A Jogadora

11 Capítulo 10 - J.T.


Notas iniciais
Eu sei que eu demoro, gente e realmente peço perdão por tudo isso. Como alguns sabem, estou no meu 3° ano do EM e tenho aula o dia inteiro e ainda tenho que estudar para o Enem. Essa falta de tempo está me fazendo perder gradativamente a vontade de escrever e já nem sei mais se essa história é realmente importante para alguém. Vou continuá-la, mas é difícil querer isso se mal tenho tempo para minhas coisas. Espero que entendam e não larguem a história, pois se estou aqui hoje postando o capítulo, é pelas pessoas que ainda a leem. ♥ Lua, obrigada por sua incrível recomendação e por ser uma das leitoras mais maravilhosas que alguém poderia querer. Você está sempre lendo as minhas histórias e me incentivando a continuar escrevendo ♥ ♥ Isa, quando li sua recomendação não sabia se ria, chorava ou ligava pra ambulância, pois estava tendo um ataque cardíaco! Suas palavras atingiram bem fundo em mim e sempre que eu quis excluir essa história e sair do site eu a lia, ela me deu forças para continuar escrevendo essa fic que tanto amo ♥ Meu mais sincero obrigada ♥ Respondendo a pergunta do último capítulo: Eu era a definição de peste quando criança. No maternal eu já brigava com meninos um pouco mais velhos, mordia bochechas alheias, chutava a canela dos amigos... era o terror do colégio! HSAUSA Mas agora que fiquei mais velha fui me aquietando xD

Inspirar. Respirar. Por alguns segundos isso era tudo o que eu conseguia fazer. Tinha que controlar algo para não enlouquecer e naquele momento minha respiração era a única coisa que estava sob meu domínio. Mais mortes, mais coisas ruins. Por que tudo aquilo tinha que acontecer comigo?

Sempre invejei os personagens literários e os de filmes que do nada sofriam uma reviravolta em suas vidas e descobrem ser bruxos, semideuses, arqueiros ou tributos. Eu queria participar de algo assim, viver alguma parte daquela emoção e adrenalina. Porém, a realidade não era aquele mar de rosa que pareciam mostrar. Sentir aquilo na pele, ver pessoas reais passando por aquilo, ainda mais as que se gosta e que é incapaz de proteger era horrível.

Um misto de sensações me invadia e a que se sobressaía era o desespero. Algo assim poderia acontecer comigo e já estava acontecendo com minha família. Até minha irmã que nada tinha a ver com aquilo fora baleada! Pelo menos, Giovana, minha irmã, só foi atingida no braço e não na cabeça como Georg. Antes que eu pudesse pensar mais e resolver me mudar para o Polo Norte a fim de fugir de tudo, o médico de Georg entrou no quarto.

– A senhorita é parente do paciente? – perguntou o homem.

Ele era baixinho, moreno e possuía poucos e grisalhos cabelos em sua cabeça. Os olhos castanhos analisavam a ficha de meu amigo franzindo o cenho ao olhar para o que quer que as máquinas indicavam.

– Não sou exatamente um parente dele...

– Chame um familiar – interrompeu-me – Preciso de alguém que possa tomar decisões quando for necessário.

Ou seja, ele precisa de alguém que autorizasse o desligamento das máquinas. Enquanto a família dele não chegasse eu teria que assumir aquela posição de autoridade sobre sua vida. Eu literalmente teria sua vida em minhas mãos e não estava gostando muito daquilo. Contudo, o que mais me perturbou foi o uso do ''quando'' ao invés de ‘‘caso seja necessário’’. Aquilo era quase um indicador de óbito!

– Sou a noiva dele, doutor. Ele não é brasileiro e os parentes de sangue demorarão a chegar. Fale o que tiver que falar comigo agora, por favor – pedi arrumando minha postura e escondendo discretamente minha mão para que ele não notasse a ausência de um anel de compromisso.

– Certo. – suspirou – A notícia boa é que ele está fora de risco, seu quadro está estabilizado. Porém, o coma que ele está é do seu próprio corpo, o tiro atingiu uma área delicada de seu cérebro que comanda os movimentos, a fala e a coordenação motora. Só quando ele acordar que poderemos ter certeza das sequelas. Agradeçam pelo calibre do projétil ser pequeno, ou seu noivo não sobreviveria mais do que alguns segundo após o ferimento.

– E quando ele acordará? Há alguma previsão? – perguntei inquieta com o rumo que aquela conversa estava tomando.

– Serei bem sincero com vocês, as chances dele acordar são pequenas, mesmo ele estando nesse estado há pouco mais de um dia. Como disse, o local atingido é bem delicado. Mas o cérebro humano é imprevisível, não se pode perder a esperança.

Tive vontade de rir. Esperança. O sentimento que cresce como ervas daninhas na mente da pessoa, sussurrando um otimismo exagerado só para se ter algo em que se agarrar enquanto o resultado final não chega. Aprendi a não me contaminar completamente com esse sentimento ao jogar, pois quando você se enchia de esperanças de que ia conseguir matar o oponente e ganhar, na maioria das vezes você só morria, pois subestimava o adversário.

– Esperança, certo. – murmurei cabisbaixa acariciando a mão sem forças de Georg.

– Não se preocupe, senhorita, faremos todo o possível para mantê-lo confortável o quanto pudermos. – tentou consolar o médico.

Eu já estava ficando farta de toda aquela calmaria dele.

– Confortável enquanto puderem?! Vai se ferrar! – gritei pouco me importando se as pessoas do corredor ou dos outros quartos podiam me ouvir – Você diz como se ele já estivesse morto esperando apenas a funerária vir busca-lo para tornar oficial! Quer que eu anuncie a hora da morte também? Porque já assisti muito Grey’s Anatomys para saber exatamente como fazê-lo!

Hector me segurou para tentar me acalmar. A angústia e a frustração tomaram conta de mim e comecei a tremer enquanto um bolo se formava em minha garganta. Eu não ia mais chorar, não ia mesmo.

– Acalme-se, senhorita. Vai tudo ocorrer bem, você me entendeu errado. Iremos fazer todo o possível para mantê-lo confortável enquanto seu corpo se recupera. Como não fomos nós que o induzimos ao coma, ele só acordará quando seu próprio corpo achar melhor. – explicou pacientemente.

– Reconhecemos seus esforços e de todos os enfermeiros envolvidos com o caso do nosso amigo. Obrigado pela paciência. – falou Hector apertando a mão do médico, que logo se retirou.

O silêncio do quarto só era quebrado pelos bips das máquinas ligadas ao Georg e pela minha respiração ofegante de raiva. Minha cabeça latejava e tomei um remédio para tentar amenizar a dor, mas sabia que ele não me ajudaria muito.

– Marcela, posso parecer insensível, mas você tem que voltar a trabalhar agora. Com o desaparecimento do Akihiko e com os ataques que Ivan também recebeu, cabe a vocês dois conseguirem mais pistas para nós o mais rápido possível. – falou Hector.

– Cabe a nós? Você está me zoando? Vocês são a droga da SMMJ! É trabalho de vocês solucionarem esse caso não de dois civis que não têm absolutamente nenhum conhecimento, experiência ou o treinamento necessário! – explodi raivosa – Não tente jogar toda a responsabilidade para cima de meus ombros porque se o Georg está ali é por incompetência de vocês. Se Akihiko foi sequestrado e o agente morto é culpa de vocês. Tudo isso é culpa de vocês!

Aproximei-me mais de Hector sentindo minha temperatura corporal aumentar tamanho o nervosismo em que estava.

– Você mesmo disse que estava a poucos metros da minha casa com aqueles outros dois caras e, adivinhe, a ideia de colocarem malditas câmeras por todo lugar não foi minha! Vocês podiam muito bem ver o atirador aproximando e poderiam ter impedido tudo isso! – afirmei.

Precisava pensar e ficar perto de um dos agentes que indiretamente havia colocado Georg naquele estado não iria adiantar de nada. Sabia que não poderia sair do hospital sem que Hector me seguisse como uma assombração, mas eu necessitava de ficar sozinha ao menos alguns minutos.

– Vou ao banheiro – falei já me encaminhando para a porta.

– Use o desse quarto mesmo – ordenou.

Olhei para trás ao girar a maçaneta. Aquele cara realmente achava que mandava em mim daquele modo? Eu sei que ele estava tentando me manter viva, mas já estava abusando do poder.

– Nem ferrando – disse e fechei a porta atrás de mim.

Ele iria vir atrás de mim cedo ou tarde, mas mesmo assim continuei me orientando pelas placas que direcionavam para o banheiro feminino no final do corredor. Olhei para trás e vi que não havia ninguém me seguindo, então pude relaxar. O lugar era um pouco menor que um banheiro de shopping, todo branco com mármore bege e cinco cabines, sendo que apenas uma estava ocupada. Abaixei a cabeça em uma das pias para molhar o rosto que estava um horror pela choradeira, a falta de sono e a imensa preocupação.

Mal notei a mulher que estava no banheiro saindo, mas assim que terminei de enxugar o rosto vi um homem entrando ali. Como se aquilo não fosse suficientemente estranho, ele era forte. Não forte estilo o Dwayne Johnson, que parecia capaz de partir uma rocha ao meio como se fosse massinha de modelar, mas eu tinha certeza que aquele cara poderia muito bem me quebrar em duas caso tivesse chance.

– Ou você tem um problema hormonal muito bizarro ou está no banheiro errado – falei franzindo o cenho.

O cara olhou fixamente para mim analisando-me e soube naquela hora que estava ferrada. Eu não estava preparada para lutar, afinal só havia tido duas aulas de defesa pessoal. Mas havia jogado muitos jogos de estratégia, portanto poderia não ter muita coordenação motora e força, mas possuía inteligência para usar tudo que pudesse a meu favor. Estava encarando os olhos pretos do homem que estava a apenas poucos metros de distância. Ele estava entre mim e a saída e não havia janelas grandes o suficiente para que eu pudesse usar como fuga.

Antes que pudesse tentar algo, sua mão já envolvia meu antebraço com firmeza. Girei o corpo tentando me soltar, porém isso o permitiu me puxar para mais perto dele, com minhas costas batendo em seu peito duro. De repente, um movimento que havia aprendido há apenas dois dias me veio à mente de uma forma tão clara que era como se ele estivesse se desenrolando em minha frente. Soube imediatamente o que fazer.

Dei uma forte pisada no peito de seu pé direito e com o cotovelo esquerdo livre, acertei o queixo do homem com toda a força extra que a adrenalina me proporcionou. Porém, acertei o local errado, fazendo-o somente ficar tonto por uns instantes e soltar meu braço cambaleando para trás, ao invés de nocauteá-lo como desejava. Eu é que não ficaria ai para tentar a sorte novamente e comecei a correr e a gritar como uma louca. Mas não dei muitos passos antes de minha boca ser coberta por uma mão que tampava quase minha cara toda e ser puxada para trás com força.

Cadê o Hector quando eu preciso dele? Pra ficar na minha cola quando não preciso ele fica, mas na hora que o bicho pega ele cai fora. Grande ajuda, agente.

– Você vai ficar quietinha e sairá desse hospital sem chamar a menor atenção para nós. Só preciso de uma minúscula bolha de ar em algum tubo ligado ao Georg para fazer seu coração parar. E não conte com Hector, pois no momento ele está incapacitado, então sem gracinhas. – falou encostando o cano de uma arma discretamente em minha cintura – Não sou o único nesse hospital que está te vigiando, nem precisa pensar em sair correndo. Estamos entendidos?

– Sim, claro. Com certeza. – afirmei nervosamente sentindo minhas mãos suarem cada vez mais – Cair fora daqui o mais discretamente possível para eu não levar um tiro. Adorei o plano, bem simples e interessante.

Saí do banheiro sendo seguida de perto pelo homem ameaçador, que pegava caminhos estranhos, mas parecia sempre estar com os olhos em mim. Eu andava igual a um pinguim e forcei-me a manter a calma e tentar ser natural. Não funcionou muito bem, mas pelo menos ninguém questionou nada nem me olhou de modo suspeito. Hector era um pé no saco, mas Georg era uma pessoa importante para mim e eu não iria deixar algo acontecer a ele novamente por minha causa.

Percebi que o homem estava caminhando justamente pelos pontos cegos das câmeras de segurança. Sabia que os agentes iriam ver as filmagens quando percebessem meu desaparecimento e fiquei acompanhando o homem que me sequestrava com os olhos e com o indicador discretamente apontando em sua direção. Não era possível um cara daquele tamanho passar sem ser visto nem por uma única câmera. Ele era quase um Johnny Bravo moreno, não iria passar despercebido nem se reduzisse as horas que passava na academia ou começasse a malhar as pernas para não parecer uma casquinha de sorvete ambulante.

A entrada do hospital estava se aproximando e o meu sequestrador seria filmado, pois a câmera estava direcionada com a lente virada para a porta. Porém, de repente o alarme de incêndio começou a disparar fazendo-me dar um pulo de susto de tão tensa que estava. Foi como se eu estivesse vendo tudo normalmente e alguém acelerasse toda a cena sem aviso.

As pessoas da sala de espera levantaram-se assustadas e começaram a correr desesperadamente pela porta sem nem mesmo terem visto algum sinal de fumaça ou do fogo. Senti alguém me segurando pelo braço e me puxando para seguir a multidão. O metal gélido da arma estava encostado em minhas costas e ao olhar para o lado com o canto dos olhos vi o homem de cabeça baixa me observando fixamente. Não havia porcaria de incêndio algum, aquilo era só para que ele saísse comigo sem chamar atenção.

Saí do hospital e havia um aglomerado de pessoas na calçada conversando agitadas e tentando ver algum indício do incêndio. Fui conduzida para o outro lado da rua que era cheio de lojas em que os lojistas e clientes saíram para tentar saber o que estava acontecendo. O cheiro de churrasco de algum restaurante próximo e o sol quente no céu me lembraram de que provavelmente já era meio dia.

O homem parou de me puxar quando estávamos a dois quarteirões do hospital. A rua estava deserta, algo incomum para aquele horário. Quando ele pegou seu celular no bolso de sua calça jeans, aproveitei para me mover freneticamente e consegui acertar uma joelhada em sua virilha, errando o meu alvo por pouco. Que porcaria de mira que eu tenho fora dos jogos, credo! Comecei a correr sem olhar para onde ia tentando apenas aumentar a distância entre mim e o sequestrador.

Aquela não foi a melhor ideia que já tive, pois um carro me acertou fazendo-me cair no chão e ralar meu braço. Minha sorte era que ele não estava em alta velocidade senão eu voaria igual aos desenhos animados. Se minha mãe estivesse ali iria puxar minha orelha dizendo que sempre se deve olhar para os dois lados ao se atravessar a rua, mesmo que você esteja fugindo de um cara assustador que provavelmente iria te matar e vender seus órgãos no mercado negro. O acidente fez com que o homem me alcançasse e me levantasse pelo braço com o rosto vermelho de raiva. Comecei a gritar desesperadamente torcendo para que alguém me ouvisse.

Senti a mão do grandalhão tampar quase metade da minha cara. Ele rasgou um pedaço de sua blusa e usou esse pedaço de tecido para tampar minha boca impedindo-me de formar palavras ou emitir qualquer outra coisa que não fossem baixos e incompreensíveis grunhidos. Cacete, o Johnny Bravo do mal vai me matar!

– Você tem muita sorte que não posso te machucar, garota – falou tentando conter a raiva e virou para o motorista do carro – Timming perfeito.

Não consegui ver a pessoa que dirigia muito bem já que ela usava óculos escuros e uma máscara de esqui cobrindo seu rosto. Parecia até que ele havia saído de um filme policial ruim de Holywood. O carro era uma van branca novinha em folha. Será que eles a compraram só para me sequestrar? Antes de ser sentada em um banco dentro dela, o grandalhão me vendou fortemente com um pano escuro e prendeu minhas mãos com um pedaço de tecido.

Quando o carro começou a se mover, comecei a contar os segundos em minha mente para tentar me localizar mais tarde. Se o cara disse que não podia me machucar, presumi que era bem provável que eu fosse morta no lugar em que eles estavam me levando e já que não iriam me matar, havia uma pequena chance de eu conseguir fugir ou ser liberta. Isso me impediu de entrar ainda mais em pânico.

Agora que a adrenalina saía de meu corpo minha perna esquerda começava a doer já que era o lugar em que o automóvel havia me atingido e meu braço direito ardia como o inferno graças à queda. A dor estava me deixando tão desconfortável que acabei perdendo a contagem e senti uma imensa frustração crescer dentro de mim. Após alguns minutos, o carro parou e ouvi o barulho dos meus sequestradores conversando baixinho antes de abrir a porta. Infelizmente não consegui compreender sobre o que falavam, mas pareciam descontentes com algo devido a entonação de suas vozes.

A porta foi aberta e senti me conduziram pelo braço para fora. Se minha pele fosse branca ela já deveria estar toda marcada por toda a força que me puxaram pra todo lado hoje. Se ficar vendada já era ruim, andar sem ver era pior ainda. Tentava ir devagar e colocar as mãos para frente a fim de impedir qualquer impacto que sentia prestes a acontecer, mas toda hora um dos dois homens as abaixava.

O terreno era plano e conseguia sentir o sol em minhas costas então presumi estar no leste. Tropecei em algo no chão antes de o calor do sol não me atingir mais. Havíamos entrado em alguma construção. Andei vinte e três passos antes de me pararem e abrirem uma porta. Merda.

Fui colocada sentada em uma cadeira fria e tiraram a minha venda para amarrar meu tornozelo esquerdo com o pano a uma perna da cadeira. Depois o grandalhão tirou o pano de meu pulso para amarrar meu tornozelo direito na outra perna da cadeira. Quando o homem saiu da sala e fechou a porta, tentei me levantar planejando ir arrastando a cadeira até a saída, mas percebi que os pés do assento estavam presos ao chão. Bufei com raiva e sentei-me novamente.

A sala era pequena, só tinha uma mesa metálica na minha frente com uns arquivos e papéis espalhados por cima e uma grande televisão de tela plana pregada à parede cinza. Não havia nenhuma janela no lugar e nem uma saída de ar. Estava sem nenhuma saída e comecei a me desesperar. Será que estavam ali para me torturar? Eu não aguentava nem o machucado em meu braço quem dirá ferimentos piores e por longos períodos de tempo. Onde é que fui me meter, meu Deus? Pra que eu tinha que passar tanto tempo jogando Urei?

– Marcela Bicard, sei que está apavorada, mas foi necessário trazê-la aqui. Por favor, leia os papéis a sua frente com muito cuidado, daqui uma hora iremos discuti-los – falou uma voz saindo da televisão, sem mostrar nenhuma imagem.

Ah, que ótimo. Sequestraram-me só para que eu lesse e discutisse uns papéis idiotas. Será que esses doidos nunca ouviram falar de chamada por vídeo no Skype? Quando peguei o primeiro envelope cor pastel minhas mãos começaram a tremer e o mais puro pânico me invadiu. Não, meu Deus, por favor diga que isso é apenas uma coincidência.

Estava impresso no envelope as iniciais J.T.*

Notas finais
* Para quem anda esquecidinho: J.T. = Jeu Terminé Espero que tenham gostado do capítulo ♥ Vou responder os comentários que faltam essa semana e gostaria de saber o que cada um acha da história, do que gostam, do que no gostam e se já têm alguma suposição :D Pergunta: Qual seu filme favorito?