Notas iniciais
enfim, chegamos ao Epilogo.... espero que gostem, qualquer duvida eu tiro nas respostas dos reviews.... bjusss

Epilogo

Lys aparatou na encosta daquela montanha em uma belíssima tarde de sábado. O sol estava fraco no céu e o vento era leve, apenas uma brisa. Ela caminhou alguns metros e olhou para um grande campo verde, era enorme e não havia nada ali para ser olhado, ainda assim Lys sorriu ao começar a descer a encosta. Ao chegar mais perto ergueu as mãos e recitou um encantamento antigo deixando aparecer a belíssima imagem de um casarão antigo. A porta da frente se abriu com sua proximidade deixando-a entrar em um grandioso hall com uma mesa ao lado para postar qualquer coisa que carregasse e um cabideiro para seu casaco. Assim que a porta se fechou uma senhora baixinha e gordinha se aproximou com um sorriso no rosto e pegou seu casaco.

– Senhorita Snape, quanto tempo.

– Realmente faz muito tempo Jane, mas não consegui vir antes. – Comentou Lys com um sorriso recebendo o abraço da mulher. – Onde ela está?

– Na biblioteca, estava ansiosa por sua visita.

– Vou lá então.

Lys caminhou pelo casarão como se o conhecesse como a palma de sua mão e realmente conhecia, afinal, fora ela quem construíra cada metro daquele lugar usando seus encantamentos e magias. Fora trabalhoso e levou tempo, mas era extremamente necessário que fosse somente ela a fazer aquilo já que aquele casarão era uma extensão de si mesma.

– Olá? – Chamou ao adentrar a biblioteca. Não houve resposta da pessoa sentada na poltrona lendo um livro. Sem se preocupar com isso Lys se aproximou e se sentou na poltrona a frente olhando para ela com um sorriso cuidadoso. – Olá Morgan.

– Olá. – Respondeu Morgan fechando o livro que estivera lendo a semana inteira enquanto esperava a visita de Lys. – Demorou.

– Fiquei encrencada lá na escola e não consegui sair mais cedo.

– Minerva ainda te usa?

– Bastante.

– Eu disse para você que não deveria ser professora ao se formar.

– Eu gosto e aprendi bastante coisa nova agora que estou substituindo o Flitwick.

– Que bom para você. – Disse Morgan secamente se levantando e guardando o livro no lugar de sempre.

Morgan agora era uma mulher linda, seus cabelos não eram mais tingidos e traziam a beleza do negro como os de Lys. Seu corpo era perfeito, magro e com curvas de deixar qualquer homem louco para se aventurar por elas. Seu rosto afinou mais com os anos e os olhos finalizavam aquela obra prima. Lys por sua vez era mais encorpada, seu rosto ainda era redondo e seus cabelos ainda eram lisos até os ombros. Tirando o desenvolvimento obvio do seu corpo era possível dizer que ela ainda era aquela Lys de quatorze anos.

– Eu disse alguma coisa errada? – Perguntou Lys vendo como Morgan estava arisca consigo.

– Você não disse nada. E nem precisa, eu li. – Disse a mulher jogando um jornal no colo de Lys.

Ao abri-lo viu que era o Profeta Diário daquele dia e trazia como manchete principal a foto de Lys sorridente ao lado dos pais em uma sorveteria no Beco Diagonal. A manchete não era importante, algo sobre os heróis do mundo bruxo e bla bla bla. Nada que interessasse de verdade. Lys poderia perguntar qual era o problema com aquela manchete, mas não era necessário. Sendo quem era ela conseguia saber o que havia de errado com Morgan. Após o dia da batalha, quando deu parte de sua magia para Morgan acabou compartilhando também uma pequena parte de sua alma, e era isso que fazia com que a guerreira das sombras retece seus poderes e também fazia com que Lys conhecesse seus sentimentos e pensamentos. Morgan estava com inveja.

– Você me trancou aqui Lys. Primeiro me deixou em coma por meses e depois me trouxe até aqui me deixando sozinha e sem poderes.

– Você sabe que foi necessário. Eu não posso deixá-la livre com plenos poderes, ou tudo voltaria a acontecer. Você iria querer me destruir, nos iríamos batalhar e talvez dessa vez alguém saísse morta e não quero nem que você morra e nem que eu também. Esse foi o único modo que consegui para conter essa ira que nasce em você. Essa casa anula seus poderes e assim você consegue ser mais contida.

– Eu não quero ser contida! – Gritou Morgan derrubando os objetos que estavam em cima de uma mesa próxima. – Eu quero sair, eu quero ir além da barreira que colocou no terreno. Aquele pedaço de terra não é suficiente. Eu quero ir ao Beco Diagonal, a Hogsmead, ao mundo trouxa. A qualquer lugar.

– Você seria massacrada, muitos conhecem seu rosto, não consegui impedir a veiculação da sua foto nos jornais.

– Não me interessa. Eu nem mesmo ligaria para isso, eu só queria sair daqui. Não aguento mais viver presa aqui.

– Morgan, odeio te dizer isso. Mas foi devido a minha misericórdia que você está viva. Eu não quero que morra, mas também não quero morrer. Eu gosto de você e não vou permitir que haja qualquer possibilidade de voltarmos a guerrear. Eu estou buscando uma forma de poder te deixar livre, mas por enquanto isso é o melhor que posso te dar.

Morgan olhou para os olhos negros de Lys e viu a sinceridade nela. Odiava saber que aquilo era verdade, mas era. Lys fizera muito por si, mesmo não merecendo nada dela, nem perdão, nem misericórdia e nem mesmo um olhar complacente. Ainda assim a menina a deixou livre de Azkaban e usou as magias usadas para conter Alexandra para construir aquela casa depositando seu poder naquelas paredes e barreira que continha o seu próprio poder e não o deixava sair do controle. E para ajudar nas tarefas e mais ainda para lhe fazer companhia trouxe Jane, a filha da senhora que cuidara de si quando ainda era uma criança. Jane disse que cumpria um pedido de sua mãe ao cuidar de Morgan e mesmo implicando as vezes com a mulher Morgan gostava de ter alguém para lhe beijar a testa antes de dormir.

O ódio, a raiva e o negror das Trevas não abandonaram Morgan, eles estavam em seu corpo e alma, fazia parte de sua vida e magia, mas agora continham-se deixando imperar o amor que aos poucos saiu acanhado do cantinho onde fora guardado. Era um amor estranho e defeituoso, mas que era claramente mostrado quando tinha oportunidade. Morgan era realmente sozinha e ainda sentia o peso de ser a guerreira das sombras, mas Lys a ajudava a superar isso, Lys sempre esteve ao seu lado e esse era o fato que a fazia não querer matá-la... por enquanto.

– Que tal uma partida de xadrez? – Perguntou Lys se levantando e indo para fora da biblioteca. – Quero revanche, eu estava distraída da ultima vez. – Ela passou pela porta e a segurou para que Morgan passasse.

– Você não estava distraída, você é ruim mesmo.

A porta se fechou com um baque suave enquanto a risada de Lys reverberava pela casa juntando-se ao leve sorriso de Morgan.

Já em Hogwarts Harry chegava do Ministério cansado, tudo que mais queria era um banho gostoso e o aconchego dos braços de Severus. Quando entrou em seus aposentos esperou ver o sonserino o aguardando em sua velha poltrona, mas Severus não estava ali e segundo um bilhete que ele deixara na mesa a diretora o chamou para uma importante reunião podendo demorar para voltar. O cansaço não permitiria que esperasse Severus voltar da reunião. Harry foi para seu quarto, tirou as vestes de auror e as guardou devidamente dobradas no guarda roupa. Andou nu até o banheiro e ligou o chuveiro deixando a água cair em seu corpo. Era delicioso sentir as gotas lavarem sua pele de todo o suor que seu trabalho. Não soube quanto tempo ficou apenas divagando as delicias de um gostoso banho, mas quando viu havia um homem o abraçando por trás e mordendo seu pescoço.

– Humm, ah Severus, não faça isso com um homem tão necessitado como eu.

– O que esse homem vai fazer?

– Vai se derreter em você.

Harry sentiu-se ser pressionado contra a parede gelada e ofegou quando Snape apertou seus mamilos ao mesmo tempo em que devorava seu pescoço. A língua quente do mestre de poções saboreava a pele de suas costas e descia pela sua espinha ao mesmo tempo em que suas mãos passeavam por seu abdômen chegando perigosamente perto de seu membro já intumescido.

– Severus. – Sussurrou Harry sendo dominado pelo prazer que somente seu marido sabia dar.

– Calma Harry, tudo ao seu tempo. – Disse o sonserino beijando os montes fofos de suas nádegas.

Severus se levantou e virou Harry de frente, ergueu as mãos do grifinório prendendo-as no alto por sua própria mão. Harry estava entregue aos seus desejos, ofegante e trêmulo. Snape sentia o membro de Harry cutucando-lhe e o seu próprio já pedia para adentrar aquele corpo e preenche-lo, mas Severus queria brincar. Devagar passou a língua por cima dos lábios de Harry de forma provocante sentindo a barba pinica-lo.

– Pede. – Disse Severus usando a outra mão para segurar o cabelo de Harry firmemente para trás deixando-o a mercê do seu querer. – Pede, eu quero ouvir você pedir.

– Me beija Severus. Me beija.

O pedido foi prontamente atendido, Severus beijou Harry com amor e desejo, era provocante e intenso. Suas línguas mesmo que já conhecendo uma a outra bailavam entre si como se estivessem na primeira dança. Harry soltou suas mãos do aperto de Snape e agarrou seu pescoço com força. Snape estava mais velho, mas ainda era forte o suficiente para segurar seu marido que enlaçou sua cintura com as grossas pernas.

Os corpos eram diferentes agora, Harry estava mais encorpado, seus músculos ganharam massa devido o trabalho de auror, seu rosto estava menos delicado e trazia a barba por fazer, seu tórax e abdômen eram deliciosamente definidos. Snape por sua vez estava mais magro, seus cabelos já traziam grande quantidade de fios brancos que ele graciosamente adorava dizer que era culpa de Harry. Seu rosto trazia mais rugas e seus olhos mais experiência, mas ainda era delicioso.

Harry gemeu quando Severus mordeu seu lábio inferior descendo para o pescoço enquanto postava suas mãos em suas nádegas preparando-o para a invasão de seu membro que já gritava de desejo. Mas quando o encostou na entrada de Harry, quando estava prestes a sentir-se completado Harry pediu para que ele parasse. Snape franziu a testa e mesmo contrariado afastou-se de Harry olhando para seus olhos e vendo uma duvida erguer-se em suas íris.

– Temos que conversar.

Snape odiava essa frase, sabia que quando Harry vinha com essa maldita frase era porque algo importante aconteceu ou iria acontecer e normalmente era algo ruim. Contrariado Snape o viu sair do banheiro e se secar colocando o robe e indo para o quarto. Suspirando fundo Snape tomou uma chuveirada antes de sair com a toalha na cintura e encarar Harry que o aguardava de pé em frente a cama.

– O que foi Harry?

– Preciso te contar uma coisa.

Era agora, o momento em que Harry finalmente iria lhe dizer que encontrara alguém mais novo e que se apaixonou por ele e o estava deixando. Snape apenas assentiu e aguardou, sabia que um dia isso aconteceria, Harry ainda era jovem, trazia a vivacidade tenaz de um adulto pleno. Ele já era mais velho, as rugas aparentes, os cabelos brancos manchando sua imagem. Seu corpo já mostrava a moleza que a velhice trazia. Era lógico que Harry não ficaria consigo para o resto da vida. Já esperava por isso, montara a cena em sua cabeça diversas vezes e em todas as vezes não conseguia suportar a dor de ter que deixá-lo ir. Mas agora não era apenas um pensamento, Harry estava diante de si pronto para abandoná-lo, teria que deixá-lo ir, deixá-lo ganhar sua liberdade, não poderia condená-lo a viver consigo o resto da vida se não haveria mais desejo.

– Fale logo, Harry. – Sua voz saiu mais grossa e rude do que desejava. Harry franziu a testa antes de responder.

– Sabe o que é? Lyz já está crescida, devidamente criada e já tem seu cantinho, seu trabalho, sua própria vida. Até conheceu alguém que se tudo der certo vai se casar com ela em breve. – Disse Harry mexendo nervosamente com as mãos. – Então eu estivesse pensando em nós dois e...

– E descobriu que viver o resto da vida com um velho como eu não é suficiente para Harry Snape, não é? – Disse Snape ressentido sentindo em sua alma uma dor tão profunda que fazia seus olhos arder. Harry por sua vez franziu ainda mais a testa. – Eu entendo Harry, eu entendo que queira aproveitar a sua juventude, você ainda é jovem, seu corpo ainda é forte. Você não iria querer viver o resto dos seus anos ao meu lado.

– Mas do que você está falando? – Perguntou Harry vendo Snape se dirigir até o guarda roupa e começar a tirar suas roupas e colocá-las em cima da cama.

– Estou falando a verdade Harry, eu sei que você olha para mim e vê apenas um velho decadente que não tem mais nada a fazer da vida do que ensinar cabeças ocas até que a gaguice chegue. Você não vai querer ficar ao lado desse destino. Provavelmente deve ter encontrado algum auror jovem e bonito em suas viagens. Quantos anos ele tem? Trinta? Trinta e cinco? Algo bem próximo dos seus trinta e sete aninhos. É claro que você não vai querer ficar com um velho de cinquenta e oito anos que beira a meia idade. Eu entendo, acredite eu sabia que um dia você falaria isso para mim.

– Você é idiota ou o que? – Perguntou Harry devolvendo suas roupas para o guarda roupas enquanto Snape retirava-as. – Pare com isso.

– Por que? O que tenho a ganhar ficando mais algum tempo com você se você vai me abandonar? É só para doer mais?

– Quem disse que eu vou abandoná-lo, você é louco?

– É a lógica, Harry.

– Não é lógica. – Gritou Harry jogando suas roupas em Snape. – Você é um grande idiota Severus Snape e acaba de estragar um grande momento para mim. Eu queria te contar uma coisa e estava nervoso pela sua reação.

– Realmente dizer que vai abandonar o marido é algo que se deva ficar nervoso.

– Eu não vou te abandonar, seu burro! – Gritou novamente deixando as lágrimas caírem por seu rosto. – Eu queria te dizer que quero ter outro filho com você. – Finalmente Snape parou de falar e simplesmente olhou para Harry com os olhos arregalados. Harry largou as roupas no chão e se sentou na beirada da cama baixando a cabeça. – Eu estou tomando a poção de fertilização há duas semanas, Minerva fez para mim. Eu já tenho o útero formado e estou pronto para engravidar novamente. – Ele olhou para Snape que continuava no mesmo lugar, não se movera um único centímetro. – Eu ia te contar hoje de qualquer forma e só não te deixei continuar lá no banheiro porque tinha medo de engravidar sem você saber. Não quero ter um filho que você não queira.

– Outro filho?

– Sim, eu venho pensando nisso há algum tempo e conversei muito com a Lys. Eu quero ter outro filho, outra criança para cuidar, ver os primeiros passinhos, a primeira fala, proteger. Mas só quero isso se for com você Severus.

Snape passou as mãos pelos cabelos e chutou as roupas para o lado se aproximando de Harry. Ajoelhou-se perante o homem e segurou seu rosto olhando em seus verdes olhos.

– Você sempre me surpreende, senhor Snape. – Disse Severus com um sorriso nos lábios. – Eu pensando que você iria me abandonar e você me diz que quer me dar mais um filho.

– De onde você tirou essa ideia idiota de que eu iria te deixar?

– É o que todos falam, é a verdade. Alguém como você jamais iria querer ficar com um velho como eu.

– Mas eu quero, e desde quando você liga para o que os outros dizem? Você é Severus Snape, você manda todos para o inferno com suas criticas e pensamentos. Desde quando é tão vulnerável assim?

– Desde que Charles Weasley te beijou naquele ano novo. – Disse Severus com olhos tristes. – Eu fiquei pensando depois que você nunca beijou outro homem e nunca teve outras experiências se não comigo.

– Eu nunca tive porque não quero ter. Charles é um retardado e você mostrou muito bem a quem pertenço quando socou a cara dele na festa, e se quer saber a senhora Weasley também bateu nele depois, ela diz que ele não deve se meter no romance de um casal e isso é verdade. Ele que se dane. Eu quero só você. Eu amo só você. Você é meu único homem e será meu ultimo também.

– Não quero prender sua vida a um velho.

– Você não fez nada, eu fiz, eu escolhi te amar, eu escolhi passar o restante da minha vida com você, eu, somente eu. É a minha vontade, eu não quero ter mais ninguém além de você. Sou seu, inteiramente seu Severus. Não quero que pense sobre isso outra vez. Vamos pensar apenas no agora e na possibilidade que nos foi dada. – Harry levou a mão de Snape até seu ventre. – Você quer ter esse filho?

– Quero, eu quero muito ter esse filho com você Harry.

Harry nada disse, apenas sorriu e puxou Snape para lhe dar um beijo profundo. O mestre de poções tratou de se livrar rapidamente da toalha e do robe de Harry. As roupas permaneceram no chão jogadas enquanto os amantes se preenchiam e gemiam obscenidades e juras de amor. Snape invadia o corpo de Harry com vontade estocando fundo em sua próstata fazendo o outro gritar seu nome. Era pele contra pele, o suor escorria de seus rostos, mãos apalpavam-se e beijos eram trocados.

– Isso Severus, mais fundo, eu quero sentir você.

Severus obedeceu estocando mais fundo e mais rápido, Harry jogou a cabeça para trás e gritou seu nome em meio ao delírio do gozo que foi seguido por Snape derramando-se dentro de seu amante, preenchendo-o com sua essência. Após respirarem fundo e se controlarem Harry ergueu a cabeça de Snape e olhou para seus olhos negros, com cuidado colocou os cabelos lisos atrás da orelha dele e pode ver através da luz das velas que havia lágrimas escorrendo pelo rosto do mais velho.

– Severus, por que você está chorando? – Perguntou Harry baixinho limpando as lágrimas dele.

– Porque quando eu me sinto cair você me traz de volta. Você sempre me faz o homem mais feliz do mundo de uma forma que eu jamais sonhei. Eu te amo Harry, quero passar o resto da minha vida com você e quero se sejam os seus olhos a última coisa que verei quando tiver que partir. Eu te amo garoto insolente.

– Eu também te amo Severus. E estarei com você até o seu último suspiro e depois o encontrarei no céu e ficarei com você pelo resto da eternidade.

As lágrimas derramaram-se dos olhos negros e misturaram-se com as das esmeraldas. Ambos se beijaram sentindo o poder das palavras que disseram. A eternidade era pequena para o tamanho do amor deles, mas por enquanto era o que bastava.

Fim

Autora: Ana Carolina Martins

Inicio: 25/04/2012 – 00:17

Término: 16/12/2013 – 09:24

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!