A Irmã de Harry Potter
23 Toque Mortífero – Professor Quirrell
Notas iniciais
Pov Harry
Estava preocupado com Rony, mas precisava continuar, preciso.
Eu e Hannah entramos numa sala cheia de escadas, descemos todas elas até chegar ao centro, lá estava o Espelho de Ojesed e uma pessoa se vendo no espelho. Só pode ser o Snape.
Ao olhar o reflexo no espelho, fiquei totalmente desiludido. Disse:
—Você? Não, não pode ser. Snape. Era ele, era ele que ...
Não era Snape que estava lá, mas sim Quirrell.
—Ele faz bem o tipo, não é? E quem suspeitaria do po-pobre gaguinho professor Quirrell? – disse ele debochando.
—Mas, e naquele dia, no jogo de quadribol? Snape tentou me matar. – Estava muito confuso, não sabia o que pensar, muito menos dizer.
—Não, meu caro. Eu tentei matar você, e acredite, se a capa do Snape não tivesse pegado fogo e interrompido meu contato visual, eu teria conseguido, mesmo com Snape murmurando aquele contra-feitiço.
—Snape tentou me salvar?
—Eu sabia que você era um perigo desde o início, ainda mais depois do dia das bruxas.
—Eu sabia. Foi você quem trouxe o trasgo para dentro do castelo para criar uma distração pra você tentar passar pelo cérbero, porém seu plano foi por água abaixo quando eu percebi que você estava muito dramático e sinalizei para o professor Snape proteger a Pedra. Harry, foi por isso que ele e o professor Snape chegaram atrasados no ocorrido do banheiro. Por isso Snape estava com um corte na perna, ele estava protegendo a Pedra do professor Quirrel. – Nossa, Hannah percebeu tudo isso e não me contou?
—Muito bem, Senhorita Potter. – saudou o Professor. – Exato. Mas não sabia que você havia percebido, só prestei atenção no Snape. Vi que ele estava desconfiado. Enquanto todos foram pras Masmorras, ele foi para o 3° andar tentar me deter, e é claro que nunca mais confiou em mim.
De repente minha cicatriz começou a doer fortemente, era uma dor insuportável.
—Agora digam-me, o que este espelho faz? – nos perguntou ele – Eu vejo o que eu desejo. Eu me vejo segurando a Pedra, mas ... como posso pega-la?
—“Use o menino e esqueça menina.”
De onde veio essa voz?
—Venha cá Potter, agora! – Quirrell ordenou.
Eu não queria ir, mas minhas pernas responderam com contrariedade, elas começaram a andar contra minha vontade.
—Harry, por que você tá indo? Volta aqui. – minha irmã disse um tanto desesperada.
—Eu não sei Hannah, eu não quero ir, mas minha pernas me obrigam. Me ajude.
Ela até tentou me puxar para trás, porém quando nos vimos estávamos em frente ao Espelho.
—Diga-me, o que você vê? – Perguntou Quirrell
Hannah, como num movimento involuntário começou a olhar o Espelho junto comigo. Eu me vi claramente tirando a Pedra do bolso e a colocando de volta. Acho que minha irmã viu o mesmo que eu, afinal quando o Harry do espelho guardou a Pedra em seu bolso, eu e ela olhamos para o bolso de minha calça. Eu realmente estava com a Pedra. Nos entreolhamos brevemente.
—O que é? O que estão vendo? – Perguntou Quirrell.
—É ... eu estou apertando a mão de Dumbledore. – Logicamente ia mentir, jamais entregaria a Pedra – Eu ganhei a Taça das Casas!
—“Está mentindo.” – voz estranha novamente. De onde ela vem?
—Diga a verdade. – o professor gritou – O que você está vendo?
—“Deixe-me falar com eles.”
—Mestre o senhor não está tão forte. – Começou diálogo sinistro entre o professor e a voz estranha.
—“Estou forte o bastante para isto.”
Então, Quirrell pôs-se a desenrolar da cabeça o seu turbante roxo revelando assim um segundo rosto em sua cabeça.
—“Harry Potter! Nos encontramos denovo.”
Eu e Hannah sabíamos exatamente que era:
—Voldemort.
—“Sim. Viu no que me transformei? Viu o que tenho que fazer para sobreviver? Viver nos outros. Um mero parasita. Sangue de unicórnio pode me sustentar, mas não pode dar um corpo só meu; mas existe uma coisa que pode, uma coisa que convenientemente está com você.”
Eu olhei diretamente para meu bolso, sabia que ele queria a Pedra. Eu e Hannah nos olhamos e num gesto brusco viramos e nos pusemos a correr.
—“Detenha-os.”
Com um simples estalar de dedos, o professor Quirrell fez labaredas de fogo nos cercar. E agora, como fugiríamos?
—“Não sejam tolos. Por que sofrerem uma morte horrível, se podem se unir a mim e viverem?”
Eu e Hannah gritamos ao mesmo tempo:
—Nunca!
—“Corajos! Seus pais também eram. Digam-me, vocês não gostariam de ver sua mãe e seu pai juntos? Podemos traze-los de volta. Só o que peço é uma pequena coisa em troca.”
Nesse momento, eu e Hannah vimos o reflexo de nossos pais no espelho. Tirei a Pedra Filosofal do bolso e Voldemort falou:
—“Isso mesmo Harry. Não existe o bem e o mal, só existe o poder e os que são muito fracos para consegui-lo.”
—Harry, não. – minha irmã pediu.
—“Juntos vamos fazer coisas extraordinárias, é só me dar a Pedra.”
O reflexo se desfez. Tudo que fiz foi guardar a Pedra e gritar:
—MENTIROSO.
—“Mate-os”
Voldemort ordenou Quirrell, que por sua vez voou pra cima de mim. Hannah o tocou e ele começou a gemer de dor, como se ela fosse a fraqueza dele.
—“Idiota, pegue a Pedra!”
Quirrell voltou para cima de nós e eu o toquei no rosto. O professor virou pedra, e de pedra reduziu-se a pó.
—Ele está morto. – Hannah falou.
Eu ainda não acreditava no que tínhamos feito. Com apenas um toque de nossas mão havíamos acabado com Voldemort. Tirei a Pedra do bolso e eu e minha irmã começamos a admira-la. Quem diria que uma Pedra traria tantos problemas?
De repente, como das cinzas, uma espécie de espírito surgiu gritando, passou por mim e Hannah. Não lembro de mais nada, apenas desmaiamos.
Pov Hannah
Quando acordei, estava na enfermaria e no pé de minha maca havia centenas de doces. Fiquei muito feliz, o pesadelo do alçapão havia terminado.
Não havia repara, mas Dumbledore estava entrando na enfermaria. Ele dirigiu-se a mim dizendo:
—Boa tarde Hannah. – voltou-se para meus doces e concluiu – Ah! Presentes de seus admiradores.
—Admiradores? – perguntei confusa.
—O que aconteceu nas masmorras entre você, Harry e o professor Quirrell é segredo absoluto ... então, é claro, todos já sabem!
Adoro as frases irônicas dele.
—Ah! Vejo que seu amigo Draco lhe poupou o trabalho de abrir os sapos de chocolate. – Draco, aqui?
—Ele esteve aqui?
—Bem, ele ficou muito preocupado com você, afinal você havia sumido a horas. Foi a primeira pessoa que notou seu desaparecimento.
Fiquei feliz com isso, mas não sei o por quê.
—Ah! Rony e Hermione, onde estão? Eles estão bem?
—Bem! Os dois estão muito bem.
—Mas o que aconteceu com a Pedra?
—Relaxe. A Pedra foi destruída. – ele se dirigiu a mim sentando na minha maca perto de mim – Meu amigo Nicolau e eu tivemos uma conversa e concordamos que era o melhor a ser feito.
—Mas então Flamel, ele vai morrer não é?
—Ele tem elixir o suficiente para deixar seus negócios em ordem, mas sim, ele vai morrer.
—Como a Pedra foi para no bolso de Harry? Eu me lembro de estarmos olhando pro Espelho e de repente a ...
—Ah! Sabe, só uma pessoa, que quisesse encontrar a Pedra, encontrar mas sem usa-la, poderia obtê-la. Essa foi uma das minhas mais brilhantes ideias e cá entre nós, isto quer dizer alguma coisa.
—Quer dizer que se a Pedra não existe mais, Voldemort não vai mais voltar.
—Eu receio que haja outras maneira dele voltar. E a resposta de terem derrotado Voldemort e o professor Quirrell naquela noite é por que além de fracos eles não possuíam uma coisa. Sua mãe quando morreu naquela noite, morreu deixando uma marca em vocês, uma marca tão forte que nem o tempo pode apagar.
—Que marca é essa que o tempo não pode apagar e que fez com que nós derrotássemos o professor Quirrell e Voldemort naquela noite?
—Amor Hannah. Amor.
Antes de se levantar, Dumbledore tocou minha cabeça e antes que pudesse sair, avistou uma caixinha de Feijõezinhos de Todos os Sabores. Disse animado:
—Ah! Feijõezinhos de Todos os Sabores. Eu tive a má sorte quando jovem de pegar um com gosto de vomito, a partir daí deixe de gostar deles, mas acho que não corro perigo com um gostoso caramelo.
Ele pegou um, comeu e disse:
—Hum. Que pena. Cera de ouvido.
Essa conversa com Dumbledore me fez bem. Gostei de conversar com ele. Além disse foi bom conversar com ele, pois isso me lembra que quando eu sair daqui, devo conversar com um certo loiro oxigenado.

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