Notas iniciais
A ultima vez que atualizei uma fic... já fazem 84 anos hue xD Leia cantando: Ado-a-ado Isso não foi betado! Ado-a-ado Isso não foi betado!! —---- Quem é a maior cara de pau que você respeita? Poxa, na lata assim? Achei ofensivo ahsuhasuahsaus Falando sério: boa leitura!!

Capítulo 05

A segunda-feira chegou rápido demais para a opinião de Kiba. Culpa do domingo divertido que tivera com Shino, dia que passaram entretidos arrumando algumas coisas para a missão de última hora que o time recebera, e seria muito bem vida. Com o fim da guerra a rotina precisava voltar aos poucos e executar missões era a forma que tinham de ganhar algum dinheiro, maior das atuais preocupações de Shino. Ele era o Alpha e futuro responsável por uma família.

A tal missão ficaria por conta de Hinata e Shino, tão somente. Inuzuka Kiba já tinha um compromisso agendado para a manhã de segunda, e era para cumpri-lo que acordara cedo e saíra de casa, na companhia de Akamaru.

No caminho encontrou com Sakura e o senpai das sobrancelhas esquisitas. Havia um ar de constrangimento ao redor da garota, quando ela o cumprimentou, que deixou Kiba desconfiado, observando-os até sumirem de vistas ao virar a rua. Eles estavam juntos? Talvez por causa da Lei? O rapaz de roupas verdes e olhar alienado exalava felicidade... que esquisito!

Se Sakura cumpriria a lei com o companheiro de time de Hyuuga, então porque Naruto estava tão alegrinho naquele dia? Imaginou que a satisfação de Naruto estava ligada a chance de poder ficar ao menos um ano com a menina que gostava... estava errado? Não fazia sentido! Bem, todas aquelas conclusões eram coisa da cabeça de Kiba. A única maneira de confirmar as suspeitas era perguntando diretamente para Naruto.

— Não é da minha conta — deu de ombros, fingindo superar a curiosidade e se pôs novamente a andar.

Também encontrou-se com Ino, outra colega de turma. A menina ia com um grande buque de rosas nos braços, provavelmente uma entrega da loja dos pais. Tinha um ar infeliz no rosto. Ignorou Kiba por completo, chegando a avançar alguns passos em sentido contrário, até se dar conta da falta de educação.

— Olá — Ino lançou meio azeda, encarando o garoto que a observava parado na rua.

— Olá — Kiba devolveu depressa, impressionado com a aura de mau humor que rodeava a colega. Era quase como uma nuvem negra lançando pequenos raios em todas as direções. Teve toda a certeza do mundo de que Ino não conseguira ser escolhida por Sasuke, sua grande paixão desde sempre.

— Parabéns pelo seu vínculo temporário — Ino falou de modo automático.

— Parabéns pra você também — Kiba soou incerto. Não sabia se era apropriado dizer aquilo, já que Ino parecia tudo, menos feliz.

— Ah, claro. Parabéns para a Ino, porque ela vai perder um ano da preciosa vida dela, banzai!! — ela rebateu irônica, pegando Kiba de surpresa.

—... — não soube o que dizer diante da reação inesperada. Ele só desejou que ela não sofresse tanto pelo futuro imediato reservado a raça shifter.

— Não se pode ter tudo na vida, não é? — Ino deixou os ombros cair, talvez tocada pela consternação Kiba exibia na face.

Por um segundo a máscara de arrogância se desfez e Kiba viu a pura tristeza e decepção nos olhos de Ino. E isso o comoveu. Não esperava que uma das colegas estivesse tão infeliz por cumprir a lei.

Ela não esperou resposta, abraçou o buque com um pouco mais de força e seguiu caminho, sem se despedir.

Kiba ficou um tanto impressionado com as maneiras tão diferentes de reação das duas mulheres. Sakura não parecia tão decepcionada quanto Ino, apesar de ser cada vez mais obvio que nenhuma das duas faria o vínculo com Sasuke.

— Naruto tá feliz, mas não ficou com a Sakura. A Sakura parece que tá com o Sobrancelhudo. A Ino não parece que ficou com o Sasuke... hummm — acabou desistindo de entender tudo aquilo e voltou a seguir caminho — Que rolo!

Mais cedo ou mais tarde descobriria.

Em pouco tempo chegou a uma pequena casinha localizada mais ao norte da vila. Era o lar de Iruka sensei, o Ômega que lhe daria preciosas explicações sobre o relacionamento com um Alpha macho. Afinal, ele tinha um vínculo duradouro com Kakashi sensei.

Iruka atendeu rápido, dando a impressão de já estar esperando sua visita. Foi engraçado ver o professor com roupas casuais, tão diferente do uniforme que usava na escola. Outro detalhe consequente da guerra: as aulas ainda não estavam retomadas em sua totalidade, pois os professores eram requisitados para suprir necessidades vitais da comunidade, algumas envolvendo segurança e reconstrução. Ou, não menos importante, ajudar os jovens a compreender as novas situações quem que se viam envolvidos, como era o caso de Inuzuka Kiba.

— Kiba kun! — sorriu tão logo abriu a porta.

— Iruka sensei, shitsurei.

— Irashai — o homem deu espaço para que seu aluno entrasse na sala.

Kiba foi imediatamente recepcionado por uma sala pequena e aconchegante, em que se via muito da personalidade cordata e caseira de Iruka, principalmente nos detalhes. Havia um jogo de sofá de cor clara, que causava um bom contraste com as cortinas escuras. O papel de parede branco era estampado com pequenas pétalas de sakura. Sobre a lareira, uma fileira de porta-retratos deixava a sala com atmosfera familiar, assim como outras coisas que Kiba não quis prestar muita atenção, para não parecer um bisbilhoteiro.

— Venha comigo, Kiba kun. Eu estava nesse momento preparando chá de ervas.

— Sim, senhor.

Seguiu o professor para uma cozinha pequena, muito limpa em que dominava o tom de branco. Obedeceu e sentou-se na mesa, que Iruka indicou com um gesto de mão. Aguardou em silêncio enquanto o adulto colocava uma grande caneca fumegante a sua frente, a fumacinha que se desprendia do chá trazia consigo um aroma agradável. Tão delicioso quanto pareciam os biscoitos de gengibre que vieram para completar o lanche.

— Prontinho — Iruka sorriu ao sentar-se em frente ao outro.

Kiba pegou a xícara e a segurou com as duas mãos.

— Quando o Hokage disse que eu teria aulas com Iruka sensei, imaginei outra coisa. Quase trouxe um caderno...

— Pensou que seria uma aula como as da academia?

— Mais ou menos... — Kiba não era de mentir ou dizer meias verdades. Sua personalidade espontânea impedia comportamentos muito afetados.

— A academia ainda não reabriu por completo, estamos sem muitos alunos. Se você se sente mais a vontade lá, podemos usar uma das salas vazias.

— Não, tá tudo bem. É melhor assim mesmo, acho.

Iruka sorriu e puxou uma caneca para si, pondo-se a soprar o chá quente. Era um excelente professor e isso refletia na forma como conhecia bem cada um dos seus alunos. Kiba nunca fora o mais adaptado ao ambiente formal da sala de aula. Logo imaginou que levá-lo até lá para ter a conversa que pretendia, não seria muito efetivo. Igualmente por conhecê-lo tão bem, sabia que não adiantava pressionar. Por isso permitiu-se aguardar enquanto quase podia assistir as engrenagens mentais daquele garoto trabalhando no assunto a ser discutido. Inuzuka tinha dezessete anos, já era quase um adulto, já participara de uma guerra e provara de seus dolorosos dissabores; mas, apesar disso, Iruka olhava para ele e via aquele garotinho que passara correndo escandaloso pela porta no primeiro dia de aula, alguns anos atrás. Na verdade, Iruka nutria sentimentos assim nostálgicos para todos os seus alunos.

— Ne — Kiba começou um tanto constrangido. Não era algo que falaria com facilidade com outras pessoas, nem mesmo com a mãe. Ou melhor, talvez a mãe com aquela personalidade fosse a última pessoa no mundo com quem falaria, mas com Iruka sensei não parecia tão difícil se abrir. Seria o jeito receptivo e acolhedor com o qual ele tratava todo mundo? Seria, ainda, uma das caraterísticas que os Ômegas possuíam, aquele poder quase sobrenatural de harmonizar e acalmar o ambiente em que estivessem no momento? Hum, Kiba não se sentia muito apaziguador, obrigado. Ele nunca acalmava ambiente algum, no fim das contas. Era justamente o contrário... enfim deu-se conta de que Iruka o observava, esperando que continuasse a frase iniciada antes de perder-se em pensamentos — Eu... eu... posso perguntar qualquer coisa?

— Claro — o professor respondeu sem hesitação e sem demora, oferecendo um sorriso que ajudou a acalmar o garoto de vez, trazendo de volta a confiança que era um marco do clã Inuzuka.

— É que o assunto é meio constrangedor. Não sei como começar... eu nunca pensei que teria um vínculo com outro cara, sabe? — hesitou um pouco — Bem, eu também nunca pensei muito em garotas, porque minha mãe e minha irmã sempre enchem o saco. Enchiam...

Lembrou-se que Hana estava morta, nunca mais “encheria seu saco”. Sentiu vontade de chorar.

— Não tem nada de errado nisso — Iruka falou suave, atraindo-lhe a atenção e desviando o rumo do triste assunto — A adolescência é uma fase complicada, uma fase de mudanças em que normalmente os hormônios começam a agir, e isso atrai a atenção para possíveis pares. Mas nós passamos por uma guerra, Kiba kun. Não houve tempo para nossos jovens serem “normais”.

— É...

— E essa lei não é pra vida toda. Depois de cumprir seu dever, você pode pensar melhor no futuro e, quem sabe, encontrar alguma menina por quem irá se apaixonar.

Kiba descartou a oferta com um gesto de mão.

— Nem brinca, Iruka sensei. Não to dando conta do presente e o senhor quer que eu fique pensando no futuro? É demais pra minha cabeça — e alcançou um biscoito com formato de estrela, jogando-o na boca para morder com voracidade — Gostoso!

Iruka riu, assistindo enquanto farelos voavam da boca cheia de seu aluno.

— Muito bem, Kiba kun. Como é que eu posso ajudá-lo a dar conta do presente?

— Ah, tenho um monte de pergunta! Tipo... não dúvida sobre sexo, porque eu andei fuçando umas revistas. E o senhor não sabe como deu trabalho pra conseguir isso... — Kiba desviou os olhos, admirando pontos aleatórios na cozinha para evitar contato visual com o professor. Não queria confessar os meios usados para por as mãos na revista.

Iruka ergueu as sobrancelhas.

— Revistas? Que tipo de revistas? Isso não é instrução adequada, Kiba kun.

— É impressão minha ou não tem como deixar a nossa conversa menos constrangedora? Eu cheguei aqui com vergonha. Depois a vergonha passou e eu fiquei confiante, mas agora to ficando com vergonha de novo e as minhas dúvidas estão meio que sumindo. Socorro, Iruka sensei.

O professor recostou-se na cadeira e respirou fundo.

— Vocês já tem data para o vínculo?

— Sim, senhor — Kiba observava a caneca com chá — Shino vai conversar com a minha mãe na quarta-feira. O vínculo deve ser feito no sábado — ele remexeu-se na cadeira, inquieto — Ahhhh, Iruka sensei! Tem uma coisa que tá fritando o meu cérebro! Como é que um Ômega macho pode engravidar?! Isso não é coisa de fêmea? E.. bem... eu nunca vi um Ômega gravido — terminou lançando um olhar que era pura angustia para o professor.

Iruka respirou fundo. Aproveitou aquelas questões como a ponta do fio que desataria toda a meada.

Notas finais
Finalmente as explicações!! Quando...? Some day, baby some day Some dayyyy baby some daaaayyyy (ritmo de Sunday Bloody Sunday - U2)