Seattle que para todos é uma cidade próspera, somente por ficar em Washington, não sabe nem metade da podridão.

Sou Melissa Mitchell, 19 anos, tentando concurso da polícia. Agora, somos somente nós. Eu e meu pai Gregory. Minha mãe foi executada pelos gângsters da Irmandade da Rosa. Eu era muito nova ainda, no auge dos meus 12 anos. Tudo culpa do meu pai. Um viciado em jogos que devia para a Irmandade. Quero ser policial para vingar ela.

— Ei Mel, tem uns caras na sua casa. Acho melhor você ir lá! – Falou um dos meus vizinhos.

Eu estava no mercado, comprando frutas e verduras.

“Que merda que aconteceu agora?” Só pensava no pior.

Cheguei rápido em casa, já que o mercado era perto. De longe dava para se ouvir o maior “quebra-pau” na minha casa.

Porra!

— Pai? Onde o senhor está?

A casa estava toda revirada, os poucos móveis que tínhamos, estavam quebrados.

Havia um bilhete pendurado na geladeira.

“Venha ao local indicado, sem polícia, por volta das 23h da noite de hoje. Seu pai está conosco.

A Irmandade.”

Droga! O que o irresponsável do meu pai fez agora?

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Cheguei ao local onde seria o “encontro”. As 23h em ponto.

— Você é Melissa Mitchell? – Estava muito escuro, não conseguia enxergar nada nem ninguém.

— Sou. – Falei em alto e bom som. – Onde está meu pai?

— Está conosco. Olhe para o chão, terá um envelope. Pegue-o e o abra. – Obedeci.

Era um contrato, com a assinatura do meu pai. Nele estava escrito algo sobre empréstimo, e que se houvesse falta de pagamento, a filha seria levada e com isso a divida estaria paga.

Lágrimas escorriam em minha pele fria.

Ele não fez isso, não pode ser.

— Você entende o que diz esse contrato? – Era uma voz máscula.

— E se eu me recusar a ir?

— Seu pai morre. Simples assim.

— Seus animais! Não podem fazer isso com as pessoas. – Eu soluçava.

— Não fomos nós que fizemos. Ele quem nos procurou, e não só concordou com os termos como também foi seu pai que nos propôs.

— Por que pai? Já não bastava a mamãe?

— Filha! – Ele parecia chorar.

Senti uma dor fina em meu braço. Tudo rodava e ficava mais escuro. Desmaiei.

Tempo depois, havia acordado num quarto, muito bonito e espaçoso.

Fui até a porta. Estava trancada.

— Me tirem daqui! – Eu chutava e esmurrava a porta, mas não obtive sucesso.

Ouço alguém destrancá-la. Era uma senhora.

— Olá! – Ela carregava um vestido em uma das mãos, e na outra havia um par de sapatos. – Sou Rosely. Por favor, tome um banho e se vista com essas roupas. O senhor quer conhece-la.

— Por quê?

— Só sigo ordens, querida.

Peguei o vestido e fui ao banheiro.

Era enorme. Com banheira e tudo mais.

Tomei uma ducha rápida e me vesti. O vestido era azul claro, ia até os joelhos e as costas eram nuas. Uma graça de vestido.

Sai do banheiro. Rosely fez sinal com as mãos para que me sentasse na cadeira. Havia uma penteadeira, com muitos produtos.

— Vou arrumar seu rosto e cabelo. – Ela pegou uma escova.

Logo após ter feito uma bela trança, passou-me base, pó e corretivo, junto com um delineador máscara de cílios e gloss rosa. Ela entregou-me os sapatos. Eram scarpins brancos com um pequeno laço na frente. Passou-me uma colônia doce, mas não enjoativa.

— Ela está pronta. – Ela falou alto e dois homens que pareciam gângsters entraram. – Vá com eles. Lhe levarão até o senhor.

Os segui.

A casa era enorme, muitos quartos e escadarias, até que entramos numa sala.

Era muito requintado. Móveis que combinavam com as paredes. Havia uma cadeira que estava virada para a grande janela de vidro. Lentamente se virava.

Havia um homem bem vestido em um terno.

— Olá senhora Mitchell. Esperei muito por você. – A voz rouca. – Sou o chefe daqui. – Ele parecia novo demais para ser o tal “senhor”.