A Irmã de Harry Potter
21 Aprendendo a hipnotizar um Cérbero – O começo de uma aventura perigosa
Notas iniciais
Pov Harry
Assim que Hannah saiu do Salão Comunal da Sonserina, de um jeito pra ela entrar de novo no Salão Comunal, só que da Grifinória. Pedi para ela colocar a capa e não desgrudar-se de mim. Tudo correu bem. Quando entramos fomos direto ao meu quarto. Assim que entramos, minha irmã cochichou em meu ouvido:
—Demos azar Harry. Simas e Neville também estão aqui.
—Vou pedir para Rony descer com eles, e você vai pra debaixo da cama, certo?
—Ok.
—Harry, você está bem? – Neville perguntou para mim, interrompendo minha conversa com Hannah.
—Sim, por que a pergunta?
—Ora Harry, está falando sozinho, por isso a pergunta. – Respondeu-me Simas.
—Não estava falando sozinho. Só estava refletindo comigo mesmo.
Eles dois e Rony me olharam com certa dúvida, mas não insistiram. Ok, está na hora de dar a deixa para Hannah se esconder:
—Rony, por que você, Simas e Neville não vão lá para baixo? Lá está mais quente que aqui.
—Nada disso, não vai nos expulsar do quarto. – respondeu Rony rapidamente.
—É Harry. O quarto também é nosso. – Simas retrucou.
Enquanto Simas e Rony discutiam comigo, Neville ia em direção à minha cama, até que encostou em algo.
—AI, MEU PÉ!
—O-o-o que é isso? – Perguntou Neville assustado.
—Quem está ai? – Perguntou Rony fingindo que não estava com medo.
—É, apareça. Seja lá quem for. – Ordenou Simas.
Vendo-se encurralada, Hannah saiu debaixo da capa e disse:
—Harry, você não serve para nada mesmo, hein.
—HANNAH? – Gritaram os três.
Eu e minha irmã pedimos silêncio.
É bom todos guardarem segredo, senão todo o plano vai por água abaixo.
Pov Neville
Não acredito, minha princesa sonserina estava ali, bem na minha frente, NO MEU QUARTO. Ok, ok. Não é tecnicamente meu quarto, mas não importava, nunca pensei em ver Hannah na parte do castelo pertencente a Grifinória, afinal ela é uma Sonserina.
—Hannah, o que faz aqui? – Perguntou Rony.
—Longa história. – Respondeu minha princesa.
—Ok. Adoro histórias longas. Pode nos contar. – Simas a desafiou.
Hannah deu uma olhada rápida para Harry, sentou na cama dele e disse:
—Bom ... pedi a Harry para me tirar de perto do Draco por pelo menos essa noite. Ele é muito chato e não larga do meu pé. Ainda com Crabbe e Goyle por perto, eles são muito chatos. Eu não mereço aguentar eles o tempo todo.
—Como passou pela mulher gorda? – Simas perguntou novamente.
Isso é verdade, a mulher gorda pintada no quadro na porta do nosso Salão jamais deixaria uma sonserina passar.
—Poção da invisibilidade. O Professor Snape deu de presente para alguns sonserinos. – Respondeu ela rápido.
—Tudo bem, tudo bem, você me convenceu. Você pode ficar. Só não me atrapalhe a dormir, ok? – Perguntou o chato do Simas.
—Tudo bem.
Todos voltaram ao que estavam a fazer, menos eu. Não poderia desperdiçar minha chance, fazia meses que não falava com ela e apenas a admirava a distância.
Fui em sua direção. Ela levantou a cabeça e disse:
—Oi Neville. Como vai? Faz tempo que não nos vemos ou conversamos.
—O-o-o-oi Hannah. – Tinha que gaguejar seu idiota. Agora é bom não ficar vermelho.
—Está tudo bem? Senta.
Ela pegou em minha mão e puxou para que eu senta-se. Não queria que ela tira-se a mão dela da minha.
Ficamos horas conversando, até que ela, Harry e Rony reclamaram de sono, então fomos nos deitar.
—Rony, posso dormir com você? – Hannah perguntou.
Na hora fiquei com raiva. Rony, pro seu bem é melhor que diga que não, senão, senão, ... senão nada. Não sou capaz nem se machucar um folha.
—Tudo bem Hannah. Eu durmo no chão. – Ótimo Rony, que assim seja.
—Nada disso. Eu e você dormiremos na cama, ok?
—Já que você insiste.
Como é que Hannah tem coragem de fazer isso comigo? Por quê Merlin? Por quê?
Pov Hannah
Assim que Simas e Neville dormiram, eu, Rony e Harry nos levantamos fazendo o mínimo de barulho possível e fomos para a direção do quarto das meninas. Logo que entramos Hermione nos deu uma bronca:
—Nossa que demora.
—Simas e Neville demoraram muito pra dormir, não temos culpa. – Respondi a ela.
—Como sabe do plano?
—Encontrei com Hannah no corredor, vamos. – Meu irmão disse.
—Ok, mas como entrou? Uma sonserina não pode entrar no Salão Comunal de outra casa. – Retrucou Hermione.
Ninguém a respondeu.
Descemos a escada que dá acesso ao centro do Salão, e nos deparamos com o sapo de Neville numa poltrona.
—Trevo! – Disse Harry.
—Trevo, sai. Não devia estar aqui. – Rony tentou espantar o sapo. Sem sucesso.
—Vocês também não. – Neville estava sentado na poltrona.
Como assim? Juro que vi Neville deitado na cama. Eu mesma comprovei se estava dormindo.
—Vocês vão sair outra vez, não é? – Perguntou Neville.
—Ei Neville, escuta. A gente, a gente ... – Harry estava tentando se explicar.
—Não! Eu não vou permitir. Vão criar problemas pra Grifinória outra vez. Eu ... eu ... vou brigar com vocês. – Neville se colocou em prontidão com os punho fechados.
Hermione e eu nos olhamos. Fiz um sinal positivo com a cabeça. Acho que ela pensou o mesmo que eu. Hermione disse empunhando a varinha:
—Eu realmente lamento fazer isso. Petrificus Totalus.
Assim que Hermione conjurou o feitiço, Neville ficou parecendo uma estátua. Caiu duro no chão.
Ao guardar a varinha, Rony disse a ela:
—Você me dá medo as vezes. Sabia disso? É brilhante. Mas que dá medo, dá.
—Vamos lá. – Meu irmão disse à nós.
Passamos por Neville estirado no chão.
—Desculpa. – Pediu meu irmão.
—Desculpa. – Pediu Hermione.
—É pro seu próprio bem. – Disse Rony.
Me abaixei, beijei a bochecha de Neville e disse:
—Já, já passa. Prometo.
Me levantei e fui embora.
Harry mandou todos nós nos enfiarmos debaixo da capa da invisibilidade.
Quando estávamos no corredor do 3° andar, Rony pisou no pé de Hermione que se manifestou:
—AI! Você pisou no meu pé.
—Desculpa.
Quando nos aproximamos da porta que guardava o cérbero sinistro, empunhei a varinha e conjurei:
—Alohomora.
A porta se abriu. Quando passamos por ela e a fechamos, comentamos entre nós:
—Espera um minuto. Ele está ...? – disse Rony.
—Roncando. – Concluiu Harry.
Nesse momento, quando Fofo expirou, seu bafo arrancou a capa que estava nos cobrindo.
Meu irmão e eu observamos uma harpa que estava no canto da sala. Ele disse:
—Snape já esteve aqui. Ele enfeitiçou a harpa.
Andamos até a direção de Fofo, que estava com a pata em cima da porta do alçapão.
—Argh! Ele tem um bafo horrível. – Reclamou Rony.
—Temos que empurrar a pata dele. – Ordenei.
—O quê? – Perguntou Rony.
—Ajudem! – Pediu Meu irmão.
Nos abaixamos e começamos a empurrar. Por pouco uma das cabeças não acordou.
Hermione abriu a porta do alçapão. Por Merlin, como era fundo esse alçapão.
—Eu vou primeiro. Só me sigam depois que eu der o sinal. Se alguma coisa ruim acontecer, vocês deem o fora daqui. – Pediu-nos Harry.
Eu, estranhando o silêncio, perguntei:
—Não está um tanto ... quieto demais?
—A harpa. – disse Hermione – Ela parou de tocar.
Nesse momento caiu algo no ombro direito de Rony:
—Argh! Eca!
Olhamos para cima e demos de cara com as três cabeças extremamente bravas. Então, Harry e eu pulamos para dentro do alçapão, seguidos por Hermione e Rony.
Seja lá o que acontecer, só tenho certeza de uma coisa, me meti numa grande enrascada.
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