A Lenda

48 Morri todos os dias esperando você Parte 2


Notas iniciais
Olá pessoal, desculpem não ter postado na sexta como disse que postaria, mas as coisas ficaram muito corridas e não consegui terminar o capítulo.... mas terminei e aqui está para vocês, obrigada pelos reviews, amei todos eles e desculpem os possíveis erros, terminei o capitulo agora e não tive tempo de revisar.

Capítulo 47 Morri todos os dias esperando você – Parte 2

Harry se adiantou abraçando o homem e beijando seu pescoço. Snape o apertou contra o corpo e beijou o lóbulo de sua orelha deixando-o arrepiado. Devagar levou sua mão até a camisa dele e desabotoou os primeiros botões, Harry respirou mais fundo ao sentir os dedos experientes tocarem sua pele. A camisa foi aberta e jogada ao chão, quase imediatamente Snape tirou sua própria camisa jogando-a no chão também. Harry mordeu o lábio ao encarar os olhos negros e vê-los cheios de desejo. As mãos de Snape tocaram seu rosto com delicadeza, seu polegar desenhou a linha dos lábios de Harry com cuidado deixando-se adentrar aos lábios e sentir a língua quente lhe fazer pressão. Fechou os olhos e engoliu em seco, seu corpo reagia ao menor toque do homem. Ficara tanto tempo longe dele que o desespero parecia querer toma-lo. Se quisesse o agarraria ali mesmo em cima da mesa, mas não precisavam de pressa tinham a noite toda juntos.

Foi pensando dessa forma que Snape beijou os lábios de Harry castamente descendo pelo seu queixo, pescoço e tórax. Lentamente se ajoelhou agarrando a cintura dele e beijando seu abdômen, brincando com a língua envolta do umbigo. Harry soltou um leve gemido que o fez rir baixinho. Suas mãos paradas nos quadris dele desceram por suas pernas até os pés que Snape levantou para retirar o sapato lentamente acariciando o pé másculo do homem. Harry suspirava alto e não conseguia desviar o olhar, Snape tirara seus sapatos, depois a calça, tudo com calma e carinho. Um carinho digno de um marido. As mãos experientes do mestre de poções não pararam por ali, elas subiram diretamente para a cueca branca de Harry e a abaixaram retirando-a daquele corpo e então jogando-a perto da camisa.

As respirações aumentaram, os dois já arfavam, Harry não sabia o que fazer com as mãos, por um momento queria direcionar a cabeça de Severus para sua ereção intumescida para senti-la em sua boca quente, em outro momento queria apenas ficar parado contemplando aquele momento tão especial em que os olhos de Severus o observavam como se fosse a imagem mais bela do mundo. Snape acariciou as pernas de Harry e quando chegou ao seu quadril espalmou as mãos nas nádegas do homem e o puxou para si enterrando o rosto nos poucos pelos pubianos que ele mantinha. Harry deu um leve grito de prazer ao sentir o contato do rosto de Severus em sua virilha encostando no membro duro.

Não houve palavras antes, não haveria naquele momento, Snape respirou fundo inalando o odor de Harry percebendo claramente como a idade adulta o mudara, não havia mais o cheiro doce do adolescente, agora o perfume de Harry era um pouco mais forte, um odor almiscarado que o fazia querer se drogar naquele homem. Fazendo Harry tremer deu um beijo na virilha dele e se levantou olhando o rosto corado e os lábios vermelhos de tanto morder. Se afastou um passo e enquanto retirava a própria roupa observava-o atentamente percebendo as mudanças físicas que o avanço da idade junto com o trabalho de auror fizeram ao corpo jovem. Harry não era mais magricelo, apesar de continuar baixinho seus músculos se tonificaram deixando-o mais encorpado. Suas coxas estavam salientes, seu abdômen mais definido, o tórax nem parecia o mesmo e os braços tinham o tamanho certo. Ainda usava os mesmos óculos redondos e a cicatriz em forma de raio permanecia quieta após tantos anos.

Harry o viu estender a mão e sem hesitar colocou a sua sobre a dele sentindo-se ser puxado até seus corpos colarem-se desencadeando quase uma tempestade no corpo de Harry. O ex grifinório tremia ao se abraçar fortemente ao corpo dele enterrando sua mão em seus cabelos negros. Seu coração batia rápido e sua respiração era arfante. Snape podia sentir o quanto Harry estava duro e trêmulo.

- Acalme-se. — Pediu baixinho em seu ouvido.

- Como pede para me acalmar, Severus? — Perguntou Harry beijando seu pescoço. — Justo nesse momento, como pode pensar que irei conseguir me acalmar? Eu quero você, eu preciso de você.

Os olhos de Harry eram suplicantes, brilhavam com as lágrimas que os marejavam. Eram lindos, puros e carentes. Eram suas esmeraldas. Devagar retirou os óculos dele os colocando ao lado e então o abraçou pela cintura levantando-o. Harry deu um gritinho de surpresa e então entrelaçou a cintura dele com as pernas.

- Que tal um banho? — Perguntou Snape caminhando lentamente até o banheiro onde fez surgir uma banheira grande o suficiente para os dois.

- Acho uma ótima ideia. — Concordou Harry entrando dentro da banheira magicamente cheia e entendendo a mão para o mais velho. — Vem.

Snape entrou na banheira e se sentou deixando Harry em seu colo, os dois trocaram beijos e caricias querendo sempre tocar o corpo um do outro, sempre estarem juntos um do outro. Harry foi colocado de costas no meio das pernas de Snape que o ensaboou limpando o corpo de seu marido com cuidado. Harry fez o mesmo. Quando os dois estavam devidamente limpos Snape saiu da banheira e delicadamente enxugou Harry. Era nítido o quanto Harry estava louco por ter Snape dentro dele, seus olhos pediam, mas Snape, mesmo com a ereção roxa pelo sangue acumulado e sentindo um incomodo no abdômen pela extrema vontade de entrar em Harry, fazia tudo com calma e carinho que o homem merecia.

As toalhas foram jogadas o chão, Harry ofegou quando Snape agarrou sua cintura e o trouxe para perto atacando seu pescoço enquanto caminhavam para o quarto. As lâmpadas foram desligadas e velas apareceram iluminando fracamente o local. Snape virou Harry de frente para si e o beijou ardentemente, o mais jovem apertou os braços entorno de seu pescoço e gemeu nos lábios de Severus.

- Estou adorando a brincadeira Severus. – Disse Harry quando os lábios atacaram seu pescoço. – Mas não aguento mais, quero você dentro de mim.

Snape o beijou de novo o empurrando para a cama. Harry caiu de costas e olhou para como Snape comia seu corpo com os olhos. Sem pudor abriu as pernas mostrando sua ereção para o homem. Snape se ajoelhou na cama, tocou os joelhos de Harry e se inclinou chegando perigosamente perto da ereção dele, Harry ofegava sentindo a respiração cada vez mais perto. Mas Snape não tocou em seu pênis, ele subiu o rosto até diante da expressão angustiada de Harry e sussurrou para ele.

- Quero que se masturbe para mim.

- O que? – Perguntou Harry receoso de não ter entendido direito.

- Quero que se masturbe para mim. – Repetiu o homem afastando-se um pouco e ficando ajoelhado diante de Harry.

Harry sorriu de canto e passou a mão pelo corpo tocando em seu próprio peito, brincando com os mamilos, sentindo-os sensíveis. Depois desceu a mão pelo abdômen até chegar a base do pênis, ali brincou por alguns segundos com as bolas inchadas e então fechou a mão sobre aquele mastro deixando sair um gemido gutural que seria facilmente ouvido se não estivesse com um abafiato no quarto. Snape passava os dedos pelas coxas de Harry e mordia o próprio lábio vendo-o se remexer no colchão enquanto sua mão subia e descia pelo pênis duro sentindo-o vibrar. Apesar de mais velho Harry ainda era um homem jovem e cheio de vida, por isso era fácil saber que estava chegando perto do ápice. Mas antes que a explosão de prazer acontecesse o dono dos olhos verdes olhou para Severus e sem falar qualquer coisa o chamou para mais perto.

- Minha língua está sedenta Severus. – Disse Harry passando a língua atrevida pelos lábios vermelhos. – Preciso sentir seu gosto.

Sem se fazer de rogado Severus colocou uma perna de cada lado dos braços dele e baixou o quadril encaixando seu pênis na boca aberta. Um gemido doloroso de prazer escapou por entre seus dentes. A boca de Harry era deliciosamente quente e deslizava pela extensão de seu querido amigo. Uma mão de Harry continuou trabalhando em si mesmo, subindo e descendo, acariciando as bolas, a outra espalmou-se nas nádegas de Snape apertando-as sentindo como eram macias e quentes. Severus tinha as mãos apoiadas na parede e mexia-se para cima e para baixo entregando-se ao prazer que Harry estava lhe dando. Queria se deixar levar pela sensação deliciosa de ter seu membro abocanhado daquela forma, comendo-o, chupando-o com tal volúpia pecaminosa, mas se controlava para não machucá-lo. Queria dar-se a Harry como ele merecia. Como eles mereciam.

Harry estava de olhos abertos, adorava ver Snape com a expressão de prazer, exatamente nos momentos de maior deleite, mas fechou os olhos quando sua mão apertou-se uma última vez em seu membro o deixando esvaziar-se por cima de seus dedos melando sua mão e coxas. Snape olhava-o com admiração enquanto gozava, era delicioso vê-lo chupando e ainda assim com a expressão de quem acabara de chegar ao paraíso. Harry não parou de chupá-lo enquanto apertava novamente seu quadril com as mãos meladas. Mesmas mãos que Snape fez questão de pegar e levar a sua boca lambendo os dedos com uma língua vermelha e atrevida. Assim que sentiu suas mãos livres e mais ainda a velocidade com que Snape bombeava em seus lábios Harry agarrou as nádegas de Snape e as puxou com força o engolindo completamente até a língua encostar no saco. Aquele movimento foi suficiente para que Snape se derretesse, ele apoio as mãos em punho na parede, jogou a cabeça para trás e gritou urrando de prazer enquanto sentia o gozo descer pela garganta de Harry.

Ofegante e suado Snape relaxou as mãos e olhou para baixo. Harry ainda o chupava querendo lavar qualquer gotinha que pudesse ter escapado. Quando enfim se deu por satisfeito o homem olhou em direção ao rosto de Snape e mesmo não o enxergando corretamente sabia que ele estava com um sorriso bobo enquanto o encarava. O mais velho saiu de cima de Harry e se deitou sobre ele beijando seus lábios com volúpia enquanto Harry abraçava seu corpo com braços e pernas deixando o membro flácido esfregar-se no corpo dele.

- Onde aprendeu essa técnica, senhor Snape? – Perguntou Snape beijando o pescoço dele.

- Tive muito tempo sozinho para ler o livro de kamasutra que Hermione me deu na época de nosso casamento. – Respondeu Harry dando um sorriso quando Snape franziu a testa. – Pois é, a sua queria ex aluna sabe tudo Granger foi quem me ajudou muito nesse quesito.

- Humm. – Fez Snape voltando a beijá-lo. – Prefiro não falar de seus amigos nesse momento, apesar de ter que agradecê-la a próxima vez que a vir.

Harry deu um sorriso safado e lambeu os lábios de Snape de forma safada fazendo com que o mestre de poções ronronasse em sua boca.

- Não me provoque, senhor Snape.

- É exatamente isso que eu quero fazer. – Respondeu Harry sentindo o homem se ajoelhar entre suas pernas. – O que vai fazer?

- Eu fiquei longe demais de você para não te aproveitar todo agora.

Essa foi a única frase que Snape disse antes de começar a beijar o corpo todo de Harry, desde o pescoço passando pelos mamilos sensíveis que fez o homem se remexer. Snape sabia exatamente quais eram os pontos mais sensíveis de Harry, sabia onde deveria tocar e lamber. Um dos lugares era sua nuca, o outro eram as costelas por onde passava seus dedos levemente o arrepiando. Atrás do joelho também era um local sensível que seria explorado em outro momento quando fizessem outra posição. Tinham tempo para fazer tudo que queriam e naquele momento o que mais queria era dar prazer ao seu querido jovem marido que gemia enquanto descia sua boca em direção a sua semi ereção.

- Severus, se demorar mais eu vou matar você.

Snape não disse nada, apenas riu da ansiedade de Harry e fez o que ele tanto queria, fechou a mão sobre a ereção do homem e a levou para sua boca acolhendo-a em sua quentura. Harry arqueou as costas e gemeu enquanto Snape sentia a ereção dele crescer e endurecer em seus lábios. Harry levou a mão até a cabeça de Snape e acariciou seus cabelos negros sentindo-os pinicando sua pele enquanto Severus subia e descia em seu pênis e acariciava suas bolas com a mão.

- Ah, Severus, você é perfeito.

Mais uma vez Severus não respondeu, apenas passou as mãos pelas pernas de Harry levantando-as e então explorando com sua boca toda a extensão do pênis até a entrada apertada de Harry que pulou ao sentir aquela língua quente naquele local.

- Deus, Severus! – Gritou Harry ao receber uma chupada de Snape que ainda segurava suas pernas para cima. – Quero você. Agora.

Snape também queria, também sentia uma completa necessidade de estar dentro de Harry de sentir que os dois se completavam, que eram definitivamente um do outro. Por isso se ajoelhou na cama e se inclinou beijando-o com pressa e desejo enquanto levava seu próprio membro até a entrada dele. Harry abriu a boca, mas não emitiu nenhum som enquanto sentia Snape o invadindo. Agarrou-se ao cabelo do homem e o puxou com força enquanto o membro entrava por completo dentro de si. Snape olhava maravilhado para o rosto de Harry enquanto começava a se mexer devagar. Admirava como o homem em seus braços era lindo e como seu rosto era perfeito ainda preservando alguns traços de sua juventude que se misturavam com a maturidade de sua idade. Os cabelos suados de Harry grudavam em sua pele e emolduravam essa obra prima perfeita.

- O que foi? – Perguntou Harry ao abrir os olhos e ver que Snape o encarava fixamente.

- Você é perfeito. – Disse o homem fazendo Harry sorrir e o puxar para um beijo intenso que seguiu-se a um pedido entre lábios. – Mais rápido, Severus.

Não houve recusa ao pedido, Snape levantou as pernas de Harry apoiando-as em seu ombro, apoiou suas mãos no colchão e movimentou-se rapidamente, entrando e saindo, estocando com força enquanto Harry apertava seus braços e gemia alto dizendo obscenidades que deixava Snape louco de tesão.

- Severus, você é tão gostoso. – Gemeu Harry o puxando para um beijo rápido. – Mais forte, quero que me coma mais forte. Preciso te sentir, preciso de você.

Ao término do pedido Harry sentiu seu corpo ser virado de bruços pelas mãos fortes de Snape que o colocou de quatro na cama, segurou forte seu quadril e preparou seu membro na entrada dele.

- Você quer forte, senhor Snape?

- Sim. – Respondeu Harry ofegante. – Bem forte, bem fundo. Me fode Severus.

- Foi você quem pediu.

Snape invadiu Harry de uma única vez entrando completamente no homem sentindo suas próprias bolas tocarem nas nadegas dele. Harry soltou um grito gutural e jogou a cabeça para trás. Snape apertou seu quadril com força retirando-se e entrando novamente, cada vez mais fundo, cada vez mais forte atingindo a próstata de Harry e o fazendo pular a cada vez. O suor descia pelo rosto de Snape, seus cabelos grudavam em seu pescoço e rosto, mas o homem não se importou, apenas continuou estocando com força em Harry sentindo-o vibrar em seus dedos.

- Vou gozar Severus. – Disse Harry fazendo Snape aumentar a velocidade batendo quadril com quadril deixando-o vermelho e emitindo um som tão gostoso de se ouvir que Harry poderia gozar somente com ele. – Goza comigo Severus.

Snape sentia que estava prestes a chegar ao climas, podia sentir seu próprio corpo começar a tremer e antes de chegar ao momento do ápice segurou o menino pela cintura o fazendo erguer o tronco até encostar em seu peito. Snape o abraçou com força, Harry ergueu os braços afundando as mãos nos cabelos negros dele e então o gozo veio para os dois ao mesmo momento. Harry gritou o nome de Severus e gozou vendo seu liquido derramar-se no lençol da cama enquanto Snape gemeu forte em seu ouvido e apertou seu quadril contra o dele derramando-se dentro de si. Harry soltou a respiração que estava prendendo e então sentiu que lágrimas desciam por seu rosto enquanto Snape beijava seu pescoço.

- Por que está chorando? – Perguntou Snape saindo de dentro de Harry e o virando para si ainda ajoelhados. – O que foi? Te machuquei?

- Não, não Severus, você não me machucou. – Respondeu Harry olhando para as negras perolas assustadas do homem. – É só que, foi tão mágico.

- Mesmo com os anos passados você ainda continua o mesmo menino sensível. – Disse Snape beijando o caminho que as lágrimas fizeram enquanto deitava-se com Harry na cama conjurando um feitiço de limpeza.

Harry se abraçou ao homem e ficou admirando-o enquanto deixavam o corpo descansar. Os olhos verdes olhavam fascinados para o homem a sua frente. Snape estava da mesma forma que quando o conheceu na escola, os mesmos cabelos negros escorridos, as mesmas sobrancelhas grossas e mesmos músculos que se escondiam nas vestes negras. Estavam ali também as mesmas cicatrizes que tanto gostava de beijar. Tudo estava ali, no mesmo lugar, no mesmo homem. A única diferença era que agora Snape tinha alguns fios brancos que não se importava em mostrar e algumas rugas em seu rosto além das marcas de expressão. Ainda assim seu marido era perfeito.

- Pare de ficar me encarando, Harry, sabe que não gosto.

- Desculpe, mas não consigo deixar de olhar. Você é perfeito.

- E você um mentiroso.

- Eu te amo Severus.

Snape, que estivera de olhos fechados, abriu os olhos e encarou um Harry apaixonado. Respirou fundo, deu um beijo nele o puxando para descansar a cabeça em seu peito e então disse a frase que Harry demorava tanto para ouvir, mas que quando ouvia causava uma explosão dentro de seu peito.

- Eu também te amo, pirralho.