A Interna.
2 Mundo novo.
Estava na hora e minha vó já me esperava fora daquele grande portão, foram dez anos aqui e eu não deixei de pensar nos meus avós um dia sequer, eu os amo mais que tudo.
Tive que me conter para não esmagar a Sra. Hamilton com meu demorado abraço de urso, eu precisava daquilo, eu precisada dela.
No carro observei da janela como um cãozinho curioso que nunca vira outras pessoas antes, eu queria sair e toca-las para ver se eram reais.
Meus avós são artistas: Um violinista e uma pintora, nunca nada foi normal na vida deles. Uma neta psicopata não é normal.
Eles são ricos, mas tão simples... Moram em um chalé nos arredores da cidade, o lugar mais lindo que já conheci.
O reencontro com as únicas pessoas que eu me importo, que eu amo, foi inesquecível. Eu queria prolongar aquele momento para sempre, e sempre, e sempre...
Tinha um quarto preparado especialmente para mim, com uma vista para o porto, que naquela tarde, estava mais parecido com uma das espetaculares pinturas de minha vó. O quarto estava cheio de livros, vinis antigos, e uma velha máquina de escrever, fiquei maravilhada com tudo aquilo. Era um sonho.
Mal sabia eu que aquilo iria em breve ser destruído por 3 desconhecidos, ou nem tão desconhecidos assim...
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