A Intrusa De Westeros

11 Esse é o meu fim? Pelo menos tá melhor que Crepúsculo. - Parte II


Notas iniciais
Mais uma vez: leve o título na esportiva. Eu sei que todos levam porque vocês são leitores incríveis. Eu sei que eu falei "daqui a pouco eu posto o final." No ano passado e nem era Dezembro, mas tem sido dias preguiçosos, eu confesso. Estou um pouco desmotivada. A história foi vista por mais de 4K visualizações, mas não teve muitos comentários e achei que não tinham gostado. Eu não sou muito boa nem muito caprichada, a história tem alguns erros, eu sei, mas eu só reviso uma vez e alguns passam. Passei dois dias escrevendo esse pouquinho aqui só pra terminar mesmo. Gostaria de agradecer mais um milhão de vezes a todos que leram até aqui. Vocês são incríveis.

O fogo não parava de avançar. O ar estava ficando rarefeito. Pânico me dominava.

“Socorro. Eu não quero morrer no primeiro livro.” Eu gritava, esperando que um milagre acontecesse.

Os soldados conseguiram derrubar a porta, mas nada podiam fazer. O fogo era um lago entre eles e eu.

Morte era meu destino. Lágrimas inundaram meus olhos e eu senti uma dor no peito por não poder me despedir do meus amigos, familiares e amor. Aceitei e esperei.

Uma figura de vermelho me olhava do outro lado da sala, ela não moveu um dedo.

“Hey, não vai ajudar não?” Gritei para ela.

“Senhora, não podemos fazer nada.” Os soldados achavam que era com eles. “Vamos em busca de alguém...” Ele não terminou a frase, simplesmente saiu correndo. Ele não voltaria.

“Covarde.” A figura de vermelho falou. “Você vai morrer.”

“Já aceitei isso.” Tentei disfarçar o medo em minha voz já que eu esperava que ela me ajudasse. “E aí? O que você anda fazendo?”

O Destino me sorria, literalmente. A garota de vermelho olhava o fogo verde vindo em minha direção lentamente com um sorriso sarcástico. Era o meu fim e eu odiava.

Estava quente, um círculo pequeno me cercava pouco antes de minha morte e a vadia ainda sorria.

“Ok, você estava certa.” Eu gritei pra ela. “Eu devia ter ido embora antes.”

Eu não iria me humilhar pra ela, mas tentaria sair dali se possível.

“As suas amigas já foram.” Foi tudo o que ela disse.

“Pode ajudar aqui?” Eu já estava sem paciência pra teatro e estava ficando irritada. “Eu vou embora, nunca mais volto pra esse livro.” Talvez voltasse para o próximo, ou não. “Chega de jogos, por favor.”

Então ela fez algo que eu não pude acreditar: tirou um Iphone do nada e começou a mexer nele.

“Você não sabe o quanto você perdeu nesse tempo que passou aqui.” Ela sorria olhando pra tela. “Tem uns gatinhos novos que você vai adorar.”

Aí eu fiquei confusa: De que tipo de gatinhos ela estava falando? Como ela tem um Iphone? De onde vem o sinal pra ele? Como ela sabe o que é aquilo?

Então percebi que o fogo havia parado no círculo. Eu estava cercada ainda, mas ele não avançava mais.

“Tudo bem, Intrusa. Você vai embora. Mas tenho que avisar que você não vai gostar do que vai ter que fazer pra voltar pra casa.”

Ela andou sobre o fogo e veio em minha direção. Esticou a mão e tocou minha testa. Sorriu.

“Não posso nem me despedir?” Foi tudo o que consegui dizer antes de uma onda elétrica passar pelo meu corpo e uma onda de frio puxar meu peito para dentro.

Estávamos na Muralha, ou pelo menos eu conseguia vê lá no horizonte.

“Você terá que correr se quiser chegar no portal a tempo.” Ela disse isso apontando para o alto de uma colina congelada a mais de 5km de onde eu estava. Parecia pequena de onde eu estava, tinha uma árvore sem folhas. “Caso não esteja com muita pressa eles podem te motivar”

Alguns braços saíram do chão e logo os corpos também saíram. Era brancos com olhos azuis brilhantes,, vestindo trapos que não cobriam os buracos em seus corpos e tinham órgãos congelados a mostra. Olharam lentamente em minha direção e eu preferi estar na sala com o fogo verde naquele momento.

Comecei a andar de costas, não conseguia tirar os olhos deles. Uma parte de mim queria ir até eles e tirar uma selfie pra postar no Instagram e compartilhar no Facebook, mas se eu fizesse isso não teria como postar, já que estaria morta. Também não tinha um celular. Então eu comecei a correr.

Descobri que correr na neve é um pesadelo: pés afundando, corpo pesado e o frio congelando meu sangue, essa parte podia ser de medo ou o frio, mas nem eu sabia.

Tentando correr e desviar das investidas que os branquelos davam eu só conseguia pensar em uma coisa: The Walking Dead.

Eu tinha certeza que as outras não tinham passado por aquilo. Aquela garota queria me ver sofrer, já não bastava o cheiro ruim desse lugar e a falta de internet, ela queria que eu sofresse mais.

Veja bem, eu sou baixinha, quase uma anã. Quase do tamanho do Tyrion. Minhas pequenas pernas não foram feitas pra correr. Tudo bem que eu não bamboleio por aí correndo, sou até um pouco rápida, mas não dá pra ser muito rápida na neve. A cada cinco segundos um deles passava os dedos em minhas costas. Eu tava me cagando de medo.

De algum modo eu estava a poucos metros da árvore, mas não tinha nada lá que eu pudesse ver. Era só uma árvore. Então me lembrei que a doida tava falando algumas cosas que eu não tinha prestado atenção por completo, pois tinha uns zumbis de gelo saído da neve e vindo atrás de mim.

Continuei correndo em direção a árvore. As lembranças de tudo o que eu tinha vivido nesses dias passaram em minha mente: O estábulo fedido de quando cheguei. As brincadeiras com os Stark. O tempo que passei com Ramsay. A marcha cansativa pra convencer os Grandes Senhores e os corvos enviados. As danças nas paradas que os cavaleiros faziam nas fogueiras. À primeira vez que tomei vinho com Tyrion. O beijo com Jonh. O trato com Petyr, que não é tão sexy como o Aidan Gillen, ulala. O tempo que passei com Cersex, que não foi muito longo. A morte de Joffrey, que não foi muito divertida no final pra mim, mas foi muito boa de se ver. Isso soou um pouco psicopático. Medo. Aquelas garotas legais que conheci, mesmo não sendo por muito tempo.

Muita coisa havia acontecido e eu me diverti muito.

Então os caras pálidos pegaram no meu braço e eu lembrei que tinha uns tipo walkers atrás de mim tentando me matar pra acabar com meu calor.

Então aconteceu muito rápido.

1- Uma luz atingiu o Outro.

2- A árvore atingiu minhas costas, doeu.

3- Ou será que eu atingi a árvore? Doeu mesmo assim.

4- Eu não conseguia ver mais nada e estava com uma sensação estranha que eu sinto quando estou em lugares altos ou penso em altura: um calafrio nos pés e nas mãos junto com um suor.

Quando a luz voltou ou eu voltei a envergar pelo menos, percebi que eu não estava mais no mundo de Game of Thrones, mas ainda não estava exatamente no meu.

Acho que ela tinha me falado pra pensar na minha casa e no meu mundo tocasse a árvore.

Me fod! agora. Já era.

Notas finais
Deixa um comentário tentando adivinhar pra onde eu fui. Um dia eu posto a história de onde eu fui ser intrusa por mais um tempo. Amo todos que leram até aqui. Obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!