A Infinidade do Finito
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem vindos á nossa fanfic. Nós somos novatas neste ramo, então todos os comentários são bem vindos.
Esta história é uma daquelas que você só entende o título no final, então se ficaram bugados no título saibam que é normal.
Esperamos que vocês gostem e que não sejam fantasminhas.
Boa leitura ♥
''Angel''
Eu sabia muitas coisas. Sabia todos os ônibus da cidade e onde passavam. Sabia quantas vezes tinha mandado o meu chefe ir para o inferno. Sabia quantas calorias tinha o pão de queijo do lugar decadente que chamávamos de cantina. Sabia o nome de todos os atendentes da padaria da esquina. Sabia que minha melhor amiga, Lizzy, nunca fritaria um ovo descente. Mas eu não sabia como terminar aquele maldito relatório.
Frustada, bati minha cabeça na mesa, na esperança de aparecer uma alma bondosa e me ajudar (Mas só recebi pedidos de silêncio).
Decidi pegar um copo de café para relaxar um pouco. Segui pelos corredores cuidadosamente limpos e encerados pelas faxineiras, as únicas pessoas que na minha opinião prestavam ali.
Acenei levemente para a Dra. Kannenberg, uma advogada loira e fresca, mas ela nem se deu o trabalho de olhar diretamente para mim. Empinou o nariz e saiu rebolando (como ela faz com todo mundo, exceto, é claro, com o meu chefe.)
Peguei um copinho e me servi, mas quando estava prestes a beber , meu chefe apareceu.
— Não sabia que o horário de almoço começou. — Ele parecia irritado.
— Na verdade, eu só estava pegando...
— Você deveria parar de perambular por aí e fazer seu trabalho.
— Eu estou fazendo o relatório.
— Não estou vendo.
Respire fundo e ele pareceu notar:
— Está me desafiando?
— Eu? Lógico que...- Em um rápido ato, ele derrubou o café da minha mão. Vi o chão e minha camiseta completamente afetados pelo ato, e a única coisa que consegui lançar nele, foi o meu olhar incrédulo.
— Limpe isto e volte para seu trabalho. — O meu patrão se virou, pronto para ir embora, mas antes acrescentou — Não gosto de rebeldia, mocinha. Quero que isto fique bem claro.
— E minha camiseta? — Por um instante, esqueci-me que poderia estar queimada. Acho que o meu ódio por aquele velho ajudava o caso, mas depois, percebi que além das pessoas, o café era frio. Ele me ignorou, e continuou andando com aquela careca brilhante. Sério, aquilo brilhava mais do que os meu pratos novos.
Meu sangue fervia, meu rosto ardia, meus punhos estavam cerrados e meus instintos eram de dar um soco na cara daquele sujeito. Mas eu não podia. O Dr. Enrico Markova não tolerava nenhum ato contra ele. Como o grande advogado que era, daria um jeito de me processar e colocaria seus amigos da elite contra mim. E eu não queria mais problemas. Além disso, precisava do emprego.
Fui contra a minha vontade até a sala de serviços pedir um esfregão e perguntar se as faxineiras tinham alguma blusa do uniforme delas sobrando. Eles me deram uma blusa do meu tamanho, mas ficaram preocupadas, já que eu estava com cara de poucos amigos e provavelmente vermelha. Isso sempre acontecia comigo quando ficava com raiva. Murmurei um "está tudo bem, obrigada" e fui limpar a sujeira.
Quando deu o horário de almoço resolvi ir para casa. Não importava se eu fosse demitida, eu não voltaria para aquele lugar. Pelo menos não hoje.
Era uma tarde fria e chuvosa, as calçadas estavam inundadas, o trânsito parado e a forte ventania balançava ternos e vestidos alheios. O guarda-chuva tampava metade da minha visão, mas mesmo assim decidi mante-lo no mesmo lugar, numa falha tentativa de manter minhas roupas secas.
Subo as escadas do decadente prédio, acenando para alguns vizinhos que conhecia. Passei pelo 5A, onde morava uma velhinha que cultivava milho. Passei também pelo 8B, o apartamento da sacanagem, como eu e minha melhor amiga chamávamos, já que o apartamento só era usado pelo casal para seus fetiches sexuais, o que nós, outros vizinhos, éramos obrigados a aguentar.
Finalmente chego no mini apartamento que tinha orgulho de chamar de lar. Há 3 anos eu divido um apartamento com minha melhor amiga, uma louca que atendia pelo nome de Elisabeth. Nos conhecíamos desde os 5, e o carinho continua até hoje, 20 anos depois. Lizzy estava jogada no sofá, pintando as unhas dos pés.
— Em casa tão cedo? — ela perguntou, com curiosidade no olhar.
Sentei na velha e cafona poltrona que ficava no canto na sala, tentando ao máximo me concentrar na mínima TV.
— Tudo bem... — Ela continuou — Você não vai adivinhar quem arranjou um emprego na Hyde's Show.
Tive que parar um momento para pensar no quê estava ouvindo. Era alguma pegadinha.
— Sério, Lizzy? Que incrível.
— Eu sei. O senhor Zé é muito sortudo. O tadinha estava sem trabalhar a 6 meses.
Revirei os olhos.
— O que foi? Espere... Você não achou que eu tinha arrumado um emprego, né? — Ela perguntou, risonha.
Desde que começou a namorar Evie, uma cientista hippie, Lizzy entrou numa vibe Anti-capitalista. E agora de recusava a trabalhar para os "grandes proprietários" e ajudar na Mais-Valia, como ela dizia.
— O que tem para o almoço? — indaguei, mudando de assunto. Um assunto que pareceu animá-la.
Notas finais
Se não gostaram, digam o que precisa melhorar.
Se gostaram, comentem para nos motivar.
Se viram algum errinho de ortografia, podem nos falar. Ninguém aqui morde :3 Todos os reviews serão recebidos de braços abertos e com balas Juquinha e respondidos com carinho.
Bye galerinha ♥
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