A Jovem Do Ar
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Corro em sua direção, levando meu dedo em seu pescoço, sentido o leve batimento da veia que leva ao seu coração, suspiro aliviada por ele estar vivo.
Não sei de onde tiro forças, mas tiro seu corpo molenga do lugar onde estava e coloco em um lugar seguro.
– Não está morta ainda? — Pergunta Lewis atrás de mim. Viro-me rapidamente com o susto.
– É... Parece que eu não sou um alvo tão fácil assim, né. — Digo sorrindo.
Levanto-me o mais rápido que consigo e corro para o mais longe possível dele.
Entro em um enorme labirinto totalmente escuro. Demora um tempo até que minha visão consiga se ajustar a luminosidade do lugar. Há um corredor em minha frente. Ele se divide em um V, um caminho para a direita e outro para esquerda. Sigo para a esquerda, escolhi a direção no desespero. Não vejo nada em minha frente somente contornos na escuridão que se segue. Bato em algo duro, provavelmente de metal, uma porta. Passo a mão por suas curvas e detalhes à procura de uma maçaneta e finalmente a acho, abrindo a grande porta. Uma cripta.
Assim que coloco o pé de encontro ao chão da cripta, tochas se ascendem uma atrás da outra, como se fosse um grande estádio. O lugar se iluminou com as luzes amarelas e laranjas do fogo mostrando, aos meus olhos que se adaptavam, um grande ambiente com paredes cobertas de um arsenal completo de armas exóticas de todos os tipos e tamanhos possíveis. Escuto o barulho de seu sapato batendo no chão de concreto.
– Não é lindo? — Ele me pergunta maravilhado.
– O que? O fato de você ser um assassino, colecionador de armas? Não, é maravilhoso! — Digo em tom sarcástico. Ele abre um sorriso cínico.
– Essa aqui... — Ele diz apontando para uma arma do tamanho do meu braço. — Peguei durante uma guerra em um país da qual pouco me recordo agora.
– Isso não me interessa nem um pouco. — Seu sorriso cínico só aumentou.
– Talvez isso importe para sua mãe... — Ele aponta para a figura caída no chão no canto da sala. — Não sei se ela gostaria de que essa bela coisinha esteja em sua cabeça.
– Você não teria coragem! — Digo me levantando abruptamente.
– Ah! Eu tenho. — Ele começa a rir. — Pergunte isso para o seu amado pai, a não... — Ele faz uma cara de pena. — Ele está morto! — E ri novamente. Minha raiva cresce a cada vez que escuto o som de sua risada.
– Você não vai machucá-la! Estou cansada de seus malditos joguinhos! — Corro até a parede e pego a primeira coisa que vejo, uma adaga prateado tão longo quanto meu braço, e pulo em sua direção.
Parece que ele esperava meu ataque, desviou em questão de segundos e socou minha costas fazendo eu cair no chão com a adaga caindo de minha mão.
Por sua vez, ele foi até a parede e pegou uma espada um pouco maior que minha adaga, também prateado com o cabo rubro.
– Levante-se e lute como gente. — Seus olhos estavam brilhando e seu rosto ficou sério pela primeira vez em toda a noite.
Faço oque ele diz e me levanto pegando a adaga no chão, secando o sangue que escorre de meu nariz graças à queda. Fixo meu olhar em seus olhos e fico em sua frente com adaga em punho, assim como ele com a espada.
Ele ataca e eu o intercepto. Parecemos dois esgrimistas em uma arena, só a diferença é que é sem platéia e que alguém pode sair morto daqui, só espero que esse alguém não seja eu.
Ele ataca novamente abrindo um corte grande em meu braço direito. A dor me atinge fazendo com que eu quase solte a adaga.
Este continua atacando e quanto mais ele ataca mais eu fico cansada, mas não posso desistir.
Dessa vez é minha vez de atacar. Dou um passo pequeno para frente e lanço a adaga por cima de sua cabeça, ele se abaixa para desviar e nisso eu vejo uma chance. Não dou tempo de que ele se recomponha e o chuto na barriga, ele se desequilibra e cai no chão soltando sua espada.
Me jogo em cima dele e soco cada vez mais forte seu rosto, descontando toda a raiva que sinto dele. Este tenta alcançar sua espada, mas eu não deixo e a pego. Coloco a espada em seu pescoço e ele sorri.
– Você não tem coragem, Annabel. — Quando ele fala meu nome praticamente cospe as palavras.
– Não me subestime, Lewis. — Ele grita com o pequeno corte que faço em sua garganta. — Deveria me agradecer por matá-lo, você merece algo pior do que isso. — Ele ri.
Seu olhar, seu riso, não o suporto, não o aguento, não quero ele vivo, mas também não posso matá-lo. Isso seria pouco, ele merece apodrecer em uma cela.
Bato com o cabo da espada em sua nuca e ele deita inconsciente. Retiro minha mãe das amarras e prendo Lewis nelas. Ele nem parece aquele ser maligno quando está deitado no chão.
Finalmente me vi livre de um enorme peso.
–--------------------------------------------------------------------
Minha nova fanfiction aqui!
Fale com o autor