A Jornada pelo Apocalipse
4 Capítulo 4 - Necessidade de sobrevivência
Observei Aiden entrando na caminhonete.
–Mas vamos deixar as crianças sozinhas? -Obedeci e fechei o portão.
–Ligue para Caitlyn e diga que vamos ao shopping pegar mais comida -Entrei na carona, ele dá a partida. -Diga para trancar a porta e por a cadeira na frente. Voltamos logo. -Acelerou em direção ao shopping.
No caminho do estabelecimento, as ruas estavam praticamente vazias. Carros batidos, sem sinal de "vida", alguns zumbis no meio da rua. Passamos por cima.
Chegando lá, entramos no estacionamento. As barras de passagem para cobrar o cartão de passagem estavam quebradas e algumas repetiam freneticamente coisas como "Aperte o botão ou insira seu cartão.". Deixamos o carro no subsolo (onde quase não havia zumbi algum), na frente da porta do super-mercado.
As portas automáticas não funcionavam, abrimos manualmente. O metal rangeu forçado, meus ouvidos doeram. Entramos. Subimos pelas rampas tentando fazer o máximo de silêncio. Estávamos desarmados, havia deixado meu cabo de vassoura em casa.
O mercado aparentava estar deserto, talvez alguém "vivo" estivesse se escondendo ali. Pegamos as cestas de compras e enchemos com água, comida não-perecível, algumas poucas frutas, fósforos, pilhas... Tudo que julgamos necessário. Peguei mais dois cabos de vassoura, Aiden fez as pontas, levamos as coisas para o carro.
Gostávamos desse shopping pois ele tinha de tudo. Farmácia, loja de eletrônicos, super-mercados... uma loja de armas e acampamento...
Nessa loja tinha tudo que poderíamos precisar para nos defender. Bestas, arcos, flechas, pistolas, snipers, semi-automáticas e etc. Também tinham barracas, lanternas, mochilas, coletes à prova de balas, facões, quites de sobrevivência...
Tinhamos de ir até lá. Mas o problema era exatamente, chegar lá.
Olhando pela porta do supermercado que dava no corredor do shopping, avistamos uma maré de zumbis que ocupava o espaço inteiro. Seria suicídio passar por lá. Mesmo que conseguíssemos afastar um, dois mais viriam para cima de nós. Precisaríamos de muito mais do que só cabos de vassoura que serviam de estacas improvisadas para enfrentar aquela horda. Tínhamos que formular um plano.
–Não vai ter como passar por aqui. -Falei andando de um lado a outro, com as mãos na cintura.
–Não podemos arriscar desse jeito, eu concordo. Mas temos que ir até lá se quisermos realmente alguma chance de sobrevivência. -Ele saiu andando pelos corredores, procurando algo que pudesse servir, segui.
–Não paramos para estudar o comportamento deles ainda. Não sabemos se eles enxergam, se escutam, se podem virar bichos horrendos... — Fiz cara feia. Avistei uma caixa com fogos de artifício. -Aiden, olha isso. -Peguei a caixa.
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