Notas iniciais
WARNING: NSFW —------ Bom dia!! Até que a sexta-feira chegou rápido, não acham? Parece que a gente piscou e... TADA!! Hello, sexta-feira, my old friend... Só uma observação: tentei dar a cara de "ShinoKiba" pro lemon, então tem coisas que vocês vão ficar tipo "Quê?". Mas foi proposital, pois são dois adolescentes inexperientes e ansiosos demais... espero que gostem e que fique convincente :D Boa leitura!! (ง ͠° ͟ل͜ ͡°)ง

Capítulo 17

Não foi surpresa adentrar o aposento e encontrar Kiba bem acordado, sentado na cama.

— Então... Shino... você quer... fazer?

Em resposta, Shino caminhou pelo quarto, sabendo-se assistido pelo garoto, e foi colocar a garrafinha de sake sobre o criado mudo. Então tomou lugar na cama, ajoelhando-se na frente dele.

Não perguntou se ele tinha certeza, se realmente queria seguir com o ato de amor. Havia medo e insegurança? Sim, em doses suficientes para se captar através do vínculo. Mas tais sentimentos não eram criados pela imposição de fazer algo contra a própria vontade. Aquele medo era o natural diante do desconhecido, de uma situação que envolve alguém a quem amamos muito. E o receio de errar, de se precipitar, de estragar tudo. Medo causado por ansiedade.

Medos bons, desde que não paralisassem e não impedissem a relação de seguir seu curso e evoluir.

Com um gesto calculado, Shino estendeu as mãos e começou a desabotoar a blusa do pijama de Kiba, que apenas olhava para seu rosto, sentindo coisas inéditas, que deixavam seu corpo em brasa e traziam uma sensação engraçada ao baixo ventre. Inércia que durou poucos segundos, logo Kiba imitava o gesto, também abrindo os botões do pijama que Shino vestia. Quando aquele primeiro obstáculo foi afastado, Kiba tocou o peito do Alpha com as pontas dos dedos, como se sondasse até onde podia ir. O silêncio que recebeu foi a autorização para seguir em frente, acariciando os músculos, sentindo a pele quente e pálida, fascinado pelo contraste no tom de peles. Enquanto Kiba era bronzeado de sol, Shino tinha uma tez marmórea imaculada. Sentiu uma tentaçãozinha de marcar o corpo do Alpha com mordidas, tirando-lhe a perfeição. Mas logo afastou a ideia. Ainda não conseguiria tamanha ousadia...

No segundo seguinte estavam se beijando, com intensidade, embriagados pelo desejo que fluía através do vínculo.

De um jeito inconsciente, Kiba foi escorregando o corpo, trazendo Shino junto a si, para que pudessem se deitar. Perceber tal ato fez com que o Alpha encerrasse o beijo.

— Espera — Shino sussurrou, surpreso com a frustração que o atingiu através do elo. Ignorou a sensação por uma justa causa, pois precisava pegar algo no criado-mudo.

Kiba arfou, incapaz de lidar com o calor que sentia. Quis chutar Shino por parar em uma parte tão boa, até se dar conta do que ele trouxe da gavetinha. Um tubo de lubrificante.

Shino assistiu o vermelhão subir pelo pescoço do garoto e cobrir seu rosto até atingir as orelhas. Era a primeira vez que via alguém corar até as orelhas... as orelhas!!

— Você... você...? — nem o próprio Kiba sabia o que queria perguntar.

— Andei conversando com Kakashi sensei — Shino revelou a informação inédita.

— Caralho! Conversas entre Alphas são bem diferentes de conversas entre Ômegas — Kiba falou um tanto rouco — Ainda bem que você pensou nisso. Eu que vou levar no rabo nem lembrei...

Shino não respondeu, não ia seguir pelo caminho de discutir diferenças entre Alphas e Ômegas. Mais um pensamento preconceituoso que não queria desconstruir naquele momento. O que menos precisava era de terminar tudo em briga! Não daquela vez!

Deixou o frasco de lado e se dispôs a tirar o resto do pijama. Puxando a boxer junto, sem o menor pudor em se revelar por completo aos olhos do Ômega. Kiba imitou o gesto, igualmente afoito. Com muito menos ressalva do que temera, no fim das contas, queria tanto aquilo que vergonha por livrar-se do resto da roupa era a menor das preocupações.

— Quer que eu fique de quatro agora? — perguntou com certa ansiedade, tão logo jogou a própria boxer longe.

A questão atingiu Shino como uma voadora no peito. A sensação que fluiu através do vínculo foi... engraçada. Obrigou Kiba a examinar o parceiro com atenção em busca de algo errado. Quase pode ver Shino contando até dez para manter a calma.

— O que foi? — o garoto soou confuso.

— Voltou a ler revistas? — Shino sussurrou a pergunta. Se Kiba lhe dissesse que aquela era a posição preferida dos Alphas, a noite estaria arruinada.

— Não! Eu disse que não leria e não to lendo! — ele apressou-se em explicar — Só li uma que tinha sexo explicito e era assim que eles faziam... pensei que... desculpa! — pediu sem saber ao certo onde errara.

Shino balançou a cabeça e fugiu aos sentimentos ruins. Sua reação tinha mais a ver com as marcas do passado do que com a pergunta inocente que Kiba lhe fizera.

— Só... vamos devagar, está bem? Prefiro ver seu rosto nessa primeira vez. E você?

— Hn. Tudo bem por mim... eu pensei... — não concluiu a frase. Shino inclinou-se e uniu os lábios de ambos em um beijo que pouco tinha de calmo. Queria restaurar o clima anterior que esmaecera um bocado.

Kiba correspondeu, sem se conter ou temer que suas presas machucassem o outro. No momento o desejo era muito mais forte que qualquer preocupação.

Enquanto beijava o Ômega, Shino tateou o colchão e recuperou o tubo de lubrificante. Kakashi sensei lhe dissera que as preliminares eram importantes, tão importantes quanto o sexo em si, pois era esse cuidado prévio que preparava o parceiro e o ajudava a diminuir a dor da penetração ao máximo possível.

— Vou continuar — ele disse quando o beijo terminou.

Kiba acomodou-se melhor sobre a cama, na posição mais confortável que encontrou, com as pernas flexionadas de leve e os joelhos unidos. Shino destampou o tubo de lubrificante e despejou um pouco do gel sobre os dedos.

— Hn — o consentimento foi quase inaudível. Quase.

— Abra as pernas... — Shino pediu com as sobrancelhas franzidas.

— Mas... mas... caralho, Shino...

— O que foi?

Kiba cruzou os dois braços sobre o rosto, tentando esconder as reações, ignorando por completo o desejo de Shino ver-lhe a face.

— Eu já to durinho! A gente mal fez nada e... abrir as pernas como?! É constrangedor!!!

O Alpha respirou fundo. Pediu perdão a todas as entidades protetoras da consensualidade e segurou nos joelhos de Kiba para fazê-lo abrir as pernas e expor-se todo a seus olhos. A ereção despontou sem mais obstáculos. A excitação de Kiba tornou-se mais do que um sentimento fluindo pelo vínculo.

— Posso...? — Shino perguntou um tanto ansioso.

— Faça o que quiser!! — Kiba resmungou.

Sem precisar de mais nada, o Alpha inclinou-se entre as pernas do outro e segurou-lhe o pênis com a mão cheia de gel. Em seguida passou a língua por toda a extensão terminando por abocanhar a cabeça avermelhada e sugar, encaixando a ponta da língua na pequena fenda.

Kiba quase gritou. Só evitou a custo de morder o braço que lhe encobria o rosto. Uma onda de sensações anestesiou seus sentidos tornando-o consciente apenas para a felação que Shino proporcionava.

Para o Alpha foi uma experiência surpreendente. Cada movimento de sua língua, cada sucção arrancava gemidos mais altos dos lábios de Kiba, ainda que ele tentasse se controlar, era fraco aos lábios que sugavam como se quisessem arrancar todo o prazer possível. Logo um gosto diferente do gel emergiu na boca voraz, as primeiras gotas do pré-gozo, momento em que Shino achou melhor parar com a masturbação.

Kiba, que estava quase se desfazendo em prazer, gemeu choroso quando os lábios que o estimulavam se afastaram. Estava tão bom... ousou espiar por entre os braços e flagrou Shino jogando mais lubrificante sobre os dedos. Poucos segundos depois algo gelado deslizou por seu traseiro e brincou com sua entrada. Acabou contraindo o corpo sem querer, na mesma medida em que um gemido mais longo escapou. Aquele dedo ousado forçou passagem, levando consigo a sensação de invasão. Kiba esperou pela dor (na revista doía um bocado, obrigado), mas ela não veio. Era apenas estranho, ter algo explorando seu corpo daquele jeito adverso. O segundo dedo somou-se, arrancando sons eróticos dos lábios de Kiba, que não conseguia se segurar. Shino recebeu aquilo como um estímulo que o atingiu direito no próprio pênis, exibindo uma ereção tão rija quanto a do parceiro.

O terceiro dedo não foi tão bem recebido. Ganhou passagem com dificuldade, acompanhado de um gemidinho dolorido.

— Tudo bem aí? — Shino indagou, naquele tom rouco que Kiba já conhecia.

— Hn. Só... tudo bem... — a garantia se reforçou no gemido languido de aprovação. Incomodava, mas era bom. Que maldita contradição!

O Alpha aceitou o resmungo e os sons que o seguiram, gemidos e choramingos de quem mal pode se conter. Já seria o bastante? Tinha trabalhado direito nas preliminares? Não sabia... sabia apenas que seu pênis latejava e gotejava querendo se enterrar por inteiro no corpo que reagia bem aos seu toques. Também era inexperiente no amor, só tendo ao instinto ancestral que queria tomar o controle.

— Kiba...? — o nome saiu baixo, quase gutural.

— Vem... pode fazer... — a autorização se fez ouvir ainda com o rosto protegido pelos braços.

Shino não precisou de mais nada. Deslizou os dedos para fora do corpo de Kiba e despejou mais lubrificante na mão. Usou a grande quantidade de gel para cobrir o próprio pênis, sabendo que o próximo passo não seria tão fácil.

O Ômega sentiu curiosidade pelo silêncio carregado de luxuria. Espiou por um vão entre os braços. O que flagrou arrepiou cada pelinho do seu corpo, no bom e no mau sentindo. Já tinha visto Shino sem roupas antes, mas era a primeira vez que o via com uma ereção. E, por todos os deuses, o cara era imenso.

— Puta merda... — deixou escapar antes que pudesse evitar. Uma gotinha de suor frio deslizando pela fronte. Notou que o outro parou os movimentos com a mão — Marido, entendi agora o sentido real de “to fudido”. Não liga pra mim, vem logo de uma vez!

Pediu aquilo antes que a coragem se esvaísse. Haveria tempo para lidar com mais preliminares e explorações longas depois. Era a primeira vez que fariam sexo, queria consumar o ato por completo. Mesmo que estivesse um tantinho temeroso da dor.

Shino aceitou a exigência. Voltou a acomodar-se sobre o corpo do Ômega, de um jeito que o obrigou a abrir ainda mais as pernas. Com a mão firme guiou o próprio pênis até encaixá-lo contra o anus apertado. Nem parecia que o preparara antes!

— Relaxa — pediu preocupado.

Kiba trincou os dentes. Era fácil pro Alpha falar aquilo! Não era ele que estava sob ameaça de levar um cacete no rabo! Mas ao contrário do pensamento impertinente, Kiba cruzou as pernas nas costas de Shino e o trouxe contra si.

— Porra, Shino, anda logo. Esse caralho de expectativa tá me matando.

Shino se forçou para frente, quebrando a resistência do canal contraído. A sensação de ter o pênis engolido pelo corpo menor nublou e desfez cada pensamento racional em sua mente. Os movimentos involuntários acariciaram seu membro a medida em que se aprofundava e penetrava o Omega até que os corpos se encontrassem.

Kiba não saberia dizer a hora em que começou a chorar. Talvez antes de cravar as garras contra as palmas da mão quase a ponto de sangrar. Malditas revistas mentirosas!! Sabia que ia doer, mas aquilo que sentia parecia seu corpo se partindo ao meio. Nunca ia fazer sexo de novo na vida!

Sentia tanta dor que demorou um pouco para compreender que Shino o penetrara por completo, ficando quieto a esperar para continuar com o ato de amor. O corpo todo do Alpha tremia, e ondas de prazer chegaram a Kiba, mostrando como aquilo era bom para o outro. E que ele só se continha por saber quão doloroso era para o parceiro.

De algum modo isso comoveu Kiba. Toda aquela preocupação e contrição. De repente a dor não era mais o foco principal de sua preocupação, o prazer do companheiro era muito mais importante.

— Vai, Shino. Eu aguento... — sussurrou.

O Alpha pensou em questionar a afirmativa, mudando de ideia no último instante. Ao invés disso afastou o quadril e voltou a afundar-se na carne tenra, ensaiando os primeiros movimentos de vai e vem.

Kiba quase se arrependeu da oferta. Só não o fez porque não tinha voz para mais nada a não ser gemer de dor. Sensação ruim que persistiu nos primeiros segundos, enquanto seu corpo se adaptava ao pênis que o invadia.

Então, por incrível que pudesse parecer, quanto mais fácil Shino o estocava e mais fundo atingia no corpo de Kiba, aquele clichê inacreditável da revista se tornou verdade: a dor ia diminuindo e cedendo espaço a algo mais. E esse algo mais explodiu em um grito de prazer e surpresa quando Shino conseguiu atingi-lo na próstata. Uma única vez, certeiro. Uma sensação inebriante e abrasadora que (para vergonha de Kiba) o fez gozar sem ser preciso mais nada. Um jato de sêmen espirrou e melou o corpo de ambos, enquanto o Ômega estremecia e se contraia todo incapaz de fazer frente ao orgasmo, quanto ele gemia, choramingava e gritava o nome de Shino, vítima do prazer que não podia controlar.

Depois disso, o Alpha acabou gozando também, inundando Kiba com gozo abundante, quente. Ainda persistiu com os movimentos de penetração por alguns instantes querendo arrancar o quanto pudesse do momento de prazer, antes de deixar o corpo cair sobre o outro, preso por uma fraqueza inebriante.

Ficaram ofegantes e em silêncio, cada um lidando com o orgasmo a sua maneira. Kiba estava chocado, quando se masturbava, geralmente levava mais tempo para gozar! E ali, naquela noite, acontecera fácil, mesmo com dor e desconforto! Seria o lance de almas gêmeas? Era resultado da inexperiência? Era normal?!! Sua única certeza: era bom. Muito bom! Então mudou de ideia e decidiu que queria fazer aquilo outras vezes...

Por um instante tudo desaparecera da sua mente, não havia mais nada a não ser aquele prazer emergindo do ponto em que dois corpos se tornavam um! Não existia mais nada a não ser Shino e ele.

Shino que, com um suspiro, deslizou para o lado, fazendo o próprio pênis escapar causando-lhe uma sensação engraçada, que só não foi mais engraçada do que sentir o sêmen escorrendo por seu corpo. Por incrível que pudesse parecer, Kiba corou.

— Marido... — começou a falar, apenas para ver surpresa na expressão de Shino — O que foi?

— Suas... suas marcas! — Shino apontou o rosto de Kiba, que não exibiam os triângulos do Clã Inuzuka. Era... inusitado fitar a face trigueira limpa de qualquer sinal ou marca. Nunca o vira assim!

— Oh! — o garoto ficou aturdido. O momento profundo quebrara sua concentração, algo que não acontecia desde que tinha dois anos de idade — Isso é uma técnica secreta, a gente manipula o sangue através do chacra, sabe? O treinamento inclui controle durante o sono também e... caralho... eu nunca me desconcentrei a esse ponto antes, nem quando fiquei inconsciente!

— Kiba! — aquele Ômega tinha a menor noção do que estava falando?! De como era maravilhoso ouvir algo assim?

— Pronto — ele usou a técnica e em seguida as marcas vermelhas estavam de volta, competindo com o rubor da pele — Ou prefere que eu deixe sem?

— Não, de jeito algum — Shino cortou na hora. Preferia que ele mantivesse daquele jeito, e que na próxima noite de amor se descontrolasse e o presenteasse novamente com a visão. Passou o braço pelo corpo do Ômega e o trouxe para se deitar por sobre si — Tudo bem aí?

— O que você acha, besta? — a resposta impertinente veio junto de um soquinho no ombro.

Shino não respondeu. Decidiu aproveitar a letargia e o marasmo do pós orgasmo um pouco mais, antes de ir pegar uma toalha para limpá-los. Banho estava fora de questão, mas não poderiam dormir sujos de sêmen daquele jeito, ainda que quisesse preservar seu cheiro no garoto um tanto mais de tempo.

E assim consumaram a primeira noite de amor.

—--

A dor começou por volta de uma hora da madrugada. Leve a princípio, não mais que um incomodo que despertou Kiba e o deixou inquieto, revirando-se na cama. Em algum ponto, tornou-se tão aguda que fluiu pelo vínculo e acordou Shino também.

— Kiba, o que foi?

— Nada — ele respondeu meio ofegante — Minha barriga tá doendo.

— Quer tomar um remédio?

— Não, detesto remédio. Logo passa.

Não passou. A preocupação de Shino dobrou quando Kiba saltou da cama e foi tomar um banho rápido para trocar o pijama molhado de suor. Quando ele voltou ao quarto, não se deitou. Ficou andando de um lado para o outro, meio reclinado, uma mão apoiada no quadril enquanto a outra passava pela testa, para secar o suor que minava abundante.

— Kiba, acho melhor tomar um remédio.

O garoto negou com um gesto de cabeça, incapaz sequer de falar. A dor forte dificultava a respiração e trouxe uma vertigem. Ele parou de andar. Sentiu tontura e começou a chorar.

— Se não quer remédio então vamos ao hospital! — Shino decretou, no tom de voz de quem não admite ser contrariado.

Mas nem passou pela mente de Kiba recusar.

— Shino... — foi o que conseguiu sussurrar antes de perder os sentidos.

Notas finais
Até sexta-feira que vem!! (づ。◕‿‿◕。)づ Reviews? '-' Sejam gentis ao avaliar o capítulo, autor também tem sentimentos ༼ つ ◕_◕ ༽つ