A Inversão

3 Talvez eu acredite


Notas iniciais
Um milhão de anos sem postar.. estava sem vontade. Hoje acordei e decidi continuar escrevendo.
Espero não parar de escrever novamente, estou gostando muito da história.
Espero que gostem!!

-O que essas coisas sobre campos meneguéticos tem haver com a falta de energia e o frio?- Disse Will, zombando da garota.

-Tudo Will, tudo!- Disse Anne colocando sua caneca sobre a mesa de centro, ainda com uma expressão de preocupação – Antes de tudo isso, algo chamou minha atenção quando navegava na internet. Uma cientista, Laura Still, havia acabado de publicar uma nota em sua página no Facebook, na qual ficava facilmente perceptível a preocupação da cientista e também entusiasmo quanto ao andamento de suas pesquisas.

-Suponho que essas pesquisas são relacionadas á campos magnéticos?

Will sabia que aquilo os levaria a mais uma conversa sobre ciência, uma longa e cansativa conversa sobre ciência.

-Sim e não. – Respondeu Anne, percebendo uma expressão cansada no rosto de Will. – Vamos Will, prometo que isso vai se tornar interessante.

-Tudo bem, então. – Continuava com a mesma opinião sobre onde àquela conversa os levariam.

-Algumas horas depois, outra publicação foi postada na página e essa sim me pareceu alarmante. Dizia que os níveis de magnetismo continuavam a cair, chegando a pontos críticos. – Qualquer tolo perceberia o entusiasmo da garota, que continuou sua explicação. – Em um dos comentários, uma das pessoas da página perguntou quais seriam as consequências caso o campo continuasse a enfraquecer, não demorou muito e a própria Laura respondeu. Na resposta dizia que com toda certeza não gostaríamos que isso acontecesse, afinal a energia ainda é algo essencial na vida do ser humano. Citou também algumas outas coisas, dentre elas a alteração da temperatura.

- Então você acredita que as pesquisas dessa cientista tem ligação com a falta de energia e o frio? – Will não pareceria acreditar muito na hipótese.

- Sinceramente, não. – Um pouco triste, pegou sua caneca e terminou seu chocolate que já não estava mais quente.

- Tenho que ir, afinal, isso não é hora de estar na casa dos outros. – Will levantou, pegou seu casaco e se direcionou a porta.

Ao abrir a porta ambos levantaram seus rostos em direção ao céu onde as auroras boreais brilhavam com mais intensidade.

- Will, para falar a verdade, eu acredito sim. – Disse Anne que após se despedir do amigo, fechou a porta e voltou para seu quarto, onde seus pais observavam o céu pela janela.

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-Vó, minha mãe não atende. – Mike ligava a cada três minutos para a mãe.

-Você não larga esse telefone. Sabe que sua mãe é ocupada e se ela não atende não há razão para ficar ligando. – A Avó responde da cozinha, enquanto trocava a água do cachorro.

-Ela me diz um monte de coisa, me larga na casa da minha avó e simplesmente some. – Disse o garoto quase como um sussurro, enquanto digitava novamente o número da mãe.

-Vamos garoto, levanta desse sofá, a comida não vai te esperar.

Ana era uma moça extremamente de bom humor, estava sempre de cabelo amarrado em coque e um avental. Não aparentava ter a idade que tinha, às vezes até perguntavam se ela era irmã da ex-nora Laura. Tinha a pele clara como a do filho e olhos cor de mel, o qual era sempre atingido pelo neto, quando discutiam, onde o garoto dizia que de doce a avó tinha somente os olhos.

//

- Dezesseis ligações perdidas. – Disse Laura enquanto observava com incredulidade a tela do celular.

-Lembrou-se de atualizar sua página, Laura? – Disse Hoby, amigo de Laura e também cientista.

-Com tanto trabalho não sei se seria adequado para o momento, Hoby.

-Vamos Laura, eles gostariam de saber, pelo menos eu iria gostar de saber. – Concluiu o cientista com um pequeno sorriso nos lábios.

Laura pegou seu celular e em seguida ligou para o filho.

-Mãe? – Disse Mike com um tom de alivio na voz.

-Oi filho, estava realmente ocupada e não pude atender.

No mesmo momento, a cientista começa a digitar sua publicação enquanto conversa com o filho.

- È verdade filho, os níveis continuam caindo. Acredita que o Dr. Robert falou diretamente com o presidente?

- Não sei se isso é realmente bom mãe, afinal, contatar diretamente o presidente faz com que as coisas tornem-se preocupantes.

- Realmente é ótimo receber perguntas na página. – Disse Laura enquanto respondia as perguntas da página.

-Não entendi. – Disse o garoto que em seguida tira o celular de perto do ouvido e observa a tela do mesmo. – Alô, mãe?

-Mike? Mike?

A ligação cai. Laura tenta retornar a chamada, mas o celular do garoto parece não receber a ligação.

- Essas operadoras de hoje em dia. – Diz Hoby, percebendo o desconforto de Laura.

-Sim, essas operadoras. – Laura concorda, olhando para o celular e percebendo que esta totalmente sem sinal.

Ambos na sala são surpreendidos com o som de uma sirene que ecoa pela sala de controle, Laura levanta e corre em direção aos computadores centrais onde um grande grupo de pessoas vira a atenção para o Dr. Robert, que solta um grito em direção a Laura. Ambos trocam um olhar apreensivo.

-O que esta acontecendo? – Pergunta Robert ao encontrar a jovem no caminho para a sala de controle.

- Me de licença. – Laura grita, tentando passar entre as pessoas e perdendo Dr. Robert de vista.

Antes mesmo de Laura alcançar a frente dos computadores, a energia do prédio é desligada. Laura continua a avançar, e quando finalmente consegue passar entre as pessoas, encontra Dr. Robert parado, sem reação.

-Está acontecendo, Laura. Está acontecendo.

Notas finais
Comentem, digam o que acharam, critiquem! Qualquer coisa! kkkkkk
Obrigado!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.