Notas iniciais
Bilhões de desculpas eu deveria ter postando muito antes, mas tive um bloquei mental TERRÍVEL estes tempos que não postei, mas estou de volta e prometo que está semana ira ter mais três capítulos fresquinhos pra vocês. Boa leitura!

No alto da colina tinha um castelo, boa parte em ruínas e uma parte ainda estava intacta. Desci das costas de Caspian e fui para o lado de Lucia. Caspian decidiu que eles iriam dar uma olhada no castelo e ver se era seguro ficar lá. Eu e Lucia estávamos sentadas no gramado. Esperando. Eles não tinham deixado nenhuma de nós duas ir. Isso me irritava cada vez mais, eles achando que éramos garotinhas indefesas. Levantei frustrada por ainda não poder entrar lá. Comecei a andar ao redor da colina. Lucia me chamou.

-- Liah! – Me virei de frente para ela. – Aonde vai?

-- Preciso esticar as pernas. – Disse simplesmente.

-- Posso ir com você? – Seus olhos vacilaram para o pessoal mais a nossa frente, depois para a espada e voltou a olhar para mim.

-- Desculpe Lu preciso pensar um pouco. Estou estressada e não se preocupe quanto à espada Lu tenho certeza que ninguém aqui vai toma-la de você. – Percebi que alguns acompanhavam a conversa e deram uma leve risadinha, como se o que eu tivesse dito fosse uma piada. – Do contrario eu mesma vou arrancar a mão de quem tira-la de você. – Disse colocando o peso do lança flecha sobre a outra mão, em frente ao peito. Eles recuaram um pouco. Ela sorriu um pouco.

Dei as costas e comecei a andar. Eu não poderia ficar perto de Lucia nervosa. Sempre que eu estava nervosa acabava botando fogo em algo sem querer. Eu não estava nervosa só por causa de ninguém ter me deixado entrar, mas também por não conseguir tirar certo loiro da cabeça. Eu relembrei do baile da noite anterior. Ele era tão protetor o que me deixava confortada, também era sempre um cavalheiro. Era difícil não me lembrar dele. Voltei a me sentar no gramado suspirando alto. Eu poderia estar gostando de Pedro? Não. Não poderia. Ele era mais velho que eu. Uns mil anos de diferença entre mim e ele. Minha barriga roncou. Droga, eu ainda estava com fome. Olhei ao redor. Havia uma árvore. Uma macieira. Levantei sorrindo. Fui até lá e subi na árvore. Peguei umas duas maçãs e desci novamente. Sentei novamente, agora debaixo da árvore. Examinei a maça antes de morder. Poderia ser envenenada. No final não era e a mordi. Ouvi passos de alguém se aproximando, mas não olhei para ver quem era. Apenas recostei a cabeça e fechei os olhos sentindo o gosto da maçã em minha boca.

-- Tem lugar para mais um? – Era a voz de Caspian. Sorri e abri os olhos, o vendo na minha frente.

-- Claro – Ele se sentou ao meu lado. Observei o por do sol. – Como foram lá? – Perguntei.

-- As partes que não estão em ruinas estão em boas condições de serem abitadas. Estão limpando e retirando os entulhos para fazer uma área aberta com um grande campo de treinamento.

-- Hum. Está com fome? – Perguntei oferecendo a outra maçã e mordendo a que eu já comia. Ele negou. Ficamos um tempo calados. Ele pensava alto. – No que está pensando? – Perguntei ainda mais curiosa ao vê-lo corar levemente. Ele ficou em silencio. – Já que não vai me dizer deixe-me adivinhar se eu acertar você me fala tudo bem? – Ele assentiu. Pensei um pouco. Dei outra mordida na maçã. – Pelo o que eu sabia você gostava de Suzana antes, não é? – Perguntei.

-- Sim. – Ele apenas concordou.

-- E agora, você não sabe se ainda gosta dela não é?

-- Sim, não sei se ainda sinto o mesmo por ela. Outra vem em meus pensamentos quando penso em uma rainha para mim. – Ele disse.

-- E essa outra seria? – Perguntei, mas já sabia a resposta só queria ter certeza.

-- Lucia. – Ele disse fechando os olhos. Eu sorri.

-- Caspian você tem que conversar com Suzana e dizer que não sente o mesmo por ela e que está apaixonado por Lucia. – Eu disse simplesmente como se isso já não tivesse dado um desentendimento entre elas duas.

Flashback On

-- Lu? – Chamei-a assim que ela terminara de sair do banho. -- Porque você e Suzana brigaram? Edmundo me contou que vocês eram mais próximas antes. – Perguntei curiosa há algum tempo sobre este assunto, já que elas pareciam tão próximas. Lucia me olhou surpresa pela pergunta, ela corou levemente.

-- É que... – Ela estava com vergonha de dizer. Ela suspirou alto, afinal não fazia muito sentido guardar isto só para ela mesma. – Eu briguei com Susana por causa de Caspian.

-- Como assim Lu? – Perguntei me sentado ao seu lado.

-- Você sabe que Susana é apaixonada por Caspian certo? – Assenti. Ela me olhava novamente, agora nos olhos. – Antes de voltarmos, dois dias antes para ser mais exata, Susana descobri que quando estive aqui acabei me apaixonando por Caspian e ela brigou comigo quando descobriu falando que eu era nova demais para ele e que nunca daria certo. --- Ela suspirou mais uma vez.

-- Oh Lu. – Disse pesarosamente e a abracei. Deveria ser realmente péssimo viver um amor impossível.

Flashback Off

-- Não quero que elas briguem. – Ele disse.

-- Caspian, Susana tem que ser madura e entender que não é a ela que você ama e sim Lucia. – Disse afagando seu ombro. Ele ficou em silencio. – Ou apenas dê um tempo ao seu coração. – Sorri com a lembrança da musica Give Your Heart a Break de Demi Lovato. –Escutei uma musica que dizia “Eu sei que você está assustado, é errado, Como se você fosse cometer um erro, Só temos uma vida para viver e não temos tempo para desperdiçar, Dê um tempo ao seu coração” e é isto o que você tem que fazer. Se for Lucia ou Susana o que ele quer você vai saber. — Sorri e me levantei. Ele sorriu e se levantou também.

-- É você tem razão.

-- Melhor irmos já vai escurecer e não queremos ficar no escuro certo? – Ele assentiu e voltamos a andar.

Quando chegamos às tochas estavam acesas e céu começava a escurecer. Estava tudo limpo e arrumado. Os entulhos das ruínas estavam mais afastados. Olhei e encontrei Lucia conversando com Edmundo. Caspian já havia se afastado de mim, estava conversando com alguém. Fui até Lucia.

-- Lu. – A chamei. Ela olhou para mim sorridente. Edmundo também olhou para mim com certo brilho nos olhos.

-- Liah, onde estava? – Ela perguntou com certa preocupação.

-- Estava bem Lu e é isso o que importa. O que acha de treinarmos um pouco? – Perguntei com certo sorriso, ela sorriu, mas logo Edmundo interveio em sua felicidade.

-- Nem pensar Lu você pode se ferir. – Ele disse com certa autoridade.

-- A ela vai sim. – Puxei Lucia para perto de mim e tirei a espada da cintura de Edmundo. – Aposto que está com medo de uma de nós duas sermos mais fortes que você! – Eu ri sarcástica. Ele me olhou zangado.

-- Então lute comigo! – Ele desafiou. Eu realmente odiava fugir de um desafio, mas precisava mostrar para eles que Lucia era forte.

-- Lucia luta com você e se ela perder eu luto com você. O que acha? – Perguntei confiante.

-- Perfeito. – Ele disse convicto. Entreguei a espada a ele e virei para Lucia. Ela tinha um sorriso alegre no rosto. Ela olhou para mim, eu sorri e assenti. Ela foi atrás do irmão. Eles se puseram em posição de luta. Edmundo não quis tocar em Lu. Ela revirou os olhos – mania que tinha aprendido comigo – e, pois sua espada à frente, fazendo um corte superficial no braço de Edmundo. Edmundo ficou chocado com a atitude de Lucia e eu ri. Logo Pedro estava ao meu lado. Ele estava atencioso, mas preocupada em o que seu irmão desajeitado poderia fazer em sua irmã mais nova. Balancei a cabeça em negação. Era inacreditável o quanto eles eram protetores. Olhei para os dois novamente. As espadas se chocavam o tempo todo. Até que Lucia, com os golpes que eu tinha ensinado a ela, deu uma rasteira em Edmundo. Ele caiu deitado no chão, Lucia ficou de pé em cima dele com a espada apontada para o seu peitoral. Sorri.

-- È Edmundo parece que nossa luta vai ter que ficar para amanhã. – Gritei. Lucia olhou para mim feliz e confiante. Quase todos a olhavam chocados. Fui até ela. – Vamos dormir? Estou cansada. – Ela assentiu, saio de cima de Edmundo e guardou a espada na cintura.

Rose já estava ao nosso lado, nos levando para o nosso quarto. Era incrível como mesmo metade do castelo tenha sido destruída ainda havia uma parte enorme com uma grande quantidade de quartos. Chegamos ao nosso quarto e caímos na cama. Mal conversamos sobre a luta e caímos no sono.

****************

Acordei com barulhos, eu não estava com a minha roupa de antes, era um vertido. Ele era de alças, todo verde, em detalhes dourados e era longo. Olhei para o lado Lucia não estava mais ao meu lado. Sentei-me na cama. “O que está acontecendo?” pensei. Levantei, ainda era noite. A Luz da lua era a única que iluminava o quarto. Peguei a espada por segurança. Fui em direção á porta, mas quando abri, estava na ponta de um penhasco. Duas pessoas lutavam, o choque das espadas era ouvido de longe no silencio. Comecei andar até eles. Foi então que eu percebi que um deles era Pedro. Ofeguei sem pensar. Cheguei mais perto. O homem que lutava com Pedro, tinha os cabelos brancos, não pela idade por que ele se aparentava muito jovem, mas sim por nascença. As roupas brancas da cor da neve. Estremeci sem saber o motivo. Foi então que os dois notaram minha presença.

-- Ora, ora agora o casalzinho predestinado está completo. – O homem de cabelos brancos falou.

-- Liah volte para dentro. – Disse Pedro autoritário. – Agora.

-- A não de jeito nenhum. Ela tem que ficar para ver a sua queda meu querido Pedro. – Foi então que o homem de cabelos brancos se virou rapidamente e enfiou a espada na barriga de Pedro. Eu gritei por uma dor que eu jamais havia sentido. O meu coração estava dilacerado em pedaços. O homem sorriu sem piedade e empurrou Pedro para o penhasco. Corri até a ponta do penhasco. Pedro caia sangrando. Minhas lagrimas caíram e uma única frase saiu da minha boca.

-- Pedro não, você não! – Chorei e fechei os olhos me abrindo para a escuridão dentro de mim.

****************

Acordei ofegante, sentada na cama e com a mão no coração. Olhei para o lado Lucia dormia tranquilamente. Eu estava com a mesma roupa de antes. Levantei e calcei as botas. Sai do castelo. Tinha guardas fazendo vigilância. Eu estava com o meu lança flechas. Assenti para um deles e sai. Fui em direção a macieira que havia encontrado mais cedo. Ela estava lá iluminada pela lua e pelas tochas. Alguns guardas estavam a alguns metros de distancia. Subi na macieira e sentei em um dos seus galhos. A brisa soprava em meu rosto. Era bom, me acalmava. A direção dos meus pensamentos foi para o sonho. O que ele significava?

-- Uma princesa não deveria estar acordada a esta hora da noite. – Me virei assustada ao ouvir alguém tão perto de mim. Aqueles olhos azuis tão perto dos meus que eu ansiava desde a hora que acordara naquela noite estavam comigo novamente.

Notas finais
O que acharam??