A Legião
1 O dia em que tudo mudou
Como um dia normal estava caminhando para a minha escola o instituto Mist Unst’s. Encontrei Taylor no meio do caminho e ela veio conversando sobre a nova banda em que seu namorado estava tocando. Bem, para se dizer a verdade não ouvi muito. Nós caminhamos até a escola, quando cheguei dei-lhe logo uma desculpa que estava atrasada para classe,pois não queria ouvir suas suposições de como seu namorado é bonito. Entrei na sala 12-C jogando minha mochila na primeira cadeira em minha frente e me sentando, comecei a assistir uma aula de História do 9º ano, eles estavam aprendendo sobre a 2ª guerra mundial. Aprendi isso ano passado, só ouvi o começo da aula, era muito desinteressante, em menos de dez minutos já havia me perdido em meus pensamentos, minha mente e no meu mundo criado só para mim e por mim, até que ouvi uma voz:
-YUUUU !!! — É mesmo, esqueci-me de me apresentar, meu nome é Mayu Takahashi .-YUUU !!! Olá você esta tão linda hoje Mayu — Mira diz me abraçando e eu forço um sorriso — Seu sorriso me contagia. Você é linda sabia? Você sempre esta alegre – Diz ela me soltando.
Dou-lhe uma desculpa qualquer e me viro para escadaria me dirigindo para a porta indo embora.
- Tchau Mira — volto a minha face normal, sorrir de mais me deixa mal humorada e talvez dependendo do contexto até chateada.
Eu sempre me pego forçando a sorrir para agradar as pessoas, porém não vos digo que meu sentimento corresponde com este sorriso, minha mente esta sobrecarregada com minhas magoas, frustrações e até decepções que um dia já tive com este mundo de merda. Não gosto de envolver pessoas em minha vida particular, odeio ser enfatizada de pobre coitada da sociedade esmagadora.
Cheguei a minha casa que o governo da prefeitura havia me proporcionou a três anos atrás, quando tinha 13 anos. Não tenho pai e mãe, no dia 12 de maio de 2019, eu estava dormindo em meu quarto quando minha mãe me acordou:
– Mayu se esconda de baixo da cama — Eu ouvi um barulho da porta se abrindo — não importa o que for não saia daí.
Assustada eu me escondi sem a desobedecer, ela ficou no meu quarto, deitada na minha cama, fingindo estar dormindo e usou um boneco que havia me dado no natal do ano passado de baixo do cobertor, fingindo ser um bebe de dois meses. Alguém desconhecido com tênis preto e uma calça jeans entrara em nossa casa e caminhava até meu quarto onde minha mãe estava deitada, não pude ver seu rosto. Era magro, aparência de 24 anos pelo porte físico, e trazia uma arma. Ele atirou nela e no boneco, e em menos de 20 minutos eu ouvi tiros do quarto dos meus pais onde meu pai estará dormindo. Fiquei escondida de baixo da cama até amanhecer, minhas lagrimas se derramava pelo chão sujo de sangue vermelho da cor dos lindos cabelos de minha mãe, vendo o sangue dela escorrendo pela cama e cobrindo meu vestido azul claro de um sangue sujo e tenebroso, correndo contra o tempo sabendo que ainda poderiam estar vivos cambaleei entre os moveis tentando me manter em pé indo em direção ou telefone liguei para a policia que veio me ajudar após a instruções entregues, enquanto ela não chegava, caminhando pela casa coberta de sangue e olhando todo aquele alvoroço de sentimentos angustiados perfurando meu coração percebi uma dor insuportavelmente grande que me tomava por completa, manchando meu rosto de sangue e cobrindo minha alma com uma loucura insana que me ajudava a suportar aquela dor. Após daquele dia, meus sentimentos se fecharam, eu não andava mais para frente, o meu passado me puxava a cada passo que dava, a inércia veio em meu coração a cada dia e a cada ano que se passava eu começava a ficar só, ninguém quis me adotar, tinham medo de mim e da minha história, quando completei 13 anos a juíza da minha cidade que me acompanhava me deu uma casa longe de onde aquele desastre havia ocorrido e uma quantia em dólares por mês para comida, roupas, escola, bem para se dizer a verdade para viver.
Hoje tenho 16 anos e moro nos Estados Unidos, na Elmstreet numero 5, bem, não é uma casa muito grande porém para alguém como eu é um paraíso.
Ao chegar em casa abro a porta percebo que esqueci meu celular na casa de Lara, fecho a porta rapidamente em um movimento súbito saio correndo para a sua casa assando por varias ruas escuras e ao chegar na rua próxima a sua, olho para uma residência que havia um arbusto e várias plantas rasteiras, sempre tive duvida sobre o que poderia ter lá, ou quem morava. Sempre imaginei uma senhora idosa de aproximadamente 73 anos e seu marido de 84, sendo felizes e com seus netos correndo pela varanda e os visitando todos os dias.
Talvez isso teria acontecido a uns 20 ou 30 anos, mais ao passar dos anos a casa foi se deteriorando e eu nunca havia visto alguém por lá, a própria rua é a de Lara que é na rua, perdendo-me em meus pensamentos me pego parada em meio a rua, volto a correr enquanto olho para casa. Mas hoje o arbusto estava estranho, noto algo diferente nele, e quando observo atentamente, vejo um homem belo, com olhos negros, magro, com cabelo curto e liso, usando um paletó e com um guarda-chuva, guarda-chuva? Está chovendo? Acontece que sai alvoroçadamente de casa, que havia esquecido que estava chovendo e provavelmente amanhã irei estar doente, mas não estou ligando para isso agora. Aquele homem me olhava fixamente, o seu olhar me deixara cada vez mais atraída, eu não achei ele bonito, nenhum atrativo, porém seu olhar tinha algo que me puxava para seu lado como um pequeno grão de areia sendo levado pelo vasto mar forçadamente, seu olhar me hipnotizava, ao fixar meu olhar nele, minha vista começou a se fechar, eu estava desmaiando? Eu simplesmente cai em meio a lama e aquele homem me segura e semisserrando meu olho quase perdendo a consciência vejo um sorriso aparecer em meio seus cabelos negros tampando seus olhos.
Quando acordei, não sabia onde estava, só havia 2 pessoas: eu e ele. O que ele desejara comigo? Muitas perguntas em minha mente que não se respondiam, e o principal: onde eu estou? Nunca havia um local como esse, uma vista branca sem fundo onde quer q eu olha-se. Eu estou presa meus pés e mãos estão acorrentadas e esticadas me proporcionando grandes dores em meus membros, as corrente não haviam fim e eram apertadas e pequenas demais para eu conseguir me mover.
-Olá – diz ele me olhando e rindo, com uma nova face, parecia ser um sonho ou filme de terror aquele homem, ou melhor, aquele monstro, tinha um sorriso sujo de sangue enorme, com o rosto desfigurado, “aquilo” não era um homem e muito menos poderia chamar de humano – Vamos te testar – ele tirou o sorriso do rosto e chegou perto de mim em uma distancia pequena entre nossos corpos.
Não havia expressão alguma em meu rosto, isto não me causa medo, nem mexe com minha mente. Após a morte dos meus pais eu não temo da morte, eu a abraço e desejo ela a cada dia da minha vida.
– Você não sente medo criança? — perguntou ele confuso.
– Não – respondo com um sorriso debochando de sua tentativa falha de me dar medo
Após isso ele se distanciou e fez um som estritamente alto para meus ouvidos parecido com gritos e risos agoniando e ecoando pelo vasto local vazio.
– Você não quer saber oque eu sou ? — pergunta ele e respondo que não com a cabeça abaixada – então tudo bem, você é corajosa, tem o seu devido valor, agora vamos ver se você é forte.
Ele começa a me cortar com suas garras, me dilacera a cada minuto, mas não tenho lágrimas escorrendo em meu rosto, e nem forças para gritar pedindo socorro pos não tenho pra quem pedir a vontade me consome, mas a circunstância não me deixa. Após 10 horas de tortura em meu corpo, eu deixo de ligar para essa dor, e as correntes caem e ele para de me cortar com suas garras.
–Você não sente dor? – mostrei que não com a cabeça – tudo bem, agora olhe para você mesma, não a sua aparência, mas sim como você é por dentro, aquela aparência humana estava tomando conta de seus demônios interiores.
E em um fechar de olhos aquela imensidão branca some e se modifica em uma sala de espelhos, eu olho para mim dentro do espelho e estou com uma blusa preta suja de sangue, um sobretudo vermelho da cor do sangue de meus pais , um jeans preto, sapatos sujos de lama, e por mais que seja estranho uma espada do meu tamanho, e no cabo havia correntes que a prendiam ao meu braço e os apertava, no meu rosto, bem ... Havia uma mascara parecida com meu rosto normalmente só que com um sorriso, eu larguei a espada e deixei a cair no chão e tirei a mascara, minha feição esta normal, porém não havia mais nenhuma preocupação em sorrir e agradar, meus olhos antes verdes, viraram pretos e meus cabelos que batiam no ombro estavam longos até meus pés. Eu me assustei com aquela visão. Atrás de mim o demônio voltou em sua forma que eu acreditava ser humana ou melhor, mais parecida com um humano.
– Você foi a ultima, a principal do meu quebra-cabeça, eu estava esperando por você Mayu, meu nome é Abraxas – Confusa começo a tentar entender o que estava acontecendo ali.
-O que é você ? –digo confusa.
-Meu nome é Abraxas, eu sou um demônio,para explicar o que ocorreu agora de 50 em 50 anos o “Deus da morte” como os humanos dizem, fica fraco, e para se estabelecer a balança, os demônios criam aprendizes entre si, para lutarem por eles, e os melhores venceram e o demônio que fez contrato com eles ira ser o novo deus do inferno, eu tenho 4 soldados e você é a ultima, a quantidade não importa e nem a força e sim a coragem e a resistência que a tem, porque a força se ganha com o tempo, porém nenhuma dessas coisas se aprende, a pessoa já nasce com isso em seu sangue e você tem de sobra.
— Bem mais eu não fiz contrato com você — rapidamente ele me beija e eu sinto uma forte dor e ardência no pescoço, quando vou olhar aparece inexplicavelmente um símbolo nele – o que é isso?
-É um símbolo, o símbolo dos homúnculos, humanos perfeitos para se específica, em outras palavras... Anjos, agora o nosso contrato esta formado e a sua alma, será minha só será devolvida após que vencer a guerra para mim, e se morrer, você virara minha escrava para a eternidade no inferno, como uma reles mortal sofrendo as penas por inúmeros pecados, então não morra.
— Ok, ok, agora o que eu faço para ir para casa agora bonitão? — falo brincando com as palavras e sem medo de enfrentá-lo.
— Vá para casa e descanse amanha de noite irei te buscar para nosso treinamento, nós temos 1 mês – ele diz e vai embora.
Quando eu pisco, me encontro dentro de minha casa. Bem, foi um sonho ou realidade? Realmente não estou ligando. Estou morrendo de sono e isso não em incomoda mais por hoje.
Tomei um banho, vesti minha camisola de seda preta e deitei-me na minha cama. Tive um sonho muito bom e no dia seguinte acordei bem, a marca no meu pescoço havia sumido. Levantei-me e fui tomar meu café, como sou uma péssima cozinheira nata minhas torradas saíram queimadas e meus ovos torrados e quando me dei conta estava atrasada, já eram sete horas e eu tinha uma prova de biologia, calcei meus sapatos, troquei de roupa rapidamente, tranquei a porta e sai correndo com a torrada pendurada na boca. No meio do caminho encontrei Lee, estudo com ele fazem 2 anos, ele é extremamente irritante por ser muito detalhista e perfeccionista, em ter um animo de acordar no domingo às 5 da manha para correr e passar em frente minha casa só para me dizer um “oi” isso ele tira nota 100.
-Mayu-chan – Lee diz correndo, porém tão distraído que tropeça em uma pedra e bate no poste.
— Oi, estou atrasada tenho que ir.
Saio correndo e após 4 ruas chego na escola, entro e viro a esquerda e subindo a escadaria tropeço e caio batendo com o nariz, paro por 2 minutos e entro na sala 12-c, sento em minha cadeira e espero o professor a dar a prova, olho para o relógio, a hora demora a passar, após olhar para o relógio começo a fazer a prova. Termino, entrego a prova ao professor e olhando ao redor da sala eu era a ultima a sair. Imediatamente vou embora correndo evitando qualquer presença desnecessária hoje em meu caminho de volta. Ao chegar em casa abro a porta tiro o tênis, jogo a mochila e minhas coisas no sofá e caminhando para o banheiro tiro a minha camisa molhada de suor para tomar um banho quente, quando abro a porta o banheiro encontro Abraxas em sua forma humana tomando banho em meu banheiro, seu corpo todo ensaboado e molhado.
— HAAAAAAAA ! – grito, me abismando com a visão inesperada de seu corpo nu e cobrindo-me com a toalha de rosto.
— Não se assuste eu só estava relaxando, sabe, o chuveiro desse mundo é bem mais confortável, e bem gostoso, ah pera … — ele se deu se lembrou que estava nu em minha frente- a não liga não- diz ele brincando com a situação.
-Mas como não me assustar com um demônio nu na minha frente?- cubro meus olhos com a mão.
Ele nada responde, eu desci as escadas coloquei minha camisa de volta e fui a minha cozinha fazer algo, mas esqueci do o que era.
Ele pegou uma toalha enquanto estava na cozinha, se secou, e vestiu-se e em 5 minutos já estava na cozinha em minha frente dizendo onde lhe encontrar a noite.
Depois disso eu resolvi dormir então ele foi embora e eu deitei no sofá, acordei às 6 da tarde, já anoitecia, era hora de me arrumar.
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