A Legião

10 Capítulo 10 - Schism


O cenário de velório estava formado. Todos ali olhando para Takeshi, que estava de joelhos diante de Hayley, a quem ele próprio matou e até aquele momento não acreditava que aquilo aconteceu. William caminhou até ele, e o tentou acalmar, mas ele também estava curioso.

- Sinto muito, amigo. Mas como isso...

- Não sei. Minha cabeça... não sei o que houve... eu nem a odiava, mas...

- Sabe que isso o torna... perigoso, certo?

- Como assim? — Takeshi já olha para Will, confuso.

- Acho que deve sair da equipe.

- O quê? — Takeshi se levanta do chão. — Acha agora de sou um assassino, que a matei de propósito?

- Olha, vocês tá com problemas, deve passar umas semanas fora.

- Isso é absurdo! Não tenho problemas, e não sei se sabe, mas ela foi quem nos atacou!

- Não interessa, ela não pode mais se defender já que a matou! — Notável como a conversa ficou tensa e os outros membros no redor começavam a se preocupar.

- Ele não a matou, foi ele. — Nathasha interrompe, enquanto ela joga Jonathan Victor algemado no chão, aos pés de William. — Ele é um telepata. Ele controlou Hayley e Takeshi para que houvesse um confronto entre si. Apenas a morte de um deles iria parar o efeito. E agora parece que você não compreende isso.

- Isso é verdade, rapaz? — Will pergunta para Victor no chão, que apenas não diz nada. E seu rosto não dizia ''sim'' nem ''não'', deixando Will confuso.

- Quer saber, não importa mais! Me acha perigoso? Você tem um anel com poderes que se limitam a sua imaginação, e eu sou perigoso? Ótimo. Vou embora. Mas não sem o corpo dela!

- O QUÊ? Você é louco? — Will não acreditava no que ouvia.

- Eu a matei sem propósito. A única coisa que posso fazer agora é dar a ela um enterro digno.

- Não é necessário, senhor. — Lenin apenas aparece, chega perto do corpo dela e a congela, criando um caixão de gelo. Will acha um absurdo, e aponta o anel em direção a ele.

- O que pensa que está fazendo?

- Ajudando uma vítima de hipnose a consertar um erro que cometeu. — Lenin vira-se em direção a Takeshi. — Senhor Matsuda...

- Sabe meu nome verdadeiro?

- Nós sabemos de tudo, Magnus. Eu e Nathasha iremos com você, desde que nos ajude a salvar Daniel.

- Quem é Daniel?

- Contaremos para você no caminho. Você tem poderes magnéticos. Podemos usar nossa nave, aonde carregaremos a Hayley e esse patife do Victor. — responde Nathasha, oferecendo ajuda a Magnus. — Pena que vai ser difícil carregá-la.

- Eu mesmo a levo para vocês. — Terry surpreende todo mundo, indo para o lado dele.

- Como assim, cara, pirou? — Pedro foi o único que perguntou se ele pirou de vez,

- Não, mas acho que vocês piraram, mandando embora um dos melhores legionários que eu já vi.

- Não sou eu mandando embora, é o Will!!!

- Sim, e você por acaso se opôs? Eu vi vocês, e apenas ficaram quietos, concordando com ele de maneira sutil. Não vou deixá-lo na mão. — Terry apenas guarda o martelo em uma alça na cintura, carrega o caixão de gelo nos ombros e segue os outros até a nave.

- Então é assim? Vai se opôr a nós? — Will não gostava daquilo.

- Não. Vocês são meus amigos ainda. Apenas estou consertando meus erros com aqueles que ofereceram ajudar-me. Só conheço Terry dentre eles, mas eles foram como os irmãos que nunca tive nesse momento. Aliás, nós somos agora a Irmandade. — Ideias sempre brotam de repente. E Takeshi, ou melhor, Matsuda, acaba de ter uma. — Até mais companheiros. Espero que na próxima vez que nos virmos que seja em um evento mais... alegre.

- Espere, iremos contigo, japa. — Fox interrompe, e ele e Isac se juntam a ele. — Estivemos do seu lado sempre, e sempre iremos te ajudar.

- Obrigado, caras. Seria nada sem vocês.

A nave sai do meio dos destroços em que estavam, e ela voa com os poderes de Matsuda. Todos os que foram ao lado de Matsuda estavam na nave, que rumou para sudoeste.

- Então... até ontem, éramos seis. Agora, três. Como vamos parar o Doutor Padilha? — Drew pergunta, ainda não acreditando que a Legião quase acabou de repente.

- Calma. Ainda temos Lolly, Diego e Arnold para nos ajudar. E e conheço um cara que pode nos ajudar. — William tentar fingir tranquilidade.

- E quem seria? — Pergunta Pedro.

- Um fã seu.

- Ah não, a que ponto chegamos?

Will começa a fazer uma ligação pelo comunicador.

- Que que foi, Silly Billy*?

- Precisamos de você. Nossa equipe quase se dissolveu, a precisamos de...

- Um mercenário baiano que se veste de preto? Sabia que minha hora ia chega, ha-ha-ha-ha! Tô em Manhattan mesmo, só me fala o que fazer.

- Vá até a sede da ONU. Acho que a Polly Veneno continua agindo para eles. Se encontrá-la, livre-se dela, ok?

- Com ou sem diversão? He-he-he-he, ela é mó gostosa, seria uma pena matá-la.

- Faça como quiser, cara. Apenas faça o que você faz.

- Claro, chefe! Ou eu não me chamo Harry Robert Martin, o Hebert!!

Ele desliga. Na outra linha, o tal Hebert, um mercenário que faz serviços sujos para a Legião, como matar gente importante e perigosa sem deixar rastros, olhava pro sofá, e lá estava a tal Polly Veneno, uma morena, linda de morrer, que se vestia de verde e sempre andava armada, com sua pistola semi-automática e projéteis com veneno, que davam ideia para os outros a apelidarem de Veneno.

- Ei, Polly! Will quer que eu te mate. O que eu faço?

- Ah, sei lá engana ele. Temos que matar o louco do Padilha de todo jeito mesmo.

- E sabe por quê?

- Sei lá, é divertido?

- Não sabe como, neném.

Notas finais
E agora? A Legião rachou. Os veteranos de um lado, e Matsuda, ou Takeshi até esse capítulo, e seus aliados. Como eles acharão Padilha, ou Daniel? Como Arnold ou Myranda vão reagir com as notícias? Ou melhor: será que Hebert e Polly querem apenas diversão? Não sei... aguarde alguns dias ou semanas para ver. P.S.: *Traduza e teremos ''Billy Bobão'', ou ''Billy Babaca'', ou ''Billy Bobo''. Só botei porque rima e inglês.