feliz, e que um dia nos encontremos para falar de novo. E nunca deixes que o amor te afete como me afetou a mim.
“Pode-se deixar de amar mas nunca se pode deixar esquecer”.
– Alexander e Emma
Até um dia,
Alexander
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