Notas iniciais
Boa noite pessoal, mais um capítulo para vocês

Boa leitura

Capítulo 3

Connor caminhava lentamente até a harpia que não se movia

- Desculpe lorde Zeus — A harpia abaixou a cabeça

Quando Connor chegou perto da harpia a tocou na testa. E em questão de segundos a criatura mítica começou a se desfazer em fragmentos negros que pareciam espelhos e em meio aos fragmentos uma pequena caixa de bronze foi de encontro ao chão. Quando a criatura se desfez totalmente Connor caiu ao chão, desmaiado.

- Katerina pegue essa caixinha para mim. Christian me ajuda a levar o Connor para meu quarto. — Disse Jasper enquanto prendia a espada junto ao seu corpo, usando as blusas que estava sendo usada para trazê-la.

Christian e Jasper levantarão Connor e o levarão para o quarto de Jasper. Katerina pegou a caixa e deixou em cima da mesa de computador.

- Jasper? — Chamou Christian enquanto olhava pela janela

- Diga Chris...

- Preciso colocar a minha cabeça no lugar... Vou embora se você não se importar

Jasper respirou fundo

- Tudo bem, pode ir.

- Obrigado. Espere que o Connor fique bem.

- Também esperamos — Disse Jasper

- Até depois — Disse Christian saindo pela porta do quarto

Jasper soltou a espada e colocou no chão e se virou para Katerina que visivelmente estava assustada com tudo aquilo.

- Kate pelo jeito fomos atacados por que estavam atrás de mim... Se quiser ir embora...

Katerina se virou para Jasper e o olhou no fundo dos olhos, parecia que ela estava vendo mais que uma pessoa normal.

- Estou envolvida nisso agora, ficarei com você até isso acabar.

Jasper no fundo de seu coração queria ter escutado isso mesmo. Jasper puxou Katerina para si e a abraçou, nesse momento a mãe de Jasper apareceu

- Filho?

- Diga mãe — Disse ele ainda sem tirar os braços em volta de Katerina

- Está tudo bem?

- Está mãe...

- O que foi aquilo lá nos fundos?

- Já estava daquele jeito quando fui para lá... — Mentiu Jasper, torcendo para a mãe acreditar

- Sério? Não fui lá hoje de manhã

- Pois é... O que será que foi?

- Não faço ideia, mas vou pedir para seu pai arrumar tudo depois — A mãe de Jasper sorriu

- Ele arruma rápido mesmo — Jasper sorriu de volta

- Se quiser que eles fiquem aqui eu falo com os pais deles...

- Adoraria mãe

- Então toma um banho, tem toalha para eles ai no seu guarda roupa. — A mãe de Jasper olhou em volta e viu que Christian não estava mais ali — O Christian já foi?

- Sim, ele não está muito bem...

- Ah sim, qualquer coisa estou lá embaixo filho — Disse a mãe de Jasper saindo dali

Katerina soltou Jasper e deu um sorriso

- Obrigada por me fazer melhor... Obrigada por me salvar... Obrigada por tudo

- Obrigado por ficar comigo — Disse Jasper a puxando e assim a beijou

Já era de noite quando Connor acordou assustado, olhou em volta e viu que não estava em seu quarto. Era o quarto de Jasper, ele olhou em volta procurando seu amigo, mas não o encontrou. Se levantou e foi até a sala e viu que lá estava Jasper jogando video game e Katerina dormia no sofá

- Boa noite Jas — Disse Connor se sentando no chão ao lado de Jasper

- Está melhor rei dos raios — Jasper sorriu

- Aquilo tudo era real mesmo? — Connor pareceu acordar de vez

- O que? O papo de você destruir a harpia do nada? — Perguntou Jasper quase rindo

- É...

- Pois é, nada disso foi um sonho, tudo realidade... Acha mesmo que a Katerina estaria dormindo em meu sofá se tudo isso não tivesse acontecido de verdade? — Jasper deu uma risada baixa

- Verdade — Concordou Connor enquanto ria — O Christian foi embora?

- Aham... Logo depois que você caiu duro no chão...

- Ah...

- Vem aqui cara, preciso te mostrar uma coisa. — Disse Jasper

Jasper voltou até seu quarto e abriu uma gaveta, de dentro dela ele puxou uma caixinha de bronze a mesma que a Harpia deixou cair. A caixinha estava semi aberta, havia vários desenho gravados nela

- Tome... Não serve em mim. — Disse Jasper

- O que não serve?

- Abre.

Connor abriu a caixinha, o que havia dentro era um bracelete de bronze, com vários desenhos gravados nele também, Connor colocou o bracelete no pulso e quando estava para dizer algo o bracelete pareceu se ajustar ao seu pulso e de repente Connor se viu sendo jogado em meio ao nada, quando conseguiu ver algo se viu flutuando em meio a um local branco e de repente algumas nuvens se formarão a sua frente e dela uma imagem se formou, a imagem de um homem, cabelos longos, barba longas e olhos que fazia seu corpo se contrair

- Olá filho. — A voz era rude e grossa

Connor não conseguia entender o que estava acontecendo. Filho? Como assim?

- Sei que tudo está sendo rápido demais Connor, mas tudo isso era para o seu bem.

- Quem... Quem é você? — Finalmente Connor conseguiu dizer algo

- Eu sou Zeus, Lorde Zeus

Quando Zeus disse aqueles palavras, quando Zeus disse seu nome Connor se viu lançado em um poço de sonho e de loucura, se Zeus o chamou de filho ele era um semi-deus?

- Se sou seu filho... Eu sou um semi-deus?

- Sim, você é um semi-deus. Escute bem, o que você colocou em seu pulso não é um bracelete qualquer. Você está usando uma das armas proibidas banidas por mim. Essa bracelete a princípio foi usado por Pandora, uma relíquia poderosa, após sua morte mandei banir isso para os confins do Tártaro...

- O que ela fez?

- O bracelete de Pandora tem o poder de se tornar qualquer arma usada até a época em que Pandora faleceu.

- Ou seja, se torna espada, escudo e flecha?

- Não só isso, pode se tornar machados, correntes e outras coisas também...

A conversa já não dava mais medo em Connor, Zeus parecia conversar normal com Connor o que o deixava mais tranquilo, pelo menos por hora sim.

- Filho preciso que você me dê uma resposta

- Sobre o que?

- Você deseja se juntar aos outros semi-deuses e proteger a terra dos perigos que nela habitam?

- Sim...

- Você terá que largar tudo, família e amigos.

- Largarei, mas meus amigos estão envolvidos

- Não posso protegê-los Connor — A voz de Zeus se tornou mais grossa

- Eu os protegerei. — Connor respondeu firme e com confiança

- Se é assim filho tudo bem. Logo mandarei um sátiro a sua busca, ele te ajudará a chegar ao esconderijo dos semi-deuses.

- Obrigado pai

- A sua vida estará em constante perigo a partir de agora, lembre se disso

De repente tudo sumiu e Connor se viu olhando para Jasper

- Cara, você viajou? Estou falando com você a meia hora aqui — Jasper riu

- Você não acreditaria se eu contasse. — Connor riu

- Tente — Jasper sorriu

- Digamos que um sátiro irá nós buscar

Jasper começou a rir descontroladamente

- O que?

- É... Um sátiro virá nos buscar

Jasper continuava a rir, quase perdendo o ar

- Quem te disse isso?

- Zeus

Jasper se jogou na cama, não conseguia parar de rir. Algum tempo depois Jasper parou de rir e encarou Connor

- Isso é sério?

- Sim, não preciso dizer os detalhes, mas sim.

- Ok... Mas vamos para onde?

- Nós encontrar com outras pessoas, outros semi-deuses como eu

- Teremos que abandonar nossas vidas?

- Basicamente?

- É...

- Sim, largar família e tudo mais.

Jasper abaixou a cabeça e começou a fitar o nada.

- Christian e Katerina irá com a gente certo?

- É muito perigoso, mas se for o desejo deles...

- Entendo... Eu topo — Jasper sorriu

- Eu sabia que você era louco o bastante para isso

- Quando minha mãe deitar arrumamos nossas malas e eu irei pegar dinheiro de meus pais...

- Aonde?

- No cofre

- Isso é errado...

- Errado é largar meus pais do nada, precisamos de dinheiro então...

- Então está bom. — Falou Connor

Depois disso Connor e Jasper foram até a sala e ficaram jogando video game até Katerina acordar.

- Katerina vamos até o cofre — Disse Jasper

- Para que? — Perguntou ela meio sonolenta

- Longa história... Mas resumindo, vamos partir da cidade amanhã de manhã

- O que?

- Vem logo — Disse Jasper com um sorriso de lado

Katerina não sabia se era verdade ou não, mas mesmo se fosse verdade ela iria partir com Jasper, pois mesmo que ela não quisesse admitir ela o amava e iria ficar com ele. Ela sentia que estava louca, nada daquilo podia ser real, mas se fosse ela iria ficar com Jasper por dois motivos, primeiro por que ela o amava e segundo por que se existia alguém que a deixava protegida, esse alguém era ele.

Notas finais
Gostaram?