A Lenda
15 Arco 4 Intrigas/Capítulo 15: Reunião
Notas iniciais
Naruto pov
Me levantei assim que os primeiros raios de sol iluminaram o céu, eu não havia dormido mas havia sido por uma boa causa, por uma bela causa. Alisei os longos cabelos azulados de Mika suspirando pesado, mesmo tendo sido um jogo delicioso não era algo que eu faria de novo. Sexo por prazer é bom, mas sexo com amor é muito melhor e amor havia apenas uma pessoa que podia me dar. Vesti minha calça preta prendendo minha faixa ao redor da cintura e prendendo Chijoku na faixa, por fim coloquei uma camisa preta de manga curta com uma gola alta e amarrei a bandana no braço como costumava fazer.
Sai da barraca e deixei os fracos raios de sol tocar em meu rosto, fechei os olhos por um momento apreciando aquela sensação, eram momentos como esse que valiam a vida valer a pena, nas coisas pequenas que a maioria das pessoas simplesmente ignorava, mas que para mim traziam uma rara sensação de paz e tranquilidade. Abri os olhos e fitei o acampamento, a fogueira estava apagada e Sasuke estava de pé em cima de uma rocha olhando atentamente para o horizonte, observei ao redor e vi Yugao sentada escorada em uma pedra brincando distraidamente com um pedaço de madeira.
“Bom dia“ Falei parando ao lado de Sasuke.
“Bom dia“ Respondeu ele calmamente. “Principalmente pra você não é ?” Comentou ele brincalhão me fitando de canto de olho.
“Não enche” Falei dando uma curta risada enquanto tapava com a gola da camisa um chupão deixado por Mika no meu pescoço. “Vejo que alguém não dormiu” Falei apontando com a cabeça de leve para Yugao.
“Quando troquei de ronda com Sakura ela ainda estava ali, parece que ficou acordada a noite toda.” Falou ele calmamente.
“Acenda uma fogueira e prepare o café e acorde os outros iremos partir em 1 hora“ Falei caminhando para longe de Sasuke.
“Hai Taicho“ Falou ele serenamente enquanto caminhava para fazer os afazeres que eu havia designado.
Caminhei parando na frente de Yugao e me agachando diante dela que levantou o rosto coberto pela mascara para me fitar.
“Às vezes você tem atitudes tão infantis irmãzinha.“ Falei sorrindo para ela, Yugao começou a falar algo, mas a impedi de continuar colocando meu dedo indicador por cima da mascara onde estaria os lábios a silenciando. “Mas adoro isso em você”
Yugao corou e isso me fez dar um curto sorriso, levei minha mão e retirei carinhosamente a mascara do rosto dela deixando eu ver seu rosto levemente corado. Yugao olhava para o outro lado envergonhada, mas agarrei seu queixo com carinho e a fiz fitar meus olhos.
“Você esta bastante confusa não é?” Perguntei retoricamente a fitando seriamente.
“Para de olhar minha aura” Falou ela retirando minha mão do queixo dela. “Me deixe sozinha.”
“Não preciso olhar para sua aura para saber o que você esta sentindo.” Falei carinhosamente. “Suas expressões me contam tudo.“
“Então sabe que quero ficar sozinha“ Falou ela me fitando seriamente.
“Seus lábios me dizem uma coisa, mas seus pensamentos me dizem outra” Falei serenamente. “Não precisa me esconder nada irmãzinha, fale o que esta sentindo.“
“Quer mesmo saber o que estou sentindo ? “ Falou ela me fitando seriamente. “Pois bem Uzumaki Naruto estou pensando em coisas que não deveria pensar, coisas que são erradas, coisas que não consigo controlar”
A encarei calmamente enquanto alisei sua bochecha de leve, me aproximei dela que me fitou atônita, eu podia sentir o hálito fresco dela contra meu rosto, seus olhos violetas me encarando com total surpresa. Toquei minha testa na dela enquanto minha mão segurava o queixo dela firmemente fazendo nossos olhos se encontrem.
“Você sempre cuidou de mim desde que eu era pequeno, sempre serei grato a você por isso.“ Falei sorrindo com carinho para ela. “Mesmo que seus sentimentos por mim mudem, mesmo que você me odeie, mesmo que você não fale mais comigo eu vou sempre te amar Irmãzinha”
Yugao me fitou totalmente surpresa, mas isso apenas me fez sorrir, desencostei minha testa da dela e depositei um breve beijo na testa dela antes de me afastar caminhando a passos lentos na direção da floresta.
Assim que sai do acampamento fiz um curto selo espalhando meu chakra pela área para me certificar que não havia ninguém por perto, assim que fiz isso levantei meu braço direito fitando uma pequena tatuagem em forma de redemoinho atravessada por uma Kunai de três pontas no meu pulso, com a mão esquerda pressionei o polegar contra a tatuagem emitindo meu chakra através do dedo. Um pequeno flash de luz surgiu no meu braço e assim que passou revelou um pequeno pergaminho em cima de onde estava a tatuagem anteriormente.
Abri o pergaminho e li rapidamente seu conteúdo, assim que terminei a leitura apertei a folha com raiva, o papel começou a queimar e se desmanchar ate sobrar apenas às cinzas que se espalharam ao vento. Fechei os olhos e quando os abri de novo estava em uma grande campina com uma bela árvore no centro, um lindo por do sol descia no horizonte e contemplando o sol debaixo da árvore estava um homem de longos cabelos vermelhos amarrados em um rabo de cavalo com nove caudas vermelhas descansando no lado dele.
“Parece que eles começaram a agir mais cedo que o previsto” Falei para Kurama calmamente me sentando a seu lado.
“De fato, mas isso já era o esperado” Comentou ele no mesmo tom que eu.
“Devemos nos reunir assim que terminarmos essa missão“ Falei pensativamente. “Temos que traçar um plano e nos adiantar em relação a nossos inimigos”
“Concordo. Pode ser perigoso para nós deixar eles fazerem o primeiro movimento, mas por sorte Kaori é discreta e vai nos manter informados sobre os passos deles.” Falou Kurama me fitando serenamente. “Parece preocupado”
“O relatório de Kaori fala que o tal de Tengu foi atrás da Akiko para avaliar as habilidades dela para algo maior, mas Kaori não soube informar o que.“ Falei suspirando pesado. “Me pergunto como ela está nesse momento”
“Para alguém que algumas horas atrás estava se deitando com outra sem se preocupar com a namorada sua preocupação me parece estranha. “ Falou Kurama sorrindo de leve.
“Não sei o que houve comigo“ Falei distraído enquanto coçava o pescoço. “Eu sabia que não devia, eu queria por ela na minha ilusão como fiz com Sakura aquela vez, mas algo me impediu eu perdi o controle do meu corpo.”
Meu pescoço me incomodava de leve, mas tentei ignorar esse incomodo, fitei o sol que se escondia lentamente pensando no que deveria fazer a seguir.
“Acho que esta na hora de Sasuke saber da verdade sobre o massacre Uchiha e também de inicia-lo em nossos planos.” Falei após alguns minutos em silêncio.
“Confia tanto nesse garoto?” Perguntou Kurama seriamente. “Contando a verdade para ele você acha que consegue manter ele sobe controle? Sem que ele volte sua raiva contra Konoha e você?”
“Confio em Sasuke“ Falei afirmando seriamente. “E irei usar a ira dele contra nossos inimigos dentro de Konoha e manter ele sobre controle até a hora certa”
“HAHAHAHAHA. Você vai fazê-lo atacar Danzou e os conselheiros não é ?” Perguntou Kurama enquanto dava uma curta risada. “Terá que mata-los com cuidado ou Konoha pode tentar prende-lo, e por hora precisamos ficar naquele lugar.”
“Eu sei, por isso agirei com cautela e farei Sasuke agir da mesma maneira.“ Falei calmamente.
“E quanto a garota?“ Questionou ele sorrindo de canto.
“Sakura ainda não esta pronta, precisa amadurecer mais, apesar dos progressos expressivos que ela vem obtido em nossos treinamentos... “ Falei pensativo. “Ainda não esta na hora dela.”
“Concordo” Falou Kurama seriamente, “E se o Uchiha não puder estar do nosso lado o que você pretende fazer?”
“Irei mata-lo“ Falei friamente. “Ele pode se tornar um risco se não estiver do nosso lado.”
“Bom garoto” Elogiou Kurama sorrindo. “Laços são importantes, mas não pode deixa-los nublar seus pensamentos e julgamentos.”
“Eu sei Sensei“ Falei me levantando. “Esta na hora de agir e nada poderá nos parar a partir de agora.“
“Sim” Falou ele se levantando e me encarando. “A guerra esta a pronto de ser declarada por eles, e você acha que esta pronta para enfrenta-la?”
“Eu tenho que estar pronto” Falei me virando de costas enquanto tudo ao nosso redor escurecia.
Abri os olhos novamente e comecei a caminhar de volta ao acampamento, eu precisava terminar essa missão o quanto antes para então iniciara minha verdadeira cruzada.
[.......]
Já fazia dois dias que havíamos entregado Mika a seu pai na capital do País do Fogo, o tratado comercial entre os Países do Chá e do Fogo havia sido assinado, e o próprio Daimyo havia nos condecorado com medalhas pela missão bem sucedida. Bah, como se aquilo fosse limpar todo o sangue derramado para que aquele tratado fosse assinado.
Yugao não havia falado nada desde que havíamos conversado, não que eu estivesse me importando com isso, eu já havia falado o que tinha que falar, agora era com ela. Mas não era Yugao que eu estava preocupado, algo estava me incomodando desde que havíamos deixado Mika com seu pai, eu só não sabia dizer o que era, parecia que algo grande estava para acontecer, eu só não sabia ainda o que, e isso estava me deixado irritado, Droga.
“O que foi Naruto?” Questionou Sasuke enquanto corríamos.
“Não foi nada.” Falei dando um breve sorriso. “Apenas um mau pressentimento.”
Sasuke acenou com a cabeça positivamente e voltou a fitar a estrada, fiz o mesmo que ele tentando limpar minha mente de tudo. Corremos por mais duas horas antes de avistarmos as imponentes muralhas de Konoha, dei um breve sorriso de satisfação à missão havia sido cumprida e eu poderia saciar minha fome de Ramén, por Kami que saudade que eu estou do Ichiraku.
Passamos calmamente pelos portões cumprimentando Izumo e Kotetsu que faziam a guarda naquela tarde, eles olharam para Deidara de forma curiosa, porém não falaram nada. Estávamos pulando de telhado em telhado, quando senti um leve distúrbio de chakra na vila, fechei os meus olhos fazendo um selo de mão e iniciei uma varredura ao redor da vila. Não demorou muito para eu encontrar a pessoa que havia causado esse distúrbio de chakra, abri um largo sorriso enquanto abria os olhos, se fosse realmente quem eu estava pensando que era essa reunião com o velhote teria que ser rápida.
Fiz um selo e um clone apareceu do meu lado, sumindo em um flash dourado imediatamente, todos me olharam de forma curiosa porém eu simplesmente sorri e aumentei o meu ritmo sendo imitado por meus companheiros. Não demorou muito para chegarmos ao prédio administrativo da Aldeia, entramos na sala do Hokage lentamente e nos ajoelhamos diante dele respeitosamente.
“Hokage-Sama, missão cumprida.” Falei calmamente.
“Em tão pouco tempo?” Questionou ele surpreso, largando o cachimbo na mesa.
“Sim” Falei calmamente, enquanto me levantava, sendo imitado por meus companheiros.
“Vejo que temos muito que conversar” Falou ele seriamente enquanto fitava Deidara com interesse.
“De fato.” Concordei calmo. “Sasuke, Sakura dispensar.“
Nenhum deles falou nada, simplesmente acenaram com a cabeça e sumiram em uma nuvem branca de fumaça. Olhei de canto para Yugao que fez um leve sinal de mão dispensando seus companheiros da ANBU que sumiram da mesma maneira que os meus, sobrando assim na sala apenas o Sandaime,Yugao,Deidara e eu. Me dirigi ao sofá de descanso na sala do Hokage e me sentei confortavelmente ali esperando as perguntas do Sandaime começarem.
“Quem é esse jovem Naruto?“ Perguntou ele apontando para Deidara.
“Direto ao ponto” Sussurrei pra mim mesmo. “Ele era um de nossos inimigos durante a missão, um mercenário contratado para ajudar no golpe de estado.” Expliquei calmamente fitando o velho com serenidade. “Deidara e eu lutamos, e eu venci ele, porém achei que alguém com o talento dele, ser morto daquela maneira seria um desperdício.”
“E por que simplesmente não deixou ele ir?” Perguntou ele seriamente. ”Por que torna-lo seu Vassalo?”
“Atos de misericórdia não existem no mundo Shinob, Sarutobi.” Falei friamente. ”Se eu deixasse Deidara vivo, para seguir seu próprio caminho, quem garantiria que ele não se voltaria contra mim no futuro?”
Um silêncio pesado se instalou na sala após minha ultima fala, o Hokage me fitava seriamente sendo retribuído da mesma maneira por mim, enquanto isso Deidara e Yugao apenas observavam a cena de forma totalmente neutra. Por fim o velhote quebrou nosso contato visual, pegando seu cachimbo e acendendo ele novamente.
“Então você teve misericórdia desse jovem, mas ao mesmo tempo arranjou uma maneira de poder controla-lo, muito inteligente.” Falou ele dando uma tragada em seu cachimbo. “Qual seu nome garoto?” Perguntou ele se virando para Deidara.
“Deidara senhor.” Falou ele seriamente fitando o Hokage.
“Não é nada comum um Shinobi se tornar suserano de alguém, isso faz com que você se torne responsável pelos atos desse jovem, Naruto.” Falou o Hokage me fitando intensamente.
“Sei perfeitamente disso Hokage.” Falei dando um curto sorriso de canto. “Não sou burro em fazer algo desse tamanho, sem saber dos riscos e das consequências. Estou perfeitamente ciente de que tudo o que Deidara fizer trará consequências diretas para mim.”
“E está pronto para arcar com essa responsabilidade?” Perguntou ele seriamente.
“Não teria feito o rito de vassalagem se não estivesse.” Falei no mesmo tom que ele.
“Confiarei em você e nesse jovem então.” Falou ele acenando de leve com a cabeça. ”Terei que apresentar essa questão ao conselho shinobi e ao conselho civil da vila, dará uma grande dor de cabeça convencer eles a não prender ou executar Deidara, mas farei o possível.”
“Bem, acho que terei que te trazer mais um problema para resolver.“ Falei dando um sorriso sem graça pro Hokage.
“Qual seria?” Questionou ele curioso.
“Nakiko, já pode aparecer.” Falei calmamente.
Antes que qualquer um na sala pudesse reagir uma pequena figura pousou suavemente aos meus pés se ajoelhando diante de mim em seguida, possuía longos cabelos loiros que estavam soltos, vestia uma calça preta e uma camisa de manga curta xadrez.
“Pai.” Falou ela calmamente.
“PAI ?” Exclamou Yugao surpresa.
Deidara e o Hokage também estavam com expressões surpresas, porém não tanto quanto a de Yugao.
“Vejo que dominou a técnica que mandei você treinar enquanto eu estivesse fora.” Falei calmamente ignorando o comentário de Yugao.
“Hai” Falou ela monotonamente.
“Estou orgulhoso de você pequena.” Falei me levantando e colocando uma de minhas mãos na cabeça da garota, que deu um curto sorriso.
“Que historia é essa Naruto?” Perguntou o Hokage surpreso. “E como nenhum de nós além de você percebeu essa garota?”
“O nome dela é Nakiko.” Falei calmamente, a expressão do Hokage imediatamente mudou de surpresa para seriedade. “E quanto a nenhum de vocês ter percebido isso se deve ao fato de ser da técnica que ensinei para ela.” Falei respirando fundo antes de continuar. “Essa técnica permite, ocultar, cheiro, chakra, presença, som, tudo. “
“E como achou ela?” Questionou ele seriamente
“Achei ela nas ruas de Konoha, ela possuiu a Kekkei Genkai do Jiton(Magnetismo).” Expliquei calmamente. “Acolhi ela como se fosse minha filha e venho cuidando dela desde então.”
“Entendi então suponho que venha mantendo ela escondida por causa de certos fatores não é?” Falou o Sandaime evasivamente.
“Sim, mas acho que está na hora de trazê-la à tona.” Falei parando na frente da mesa do Sandaime e me inclinando para frente para encara-lo nos olhos. ”Eu quero a guarda legal dessa criança Sarutobi.”
“Isso é um absurdo Naruto.” Falou Yugao se manifestando pela primeira vez. “Você teria que ser maior de idade para poder adota-la.”
“Sim eu sei disso.” Falei sem me virar pra ela, continuando a encarar o Hokage nos olhos.
“Você quer que eu te emancipe não?” Perguntou o Hokage soltando leves nuvens de fumaça para cima.
“Sim” Falei abrindo um largo sorriso, por ele ter percebido tão rápido.
“Se você fizer isso Hokage-Sama, os clãs de Konoha que tem rancor da Kyuubi terão carta livre para atacar Naruto legalmente dando falsas desculpas por seus atos.” Falou Yugao preocupada.
“Isso é o de menos importância.” Falei me virando para fita-la. “Sendo legalmente responsável por mim, eu poderia reconstruir meu clã e como líder de clã revidar qualquer ataque sofrido.”
Todos na sala ficaram em silêncio, me afastei da mesa do Hokage e parei ao lado de Nakiko esperando a resposta do Hokage que não tardou em acontecer:
“Tudo bem irei lhe emancipar Naruto.” Falou ele seriamente. ”Mas quero que saiba que qualquer ato seu, será você que ira arcar com as consequências, não poderei mais protege-lo de nada.”
“Ótimo, era exatamente isso que eu queria.” Falei satisfeito.
“Irei apresentar essas questões ao conselho civil e ao conselho Shinobi.” Falou ele me fitando com cansaço. ”Farei de tudo ao meu alcance para ajuda-lo na questão da integração de Deidara como Shinobi da vila e da adoção de Nakiko.”
“Tudo bem” Falei acenando de leve com a cabeça.
“Pode ir, quero escutar o relatório de Yugao te aviso assim que os resultados da reunião chegarem.” Falou ele seriamente.
“Como queira.” Falei me aproximando de Deidara, e chamando Nakiko com um aceno de cabeça. “Até mais.”
Toquei no braço de Deidara com uma mão e na cabeça de Nakiko com outra, assim que fiz isso sumimos em um flash dourado, as coisas agora finalmente estavam tomando o rumo que eu queria.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Raziel Pov
Estava em meu escritório sentado calmamente fitando a vila através das janelas, o sol descia lentamente no céu, em breve seria noite a melhor hora do dia para alguém como eu, hoje seria a noite que o primeiro passo do plano seria dado. Me levantei e caminhei lentamente ate a estante de livros mais próxima, puxando de leve um livro de capa vermelha. Após fazer isso um estalo aconteceu e uma das prateleiras encostadas na parede se afastou para o lado revelando uma passagem secreta. Caminhei ate ela entrando em uma sala oval, a sala possuía um piso feito totalmente de mármore branco e a iluminação era feita apenas por velas situadas em pequenos pilares postos nos cantos da sala, no fim da sala havia uma espécie de altar de madeira com uma grande caixa de ferro em cima, preso na parede acima da caixa havia um tecido com um desenho, o desenho era o de um homem com longas asas estendidas. Parei diante do altar e fiz um conjunto de selos antes de tocar a caixa, ouvi o barulho dela se destrancando, e abri ela com cuidado.
“Está na hora.” Sussurrei de leve, para mim mesmo.
Dentro da caixa havia peças de uma armadura totalmente de prata, e ao lado da armadura uma longa espada com uma espécie de espinho saindo da lateral dela. Esse era o legado do meu clã, uma das seis relíquias dadas pelos Deuses a Rikudou para combater o Juubi, a armadura de prata, e a espada forjada nas chamas do submundo e dada pelo próprio Shinigami ao primeiro patriarca do meu clã, Soul Reaver capaz de devorar a alma de quem cortasse. As admirei por um momento, antes de desamarrar a faixa que prendia meu Kimono, deixando ele cair no chão, me deixando apenas com minhas roupas de baixo.
Comecei lentamente a vestir cada peça da armadura, admirando quando cada peça se adaptava perfeitamente as formas do meu corpo. Assim que terminei de vesti-la por completo, fiz alguns movimentos testando pra ver como ela havia ficado no meu corpo, e para minha surpresa ela era incrivelmente leve, nem parecia que eu a estava vestindo.
Perfeita.
Prendi uma faixa ao redor do meu corpo, antes de colocar Soul Reaver presa nas minhas costas, segura pela faixa. Caminhei para fora da sala, voltando ao meu escritório selando a sala secreta em seguida. Em cima da mesa do meu escritório havia dobrado cuidadosamente um, sobretudo preto com um tecido branco preso na cintura assim como outro tecido vermelho com nuvens negras com um bilhete em cima. Peguei o bilhete e li a única palavra escrita nele, antes de um sorriso se formar em meu rosto.
“Use”
Sem nem pensar vesti o sobretudo e parei diante de um espelho observando meu reflexo em um espelho para ver como eu havia ficado.
Nada mal.
Caminhei calmamente na direção da porta do meu escritório, a guerra finalmente estava iniciada.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Akiko pov
Estava parada debaixo de uma árvore de pernas cruzadas e com as mãos entrelaçadas, meus olhos estavam fechados e eu estava totalmente relaxada, podia sentir os pássaros sentados em meus ombros e o chakra de cada habitante da vila. Mas meus pensamentos e concentração estavam voltados apenas para uma pessoa, acompanhei cada movimento dele desde que ele havia posto os pés na aldeia. Senti ele e seus companheiros se reportarem na sala do Hokage e depois se dispersarem aos poucos, ele junto de uma criança e de um jovem sumiram da sala para um local mais afastado da vila ficando por lá por quase uma hora pelo menos. Nesse tempo fiquei meditando calmamente, apenas sentindo o chakra dele e de todos ao seu redor, por fim senti o chakra dele desaparecer e reaparecer as minhas costas. Eu mesmo estando de costas para ele podia sentir perfeitamente a forte presença que ele emitia mesmo estando longe, podia sentir o cheiro atraente, porém indefinido que ele emitia, respirei fundo e abrir os olhos observando tudo com tonalidades amarelas por um momento.
“Estava me vigiando usando esse seu Senjutsu?” Questionou ele se inclinando de leve e sussurrando suas palavras rente ao meu ouvido.
“Algo contra?” Falei dando um pequeno sorriso. “Além disso, não estava apenas te observando, estava treinando ao mesmo tempo.”
“Então admite que estava me vigiando?” Questionou ele novamente retoricamente encostando o queixo em meu ombro.
“Tá eu confesso.” Falei mostrando a língua enquanto fechava os olhos envergonhada.
Naruto deu uma breve risada, ganhando um sorriso meu. Por fim em um ágil movimento joguei meus braços para trás agarrando o pescoço de Naruto e o puxando por cima do meu corpo, fazendo ele se chocar com as costas na grama e com a cabeça no meu colo, me inclinei para frente deixando meus cabelos tocarem a testa dele e nossos olhos se encontrarem se fitando com pura diversão.
“Também senti saudades proplematica.” Falou ele me fitando calmamente, enquanto sorria.
Sorri e me aproximei tocando nossos lábios calmamente, nada quente, apenas um simples roçar de lábios, porém o suficiente para nos dois. Assim que nos separamos Naruto me fitou com calma.
“Tenho algo pra te contar” Falou ele seriamente enquanto seu rosto assumia um semblante mais fechado. “Enquanto estivemos separado eu..”
“Shii, não precisa me dizer nada.” Falei colocando meu indicador nos lábios dele interrompendo o que ele ia falar. ”Não quero saber sobre isso. Além disso, não precisa se sentir culpado, combinamos de nos encontrar não é? Nunca firmamos nenhum compromisso.” Falei dando um curto sorriso. “E ainda não firmamos” Falei baixinho mais sabendo que ele tinha ouvido.
Naruto abriu a boca, porém nenhum som saiu isso me fez dar uma curta risada, acariciei de leve os longos cabelos loiros dele antes que ele pudesse voltar a falar alguma coisa.
“Então acho que temos que mudar isso não é?” Falou ele se levantando e sentando de frente para mim.
Sem falar nada senti uma corrente de vento surgir e me empurrar de leve na direção de Naruto que sorria largamente, balancei a cabeça de leve enquanto um sorriso se espalhava em meu rosto. Passei meus braços ao redor do pescoço dele e colei nos lábios em um longo beijo, nossas línguas travavam uma briga por espaço, por fim quando nos separamos não pude deixar de conter um leve gemido de prazer. Meu rosto estava levemente vermelho, mas não podia deixar de sorrir pra Naruto, que me fitava calmamente enquanto passava a língua de leve pelos lábios.
“Quer namorar comigo problemática?” Perguntou ele carinhosamente.
“Quero” Falei sorrindo para ele. “Mas espero que não volte a cometer os mesmos erros de novo.” Falei mudando meu sorriso para um sorriso frio. ”Por que se não...” Falei enquanto massageava os punhos. “Você vai desejar nunca ter nascido.”
Naruto engoliu em seco e acenou positivamente com a cabeça, sorri e abracei ele depositado um leve beijo no pescoço dele.
“Preciso te contar algumas coisas que aconteceram enquanto eu vinha para konoha.” Falei surrando de leve no ouvido dele.
“Já sei do seu encontro com Tengu.” Respondeu ele calmamente. “Mas mesmo assim quero detalhes sobre isso.”
“Sua rede de espiões continua me espantando.” Falei sorrindo de leve. “Tudo bem, irei lhe contar todos os detalhes.”
[.....]
Por quase uma hora contei tudo o que Tengu havia falado para mim e todos os detalhes das habilidades e poderes deles, Naruto ouvia tudo em silêncio, fazendo ocasionalmente uma pergunta ou pedindo que eu repetisse algo. Por fim contei tudo o que havia pra contar, Naruto estava parado de olhos fechados com uma expressão pensativa no rosto.
“Isso esclarece varias duvidas que eu tinha.” Falou ele abrindo os olhos e me fitando seriamente. “Ele virá de novo atrás de você, e quando isso acontecer será pra pegar a sua linhagem e te matar.”
“Eu sei.” Falei olhando para baixo. “Tudo o que importa pra ele é o seu objetivo.”
“Não pense muito nisso.” Falou ele seriamente. “Mesmo com tudo o que ele te contou e mostrou, você ainda quer mata-lo?”
“Sim, com todas as minhas forças.” Falei apertando os punhos com raiva.
“Então treine, fique mais forte para que na próxima vez você possa cumprir seu objetivo.“ Falou Naruto dando um curto sorriso. “E não se preocupe, eu irei lhe ajudar quando a hora chegar.”
Sorri e abracei Naruto encostando minha cabeça em seu ombro sentia o calor que ele emitia, uma única lagrima desceu pelo meu rosto, eu finalmente podia estar ao lado de quem amava, eu finalmente podia tentar viver uma vida normal sem ter medo de ser caçada.
“Eu te amo.” Falei baixinho.
“Também te amo minha pequena.” Falou ele ternamente.
Ficamos alguns minutos em silêncio apenas nos abraçando, nada precisava ser dito, apenas estarmos juntos era o suficiente. Naruto por fim se afastou um pouco me fitando nos olhos.
“E sua audiência com o Hokage, como foi?” Perguntou ele seriamente.
“Nada mal.” Falei dando de ombros. “Eles me submeteram a uma varredura mental e um interrogatório antes de decidirem se me aceitariam como Shinobi da vila.” Falei dando um breve sorriso ao me lembrar da reunião com o Hokage e os conselheiros. “Depois me fizeram lutar contra três Chunnins e um Jounnin, e claro que derrotei eles.”
“Mostrou muito de suas habilidades?” Perguntou ele franzindo as sobrancelhas.
“Não, apenas alguns jutsus de Fogo e Relâmpago e um pouco do Hikariton” Expliquei calma. “Os selamentos de contenção disfarçaram o fato de eu ser uma Jinchuriki.”
“Isso é bom, seria um grande problema se eles soubessem disso.” Falou ele pensativo. “Eles tentariam te usar como arma, fora que a população não iria lhe tratar bem quando soubessem.”
“Não me importo com a opinião dos outros.” Falei dando de ombros.
“E eu sei.” Falou Naruto dando uma curta risada. “E qual sua Graduação ?”
“Chunnin” Falei calmamente. “Acho que me deram um Rank mais baixo do que deveria para eu ser vigiada e pra testarem minha confiança.”
“Provavelmente” Falou ele pensativo. “Por hora sou apenas um Gennin, tenho algumas coisas para resolver no exame Chunnin antes de pensar em promoção.”
“Orochimaru?” Questionei calma.
“Sim” Falou ele seriamente. “Mas não quero falar sobre isso agora.” Falou ele me fitando enquanto abria um sorriso.
“Tudo bem” Concordei sorrindo também
“Vai ficar aonde? Minha casa tem bastante espaço.” Falou ele mudando de assunto.
“O mais prudente seria manter nossos encontros anônimos.” Falei pensativa. “Acabo de chegar à aldeia e o Hokage ficaria desconfiado se logo de cara começássemos a ser vistos juntos em puplico.”
“Vendo por esse lado você tem razão.” Falou Naruto acenando de leve com a cabeça. “Mas creio que ele já tenha ficado levemente desconfiado por causa da minha filha.” Falou ele coçando a nuca sem jeito.
“Filha?” Perguntei arqueando as sobrancelhas. “Explique-se.“ Falei cruzando os braços.
“Adotei uma criança que encontrei nas ruas de Konoha.” Explicou ele coçando o queixo envergonhado. “E dei o nome dela de Nakiko. “
Arregalei os olhos surpresa por um momento, antes de sorrir largamente enquanto balançava a cabeça negativamente.
“Não sei se lhe bato ou te dou um beijo por isso.” Falei fitando o chão.
Naruto se aproximou e com sua mão levantou meu queixo fazendo nossos olhos se encontrarem, azul contra verde se chocando com tanta intensidade que eu podia ate mesmo sentir os pelos da minha nuca se arrepiarem diante daquele olhar feroz, mas que nunca abandonavam a gentileza.
“Prefiro a segunda opção.” Falou ele sedutor.
Não foi preciso dizer mais nada apenas enlacei o pescoço de Naruto e puxei ele contra mim quebrando a distância que nos separava, minha língua explorava a boca dele com urgência, toda a saudade que eu havia sentido dele mostrada e depositada nesse único beijo. Nos separamos a procura de ar, e encarei ele levemente vermelha.
“Isso foi incrível“ Falei dando uma longa tragada de ar.
“Seu beijo vicia” Falou ele passando a língua pelos lábios novamente antes de voltar a sorrir calmamente. Corei com o comentário dele, porém sorri de leve pra ele.
“Venha deite aqui.” Falei apontando para meu colo.
Naruto deitou calmamente com as costas na grama, enquanto deitava sua cabeça em meu colo, ele fechou os olhos por um momento antes de abri-los e me fitar sorrindo. Aquele sorriso que poucas vezes ele distribuía, um sorriso curto, porém o mais belo que eu já tinha visto.
“Você parece exausto.” Falei fitando ele com atenção. Ele não falou nada apenas assentiu de leve com a cabeça. “Você carrega um grande fardo sozinho, mas a partir de hoje irei ajudar a carrega-lo.” Naruto arregalou os olhos por um momento, antes de assentir de leve agradecido. “Agora descanse meu anjo.”
Naruto fechou os olhos enquanto eu lentamente começava a cantar uma canção que minha mãe havia me ensinado.
“Lugar de descanso
Só encontro em teu coração
Lugar de amor
Só encontro deitando em teu colo.”
Cantei enquanto fechava os olhos
“Longe de você não encontro descanso
Preciso do Seu colo pra deitar
Caído em lágrimas, estou me afogando
Só o Teu perdão pode me levantar”
Cantou Naruto suavemente me surpreendendo.
“Olhando o sol se pôr no horizonte distante
Contemplo o cenário ao suspirar profundamente
Sentimento sublime invade o meu viver
Alegria emocionante ao ver o céu escurecer”
Cantamos juntos enquanto abríamos os olhos e nos fitávamos com carinho.
“A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais”
Cantou Naruto hipnoticamente.
“A paz fez o mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão”
Cantei enquanto pequenas lagrimas desciam dos meus olhos.
“Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz”
Cantamos juntos terminando a canção. Naruto fechou os olhos lentamente, enquanto sua respiração se tornava calma e compassada, uma expressão tranquila tomou conta do rosto dele, ele parecia em paz.
De leve tirei a cabeça dele do meu colo e a deitei suavemente na grama para não acorda-lo, rapidamente fiz uma Kekkai ao nosso redor e me deitei ao lado dele, descansando minha cabeça em seu peito.
“Boa noite meu amor.” Falei enquanto lentamente me entregava aos braços do sono.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Naruto pov
Abri os olhos lentamente, os primeiros raios de sol do dia tocavam meu rosto, ouvia os pássaros cantando ao nosso redor e o cheiro agradável da grama, sentia o peso de Akiko sobre meu peito, mas não me importei apenas sorri.
Sem acorda-la tirei ela de cima de mim, enquanto me levantava me espreguiçando, fitei Akiko dormindo serenamente e a peguei no colo tendo o cuidado de não acorda-la, depois disso usei o Hirashin e apareci no quarto da minha antiga casa, o local estava limpo e organizado porém fora a cama, não havia mais nenhum outro tipo de mobília no local.
Deitei ela na cama e rapidamente escrevi um bilhete para ela, deixando ele entre as mãos dela, dei um ultimo sorriso e dei um leve beijo na testa dela antes de sumir em um Flash dourado, eu tinha que me preparar muitas coisas precisavam ser feitas hoje.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Sasuke pov
Já fazia dois dias desde que havíamos chegado à aldeia, nesse tempo eu não havia tido nenhum contato com Naruto nem Sakura, eu havia tirado esse tempo para descansar da missão, mais para principalmente pensar a respeito da proposta feita por Naruto. Eu estava sentando com as pernas cruzadas meditando calmamente no tatame do Dojo do clã a sala estava fracamente iluminada por velas dispostas em circulo ao redor do tatame, meu tronco estava totalmente tapado por faixas brancas, assim como meu braço.
Desde que eu havia chegado, havia apenas repousado e estudado teoricamente alguns pergaminhos do clã para aperfeiçoar o uso do Sharingan, afinal mesmo estando em sua forma máxima antes do Mangekyou Sharingan, eu ainda gastava chakra demais para manter ele ativado, sem contar que ele ainda não conseguia acompanhar a velocidade de Shinobis como o Naruto. Suspirei pesado e me levantei, grunhindo de leve por causa dos ferimentos, mas não liguei muito pra eles e caminhei a passos lentos para fora do Dojo, porém antes que eu pisasse fora do tatame uma fina rajada de vento passou por mim e apagou todas as velas, senti meus músculos enrijecerem e meu Sharingan se ativar por puro instinto. Mesmo na total penumbra eu podia ver a certa distancia com meu Sharingan, ouvi uma curta risada fria passar a minha esquerda e girei tentando acertar um chute no invasor, meu chute passou no ar, mas rapidamente voltei a assumir minha postura.
“Quem está ai?“ Perguntei para o nada.
“Sou aquele que traz a verdade.“ Falou uma voz rouca e fria as minhas costas.
Sem pensar bati minhas mãos nos selamentos dos meus pulsos, fazendo quatro Shurikens pareceram, as arremessando na direção da voz no mesmo instante, ouvi o barulho de todas elas se cravando perfeitamente na parede aos fundos do Dojo.
“Que verdade?“ Perguntei enquanto realizava lentamente uma sequência de selos.
“A verdade sobre o massacre do seu clã“ Falou a mesma voz rouca soando com deboche por todos os lugares.
Senti meu corpo tremer ao ouvir aquilo, que verdade era aquela? Não havia sido Itachi que tinha matado o clã por sua ambição? O que poderia haver por trás daquilo? Não. Seja quem for esse inimigo invisível ele quer apenas me confundir, não posso deixar ele fazer isso. Terminei a minha sequência de selos e levantei a mão liberando meu chakra através dela.
“ Katon Tōdai -(Elemento fogo- farol) ” Falei criando chamas nas minhas mãos que iluminaram o recinto por um instante.
Nada.
Não havia ninguém ao meu redor, apenas o profundo vazio, seguido do silêncio. Os pelos na da minha nuca se arrepiaram, e por puro instinto dei um salto para trás ao mesmo tempo em que uma sombra negra cravava uma estaca vermelha no lugar onde eu estava anteriormente. Sem nem pensar arremessei as chamas que eu havia criado na direção do meu adversário, que deu um salto para trás fazendo as chamas atingirem o chão, as chamas se espalharam queimando o Tatame, porem permitindo que eu visse com certa clareza a figura do meu oponente. Era um homem alto, vestindo uma veste totalmente negra com capuz que ocultava seu rosto, em suas mãos duas estacas vermelhas estavam voltadas para baixo prontas para serem usadas, o mais estranho daquele homem era que mesmo com meu Sharinagn eu não conseguia ver a circulação de chakra dele.
“Quem é você?” Perguntei novamente com seriedade.
“Sou aquele que traz a verdade.“ Respondeu ele novamente em um tom seco e monótono. “E você esta perto de conseguir ela.“
“Do que está falando?“ Perguntei irritado.
“Tudo ao seu tempo Uchiha” Falou ele friamente.
“Você já me deu nos nervos.“ Falei irritado enquanto iniciava uma rápida sequência. “Raiton-Kurai no shotto (Elemento Raio-Tiros da escuridão)” Falei apontando minhas mãos na direção do invasor, enquanto vários relâmpagos pequenos eram disparados na direção dele.
O estranho encapuzado não pareceu intimidado pelo meu ataque e em um movimento quase de desdém esticou a mão na direção dos raios. O que ele estava fazendo? Aqueles raios iriam fatiar ele em dois.
“Hiku (Subtrair)“ Falou ele calmamente.
A palma da mão do invasor brilhou em um tom vermelho, e os raios que avançavam na direção dele, simplesmente começaram a diminuir de tamanho ate desaparecer por completo, antes mesmo de chegarem a ele.
“Mas o que está havendo?” Perguntei enquanto uma gota de suor escorria pelo meu rosto. “Isso é impossível“
“Não se preocupe Uchiha, não vim mata-lo.“ Falou ele abaixando a mão. “Apenas trazer um pouco de luz aos seus olhos. Minha missão aqui esta cumprida.“
Com simples sopro do invasor as chamas que queimavam o tatame sumiram me deixando na escuridão por uns instantes. Porém eu não conseguia me mover, o que havia sido aquilo? Apenas Naruto conseguia me infligir tal sensação de medo, mas não era Naruto, então a questão era quem havia invadido minha casa? Fui tirado dos meus devaneios quando as velas que antes iluminavam o Dojo simplesmente voltaram a se ascender do nada, olhei para os lados a procura do intruso, porém não havia nem sinal dele, por um momento acreditei que tudo não havia passado de um sonho. Mas as Shurikens presas na parede, e a queimadura no chão me indicavam que não havia sido um sonho, nem um Genjutsu.
Balancei a cabeça para os lados e me aproximei dela lentamente, atento a qualquer armadilha que poderia ter sido deixada, porém não havia nada a não ser as marcas de madeira carbonizada, relaxei por um momento e estava prestes a sair de perto da marca de queimadura quando algo nela me chamou a atenção.
“Mas o que é isso.“ Sussurrei para mim mesmo.
Através de pequenas fendas produzidas pelas queimaduras do meu jutsu, pequenos raios de luz passavam indicando que havia alguma coisa abaixo do Tatame Me abaixei e encostei na mancha negra quebrando a madeira fazendo um pequeno buraco no chão, de dentro do buraco descia uma escadaria para algum tipo de sala secreta. Lentamente desci as escadas, nunca havia tido ciência da existência daquele lugar nos tempos que meus pais eram vivos, assim que terminei de descer me deparei em uma elegante biblioteca com vários livros e pergaminhos colocados caprichosamente em grandes estantes, a iluminação da sala era feita através de um pequeno lustre posicionado no topo da sala, no centro do local uma mesa rustica de madeira com uma cadeira também de madeira complementavam a visão da sala, em cima da mesa vários pergaminhos jaziam jogadas de qualquer forma, algo naqueles pergaminhos chamava minha atenção.
Um mal pressentimento tomou conta de mim, enquanto as palavras do estranho invasor insistiam em soar na minha mente. Me aproximei lentamente da mesa e peguei o único livro que estava em cima da mesa, ele tinha uma aparência velha e desgastada porém ao julgar pelo tamanho não era um livro e sim um diário, abri ele lentamente e comecei a ler.
Dia 1
Não sei definir de onde surgiu essa ideia, mas ela cresce cada dia mais dentro de mim. Sinto como se esse fosse o objetivo da minha vida, mas ao mesmo tempo tenho medo do que vou fazer. Eu nasci e cresci nessa aldeia, eu realmente a amo. Mas também como líder do clã Uchiha sinto que preciso expandir meu clã, e um desejo que cresce dentro de mim, me sinto confuso, algo esta errado, mas não sei definir o que.
Dia 2
A decisão foi tomada e agora estou ciente que não posso voltar atrás na minha decisão. O clã aprovou minha ideia e agora o golpe precisa ser planejado, sinto medo de levar o clã Uchiha à desgraça, mas ao mesmo tempo um sentimento me impele a continuar, acho que o orgulho de ver o nome Uchiha finalmente ser reconhecido por todo o mundo. Talvez seja por isso que a rebelião tenha que acontece.
Dia 3
O conselho do clã começou a traçar estratégias para a execução do golpe, me sinto impelido em parar essa loucura, mas ao mesmo tempo não quero, talvez eu esteja ficando louco.
Dia 4
O conselho definiu a estratégia, Shisui e Itachi serão nossos trunfos no golpe, ambos são os maiores gênios que esse clã já viu desde os tempos de Madara e Izuna. Minha segurança e duvida passaram, agora sei que o golpe deve ser dado.
Dia 5
Itachi e Shisui estão agindo de maneira estranha, parecem não ter recebido bem a ideia da revolta, mas é uma questão de tempo ate que eles percebam a grandiosidade do meu plano. Logo os Uchihas estarão no topo.
Dia 6
Itachi entrou na ANBU, pretendo usar o talento de meu filho para descobrir os passos do Hokage, assim nosso grandioso plano estará a prova de falhas . Noite passada tive um sonho estranho, um homem com capuz e uma mascara branca sussurrava para mim “termine logo” talvez seja um aviso dos antepassados que o golpe não deve mais esperar.
Dia 7
Itachi vem se comportando de maneira cada vez mais estranha ele me desafia cada vez mais, temo traição por parte dele. Mas acho que estou sendo paranoico ele é meu filho e não faria nada para prejudicar o clã. Eu pelo menos assim espero, ou não terei alternativa a não ser mata-lo, ele não pode ficar no caminho do meu objetivo.
Dia 8
Minhas duvidas ficam cada dia mais concretas, Itachi não é confiável, preciso afastar Sasuke dele antes que Itachi leve Sasuke para o lado de Konoha também. Acho que começarei a utilizar Sasuke nos meus planos, mas antes preciso treina-lo e para o bem dele espero que tenha o mesmo talento do irmão.
Dia 9
O que a de errado com os meus planos? Por que Shisui e meu próprio filho parecem estar contra mim? Eles não entendem que para o bem do clã sacrifícios terão que ser feitos? As crianças da Academia Shinobi são apenas sacríficos, por que eles não vem isso com a clareza que eu vejo? Os impuros que não seguem a doutrina Uchiha devem ser exterminados.
Dia 10
Shisui desapareceu, assim como seu corpo a única coisa que restou dele foi uma nota de suicídio denunciado em como nosso clã havia se perdido. Suspeito que Itachi o tenha matado para obter o poder máximo de nosso clã, espero estar errado, por que se eu estiver certo nem mesmo eu poderei deter aquele garoto.
Dia 11
Ouço os barulhos e gritos lá fora, Itachi ficou do lado de Konoha, sei que em breve ele estará aqui para acabar comigo, não o culpo, eu errei e levei o clã ao fim. Percebi tarde demais a influencia que me prendia, me sinto um monstro, eu poderia contar que estava sendo manipulado por outra pessoa mais forte que eu. Mas meu orgulho não deixaria fazer isso, além disso, mereço desaparecer desse mundo, fui fraco e não agi como um Uchiha deveria agir. Sasuke sei que Itachi vai te poupar, ele realmente te ama mesmo que não demonstre isso, por isso caso leia isso algum dia saiba que não quero que me perdoe, eu errei apenas eu entendeu? Eu levei o clã à desgraça e cairei com ele, a partir de hoje o legado dos Uchihas está em suas mãos não o manche como eu manchei, eu te amo meu filho e sinto orgulho de você.
Adeus...
Terminei a leitura e cai de joelhos no chão diante da mesa, lagrimas insistiam em cair dos meus olhos mesmo contra a minha vontade, tudo o que eu havia acreditado e vivido até agora havia sido uma mentira, apenas uma grande mentira.
Soquei o chão inúmeras vezes até minhas mãos começaram a sangrar, eu odiava meu pai, odiava meu clã, odiava a Konoha, odiava a todos. Parei de socar o chão e respirei fundo, eu não podia deixar o ódio me consumir novamente, eu precisava de respostas concretas e as obteria de qualquer maneira.
Me levantei e deixei o diário em cima da mesa contornei a mesa e me sentei na cadeira, eu estudaria aqueles pergaminhos em busca das repostas que eu queria, e depois veria Naruto ele deve saber algo sobre isso, ele sempre sabia.
Suspirei fundo e abri o primeiro pergaminho, eu iria descobrir passo a passo da rebelião, eu teria uma longa noite pela frente.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Pov Desconhecido.
A lua já estava alta no céu, já passavam da meia noite, mas mesmo assim eu ainda treinava, eu precisava ficar mais forte, precisava orgulhar meu pai, precisa orgulhar meu clã. Parei para respirar um momento, e limpei o suor da testa, minhas mãos tinham pequenas feridas devido aos golpes desferidos contra os troncos de treinamento espalhados em circulo ao meu redor.
Estava pronta para recomeçar meu treino quando senti uma risada fria cortar a noite, os pelos da minha nuca se arrepiaram e institivamente entrei na posição de luta característica do meu clã.
“Quem está ai?” Perguntei ativando minha linhagem para procurar a pessoa que havia rido.
“Sou aquele que trás a verdade.” Falou uma voz fria e rouca as minhas costas.
Rapidamente me virei pronta para acerta um Jyuuken no rosto do estranho, mas antes que eu pudesse fazer isso senti um punho fazendo contato com violência contra meu rosto me mandando capotando para trás, me fazendo bater com força contra uma arvore.
No ponto cego dos meus olhos, como ele sabia?
Me levantei sentindo meu rosto arder no local onde ele havia atingindo, observei melhor meu oponente, ele se vestia totalmente de negro, seu rosto era tapado por um capuz também negro, porém o único detalhe que eu podia ver do rosto dele, eram seus olhos absurdamente vermelhos me fitando com deboche de dentro da escuridão do capuz.
“O que você quer?” Questionei insegura diante daquele figura.
“Fazer a verdadeira Hinata Hyuuga aparecer.” Falou ele friamente. “Trazer a verdade à tona.”
Senti novamente os pelos da minha nunca se arrepiarem, do que ele estava falando? Que verdade? Que verdadeira Hinata? Eu era a verdadeira não era?
O estranho começou a andar a passos lentos na minha direção e eu instintivamente comecei a recuar, algo nesse homem me perturbava, eu mal conseguia me manter em pé diante dele, meu corpo inteiro tremia.
Antes que eu pudesse me virar para fugir, o estranho encapuzado apareceu na minha frente agarrando meu pescoço fortemente me levantando para cima com facilidade, me debati inutilmente tentando me soltar do aperto de aço do estranho, comecei a ficar tonta devido a falta de ar, o estranho percebeu isso e me soltou no chão, me fazendo cair de joelhos diante dele, porém antes que eu pudesse me recuperar senti um forte chute atingindo meu rosto e me mandando para trás.
“Isso é tudo o que a herdeira Hyuuga pode fazer? “ Questionou ele provocativo. “Esperava mais de você.”
Me levantei com dificuldades, minha respiração ainda estava descompassada e sangue saia do meu nariz devido ao chute dele. O estranho estava parado de braços cruzados me esperando em uma postura superior.
“Por que não me mostra seu verdadeiro eu?” Perguntou ele seriamente. “Por que continua se esconder ? Tem medo que o seu monstro interior te consuma? Que seu lado assassino te destrua?” O estranho deu uma curta risada sem emoção enquanto falava aquilo. “O que foi menina, eu menti? Acho que não”
Meu corpo inteiro tremia de medo, aquele estranho encapuzado era louco, ele estava falando coisas que não faziam sentido para mim, mas que ao mesmo tempo me faziam questionar se não havia verdade por trás daquelas palavras.
“Confusa?“ Questionou ele friamente. “Sua mãezinha não estaria orgulhosa de ver que sua filha é uma fraca que nem ao menos consegue reagir diante de um inimigo.”
Senti meu sangue ferver com as palavras dele, quem ele pensava que era para falar da minha mãe, ele não sabia nada sobre ela, nada.
“Ah claro eu esqueci, ela não pode dizer que você é fraca.” Falou ele debochadamente. “Afinal ela esta morta não é? “
Senti meu coração bater mais forte, a adrenalina correr pelas minhas veias, o resto de auto controle que me restava se quebrou em um milhão de pedaços.
“Ela morreu por que mesmo?“ Perguntou ele inocentemente colocando a mão o queixo de forma pensativa. “Ah claro, morreu por que era uma inútil, ainda mais inútil que a filha.”
“NÃO OUSE FALAR DELA” Gritei irritada enquanto avançava na direção dele.
Apareci na frente dele e desferi um golpe na direção do peito do estranho o atingindo com força o arremessando para trás com violência, o corpo dele se chocou contra uma arvore a quebrando em duas. Eu respirava pesadamente, eu havia atacado pela primeira vez na vida pra matar.
“Nada mal” Falou a voz fria acima de mim, rapidamente localizei ele parado sentado em um galho logo acima da minha cabeça. “Era esse olhar que eu queria ver.”
Sem perder tempo arremessei varias Kunais e Shurikens na direção dele que desapareceu fazendo elas se cravarem na arvore, ele reapareceu a poucos centímetros de mim pronto para me socar. Rapidamente deslizei meu corpo para o lado esquivando do ataque ao mesmo tempo em que levantava meu braço direito pronta para acertar um Jyuuken no peito dele, o estranho não perdeu tempo e bloqueou meu golpe com o cotovelo ao mesmo tempo que levantava a perna pra me chutar na cintura, dei um mortal para trás evitando o chute, ainda no ar atirei um Kunai na direção do rosto do estranho que agarrou ela e a girou jogando de volta contra mim, pousei de volta e inclinei a cabeça pro lado evitando a Kunai que se cravou no chão atrás de mim, o estranho não perdeu tempo e avançou contra mim iniciando uma rápida sequência de socos me obrigando a ficar na defensiva, eu estava sem chakra meu treinamento havia consumido minhas forças e agora eu estava vulnerável, o estranho aproveitou uma abertura e acertou um soco em meu queixo me arremessando para cima, enquanto eu ainda flutuava devido ao golpe anterior, ele agarrou minha jaqueta e puxou para baixo acertando uma joelhada em meu estomago me fazendo cuspir uma grande quantidade de sangue, antes que eu pudesse reagir senti um tapa com a mão aberta atingir o meu peito me jogando para trás.
“Nada mal, você estava sem chakra e mesmo assim me enfrentou.” Falou ele satisfeito. “Sua raiva por eu ter insultado sua mãe te motivou a me atacar mesmo você sabendo que não tinhas chances.“ Falou ele dando uma curta risada satisfeita. “Era isso o que eu queria ver.”
Tentei me levantar, porém algo estranho aconteceu eu não conseguia, sentia meu peito queimar pelo esforço .
“Nesse ultimo golpe coloquei um selo que paralisa seu corpo.” Explicou o encapuzado serenamente. “Ele deve sumir em breve. “
“O que você quer de mim?” Perguntei irritada.
“Que você fique forte.” Falou ele seriamente.
“Por que?” Perguntei desativando meu Byakugan.
“Por que você esconde suas habilidades?“ Falou ele seriamente. “Por que você mente que é uma garota frágil e tímida quando não é? Quando você me responder essas perguntas quem sabe eu te diga o porquê quero que você fique forte.”
“Maldito” Sussurrei mordendo os lábios. “E quem diabos é você?”
“Isso não interessa agora.” Falou ele friamente. “Se você deseja poder para realizar seu real objetivo me procure amanha a meia noite na frente do lago Naraka.” Falou ele se virando e começando a andar para longe. “A escolha é sua.” Falou antes de desaparecer no ar.
Senti o selo que me prendia sumir e meus movimentos voltarem ao normal, me sentei massageando os pulsos enquanto pensava na proposta feita pelo estranho.
Poder
Ele sabia o meu objetivo e estava me oferecendo poder para realiza-lo isso era algo que eu não podia desprezar, sorri de canto e me levantei com um pequeno sorriso se formando em meus lábios, isso iria ser interessante.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Naruto pov
Corria em alta velocidade pelos telhados de Konoha, a noite estava quieta e silenciosa, e a lua que iluminava a aldeia dava um aspecto belo, porém sombrio ao lugar. Parei a minha corrida em cima de uma casa e fitei a figura encapuzada parada calmamente de pé em cima de uma caixa de agua. Sorri amistosamente para ela e retirei o capuz que escondia meu rosto, o homem encapuzado a minha frente fez o mesmo mostrando seus longos cabelos vermelhos e se rosto com três riscos em cada lado do rosto assim como seus olhos vermelhos.
“Esse capuz já estava me sufocando.” Falei calmamente para Kurama. “Como foi com Sasuke ?”
“Mostrei a biblioteca secreta dos Uchihas para ele.” Falou ele seriamente. “Agora o que ele vai fazer, depende apenas dele.”
“Tenho fé que ela vá fazer a coisa certa.” Falei serenamente.
“E a Hyuuga como foi?” Perguntou ele curioso.
“Como esperado, ela vai buscar poder comigo.” Expliquei calmamente. “Ela deseja punir o próprio clã pelo que aconteceu com a mãe dela anos atrás, mas ela ainda fraca. Por isso ela aceitara a minha proposta.”
“Ainda não entendo o porquê de você querer treina-la.” Falou Kurama seriamente.
“Ela tem potencial para ser uma excelente Shinobi.” Falei dando de ombros. “Ela pode ser útil.”
“Entendo.” Falou Kurama pensativo. “Está na hora.“ Falou ele olhando para a lua.
“Sim.” Falei calmamente.
Sem falar mais nada Kurama e eu desaparecemos e reaparecemos em uma sala de jantar com uma pequena mesa no centro com espaço para quatro pessoas, velas iluminavam de leve o lugar, nos sentamos com as pernas cruzadas em cima das pequenas almofadas que estavam diante da mesa, ficamos em silêncio por alguns instantes esperando algo acontecer, o que não demorou muito. Uma espécie de vortex surgiu e quando ele cessou duas pessoas estavam de pé diante de nós.
Um era um homem de longos cabelos negros espetados com uma franja tapando um dos olhos, ele vestia uma armadura típica dos samurais com uma longa espada descansando na bainha presa a cintura, uma capa de viajem marrom estava por cima da armadura. A outra pessoa era uma mulher de longos cabelos vermelhos com olhos profundamente verdes, ela vestia uma espécie de vestido preto, junto de uma luva que iam das mãos ate os cotovelos e outra luva que só tapava a mão dela, botas pretas complementavam o visual exótico e atraente da ruiva.
“Madara, Kaori.” Falei calmamente. “Podem se sentar.” Falei indicando os dois assentos vazios ao redor da mesa. “Já faz um bom tempo que não nos reunimos dessa maneira não é?” Comentei nostalgicamente.
“Nos tempos que estamos vivendo isso não é de se surpreender.“ Comentou Kaori seriamente. “Até mesmo esse pequeno encontro é perigoso.”
“Relaxe Kaori.“ Falou Madara sorrindo de canto para ela. “Temos assuntos sérios para discutir, mas também temos que aproveitar esse breve momento que estamos reunidos.”
“Desculpe” Falou ela baixando os olhos por um momento. “Espionar nossos inimigos tem me deixado tensa.”
“Não precisa se desculpar menina “Falou Kurama calmamente. “Todos estão tensos com o que esta por vir.”
“Bem, fico feliz de rever vocês dois.” Falei calmamente para Madara e Kaori. “Mas não temos muito tempo, então vamos ir direto ao ponto e começar essa reunião.”
Madara e Kaori assentiram de leve com a cabeça, enquanto eu cruzava as mãos apoiando os cotovelos na mesa, a reunião estava iniciada e teríamos uma longa noite em claro pela frente.
Kuroi Tenshi No Ichizoku — (Clã Dos Anjos Negros) -黒い天使の一族
–---- Mais que escritores, Uma familia! -----
Fale com o autor