A Irmã de Teddy Lupin
2 A burra sou eu!
Notas iniciais
P.O.V- Jessica Lupin
— Jess, vamos chegar atrasados! A Tia Ginny já mandou levantar!
Ah, Hogwarts!
É dia 1 de Setembro e vamos regressar à nossa verdadeira casa...
O meu problema é acordar, mesmo...
— Estou a ir, irmãozinho! – falei, ensonada.
Andei até à casa de banho e tomei um banho rápido. De seguida, fiz a minha higiene matinal.
— Vamos, Jessica!
— Calma, Ted!- falei enquanto arrastava o meu malão pelas escadas abaixo.
— Tu sabe que já podes usar magia fora da escola, certo?- perguntou Ted.
— Claro que sei! Só estava... a testar a minha força! — Menti.
— Sei... Pega numa maçã ou algo assim para comer na viagem! Temos de ir agora ou não chegamos a tempo!
Fui à cozinha e agarrei uma maçã. Se tivesse fome no comboio, pediria alguma coisa à Senhora do Carrinho dos Doces.
Tio Harry, Tia Ginny, James Sirius, Albus Severus e Lily Luna já estavam no carro. O meu malão e o do Teddy também, pois ele mesmo os tinha colocado lá.
Fui para o carro e o Tio Harry e a Tia Ginny começaram a discutir comigo, dizendo que eu tinha de me levantar mais cedo e blá blá blá!
Como é o meu último ano já não preciso de me preocupar com isso...
Comecei a olhar as casas de Godric’s Hollow. A maioria era grande, simétrica, de cores claras e bonita.
Havia uma casa que despertava a minha curiosidade sempre que a via.
Uma casa de cores escuras situava-se numa parte “desprezada” daquela vila magnífica.
A casa não só chamava atenção por causa das suas cores escuras, mas também porque estava destruída do lado esquerdo.
Janelas de vidro estavam partidas, o telhado de cor castanha estava partido, as paredes de cor castanho claro estavam sujas de algo que parecia cinzas e o jardim que em tempos era bonito, estava seco e algumas plantas pareciam estar queimadas.
Sempre perguntei ao Tio Harry o que acontecera mas ele nunca me sabia dizer ao certo porque a casa estava assim desde o tempo da guerra.
A minha vontade de lá entrar era imensa. Talvez o faça nas férias de Natal…
Sim, curiosa era o meu nome do meio.
Chegámos à estação de comboios, e fomos logo para a Plataforma 9¾. O comboio de Hogwarts estava quase a partir, então fomos colocar a nossa bagagem na cabine. Encontrámos as minhas melhores amigas, Victoire e Jade lá, mas nós nem as cumprimentámos, porque ainda tínhamos de nos despedir dos nossos tios e priminhos. Fomos para fora do comboio e abraçámos toda a gente com quem vivemos, ou seja, que vamos ter mais saudades.
— Cuidem-se, meninos! — Tia Ginny disse. — Nada de detenções, Jessica!
— Claro que não existirão detenções, Tia Ginny!- Menti, pois eu estou sempre a receber detenções.
O sino do comboio tocou, avisando que tínhamos de entrar.
Demos um último abraço a todos e entrámos.
Enquanto andávamos até à nossa cabine encontrámos Zac Carter, o Slytherin mais lindo de toda a escola.
— Oi, Jessica!- Ele disse, sorrindo.
— Oi, Carter. — Meu irmão respondeu por mim, num tom zangado.
— Bem… nós nos vemos por aí, Jessica! — Zac disse, olhando para o meu com raiva para o irmão.
— Porque é que fizeste isso, Ted? – perguntei ao meu irmãozinho querido (olá ironia) quando o Zac já não conseguia ouvir nada.
— Eu não quero que a minha irmãzinha namorisque um Slytherinzinho tosco!
— Não sou a tua “irmãzinha", Ted! Já tenho 17 anos! Sei cuidar de mim. – Disse, andando para a nossa cabine, de braços cruzados.
— Ele só se quer aproveitar de ti, Jess! Eu sei disso. E como teu irmão mais velho…
— Quatro minutos mais velho… — interrompi-o.
— Como teu irmão mais velho eu tenho de cuidar de ti. – Ele acabou a sua frase.
— Nananinanão! Não tens de cuidar de mim, Ted! Eu tenho 17 anos. Não preciso dos teus “cuidados”, obrigada!
— Eu insisto, maninha… — Ele disse, abrindo a porta da cabine.
— Desculpa, mas eu recuso. – autoritariamente, dei a entender que o assunto estava encerrado e sentei-me de frente para ele, lançando-lhe olhares furiosos.
— Bom Dia! Que saudades de vocês, meninas! Como foi o teu verão Jade? As Filipinas são bonitas? – Ouvi Jade imitar a minha voz e olhei para lado. Ela estava de braços cruzados e olhava para mim, à espera que eu falasse para ela.
— Como foi a viagem às Filipinas, Jade? – Perguntei-lhe, com um sorriso de constrangimento.
Victoire estava ao lado do meu irmão e riu. Nem me lembrava que nós não as cumprimentámos por causa da correria toda.
— A viagem foi ótima. Obrigada por perguntar. – Ela disse e virou a a cara para a janela, observando a vista.
— Desculpem, meninas… Eu e a Jess estávamos numa pressa que nem deu para vos cumprimentar, mas… Olá! Estão bem? – O meu irmão retorquiu e a Victoire sorriu de leve para ele.
— Comigo está tudo maravilhoso, Senhor Lupin!
— Ainda bem, Menina Weasley… — ele disse, sorrindo-lhe.
— Jade, acho que estamos a sobrar aqui… — Dei uma leve toque no braço da morena, que olhava os dois com ternura.
— O quê? Não! – Victoire apressou-se a desviar o olhar de Ted, o que o deixou meio triste.
— Ah, lembrei que estou com fome, gente. Vou tentar encontrar a Tia dos Doces e já volto. – Disse e lancei um olhar de “vem comigo ou então eu vou fazer com que o teu cabelo fique verde” à Jade.
— E eu lembrei-me de que preciso de ir à casa de banho. Estou aflita! – Ela disse rapidamente, e começou a correr em direção às casas de banho.
— Até logo! – Disse e saí da cabine com um sorriso maroto.
— Comecei a andar pelo comboio, encontrando muita gente conhecida. Eu estava mesmo com fome. Andei mais um bocado e logo encontrei a Tiazinha dos Doces.
— Bom Dia, Senhora! Poderia dar-me uma caixa de feijõezinhos de todos os sabores e 3 balas de caramelo? – pedi educadamente, ela sorriu para mim e entregou-mos.
— São 14 sicles, menina. – Paguei-lhe e ela continuou a empurrar o carrinho pelo resto do comboio.
— Oi, Menina Lupin… — Arrepiei-me ao ouvir aquela voz rouca.
— Olá outra vez, Senhor Lupin. – Virei-me e sorri para ele.
— Tudo bem? – ele perguntou-me, encostando-se à “parede” do comboio.
— Tudo maravilhoso, Zac. E contigo? – olhei-o nos olhos. Aqueles olhos verdes tiravam o fôlego a qualquer mulher.
— Não está tudo tão maravilhoso com o costuma estar…
— Então? O que aconteceu?
— Acho que a rapariga que eu gosto não gosta de mim…
Quê?! Produção, é isto, mesmo?
— Porque achas isso? – disse, com voz mais fraca que à uns segundos atrás.
— Não sei… — ele disse e riu de leve.
O idiota tinha de ter um sorriso tão lindo assim, autora? (n/a: Sim, Jess. Ele tem de ter um sorriso maravilhoso.)
— Tenta sair com ela, Zac! Pode ser que o teu senpai te note! – disse com falso entusiasmo e ele riu.
— Vou tentar! Obrigada, Jess! Vê-mo-nos por aí! – ele piscou-me o olho e virou-me as costas, deixando-me ali sozinha e triste, com um saco de doces na mão.
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