A Jornada de Katrina
1 O Desaparecimento de Felipe
Notas iniciais
P.O.V Katrina.
As 4 da manhã recebi uma ligação de Bruno.
— Bruno? Que foi? Você que horas são?
— Katrina, pelo amor de Deus, não posso falar agora, você tem que fazer uma coisa...
— Que que aconteceu? Onde você tá?
— Eu tô aqui, debaixo da ponte, mas não é isso. É o Felipe.
— O que aconteceu com ele?
— Eu não sei. A gente saiu agora da Rave, chegou um cara e disse que ia levar ele pra Búzios...
— Búzios?
Me assustei, Felipe Smith é meu namorado, um grande homem, ama arquitetura, fã do Romero Britto, sonha em vender sua arte... e agora ele está em Búzios, sequestrado, abandonado, talvez estuprado!
— Katrina, você tem que salvar ele, rápido.
Bruno desligou e eu tentei ligar mil vezes pra Felipe, mas sempre caia na caixa postal. Liguei para Jarbas, o pai dele.
— Katrina? O que foi? — Jarbas perguntou.
— Felipe sumiu.
— O que? MEU FILHO? — Jarbas ficou desesperado. Expliquei toda a situação para ele— Ele era tão jovem, só tinha 16 anos...
— 18 — corrigi. — O que você vai fazer?
— Nada. Tô ocupado.
— AI QUE DELÍCIA, CARA — ouvi uma voz ao fundo. Esse é Jailson?
— Tchau — Jarbas desligou na minha cara.
É, parece que eu mesma vou ter que ir em busca de Felipe Smith.
P.O.V Jarbas.
— Eu tenho que achar o meu filho — eu disse a Jailson Mendes, um cara delicioso.
— A gente dá uma pegadinha e depois acha teu filho — Jailson falou, tomando seu suco de laranja.
— Primeiro a gente acha ele, depois a gente brinca, vai... — insisti.
Mas não tem como dizer não a Jailson, quando eu percebi, já estávamos nos pegando loucamente e ele gritava:
— AI QUE DELÍÍÍCIIA CARA.
E ele continuava a gritar:
— AI QUE GOSTOSOOOO.
No fim, tivemos uma noite de tainha, vinho... e muito sexo.
Notas finais
Depende do meu tédio.
E de vocês, claro.
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